domingo, maio 3, 2026
Casa Blog Página 46

Bets femininas

0

COMPORTAMENTO: Mulheres já representam 37% dos apostadores no Brasil

 

Tido como território essencialmente masculino, o universo das apostas esportivas no Brasil começa a mudar de rosto, ou melhor, de gênero. Entre odds, palpites e telas de celular, as mulheres avançam sobre um espaço outrora dominado por homens e já ocupam uma fatia relevante do mercado que movimenta bilhões de reais no Brasil.

Dados exclusivos do Painel das bets, nova ferramenta do ‘Aposta Legal’ para acompanhar o mercado, mostram que, em 2025, as mulheres passaram a representar 37% dos apostadores no país, considerando apenas as casas esportivas legalizadas. No ano anterior, essa participação era de 33,2%, enquanto os homens caíram de 66,8% para 63%.

Perfil feminino nas apostas

O aumento da participação feminina também traz à tona alertas sobre os impactos emocionais e financeiros das apostas. Em 2024, o Ministério da Saúde registrou 896 atendimentos relacionados à ludopatia no Brasil. Desse total, 515 foram de mulheres, o equivalente a 57% dos casos.

Um outro estudo do ‘Aposta Legal’ aponta ainda que as mulheres são as mais suscetíveis à influência de terceiros na escolha das plataformas de apostas. O Instagram se destaca como principal porta de entrada: 49% das mulheres afirmam ter conhecido sites de apostas pela rede social, frente a 46% dos homens. Além disso, 12% das mulheres dizem ser influenciadas por recomendações de influenciadores digitais, percentual superior ao observado entre os homens (9%). Especialistas alertam que essa dependência pode levar ao uso de sites de procedência duvidosa, ampliando o risco de perdas financeiras.

Balanço do mercado de apostas no Brasil

O mercado de apostas no Brasil atingiu um patamar colossal em 2025, registrando mais de 26,4 bilhões de acessos totais. Os dados são do Painel das bets, que monitora o tráfego e a receita de casas de apostas legais e ilegais.

O volume massivo de interações com as bets no Brasil reflete a consolidação das apostas como uma das principais formas de entretenimento digital no país, com picos de atividade que ultrapassam os 2,7 bilhões de acessos mensais, como observado no mês de agosto.

Sobre o Painel das Bets

O Painel das Bets no Brasil é uma ferramenta do ‘Aposta Legal’ que monitora mensalmente o mercado de apostas no país, oferecendo uma visão clara e atualizada de “quem é quem” no setor regulado, e do que ainda acontece fora dele. Seu diferencial está na metodologia proprietária de análise de dados, que cruza tráfego web com dados oficiais de arrecadação federal, entregando um raio-x completo do setor. Com isso, o Painel traz estimativas consistentes de GGR (lucro bruto), impostos e um comparativo estratégico entre mercado legal vs. ilegal, permitindo acompanhar com precisão a evolução da regulamentação.

Além de rankings e market share, a ferramenta revela tendências de crescimento das marcas e o perfil do apostador brasileiro (idade, gênero e dispositivos). Com dados históricos de 2024 e 2025, gráficos interativos e acesso gratuito, o Painel é uma fonte primária e confiável para imprensa e público, contribuindo par a transparência no setor.

SAÚDE: Sintomas de infarto em mulheres diferem dos homens

Subtratadas

Apesar de as doenças cardiovasculares permanecerem como a principal causa de morte no Brasil, o tema ainda carece de maior atenção da população, especialmente quando se trata do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)1. Isso porque os sintomas do infarto podem se manifestar de forma diferente entre homens e mulheres, distinção que ainda é pouco conhecida, conforme aponta pesquisa realizada pela farmacêutica Novartis, em parceria com o Instituto IPSOS-IPEC. Cerca de 51% dos brasileiros internautas não reconhecem essas disparidades, segundo o estudo que foi conduzido por meio de questionário on-line com mais de 2 mil participantes de todas as regiões do país.

“Enquanto os homens costumam apresentar a clássica dor no peito, as mulheres frequentemente relatam sintomas como cansaço extremo, náusea, dor nas costas e no pescoço, além de falta de ar durante o infarto”, explica a Dra. Maria Cristina de Oliveira Izar, Professora Adjunta Livre Docente da Disciplina de Cardiologia da Unifesp e Membro da Diretoria da International Atherosclerosis Society 2025-2027.

A principal preocupação é que, por serem considerados atípicos, esses sinais nas mulheres muitas vezes são associados a fatores como estresse ou ansiedade, o que contribui para atrasos no diagnóstico e no início do tratamento adequado. “Quando esses sintomas são subestimados, tanto pelas próprias pacientes quanto por profissionais de saúde, é comum que os casos cheguem ao hospital em estágios mais avançados ou sejam interpretados de forma equivocada. Isso resulta em uma jornada de cuidado marcada por falhas”, alerta a especialista.

No Brasil, esse debate começa a ganhar espaço em iniciativas locais. De acordo com documento publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, é fundamental que os protocolos de atendimento sejam adaptados à realidade feminina. Ferramentas de avaliação baseadas predominantemente em padrões masculinos podem levar à subnotificação de riscos e à inadequação do tratamento em mulheres.

“Precisamos superar a ideia de que a doença cardíaca é um problema exclusivamente masculino. As mulheres apresentam riscos específicos, sintomas distintos e, muitas vezes, recebem o diagnóstico de forma tardia. A ciência já aponta esse caminho; agora é essencial que ele seja incorporado pela prática clínica, pela capacitação dos profissionais de saúde e por políticas públicas eficazes”, reforça a Dra. Maria Cristina.

Causas do infarto e a importância da prevenção

O cuidado com a saúde cardiovascular deve começar pela prevenção. Além do controle da pressão arterial, do diabetes, do sedentarismo, do tabagismo e da obesidade, é fundamental dar atenção a um dos principais fatores de risco: o colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”. Esse tipo de gordura se acumula de forma silenciosa nas artérias e contribui para o desenvolvimento da aterosclerose, condição que evolui lentamente e, muitas vezes, sem sintomas, até culminar em eventos graves, como o infarto ou o acidente vascular cerebral (AVC)8.

“Quando essas placas de gordura se rompem, formam-se coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo, resultando em infarto agudo do miocárdio ou AVC”, explica a cardiologista.

Em indivíduos com alto risco cardiovascular, especialmente aqueles em prevenção secundária, a recomendação é manter os níveis de LDL abaixo de 50 mg/dL, tanto em homens quanto em mulheres. Para atingir metas tão rigorosas, além de alimentação equilibrada e prática regular de atividade física — sempre com acompanhamento profissional —, o uso de medicamentos para controle do colesterol é considerado indispensável.

Casamento infantil

0

EXCLUSIVO: Dados do Censo apontam 22 uniões envolvendo crianças em Volta Redonda

Por Mateus Gusmão 

Com indignação e incredulidade. Foi assim que boa parte dos brasileiros receberam a notícia de que um juiz de Minas Gerais teria absolvido um homem de 35 anos, condenado a mais de nove anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. O fato, claro, chocou o país. Isso porque o homem tinha sido acusado e condenado, em primeira instância, por manter um “relacionamento” com uma menina de apenas 12 anos. Isso mesmo, 12 anos. O caso ganhou repercussão nacional após decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 

A decisão reformou a sentença de primeira instância, que havia condenado o réu a 9 anos e 4 meses de prisão. Segundo investigações do Ministério Público, a menina chegou a morar com o homem, com conhecimento da família, e deixou de frequentar a escola. O relator do processo, desembargador Magid Nauef Láuar, entendeu que havia entre o homem e a criança um “vínculo afetivo consensual”, argumento que, segundo ele, descaracterizaria o crime. O acusado havia sido preso em flagrante em abril de 2024 e admitiu na delegacia que mantinha relações sexuais com a criança.

A absolvição provocou forte repercussão e ganhou destaque na imprensa. Isso porque a legislação brasileira estabelece que qualquer relação sexual com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento ou da existência de eventual relacionamento afetivo. Diante da repercussão negativa da sentença, o próprio desembargador acabou revendo a sua decisão. Em nova manifestação, restabeleceu a condenação em primeira instância e determinou a prisão do homem e da mãe da menina, que também havia sido denunciada por omissão.

O episódio reacendeu em todo o país o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes e sobre a existência de uniões precoces envolvendo menores. Embora situações como essa pareçam distantes da realidade da maioria das pessoas, dados oficiais mostram que o tema também aparece em diferentes regiões do país. Pior. Até no Sul Fluminense.

Levantamento realizado pelo aQui, com base nos dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, identificou 22 registros de união envolvendo crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos em Volta Redonda. Desse total, 12 aparecem como casamento civil e 10 como união consensual declarada no domicílio. Importante: a reportagem não teve acesso a nenhum dos casos registrados e é impossível revelar até mesmo os nomes dos pais, dos ‘casais’, dos padrinhos ou onde eles moram na cidade do aço.    

Aliás, esse tipo de união não é exclusividade de Volta Redonda. Os dados do Censo 2022 também apontam 42 uniões envolvendo crianças de 10 a 14 anos em Resende e quatro casos em Rio Claro.

“Grave violação de direitos”

O aQui procurou o Conselho Tutelar de Volta Redonda para saber mais detalhes sobre os dados. Em nota enviada à reportagem, assinada pelos membros do Conselho Tutelar I, o órgão explicou que não tinha conhecimento prévio dos registros do Censo. “O Conselho Tutelar não tem conhecimento prévio de todos os casos de união ou convivência conjugal envolvendo crianças e adolescentes apontados pelo Censo. Os números apresentados surpreenderam o colegiado”, diz a nota.

O órgão ressalta que as informações do Censo não coincidem com os registros de violações existentes no Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA), que devem ser monitorados pelos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), como Conselho Tutelar, Ministério Público e Juizado da Infância. Para o Conselho, a situação pode indicar falhas no fluxo de informações e reforça a necessidade de participação ativa da sociedade na proteção de crianças e adolescentes.

“É fundamental que familiares, vizinhos, escolas e qualquer cidadão realizem comunicados e denúncias pelos canais oficiais, para que o sistema possa agir de forma imediata, garantindo a proteção integral de crianças e adolescentes, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma. A nota destaca ainda que somente com o apoio da comunidade será possível assegurar que crianças e adolescentes tenham seus direitos respeitados e não sejam expostos a práticas que comprometam sua dignidade e desenvolvimento. 

Segundo o órgão, o Conselho Tutelar atua após o chamado ‘Comunicado de Violação’, que é o registro formal da denúncia. A partir desse registro, o conselho passa a atuar na proteção integral diante de situações que configuram ameaça ou violação de direitos, como relações afetivas ou uniões precoces. “Quando recebe o comunicado, o Conselho Tutelar deve aplicar medidas imediatas de proteção, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma.

Entre as medidas possíveis, estão: notificação de comparecimento dos responsáveis para avaliação do caso; encaminhamento ao Ministério Público de notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal; inclusão da criança ou adolescente em serviços e programas de proteção, apoio e promoção familiar. 

Além disso, o Conselho Tutelar afirma que promove campanhas de conscientização e orienta famílias sobre os riscos e a ilegalidade dessas uniões. “A atuação do Conselho busca zelar pelo direito à convivência familiar e comunitária, garantindo que a infância e a adolescência sejam vividas com dignidade e segurança”, afirma o órgão.

Questionado sobre o procedimento em caso de suspeita de violação de direitos, o Conselho informou que a atuação ocorre de forma imediata e articulada com a rede de proteção. “O primeiro passo é avaliar o registro recebido. Em seguida, o Conselho realiza atendimento com os responsáveis, buscando compreender o contexto familiar e definir quais medidas protetivas devem ser aplicadas para garantir a proteção integral da criança ou adolescente vítima de violência sexual”, explica a nota.

Se necessário, são requisitados serviços especializados da rede de proteção, como acompanhamento psicológico, social, médico e apoio de segurança pública. “Paralelamente, o caso é encaminhado ao Ministério Público e ao Juizado da Infância e Juventude para abertura de investigação. A atuação do Conselho Tutelar é pautada no Estatuto da Criança e do Adolescente e tem como prioridade absoluta assegurar que menores de 14 anos vítimas de violência sexual não sejam expostos a situações de abuso, exploração ou qualquer forma de violação de direitos”, completa.

Por fim, o Conselho Tutelar afirmou que o colegiado entende, de forma unânime, que qualquer união envolvendo crianças e adolescentes configura grave violação de direitos. “Tais práticas expõem as vítimas a riscos físicos, psicológicos e sociais, como gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, traumas, sofrimento psicológico, abandono escolar, isolamento social e dependência emocional e econômica”, conclui.

“Unir Forças”
A Prefeitura de Barra Mansa participou do encontro “Unir Forças”, promovido pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat), na unidade da Barbará, que reuniu representantes de diversos setores da administração pública municipal e de instituições parceiras. O objetivo foi fortalecer a rede de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.

 

O foco principal foi a construção de estratégias conjuntas de atuação, reforçando o trabalho em rede e a troca de informações entre os órgãos envolvidos. A proposta é ampliar a prevenção, aprimorar os fluxos de atendimento e garantir uma resposta rápida e eficaz às situações que envolvam violações de direitos.

De acordo com a titular da pasta, Joseane Ricarte, a união entre os órgãos é fundamental. “A exploração sexual de crianças e adolescentes é uma violação grave de direitos e precisa ser enfrentada de forma articulada e permanente. Quando unimos forças com instituições como o Sest Senat e com as demais secretarias e empresas, fortalecemos nossa rede de proteção e ampliamos nossa capacidade de prevenção e acolhimento às vítimas. Seguiremos comprometidos com ações integradas que promovam a garantia de direitos, a proteção integral, o cuidado e o combate a qualquer forma de violência”, destacou.

Foto: Divulgação

Quebra de contrato

0

Prefeitos se unem contra a Rio+Saneamento

O que começou de forma tímida no fim de 2025 com a presença apenas de três prefeitos – Pezão (Piraí), Babton (Rio Claro) e Luciano (Pinheiral) –, de insatisfação total com os serviços prestados pela Rio+Saneamento, está tomando proporções típicas das águas de março, de muitas chuvas (reclamações) e tempestades (rompimento de contrato). 

Na quarta, 4, a mobilização dos três ganhou reforço. O grupo passou a contar com a prefeita Rosi Silva, de Vassouras, e Andrezinho Ceciliano, de Paracambi. E tem tudo para aumentar, com a convocação de todos os prefeitos cujas cidades são ‘atendidas’ pela concessionária.

No próximo dia 17, às 11 horas, os 17 prefeitos insatisfeitos com a Rio+Saneamento estarão reunidos na sede da Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) para cobrar providências. O encontro contará com a presença de representantes da Casa Civil do Estado, órgão responsável pelo processo de concessão.

Segundo o prefeito Babton Biondi, o movimento reflete um descontentamento generalizado entre os municípios. “Ligamos para todos os prefeitos que fazem parte dessa concessão e agendamos essa reunião na sede da Agenersa, com a presença também da Casa Civil, responsável pela concessão. Todos já conversaram com a empresa e receberam promessas de investimentos que não se concretizaram. Na verdade, não são promessas, é o cumprimento do contrato firmado”, afirmou.

Pezão concorda. “A situação não é exclusiva de Piraí. Municípios vizinhos, em todo o estado, também sofrem com tarifas abusivas, cobranças injustas e serviço precário”, pontuou, indo além. “Estamos estruturando uma ação civil pública conjunta, envolvendo os 17 municípios, para tentar suspender cobranças indevidas e rever pontos do contrato de concessão”, afirmou, referindo-se a um possível rompimento com a Rio+. 

O prefeito de Piraí falou ainda a respeito da reunião do dia 17. “Nosso objetivo é claro: levar as demandas da nossa população e de todos os municípios que vêm sofrendo com a má gestão da concessionária, e trazer soluções concretas para garantir um serviço de qualidade e tarifas justas”, disparou.
“Seguimos com diálogo, responsabilidade e confiantes de que, juntos, conseguiremos chegar a uma solução justa e definitiva para todos”, completou Babton.

A intenção do grupo é, após a reunião com a agência reguladora, solicitar audiência com o governador Cláudio Castro para tratar do tema em nível estadual, o que deverá ser fácil, pois Castro já está em campanha ao Senado e terá, com certeza, imensa boa vontade com os políticos insatisfeitos.  “Queremos que a Rio+ entregue o que foi acordado ou que o Estado reassuma o serviço. Na nossa cidade falta água constantemente e a empresa não atende o básico. E quando realiza reparos, ainda deixa buracos pelas ruas”, criticou Babton.

De acordo com os prefeitos, desde que a concessionária assumiu parte das atribuições antes exercidas pela Cedae, aumentaram significativamente as reclamações da população, sobretudo quanto à interrupção no fornecimento de água, baixa pressão, demora no atendimento e falta de respostas efetivas às demandas apresentadas pelos municípios.

A Rio+Saneamento é responsável pela operação do Bloco 3 da concessão da antiga Cedae, que engloba municípios do interior e bairros da Zona Oeste da capital. A empresa atua na distribuição de água e no tratamento de esgoto, enquanto a Cedae permanece responsável, em determinadas regiões, pela captação e produção de água.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp