sexta-feira, maio 1, 2026
Casa Blog Página 6

A BR-393 é essencial

0

ESTADO: Kátia Miki cobra ações emergenciais em Brasília; Munir quer federalizar RJ da praia

Na terça, 14, como o aQui mostrou nas redes sociais, a prefeita Kátia Miki esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, e falou firme a respeito do péssimo estado da BR-393. Denunciou o cenário crítico da rodovia e cobrou medidas urgentes para evitar novos acidentes e mortes. “Chegamos a um ponto insustentável e não podemos perder mais vidas na BR-393”, desabafou diante de representantes do governo Federal, de órgãos responsáveis pela rodovia, de especialistas em segurança viária e de alguns prefeitos das cidades cortadas pela BR-393.

Kátia foi além. Apresentou um retrato da realidade vivida em Barra do Piraí, onde o trecho da rodovia se estende por cerca de 50 quilômetros e concentra problemas recorrentes, como buracos, falta de manutenção e aumento no número de acidentes, incluindo registros recentes de mortes. “A gente presenciou, principalmente nos últimos meses, uma escalada de acidentes graves. Só na semana passada, foram dois óbitos no trecho do nosso município. Isso tornou a situação insuportável”, frisou, chamando atenção também para os impactos diários enfrentados por quem depende da rodovia. “Todos os dias há dezenas de pessoas à beira da estrada, correndo risco. É uma realidade que não pode mais ser ignorada”, afirmou.

A participação de Kátia em Brasília ocorreu após a Justiça Federal ter determinado que o Dnit apresentasse um plano emergencial para a BR-393, por conta de uma ação civil pública movida pela Prefeitura de Barra do Piraí. “Depois de meses tentando diálogo, precisamos agir. Entramos na Justiça, mas seguimos aqui, cobrando, propondo e buscando soluções. O nosso compromisso é com a vida das pessoas”, pontuou.  

Propostas concretas
Kátia, além de desabafar, fez o que poucos fazem. Apresentou sugestões aos engravatados e políticos de Brasília. Tudo organizado em três pontos centrais, que passam pela execução imediata de obras emergenciais, a participação dos municípios na construção do novo modelo de concessão e a revisão da forma de financiamento da rodovia.

Tem mais. Quer que o governo Federal assuma parte dos investimentos, sem depender exclusivamente da cobrança de pedágio. “Durante 16 anos, a população pagou pedágio e não teve o retorno esperado. Não dá para repetir esse modelo. É fundamental que o governo Federal invista diretamente e garanta uma rodovia segura”, comparou, coberta de razão. “A BR-393 é essencial para o desenvolvimento da nossa região e precisa de uma solução urgente”, destacou Kátia.

Ao longo da audiência, a prefeita reforçou o papel estratégico da BR-393 para o Sul Fluminense, tanto no escoamento da produção quanto no deslocamento diário de trabalhadores. Segundo ela, milhares de pessoas dependem da rodovia todos os dias, incluindo cerca de 800 moradores de Barra do Piraí que utilizam o trecho para trabalhar na CSN, em Volta Redonda. “Não estamos falando de grandes obras. Estamos falando do mínimo: segurança e condições de tráfego para quem utiliza essa rodovia todos os dias”, afirmou, prometendo insistir nas cobranças. “Vamos continuar acompanhando, cobrando e pressionando até que as ações saiam do papel. A população não pode mais esperar”, concluiu a prefeita de Barra do Piraí.
Foto: Secom

Rodovia do Contorno
O deputado estadual Munir Neto também esteve em Brasília, onde se reuniu com o diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, para cobrar providências do órgão em relação às condições precárias da BR-393. E ouviu que as equipes do departamento foram reforçadas para o trabalho de recuperação da estrada, que deve durar cerca de dois meses. 
“O Fabrício Galvão me garantiu que as equipes do Dnit já foram reforçadas desde a semana passada nos trechos mais críticos da rodovia, depois das obras de recuperação sofrerem algum atraso por causa das chuvas. Ele afirmou que nos próximos dois meses o trabalho deve ser concluído”, afirmou, lembrando que vem pedindo providências desde 2025. 

“Desde agosto do ano passado venho pedindo providências urgentes na rodovia, que está com muitos buracos, em péssimas condições. E nas últimas semanas a situação piorou muito, agora estamos tendo acidentes quase diários, e o pior, com vítimas fatais. A população do Sul Fluminense não pode esperar”, esbravejou, sem revelar se acreditou nas palavras do executivo do Dnit.

