terça-feira, outubro 27, 2026
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Política & Cia

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Por Mateus Gusmão

Samuca consegue 25% de remanejamento de verba

 

Após conseguir uma trégua com um grupo de dez parlamentares, mantendo sua base formada por outros sete, o prefeito Samuca Silva (PV) passou pelo seu primeiro teste com a Câmara de Volta Redonda. Conseguiu a proeza de aprovar, em urgência e preferência, na sessão de quinta, 1º, o aumento do percentual de remanejamento de verbas do orçamento de 2017 de 7% para 25%. Na prática, Samuca terá mais liberdade para retirar recursos de uma secretaria e realocá-los em outra pasta. Tem mais. Com os 25%, não precisará pedir – e dever – favores a nenhum dos 21 vereadores da cidade do aço.

 

Mas não foi tão fácil assim. É que mensagem foi aprovada, a toque de caixa, em uma sessão tumultuada diante da presença de um grupo de taxistas que foi até a Casa de Leis para protestar contra o uso do Uber em Volta Redonda. Assim, o projeto de Samuca acabou ofuscado. “Esse é o primeiro teste para saber se o prefeito tem a maioria dos vereadores. Mas a prova final, a comprovação mesmo, só será conhecida na votação da reforma Administrativa”, avaliou um dos parlamentares.

 

O único que se manifestou durante a votação foi Fernando Martins (PMDB), que era, até então, tido como de oposição a Samuca. “Votei no término do ano passado por 7% de remanejamento. Mas entendo que o governo está querendo trabalhar. Então estou dando um voto de confiança para o prefeito, para ver nossa cidade avançar. Mas vamos continuar fiscalizando”, justificou Fernando. Então tá!

 

Áudio

Samuca Silva teria ficado enfurecido com Maycon Abrantes ao descobrir o vazamento do áudio onde o vice defende a reprovação de um Projeto de Lei do vereador Luciano Mineirinho (ver página 15). Mineirinho e Samuca, se Maycon não sabe, são compadres.

 

Candidato (I)

O vereador Laydson (PMDB) deverá ser candidato a deputado federal no ano que vem. Detalhe: já está procurando uma nova legenda que o aceite de braços abertos e sem fazer exigências.

 

Candidato (II)

Por falar em candidaturas, Samuca estaria procurando dentro do seu próprio círculo um candidato a deputado federal. Detalhe: que seja muito parecido com ele. Só não pode ser um poste, é claro.

 

Feriado

A partir do ano que vem, a prefeitura de Volta Redonda vai decretar feriado municipal no Dia de Santo Antônio, 13 de junho, padroeiro da cidade do aço. Esse ano, entretanto, é dia de trabalho normal.

 

Dados chocantes

Somente em abril, nove pessoas foram assassinadas em Volta Redonda; 11 foram vítimas de tentativa de homicídio; dez estabelecimentos comerciais foram assaltados; 12 carros foram furtados; e 32 pedestres foram roubados. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), divulgados essa semana. E o comandante da PM acha que o efetivo do Batalhão do Aço dá conta do recado. 

 

Almoço

O Grupo de Amizade Colher de Pau (GACP) realiza amanhã, domingo, 4, mais um almoço beneficente. Será no Instituto São Vicente de Paula, no São Luiz, em frente ao posto do Detran. No cardápio, uma deliciosa feijoada por apenas R$ 15,00.

Pendenga de branco

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vita cópia

Pollyanna Xavier

A ação de locação de imóvel – inadimplemento que a CSN move contra o Grupo Vita pelo aluguel do prédio onde está instalado o hospital – vem ganhando capítulos novos a cada movimentação. Na semana passada, por exemplo, o juízo da 4ª Vara Cível de Volta Redonda negou o pedido do Vita para impedir que parte da receita do Saúde Bradesco (um dos principais planos de saúde atendidos no hospital) seja bloqueada para garantir o pagamento do aluguel do imóvel. O pedido de bloqueio partiu da CSN que, pasmem, ao contrário do que o aQui já divulgou em edições passadas, nunca teria recebido um tostão pela ocupação do prédio.

 

O imbróglio entre o Vita e a CSN começou em 2014, quando a Siderúrgica – dona do prédio onde funciona o Hospital e o Centro Médico do Vita – recorreu à Justiça para receber aluguel dos imóveis. Na primeira decisão, em outubro de 2014, o juiz Alexandre Custódio Pontual mandou despejar o Grupo Vita do prédio da CSN, estabelecendo, na época, um prazo de 15 dias para a desocupação voluntária. A decisão, porém, nunca foi cumprida, porque o Vita entrou com vários recursos no Tribunal de Justiça.

 

Em um destes recursos, o grupo de Curitiba conseguiu uma decisão que impede a CSN de despejar o Hospital. “Devido ao impacto social que um despejo acarretaria na cidade, a Justiça impediu a CSN de fazer isto. O que a empresa busca na Justiça é normalizar o pagamento dos aluguéis mensais e receber os atrasados do Vita”, disse uma fonte consultada pelo aQui, ligada à Companhia. Segundo ela, o juiz Alexandre Pontual chegou a arbitrar um aluguel no valor de R$ 350 mil mensais à CSN – que inclusive teria sido proposto pelo próprio Vita –, porém o Hospital nunca pagou a quantia. “A CSN não tem apenas o direito de receber pelo aluguel, ela tem também o dever perante seus acionistas”, reforçou a fonte.

 

Na semana passada, uma movimentação nova no processo que corre na 4ª Vara Civil de Volta Redonda mostrou que o juiz indeferiu o pedido do Vita de desbloquear parte da receita do Saúde Bradesco para garantir o pagamento dos aluguéis atrasados. De acordo com os autos, o pedido de bloqueio partiu da própria CSN, uma vez que o Saúde Bradesco seria parceiro do Vita. A Justiça aceitou o pedido da CSN e todos os meses, uma parte da receita da operadora do plano de saúde é custodiada a uma conta na Justiça, para garantir o pagamento da dívida do Vita. Os valores não foram citados no processo.

 

Histórico

Os prédios onde funcionam o Hospital e o Centro Médico do Vita pertencem à CSN que, em 2000, permitiu o uso através de um comodato com vigência de 10 anos. Depois deste período o Vita passaria a pagar à CSN um aluguel pela utilização dos imóveis, porém isto nunca chegou a acontecer. Em 2014, depois de várias tentativas de um acordo, a CSN resolveu acionar o Vita na Justiça para normalizar esta questão. O processo se arrasta até hoje, com vários recursos impetrados pelo Vita, inclusive no Tribunal de Justiça.

 

Segundo informações não conclusivas (porque aguardam atualização monetária, mora e juros), a dívida dos aluguéis atrasados ultrapassa R$ 30 mil.

 

Nota da redação

A CSN foi procurada pelo repórter do aQui para comentar sobre o andamento do processo contra o Hospital Vita. Por e-mail, a empresa disse que não comentaria o assunto.

 

O Hospital Vita também foi procurado, via e-mail, pela reportagem do jornal. Foram concedidos prazos para um retorno, mas o Hospital não se manifestou. Não houve qualquer resposta por parte do Vita.

 

A administradora do Plano de Saúde Bradesco também foi acionada pelo aQui para comentar o pedido de bloqueio de parte de sua receita, como garantia de pagamento do aluguel do Hospital Vita. Por e-mail, a operadora do plano de saúde informou que “A Bradesco Saúde não é parte no processo e, portanto, não pode comentar esta decisão judicial”. 

“Pode melhorar”

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31-05-2017 - cittaMobi - gabriel borges (7)

A mobilidade urbana voltou a ser debatida na manhã de quarta, 31, tendo de um lado o prefeito Samuca Silva, acompanhado por integrantes de diversas secretarias e autarquias, e do outro os representantes da empresa responsável pelo aplicativo CittaMobi, que está em uso na cidade do aço desde o governo Neto. Graças ao sistema, a população pode identificar a localização dos ônibus e horários que vão passar pelos pontos espalhados pelo município. “Temos grandes desafios e a mobilidade urbana precisa avançar. Estou muito ansioso para tornar Volta Redonda cidade referência também nesse aplicativo. É um compromisso com a modernidade. As empresas de ônibus e o sindicato da categoria podem nos ajudar a melhorar esse projeto, com certeza”, avaliou Samuca.

 

O agora diretor-presidente da Suser, Wellington Silva, explicou que, para garantir maior mobilidade, o serviço pode melhorar e, para isso, convidou a equipe da Cittati para apresentar todas as soluções que o aplicativo oferece. “Convidamos também as empresas de ônibus para que, de forma integrada, possamos entender quais possibilidades temos de utilizar melhor o aplicativo, na busca de melhorar o serviço e facilitar a vida das pessoas”, acrescentou.

 

A melhoria apresentada e sugerida pela equipe da Cittati foi a ferramenta SmartCitta, que possibilita ao órgão gestor (a prefeitura) ter uma visão consolidada e em tempo real do transporte público do município. De acordo com Patrícia Araújo, que é gerente da Cittati no Rio de Janeiro, a plataforma faz a gestão de todas as comunicações que podem ser implantadas e fomentadas através do aplicativo CittaMobi.

 

 “Isso divide informações para o órgão gestor, que vai se comunicar com a população sobre segurança no ponto de ônibus, cancelamento de horário, limpeza, mudança de itinerário, obras, manifestações, eventos na cidade, entre outros. Permite à prefeitura se comunicar com o cidadão através do CittaMobi, o que ainda não é utilizado em Volta Redonda”, explica.

 

Outras possibilidades que o SmartCitta oferece, segundo ela, é a comunicação com a Ouvidoria – através do CittaMobi; a geração de pesquisas, que podem fornecer ao órgão gestor indicadores; termômetros de maior concentração de dados de acidentes e de ocorrências; gráficos de origem e destino para compreender por faixa e horário onde está a população em determinado horário, quantas pessoas estão se deslocando de um bairro para o outro; entre outras informações. “É uma ferramenta que usa a voz da população para construir a melhoria, ouvindo o que eles têm a dizer, usando-os como uma visão extra para comunicar um acidente, uma violência no trânsito ou mesmo um buraco na via. Eles passariam a se comunicar e alimentar o órgão gestor e a operadora sobre os problemas”, concluiu.

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