sexta-feira, agosto 28, 2026
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Depois não reclama

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Políticos do Sul Fluminense atraem forasteiros para a região

Mateus Gusmão 

Um tema que sempre vem à tona a cada eleição é a grande quantidade de votos que os chamados “forasteiros” políticos de fora que só aparecem por aqui durante a campanha conseguem abocanhar. Ganham os votos dos moradores da região, e, depois, como sempre, somem do mapa. Só voltam quatro anos depois. O problema é que, como mostra um levantamento feito pelo aQui, boa parte dos candidatos da própria região apoia políticos de fora. Pior: alguns líderes políticos, sem mandato, adotam a mesma tática. E não explicam os reais motivos para isso.   

Um exemplo aconteceu no sábado, 1º de agosto, quando um verdadeiro “dream team” de políticos invadiu a feira livre de Volta Redonda para pedir votos ops, prestar contas do mandato do deputado federal Dr. Luizinho (PP), que é de Nova Iguaçu. Estiveram no ato os vereadores Renan Cury, Simar e Paulinho do Raio-X, o ex-prefeito Gothardo Netto e a secretária de Saúde, Márcia Cury.

Em release à imprensa, Renan Cury reconheceu que, durante as eleições, a região fica infestada de forasteiros. Mas garantiu que Luizinho seria diferente. “É importante que a população saiba quem realmente ajudou a cidade nos últimos quatro anos. Neste mês começa a campanha e aparecem pessoas que nunca fizeram nada por Volta Redonda. Precisamos reconhecer quem trabalhou e trouxe resultados para a nossa população”, afirmou.

Tem mais. Também em Volta Redonda, os dois deputados estaduais nascidos na cidade e que vão concorrer à reeleição –, Munir Neto (Solidariedade) e Jari Oliveira (PSB), estão com dobradinhas engatilhadas com candidatos de fora.

Munir, por exemplo, faz dobradinha com Dr. Luizinho e já participou de agendas com os deputados federais Laura Carneiro e Hugo Leal, ambos do PSD e candidatos à reeleição. 

Outro candidato com quem Munir vai caminhar é o deputado federal Áureo Ribeiro, presidente estadual do Solidariedade. Recentemente, inclusive com a presença do prefeito Neto, foi realizada no Clube Comercial uma reunião de prestação de contas com Áureo e Munir. “Áureo ajuda muito Volta Redonda e a nossa região, trazendo recursos e projetos muito importantes para a população”, disse Munir.

Já o deputado Jari Oliveira está fazendo dobradinhas com os deputados federais Eduardo Bandeira de Mello (PV) e Heloísa Helena (Rede). Ambos têm suas bases eleitorais na capital fluminense. Recentemente, Jari e Bandeira de Mello estiveram juntos acompanhando a final do campeonato Master 60 da Liga de Desportos de Volta Redonda. “A nosso pedido, o deputado federal Bandeira de Mello destinou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil para a Liga de Desportos de Volta Redonda. Esse recurso vai fortalecer ainda mais o esporte na nossa cidade, incentivando atletas, competições e projetos que fazem a diferença na vida de tantas pessoas”, justificou Jari.

O ex-deputado estadual Edson Albertassi (MDB), que sonha em retomar sua cadeira na Alerj, é outro que também fará dobradinha com políticos de fora. Estão cotados a deputada federal Dani Cunha (PL) e o deputado federal Hugo Leal. O vereador Sidney Dinho (PRD), candidato a deputado estadual, já escolheu um federal para chamar de seu: o deputado Marcos Vinicius Neskau, presidente estadual de seu partido.

É também o caso do vereador Raone Ferreira, confirmado candidato pelo PT. O rapaz vai fazer dobradinha com caciques políticos do Rio de Janeiro, como Lindbergh Farias (PT) e Daniel Soranz (PSD). Rodrigo Furtado (PL) é outro vereador de Volta Redonda que será candidato. Mas, neste caso, a deputado federal. E ele fará dobradinha com mais um político do Rio de Janeiro: o deputado estadual Anderson Moraes, que concorrerá à reeleição para a Alerj.

 

Em Barra Mansa também

O fenômeno de candidatos da região fazendo dobradinhas com políticos de fora não é exclusividade de Volta Redonda. Em Barra Mansa, ocorre o mesmo.

O ex-prefeito Rodrigo Drable (Solidariedade), por exemplo, tem dobradinhas engatilhadas com os deputados federais e candidatos à reeleição Dani Cunha (PL), General Pazuello (PL), Áureo Ribeiro (Solidariedade) e Max Lemos (PDT).

Políticos importantes, mesmo que não sejam candidatos, também aproveitam a eleição para alavancar nomes de fora. A ex-deputada e ex-prefeita Inês Pandeló vai apoiar para estadual o ex-deputado Waldeck Carneiro e, para federal, Lindbergh Farias, ambos do PT. O vereador Deco (PL) vai caminhar com Dani Cunha para federal e, para estadual, com o deputado Val Ceasa.

Candidato a deputado federal, o ex-vereador Thiago Valério (PDT) também vai caminhar com uma política de fora. Desta vez, de Niterói, cidade onde trabalhou recentemente na prefeitura. Ele fará dobradinha com Fernanda Neves (PDT), esposa do prefeito Rodrigo Neves, que será candidata à Alerj.

No fim das contas, fica a provocação: se os próprios políticos do Sul Fluminense ajudam a eleger tantos nomes de fora, depois não adianta reclamar que a região fica esquecida.

É hora de acolher

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Linha de Atenção Oncológica e Espaço de Cuidado em Saúde lançam grupo terapêutico multidisciplinar

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio do Núcleo de Prevenção e Atenção Oncológica e do Espaço de Cuidado em Saúde Drª Suely das Graças Alves Pinto, criou o grupo terapêutico multidisciplinar ‘Acolher’. A ideia é receber mulheres que aguardam o resultado de exames anatomopatológicos decorrentes de biópsias, com possível diagnóstico de câncer.

A enfermeira Nathália Beatriz de Almeida, que faz parte da coordenação dos programas de prevenção ao câncer da Secretaria de Saúde, explica que o período entre a realização de uma biópsia e a liberação do laudo pode ser marcado por ansiedade, medo, insegurança e dúvidas em relação ao diagnóstico e aos próximos passos do tratamento.

“Esses sentimentos podem interferir no sono, na alimentação, no convívio familiar, nas atividades cotidianas e na qualidade de vida das mulheres. Nesse contexto, a criação do grupo terapêutico multidisciplinar ‘Acolher’ tem como finalidade oferecer um espaço seguro de acolhimento, escuta qualificada, troca de experiências e educação em saúde. O grupo pretende contribuir para o fortalecimento emocional, a autoestima, o autocuidado e a ampliação das redes de apoio durante o período de espera.”

Maria Helena Braga Britto participou do primeiro encontro. “Eu me senti muito acolhida. Estou aprendendo bastante, são coisas simples que podem melhorar a saúde como um todo. Estou esperando o resultado da segunda bateria de exames, e a ansiedade e a preocupação são comuns. É bom ter opiniões profissionais sobre como lidar com o problema”, pontuou.

Mônica de Oliveira Lopes ainda espera agendamento para colher material para a biópsia. “Vim pela primeira vez nesta semana, mas pretendo voltar sempre. É muito bom trocar experiências com pessoas que estão passando pelo mesmo problema. E os toques das profissionais também são muito importantes. Elas dão dicas de como melhorar a alimentação, como lidar com a ansiedade, coisas do dia a dia. Gostei muito”, disse.
Encontros semanais

A equipe da Linha de Atenção Oncológica (LAO) faz o convite via WhatsApp para os encontros semanais, sempre às terças, às 14h, no Espaço de Cuidado em Saúde, no Aterrado. Com duração de cerca de 90 minutos, a conversa é mediada pela enfermeira Nathália e profissionais do Espaço de Cuidado, como a psicóloga Priscila Mitsue Moura; a nutricionista Gabriella Leite Gonçalves; e a terapeuta de Práticas Integrativas Jussara Valentim.

De acordo com a coordenadora da LAO, a médica-oncologista Luciana Netto, o grupo ‘Acolher’ possibilita uma abordagem integral e humanizada, contemplando aspectos emocionais, físicos, nutricionais e sociais.

“O atendimento multidisciplinar também vai contribuir para a identificação de necessidades específicas, a realização de encaminhamentos e o fortalecimento da continuidade do cuidado na rede de saúde. O grupo não substitui consultas, avaliações individuais, exames, tratamentos ou a comunicação do resultado da biópsia pelos profissionais e serviços responsáveis”, disse a médica, que estará com o grupo sempre nas primeiras quartas-feiras de cada mês.

O ‘Acolher’ é mais um trabalho da LAO, criada para garantir um fluxo contínuo e organizado do paciente, desde a Atenção Primária à Saúde até o atendimento especializado, atuando principalmente no diagnóstico dos cânceres de mama, ginecológicos e do trato gastrointestinal. Entre os programas do núcleo de prevenção e cuidado da doença estão o ‘Prevenir’, de rastreamento organizado do câncer do colo do útero e de mama; e o ‘Prevenir 50+’, que inclui o rastreamento de doenças crônicas não transmissíveis e cânceres do trato gastrointestinal e de pulmão.

“Parabéns à equipe da Secretaria de Saúde, que tem feito um trabalho maravilhoso para salvar vidas, e agora amplia ainda mais o acolhimento da população atendida em nossa rede pública. Essa é mais uma ação que faz de Volta Redonda uma referência na saúde”, afirmou o prefeito Neto.

Foto: Adriana Cópio – Secom/PMVR.

Novidade na BR

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Secretaria de Transportes vai instalar sinal de trânsito na BR-393, próximo à Rodoviária de Volta Redonda, que vai fazer 54 anos sem precisar da engenhoca

Mais uma da turma de Paulo Barenco, secretário de Transporte e Mobilidade Urbana de Volta Redonda: inaugurada no dia 23 de agosto de 1972 – vai completar 54 anos no próximo domingo, 23 –, a Rodoviária de Volta Redonda viveu todo esse tempo sem uma passarela que levasse seus usuários até a antiga estação ferroviária ou à pequena vila Estação, do outro lado da BR-393, sentido Barra Mansa, passando por cima da rodovia que foi municipalizada no trecho volta-redondense. 

De repente, não mais que de repente, Barenco resolveu inovar. Não vai construir uma passarela. Está instalando um sinal de trânsito (ver foto) para que os pedestres possam atravessar as pistas da BR-393. Pode até ser que mande pintar mais uma faixa de pedestres – isso se mandar e se não demorar, a exemplo da que dá acesso ao antigo Hospital Vita, que levou mais de um ano para voltar a ser instalada –, como outras cerca de 10 que existem ao longo da rodovia até a Ponte Alta, a caminho de Barra Mansa. Ou seja: o que era ruim vai ficar pior.

Para quem não sabe, da antiga estação só sobrou a plataforma e a estrutura externa, que faz lembrar a existência da velha ferroviária. Sem passageiros, é claro. Hoje, o espaço virou uma base de apoio operacional da MRS focada no transporte de cargas pesadas que entram (minério de ferro) e saem (bobinas e chapas de aço) da Usina Presidente Vargas. 

Como não existe mais o transporte de passageiros, a MRS teria adaptado a área interna da ex-ferroviária para criar um posto de apoio e oficina de vagões para garantir a segurança dos trens que cruzam a cidade do aço. Detalhe: não deve comportar tantos funcionários trabalhando no local que justifique, 54 anos depois, a colocação de mais um sinal de trânsito na BR-393.

Se pelo menos o semáforo fosse de botoeiras, daria para entender, né? Só seria acionado quando houvesse alguém para atravessar a pista… Aliás, Barenco está desafiado a instalar, como teste, um desses sinais com botoeira na Rodovia dos Metalúrgicos, quase em frente ao Hospital São João Batista, onde o congestionamento é constante por conta da existência de um quebra-molas com faixa de pedestres. Se tirar, pode ser que o trânsito melhore. No Aero, em frente à Arena Esportiva, funcionou.

Rodoviária

Voltando à Rodoviária Francisco Torres, inaugurada em 1972, ela continua à disposição dos interessados que queiram explorar o espaço. Está em péssimas condições, não tem lanchonete, restaurante e nem banca de jornais. Os banheiros, pelo menos, foram reformados recentemente. Ah, também ganhou, há pouco tempo, um espaço inútil, o do “descanso dos motoboys”. Dá para contar nos dedos os que param por lá durante o mês. Em seus 54 anos de vida, a Rodoviária de Volta Redonda merecia uma festa de aniversário. Obras também.

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