MEIO AMBIENTE: CSN libera área da escória para visitação da comunidade acadêmica
Coincidência ou não, depois de o ex-secretário de Turismo, Gustavo Tutuca, ter defendido o desenvolvimento do turismo industrial a partir da CSN como um ponto de atração envolvendo áreas da educação, memória, inovação e identidade regional (ver edição 1499, de 29 de março), a direção da siderúrgica decidiu lançar um programa de visitas guiadas ao Pátio de Escória (Agregado Siderúrgico), localizado no Volta Grande. Terá como público-alvo estudantes de Volta Redonda e região. “A iniciativa amplia a conexão da empresa com a comunidade acadêmica e já começa a receber estudantes interessados em conhecer, na prática, soluções industriais voltadas à sustentabilidade”, destaca a CSN.
E no sábado, 18, alunos das Escolas Estaduais Baldomero Barbará e Rondônia já visitaram o espaço, ‘vivenciando de perto uma das iniciativas mais relevantes da companhia voltadas à economia circular’. Na visita, os jovens conheceram o processo de beneficiamento da escória siderúrgica, material que, após tratamento, já é transformado em insumos com diversas aplicações. Serve, entre outras coisas, conforme autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária, como matéria-prima para fertilizantes e corretivo agrícola em todo o Brasil.
Obtido a partir da escória da aciaria, que sempre foi vista com maus olhos por quem é da cidade do aço, o produto é rico em cálcio e magnésio, contribuindo para a correção da acidez do solo e para o aumento da produtividade agrícola. “Ensaios físico-químicos comprovam desempenho compatível com corretivos tradicionais, dentro dos limites legais de segurança”, avalia a CSN.
Além da aplicação no campo, os estudantes também conheceram usos já consolidados e em desenvolvimento para o agregado siderúrgico, como pavimentação urbana e rodoviária, lastro ferroviário, construção civil e estudos para produção de cimentos mais sustentáveis. As aplicações reforçam o potencial do material para reduzir o consumo de recursos naturais e impulsionar práticas de economia circular.
Outro ponto abordado foi o impacto ambiental positivo do processo. Dados apresentados pela equipe técnica indicam que materiais derivados da escória podem contribuir para a captura de carbono atmosférico, alinhando a atuação da indústria às metas de descarbonização.
A gerente de Projetos Estratégicos da CSN, Daira Rodrigues, falou sobre a iniciativa. “Acreditamos que compartilhar conhecimento e mostrar de perto nossas soluções é essencial para inspirar novas gerações e fortalecer o diálogo com a sociedade”, afirmou, anunciando que os agendamentos podem ser realizados pelo e-mail [email protected]
Pesagro
Os alunos também conheceram o acordo de cooperação firmado entre a CSN e a Pesagro-Rio, responsável por pesquisas de campo voltadas ao uso seguro da escória (agregado siderúrgico) em culturas agrícolas do estado. Os ensaios buscam validar o potencial do produto para solos ácidos, típicos da região Sudeste.

