Eleições no Voltaço podem parar na justiça comum

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Às vésperas da assembleia marcada para a próxima segunda, 19, o clima político no Volta Redonda atinge a temperatura máxima. A eleição para a presidência do Voltaço, que deveria ser de celebração democrática e planejamento para o futuro, encontra-se sob a sombra de fortes denúncias e questionamentos feitos pela oposição.
A promessa de o caso ir parar na Justiça não surge por acaso. Entre as acusações, está a suspeita de irregularidades no cadastro de sócios aptos a votar – com a alegação alarmante de que nomes de pessoas já falecidas constavam da lista de votantes. Somado a isso, questiona-se a repentina presença e participação de mulheres de conselheiros e dirigentes, que, segundo relatos, jamais frequentaram as reuniões do Conselho Deliberativo.
O Volta Redonda pertence à sua torcida, aos seus associados e à história da cidade. Para que o vencedor do pleito tenha a legitimidade necessária para governar e conduzir o clube nos próximos anos, não pode haver margem para dúvidas. Uma eleição sob suspeita mancha a imagem da instituição e enfraquece a futura gestão que assumir os destinos da entidade.
Por isso, é fundamental que a diretoria e a comissão eleitoral venham a público esclarecer, ponto a ponto, cada uma das denúncias. A auditagem rigorosa da lista de sócios e o cumprimento estrito do estatuto são exigências mínimas para garantir a lisura do processo eleitoral.
O torcedor e o associado do Voltaço merecem respeito e, acima de tudo, a certeza de que o futuro do clube será decidido de forma limpa e transparente nas urnas.

Na Geral
Desistência
A polêmica que envolve as eleições no Volta Redonda, caso as denúncias não sejam esclarecidas, pode mesmo parar na Justiça, bem como fazer com que a chapa de oposição, encabeçada por Edilson Silva e Alex Bosco, retire a sua candidatura. 

História
Certa vez, meu neto Enzo me perguntou qual teria sido a entrevista mais importante que eu fiz ao longo dos meus 47 anos no rádio esportivo da região. Respondi que foi com Pelé, o rei do futebol. Aconteceu antes de um clássico entre Flamengo e Vasco, no Maracanã. Eu estava no vestiário do Flamengo, ao lado de outros repórteres, sentado nas escadarias do túnel de acesso ao gramado. Estava em pé, encostado na parede, de frente para o final do túnel. De repente, avistei no final do corredor alguns homens de terno e, para a minha sorte, entre aqueles gigantes, estava Pelé.
Fui devagarinho em direção à comitiva e fui recebido com o seu tradicional sorriso e humildade. Perguntei como ele se sentia voltando ao estádio que o consagrou. Pelé colocou a mão no meu ombro, como se me conhecesse há muito tempo, e foi o tempo exato de responder à minha pergunta. Isso porque a avalanche de repórteres, ao perceber quem estava ali, me tomou o Rei, e a exclusividade de um minuto acabou.
O mais emocionante foi a entrada triunfal do maior do mundo no gramado, aplaudido pelas duas torcidas, Flamengo e Vasco, que o saudavam ao som de “Pelé! Pelé!”. O Rei deu uma volta olímpica, mostrando um preparo físico de dar inveja a muitos jovens atletas. O detalhe mais marcante: fiquei emocionado ao ver os olhos do meu neto brilharem ao ouvir a história. 


Confirmado
O jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors está confirmado para o Maracanã, na terça, 20, às 21h30min. Casa cheia, com certeza.


Absolvido 
Pulgar, volante do Flamengo, foi absolvido por unanimidade no STJD pela entrada em Castillo, no Fla-Flu. Pulgar poderia pegar de 1 a 6 jogos de gancho. Estão de sacanagem. É por isso que a violência impera no futebol. 


Bola fora
Para os diálogos entre os árbitros de campo com os do VAR. Nunca chegam a um acordo. Parecem querer impor suas opiniões, mesmo com o público vendo a mesma imagem. Pior: em alguns bate-bocas, chegam ao ridículo de afirmar: não podemos prejudicar A ou B. É dose! 

 

Bola dentro

Para a vitória do Vasco sobre o Boca Juniors, por 1 a 0, em plena La Bombonera. Derrotou o Boca, arbitragem e torcida. Foi na garra.

 

 

Varandão da Saudade

Este é o time do Barra Mansa F.C. de 1956. Pertence ao acervo de Marinheiro, o maior arquivo esportivo barra-mansense.

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Em pé, da direita para a esquerda: Chepeiro, Zé Carlos, Mizinho, Amauri, Padeiro, Piranguinha, Mão de Onça e Bugio (técnico). Agachados: Joãozinho, Edir, Darcy, Ronaldo, Rubinho e Agostinho.