sexta-feira, outubro 30, 2026
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Pode?

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O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a secretaria Estadual do Ambiente (SEA) querem usar recursos originados de compensação ambiental pagos pela CSN no reflorestamento de 100 hectares das margens do Rio Bananal, em Barra Mansa. A hipótese foi levantada pelo prefeito Rodrigo Drable. A ideia é ampliar o Pagamento de Serviços Ambientais (PSA) Hídrico, em Barra Mansa, dentro do programa de reflorestamento da microbacia do Rio Bananal e ainda da bacia do Rio Paraíba do Sul. “Temos os recursos de um TAC feito com a CSN para o projeto de reflorestamento da bacia do rio (…) há a necessidade de reflorestar e vamos começar pelo Rio Bananal”, ponderou o subsecretário estadual do Ambiente, Sérgio Mendes.

De acordo com um biólogo ouvido pelo aQui, que pediu para não ser identificado, a questão é totalmente legal. “Se existiu um passivo e foi feito um acordo para compensar o meio ambiente, não importa se esta compensação será feita diretamente no objeto do passivo. O que deve ser levado em conta é que se compense o meio ambiente pelo passivo sofrido”, explicou.

Os planos da SEA incluem a elaboração de diagnósticos, a execução de projetos específicos das unidades rurais e ainda o monitoramento de resultados na qualidade e quantidade de água, através de intervenção na bacia dos rios que cortam Barra Mansa. O projeto, segundo divulgou a SEA e a prefeitura de Barra Mansa, já foi licitado. “Queremos uma recuperação ambien-tal nas bacias dos rios do município e, através do programa, podemos alcançar nosso objetivo. Nosso desejo é melhorar e aumentar a produção de água na cidade”, comemorou Rodrigo Drable.

Por pouco

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Abertura da Flumisul (7)

Termina amanhã, domingo, 13, a 19ª Flumisul, feira internacional de negócios que está sendo realizada em Barra Mansa, e que este ano tem como âncoras empresas como Petrobras, Transpetro e Nuclebras. Ela acontece no Parque de Exposições da Cidade e conta com 120 expositores dos mais variados segmentos, dentre eles a CSN, que costuma atrair empresas fornecedoras da região e do estado do Rio.

 

Para utilizar o Parque da Cidade para a realização da Flumisul, o prefeito Rodrigo Drable teve que realizar, às pressas, uma reunião com os organizadores do evento e o MPF para assinar um termo de acordo para o uso das instalações do Parque. Tudo por conta da implantação de um centro de memória no antigo quartel do exército (1º BIB). Assim, quem passar pela feira neste final de semana poderá ver seis cartazes que, desde quinta, 10, estão expostos em vários locais, com o mesmo texto e um mapa da área, com indicação de lugares que seriam de interesse histórico e onde teriam ocorrido violação de direitos humanos mediante tortura durante a Ditadura Militar.

 

Quem passou por lá ou ainda vai passar vai poder ler os seguintes dizeres nos cartazes: “Aqui funcionou o 1º Batalhão de Infantaria Blindada (1º BIB), local que graves violações de direitos humanos ocorreram durante a ditadura civil-militar (1964-1985). Em respeito à memória das vítimas, o MPF e a Prefeitura de Barra Mansa firmaram um termo de ajustamento de conduta para a construção de um centro de memória e preservação deste local. O mapa abaixo traz a indicação dos principais locais de tortura pelas vítimas”.

Prioridade de quem?

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O nome da nova polêmica em Volta Redonda é Prioridade. É que a prefeitura tem sido questionada por causa da parceria que a secretaria de Ação Social firmou com o ‘VR Sem Homofobia’ e com a Defensoria Pública para a realização de um mutirão para alteração de nome e gênero nos documentos civis de travestis e transexuais da cidade do aço. Conforme publicado na edição passada, o mutirão aconteceu de 1 a 11 de agosto, em todos os Centros de Referência em Assistência Social (Cras).

 

O secretário de Ação Comunitária, Maycon Abrantes (foto), defende a importância do mutirão. “A retificação de nome trata-se de alterar o nome e o sexo de documentos oficiais, registrados pelo gênero definido biologicamente, pelo gênero e nome escolhidos, o que contribui para a cidadania de travestis, homens e mulheres transexuais”, explicou Maycon, acrescentando que também trabalham a sensibilização aos familiares e humanização dos atendimentos referentes à assistência social, potencializando os momentos de interação com travestis e transexuais que estão fazendo a retificação civil.

 

Apesar da boa intenção, ao longo da semana muita gente questionou o foco das ações da secretaria de Ação Social. E o ponto principal foi a ‘Prioridade’. Alguns entendem que existem outras necessidades mais importantes para serem atendidas, especialmente em um momento de crise, no qual todos os recursos, sejam financeiros ou de pessoal, devem ser otimizados.

 

A Pastoral da Criança, por exemplo, questiona a situação da farinha multimistura, importante para crianças desnutridas. A farinha, fabricada pela cooperativa Coop Proalt, parou de ser adquirida pelo Palácio 17 de Julho e, óbvio, deixou de ser repassada para a Pastoral. Com a dificuldade, a cooperativa pode fechar as portas. “Este ano a prefeitura está segurando o pagamento. Passa por todas as comissões, mas não resolvem a situação. Nós estamos paralisados. Sem dinheiro para pagar os impostos, sem poder tirar certidão negativa de débito. Isso paralisou toda a produção”, desabafa a presidente da cooperativa, Luzinete de Jesus.

 

Na Ótica da Cidadania as reclamações se amontoam. Taiane Silva, por exemplo, diz que só conseguiu óculos para o filho com a ajuda de terceiros. “Meu filho usa óculos há mais de seis anos. Ele consultou em fevereiro e desde então está muito difícil para conseguir os óculos. Ele tem um grau de miopia muito forte e todas as vezes que ia na ótica nunca tinha o material. Nunca aconteceu isso, foi a primeira vez. Consegui os óculos com ajuda de terceiros”, revela.

 

Responsável pela Casa de Recuperação Desafio Jovem, que presta ajuda e suporte para dependentes químicos, o pastor Michael Costa de Menezes também diz que não recebe mais apoio do poder público para manter o atendimento aos 35 acolhidos. “Nós temos 35 internos, entre moradores de rua e dependentes químicos. A gente tem passado por dificuldades para manter essa casa aberta. A gente serve quatro refeições a cada interno por dia, totalizando 140 refeições por dia. Por mês são 4.340 refeições. A gente tem mantido o projeto com a ajuda de várias pessoas, mas não temos ajuda de qualquer órgão público. Pelo contrário, nunca nos ajudaram em nada”, declarou o pastor.

 

No Portal Transparência da prefeitura de Volta Redonda, o relatório de despesas mostra que para o Fundo Municipal de Assistência Social foi empenhado – para 2017 – o valor exato de R$10.652.338,85. Só que R$5.034.421,06 foram anulados. O curioso é que o relatório mostra o pagamento de R$3.293.127,52, mas não detalha as despesas.

 

O programa Bom Dia 88, da Rádio 88FM, debateu o assunto ontem, sexta, 11. Para o pastor Kennedy Fábio, as prioridades estão invertidas. “Se perguntar à população, a maioria vai dizer que esta não é a prioridade. Infelizmente a minoria está prevalecendo sobre a maioria”, declarou.

 

A advogada Andréia Mendes também questiona a prioridade adotada pela gestão Samuca. “A gente fala em prioridade. Mas prioridade de quem? Quando elegemos um mandatário precisamos ver quais são suas bandeiras, quais são suas alianças. Entendemos então que prioridade do município é a prioridade do prefeito, e não da população. Isso está certo? Todo ano a Defensoria Pública e o VR Sem Homofobia fazem esse mutirão. Mas somente esse ano é que a prefeitura resolveu fazer esta parceria. Então, apesar de existirem outros serviços essenciais, percebemos que essa é a prioridade dele (Samuca, grifo nosso)”, conclui.

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