Munir também conversou sobre a Rodovia do Contorno, hoje sob responsabilidade do órgão federal. “O processo de cessão da Rodovia do Contorno para o Dnit foi aprovado pelo Ministério dos Transportes, e agora vai passar por uma análise. Tendo a aprovação, será feita a licitação para os investimentos prometidos pelo governo Federal, que devem ser da ordem de R$ 200 milhões”, disse o deputado, lembrando que a Prefeitura de Volta Redonda está cuidando da iluminação da estrada. “Eu consegui uma verba junto ao governo do Estado para a iluminação da Rodovia do Contorno, obra que será feita em conjunto com a prefeitura. As parcerias são a melhor solução para trazer mais qualidade de vida e segurança para a população”, pontuou.

O deputado foi além e defendeu a federalização da RJ-155 (Via Saturnino Braga), que liga o Sul Fluminense às praias de Angra dos Reis (ver box abaixo). “A RJ-155 é uma das rodovias mais importantes da região, e também está com sérios problemas de manutenção e segurança. O diretor-geral do Dnit também acha importante a federalização. A estrada liga a BR-116 (Dutra) e a BR-101 (Rio-Santos), é uma rodovia estratégica. No entanto, depende ainda da aprovação do Ministério dos Transportes e da Casa Civil. Nós vamos continuar insistindo, a população precisa disso”, entende Munir.

Rio Claro realiza tapa-buracos na RJ-155 

Apesar de a RJ-155 ser de responsabilidade do DER-RJ, o prefeito Babton Biondi decidiu agir e equipes da Prefeitura de Rio Claro estão tapando os buracos da rodovia que vai até Angra dos Reis. “Do jeito que está, há muito perigo para quem trafega diariamente pela estrada. Temos a limitação financeira, mas não podia ficar inerte ao que tem acontecido”, disse o prefeito, referindo-se a um acidente que deixou 11 pessoas feridas devido a uma cratera na pista. Elas estavam em uma van que vinha de Angra dos Reis e tombou na altura de Lídice. 

Segundo ele, a operação teve início na divisa com Barra Mansa, na região de Getulândia, e deve avançar pelos trechos mais comprometidos. “A medida busca melhorar a trafegabilidade e oferecer mais segurança aos usuários da via, que enfrentam problemas frequentes, como pneus estourados, danos a veículos e acidentes”, apontou.

A rodovia possui cerca de 76 quilômetros de extensão, sendo 42 dentro de Rio Claro – o maior trecho entre os municípios atendidos. De acordo com levantamento da Defesa Civil realizado em janeiro, após o período de chuvas, foram identificados 21 pontos críticos, com buracos, falhas no pavimento e risco de deslizamentos.

Desde então, o prefeito destacou que tem intensificado a cobrança por intervenções definitivas por parte do Estado, destacando que a situação da rodovia se agravou nos últimos meses, especialmente após as fortes chuvas. “Apesar das ações paliativas, o município reforça que a solução definitiva depende de obras estruturais por parte do governo estadual, responsável pela manutenção da RJ-155”, apontou Babton Biondi.

Gastando direito

0

COMPORTAMENTO: Geração Z deixa de se endividar e se torna mais consciente com o dinheiro

Os jovens brasileiros têm uma relação mais equilibrada com o dinheiro do que os das gerações anteriores, e os números mais recentes sobre inadimplência no país ajudam a confirmar essa tendência. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa Experian mostram que, nos últimos dez anos, a participação das pessoas com idade entre 18 e 25 anos no total de consumidores com contas em atraso caiu de 15,93% para 11,45%. A redução de 4,48 pontos percentuais ocorreu em um período em que o número absoluto de endividados no Brasil cresceu de forma expressiva, chegando a 81,7 milhões de consumidores em março de 2026.

Enquanto os jovens diminuíram sua participação no contingente de inadimplentes, outras faixas etárias registraram movimento oposto. O grupo com mais de 60 anos, por exemplo, viu sua participação saltar de 12,23% para 19,41% no mesmo intervalo. Os dados sugerem uma mudança de comportamento geracional que pesquisadores e especialistas associam a fatores como o acesso precoce à informação e a inserção da educação financeira no ambiente escolar e familiar.

Para Malu Lira, empreendedora amazonense de 16 anos que já publicou 20 livros sobre o tema e criou projetos de educação financeira que alcançam mais de cem escolas no Brasil, o movimento reflete um esforço educacional que começou a ganhar corpo na última década. “Acredito que a gente está vendo os frutos de um trabalho que começou há algum tempo, quando a educação financeira deixou de ser um assunto restrito a adultos e passou a ser apresentada para crianças e adolescentes de forma mais leve e acessível. Quando a gente aprende desde cedo a usar o dinheiro como ferramenta para realizar sonhos, fica muito mais natural evitar as armadilhas do consumo impulsivo e do crédito desenfreado”, afirma a jovem.

A trajetória de Malu é um exemplo do movimento que ela própria descreve. Inspirada ainda na infância pelos pais e por conteúdos que encontrou na internet, ela começou a escrever sobre finanças para crianças e, desde então, construiu um trabalho que combina literatura, empreendedorismo e atuação direta em escolas. Seu método prioriza a linguagem lúdica e a aproximação com a realidade dos jovens, o que, segundo ela, faz toda a diferença na formação de hábitos financeiros saudáveis. “Quando a educação financeira entra na sala de aula, não é apenas um conteúdo a mais, pois ela muda a forma como a criança enxerga o próprio futuro. O projeto que levamos para as escolas mostra que, ao envolver pais e professores nesse aprendizado, a gente cria um ambiente onde falar sobre dinheiro deixa de ser tabu e passa a ser parte do desenvolvimento humano. Isso reflete diretamente na forma como esses jovens vão lidar com o crédito, com o consumo e com os próprios sonhos quando se tornarem adultos”, diz.

Malu ressalta que os avanços não significam que os jovens estejam imunes às armadilhas do mercado financeiro. O acesso facilitado ao crédito por meio de carteiras digitais, o parcelamento integrado a plataformas de compra e a proliferação de produtos financeiros voltados para o público jovem continuam sendo desafios. “Os dados indicam que a base educacional construída nos últimos anos tem oferecido ferramentas para que essa geração negocie dívidas com mais consciência e evite o superendividamento em proporções semelhantes às das gerações anteriores”, conclui.

 

Box
Contas no vermelho

O endividamento das famílias brasileiras voltou a atingir níveis recordes em 2026, reacendendo o debate sobre a sustentabilidade financeira no país. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 80,2% das famílias possuíam algum tipo de dívida em fevereiro, o maior percentual desde o início da série histórica, em 2010. Além disso, 29,6% estão com contas em atraso, evidenciando a crescente pressão sobre o orçamento doméstico e a dificuldade de equilíbrio financeiro em diferentes faixas de renda.

O cenário reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. O maior acesso ao crédito, aliado à inflação persistente em itens essenciais e à tentativa de reorganização de dívidas antigas por meio de novos financiamentos, contribui para um ambiente de maior vulnerabilidade financeira. Nesse contexto, o crédito passa a desempenhar um papel ambíguo: ao mesmo tempo em que sustenta o consumo, também amplia riscos no médio e longo prazo.

Para Daniel Mazza, sócio-fundador da MZM Wealth, multi family office especializado em planejamento financeiro e gestão patrimonial, o avanço do endividamento evidencia um desafio estrutural de educação e organização financeira no país. “O crédito pode ser uma ferramenta útil quando utilizado de forma planejada, mas, sem uma gestão adequada da renda e das despesas, ele se transforma rapidamente em um fator de fragilidade financeira. O problema não é apenas o volume de dívida, mas a ausência de estratégia para administrá-la”, afirma.

As diferenças entre perfis de renda tornam esse quadro ainda mais complexo. Enquanto famílias de renda mais elevada utilizam o crédito como instrumento de gestão de liquidez e manutenção do padrão de consumo, as de menor renda enfrentam maior dificuldade para quitar dívidas em atraso. Esse descompasso reforça o impacto desigual do endividamento sobre a estabilidade financeira e a capacidade de formação de patrimônio ao longo do tempo.

Na avaliação de Daniel Mazza, a tendência de expansão do crédito deve continuar nos próximos anos, impulsionada pela digitalização dos serviços financeiros e pela ampliação do acesso a produtos de financiamento. “O crédito continuará fazendo parte da vida econômica das pessoas. A diferença entre um instrumento de crescimento e um problema financeiro está na forma como ele é utilizado dentro de uma estratégia de longo prazo”, conclui.

Sobre a MZM Wealth

Fundada em 2020, a MZM Wealth é especializada em planejamento financeiro e gestão patrimonial. E oferece aconselhamento livre de conflitos de interesse, priorizando o compromisso fiduciário com seus clientes. Seu trabalho é focado em estruturar estratégias práticas e sustentáveis para a organização e crescimento do patrimônio ao longo do tempo. Para mais informações, acesse: https://www.mzmwealth.com/

De que vale tudo isso se você não está aqui

0

A letra da música do Roberto Carlos serve não só para os carecas e barbudos, mas também para ilustrar a atual situação do Voltaço na Copa Sul/Sudeste e na Série C. O tricolor faz uma bela campanha na primeira competição, onde lidera seu grupo com 10 pontos, com três vitórias e um empate (na quarta, 15, derrotou o Tombense por 3 a 2 e de virada). No entanto, na Série C o Volta Redonda ocupa a lanterna do torneio, tendo perdido os dois primeiros jogos. 

Seria muito bom se fosse o contrário, pois aí estaria na liderança da terceira divisão do futebol brasileiro, com chances de retornar à Série B e, mais à frente, à Série A. Só que a realidade é outra. O Voltaço aparece à frente de um torneio que não vale nada, a não ser no aspecto financeiro, pois o campeão vai abocanhar R$ 500 mil. É pouco, mas pra quem diz que está duro, ajuda, né? A Sul/Sudeste nem provoca a atenção dos torcedores. No jogo contra o Tombenses, apenas 531 pessoas pagaram para ver a exibição do Voltaço. Uma vergonha!   

Tem mais. Será que compensa o desgaste físico e técnico da equipe em participar de um torneio que já nasceu com o pé na cova? Isso não vai atrapalhar os sonhos de uma volta para a Série B? Fica o alerta. Pior: se descer mais um degrau, ou seja, se cair para a Série D do Brasileirão, isso será o fim da picada. É claro que ainda tem muita água para passar debaixo da ponte, porém, ou melhora ou afunda de vez. Quem viver verá!

Copa Sul/Sudeste

A CBF definiu a cota de participação dos clubes que estão na Copa Sul/Sudeste. O Volta Redonda na fase de grupos receberá R$150 mil. Caso passe para a fase do mata-mata (na semifinal), ganha mais R$ 200 mil. O vice campeão leva R$ 250 mil e o campeão embolsa os cobiçados R$ 500 mil. O Volta Red

onda lidera o seu grupo com 10 pontos. 

História
Essa rolou na internet. A história é tão maravilhosa que poderia ser verdade. No hospital onde esteve internado, antes de falecer, Pelé foi entrevistado por um jornalista, que teria perguntado: “Pelé, a seleção de 1970 venceria a seleção da Croácia, que eliminou o Brasil no Catar em 2022?”. O rei respondeu: “Sim, mas só de 1 a 0”. Assustado, o repórter perguntou: “Mas só de 1 a 0?”. Pelé devolveu: “Sim. Afinal, estaríamos sem o Félix, Carlos Alberto, Everaldo, que já morreram e os outros jogadores já estão com mais de 70 anos. Aí fica mais difícil jogar com oito, né?”. É mentira, Terta? 

Série C
Hoje, sábado, 18, às 18h15min, o Voltaço enfrenta o Caxias-RS no Raulino de Oliveira. Dia 25, joga com o Maranhão, em São Luiz. No dia 3 de maio, pega o Brusque-SC, no Raulino. No dia 9, enfrenta a Ferroviária-SP, no Raulino e no dia 16 joga com o Santa Cruz, em Recife. O Volta Redonda ainda não pontuou e é o último colocado do campeonato. Ou seja, é o lanterna.

Barra Mansa

Estreia na quinta divisão carioca no dia 3 de maio contra o Campos, em Campos dos Goytacazes. O time já fez dois amistosos, contra o Porto Real (goleou por 5 a 1) e com o Resende (0 a 0). Deve estar sonhando em enfrentar o Voltaço no ano que vem…  

Bola fora
Para a vergonha que foi o jogo Corinthians x Palmeiras, um dos mais violentos que já vimos. Futebol mesmo, que é bom, nada, nadica de nada. Parecia mais uma luta de MMA. Esse é o futebol brasileiro às vésperas de mais uma Copa do Mundo. Que Ele nos ajude… 

Bola dentro
Para a boa vitória do Voltaço de virada sobre o Tombense por 3 a 2, valendo a liderança da Copa Sul/Sudeste. Não deixa de ser uma boa vitória? Poderia ser assim também a Série C? Porém, ali o sarrafo é mais alto, né?

 

Varandão da Saudade

Aí está o time do Cruzeiro F.C, do extinto acampamento central, campeão juvenil da LDVR 1962.


Em pé, da esquerda para a direita: Edson, Paulinho DPI, Lair, Catito, Jaú e Menú. Agachados: Babá, Ataualpa, Paulinho Baleiro, Amigo e Baiano

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp