Pode?

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a secretaria Estadual do Ambiente (SEA) querem usar recursos originados de compensação ambiental pagos pela CSN no reflorestamento de 100 hectares das margens do Rio Bananal, em Barra Mansa. A hipótese foi levantada pelo prefeito Rodrigo Drable. A ideia é ampliar o Pagamento de Serviços Ambientais (PSA) Hídrico, em Barra Mansa, dentro do programa de reflorestamento da microbacia do Rio Bananal e ainda da bacia do Rio Paraíba do Sul. “Temos os recursos de um TAC feito com a CSN para o projeto de reflorestamento da bacia do rio (…) há a necessidade de reflorestar e vamos começar pelo Rio Bananal”, ponderou o subsecretário estadual do Ambiente, Sérgio Mendes.

De acordo com um biólogo ouvido pelo aQui, que pediu para não ser identificado, a questão é totalmente legal. “Se existiu um passivo e foi feito um acordo para compensar o meio ambiente, não importa se esta compensação será feita diretamente no objeto do passivo. O que deve ser levado em conta é que se compense o meio ambiente pelo passivo sofrido”, explicou.

Os planos da SEA incluem a elaboração de diagnósticos, a execução de projetos específicos das unidades rurais e ainda o monitoramento de resultados na qualidade e quantidade de água, através de intervenção na bacia dos rios que cortam Barra Mansa. O projeto, segundo divulgou a SEA e a prefeitura de Barra Mansa, já foi licitado. “Queremos uma recuperação ambien-tal nas bacias dos rios do município e, através do programa, podemos alcançar nosso objetivo. Nosso desejo é melhorar e aumentar a produção de água na cidade”, comemorou Rodrigo Drable.

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