Custo do voto

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Confira quanto custou cada voto aos políticos do Sul Fluminense. Bruno Marini foi quem mais gastou; Jari, quem menos precisou gastar

Mateus Gusmão

 

Santinhos, gasolina, carro de som, cabos eleitorais, bandeirinhas… A lista de despesas de uma campanha eleitoral é gigantesca e, nela, os partidos e candidatos gastam milhões de reais pelo Brasil afora para tentar garantir que, no dia da eleição, o eleitor escolha seus números. Tudo isso sai caro, muito caro. Cada voto conquistado também não é barato. Muito pelo contrário. 

Por isso, o aQui fez um levantamento com base nos dados declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral, cruzando as receitas de campanha com a quantidade de votos recebidos nas urnas. O objetivo foi calcular quanto cada candidato arrecadou, em média, por voto conquistado. Confira o levantamento de alguns candidatos do Sul Fluminense à Câmara ou à Alerj: 

DEPUTADO FEDERAL

Diogo Balieiro (PL)

Único candidato da região eleito para a Câmara dos Deputados, Balieiro recebeu cerca de R$ 2,1 milhões em recursos para tocar sua campanha. Seu maior financiador foi o próprio partido, responsável por aproximadamente R$ 2 milhões. Como conquistou 102.026 votos, o valor médio por voto saiu a R$ 20,58.

Antônio Furtado (PL)

O delegado da Polícia Civil lotado em Piraí e ex-deputado federal recebeu R$ 421 mil para promover sua campanha, dos quais R$ 400 mil foram enviados pelo PL. Não adiantou nada, pois não se elegeu. Obteve 32.078 votos, o equivalente a R$ 13,12 por voto.

Coronel Henrique (Avante)

Em sua primeira tentativa de conquistar um cargo eletivo, o coronel da Polícia Militar, emprestado à Prefeitura de Volta Redonda até o início da campanha, recebeu R$ 267 mil para tentar a carreira política pela região, sendo R$ 100 do Avante. Outros R$ 165 mil ele afirmou ter tirado do próprio bolso. Com 18.211 votos, cada voto lhe custou, em média, R$ 14,66. 

Bruno Marini (União)

O empresário de Barra Mansa foi um dos candidatos com maior valor médio gasto por voto. Ele recebeu, vejam só, R$ 1,564 milhão de recursos para tocar sua fracassada, sendo que R$ 1,4 milhão saiu dos cofres do União Brasil. Como recebeu apenas 3.475 votos, o valor médio chegou a cerca de R$ 450 por voto.

Rodrigo Furtado (PL)

O vereador de Volta Redonda conquistou 9.228 votos em sua primeira campanha para deputado federal. Com R$ 308 mil em recursos, dos quais R$ 300 mil foram enviados pelo PL, o valor médio foi de R$ 33,37 por voto.

DEPUTADO ESTADUAL

Munir Neto (Solidariedade)

O deputado estadual foi reeleito com 52.808 votos. Para a campanha, contou com R$ 562 mil em recursos, incluindo R$ 368 mil do Solidariedade e R$ 20 mil do irmão, o prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto. O valor médio do voto saiu por R$ 10,64.

Gustavo Tutuca (PP)

Reeleito para o seu quinto mandato na Alerj, Tutuca recebeu 56.334 votos. Para a campanha, contou com R$ 608 mil em recursos, sendo R$ 450 mil dos cofres do PP. O valor médio foi de R$ 10,79 por voto.

Jari Oliveira (PSB)

Também reeleito, Jari recebeu R$ 164 mil de recursos para a campanha, dos quais R$ 115 mil saíram do PSB. Com 34.199 votos, o deputado conquistou cada voto ao custo médio de R$ 4,80. O menor entre todos os que foram eleitos e reeleitos. 

Raone Ferreira (PT)

O vereador de Volta Redonda, que aguarda decisão da Justiça para poder, enfim, comemorar sua eleição para a Assembleia Legislativa, recebeu a bagatela de R$ 311 mil de recursos para a sua campanha, sendo R$ 145 mil do PT. Com 28.377 votos, o valor médio foi de R$ 10,96 por voto.

Rodrigo Drable (Solidariedade)

O ex-prefeito de Barra Mansa recebeu 28.038 votos. Para a campanha, contou com R$ 360 mil em recursos, dos quais R$ 350 mil vieram do Solidariedade. O valor médio foi de R$ 12,84 por voto. 

Edson Albertassi (MDB)

Em seu retorno às urnas, o ex-deputado estadual conquistou 22.576 votos. Durante a campanha, recebeu R$ 230 mil em recursos, incluindo R$ 75 mil do MDB e R$ 40 mil de recursos próprios. O valor médio foi de R$ 10,19 por voto.

Sidney Dinho (PRD)

O vereador de Volta Redonda, apontado como próximo presidente da Câmara Municipal, conquistou 3.475 votos. Ele contou com cerca de R$ 655 mil em recursos para a campanha, dos quais R$ 630 mil saíram dos cofres do seu partido. Com isso, o valor médio chegou à bagatela de R$ 188,49 por voto.

Alexandre Fonseca (Psol)

O ativista ambiental de Volta Redonda tentou, pela terceira vez, conquistar um cargo eletivo. Recebeu 2.222 votos e contou com R$ 113 mil em recursos para a campanha, dos quais mais de R$ 90 mil foram enviados a ele pelo Psol. O valor médio foi da ordem de R$ 50,86 por voto.