terça-feira, agosto 25, 2026
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 “A maioria da população está do nosso lado”. É assim que Leonardo Carvalho justifica a cruzada que vem promovendo na defesa da liberação do Uber em Volta Redonda. Ele, junto com outros companheiros, luta pela revogação da lei municipal 5.167/15, regulamentada pelo prefeito Samuca Silva (PV), que prevê multa e apreensão do carro dos motoristas que forem flagrados usando o aplicativo no transporte de passageiros pelos bairros do município. A medida, baseada em um projeto do ex-vereador Maurício Batista, gerou muita reclamação entre os usuários do Uber.

 

E ele pode estar certo. É que os voltarredondenses criaram até uma petição online – espécie de abaixo assinado – pedindo a revogação da lei que proíbe o Uber. Cerca de três mil internautas já assinaram a petição, que começou a ser divulgada pelo Facebook na página ‘Revoga Samuca’. Tem mais. Em um evento promovido no Facebook, mais de 700 pessoas já confirmaram presença em uma manifestação que está sendo convocada para o dia 17 de julho, aniversário de Volta Redonda. “A gente sabe que essa lei é inconstitucional. É uma lei que vai contra a vontade popular. Não deixaram o direito de escolha da população”, argumenta Leonardo, que é motorista de Uber há dois meses em Volta Redonda. “Não somos contra os táxis, nada disso. Queremos que a população tenha o direito de escolher”, pondera.

 

Para defender a classe dos motoristas de Uber, Leonardo tem procurado os vereadores de Volta Redonda para tratar do assunto. E não descarta promover uma manifestação no plenário da Câmara para pedir a revogação da lei em vigor. “Todos os passageiros que andam de Uber só falam nisso: que o Uber tem que ficar. Por isso fizemos a petição online. Nosso objetivo é conseguir cinco mil assinaturas em nosso favor. Será uma marca muito significativa, é uma representatividade grande”, salienta, ressaltando que a petição ficará aberta até o final de junho.

 

Questionado sobre o motivo que fez os vereadores, em 2015, aprovarem a lei do ex-vereador Maurício Batista, Leonardo foi taxativo. “Eu acho que foi questão de lobby”, disparou. “A população não foi consultada. Eles sabiam que se o Uber chegasse, a aceitação seria grande. Assim, tentaram manter o monopólio (dos táxis)”, acrescentou, destacando que, antes da regulamentação da lei feita pelo prefeito Samuca Silva, ninguém da prefeitura procurou os motoristas de Uber. “Ele não conversou com a gente”, completou.

 

Como o aQui revelou na edição passada, apesar de Samuca ter regulamentado a lei, os carros do aplicativo continuam circulando normalmente. “A gente sabe que vai acontecer fiscalização em algum momento”, pondera Leonardo, destacando que os advogados do Uber já estão cientes de uma provável fiscalização. “Eles estão prontos para agir caso a gente seja multado ou tenha o carro apreendido”, disse, para logo completar. “O uso do Uber é legal no Brasil, a gente funciona baseado em lei federal”, justifica.

 

De acordo com Leonardo, hoje em Volta Redonda já devem estar circulando cerca de 100 motoristas do Uber – ‘muitos, desempregados’, frisa. Provocado a dizer o motivo que fez o aplicativo cair no gosto dos voltarredondenses, não demorou a responder. “Temos serviço de qualidade, rápido e eficiente. E o preço, que é barato. Hoje carrego no meu carro pessoas que não andavam de táxi por ser caro, mas no Uber andam pelo preço ser acessível”, avalia.

 

Ao encerrar, Leonardo pede ajuda dos usuários, ou seja, dos passageiros. “Criamos uma página no Facebook, o ‘Revoga Samuca’ e temos a petição online. Estamos dentro da lei e operando normalmente”, concluiu.  

Política & cia

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Por Mateus Gusmão

Vereadores articulam criação de  grupo de oposição

Essa é para o prefeito Samuca Silva (PV) ficar atento. Um grupo, formado pelos vereadores mais experientes da Casa de Leis, está articulando a criação de um verdadeiro ‘Grupo de Oposição’ aos verdes. É que, com a implosão do ‘Grupo dos 14’, alguns parlamentares ficaram sem pai nem mãe. Órfãos, como Carlinhos Santana (SD), estão insatisfeitos ao extremo com Samuca.

Procurado pela coluna, um dos parlamentares chegou a pedir que a notícia não fosse publicada nessa edição. “Segura um pouco, estamos articulando. Não era nem para você já estar sabendo disso”, comentou. “O governo está se desgastando muito rápido e precisamos nos posicionar. Por isso estamos formando esse grupo. Mas na semana que vem te daremos mais detalhes”, prometeu. Então tá!

 

Economia

A prefeitura de Volta Redonda, para economizar R$ 60 mil mensais, deixou de imprimir os contracheques dos servidores públicos. O que, é claro, não agradou aos funcionários. Foi preciso que o Sindicato do Funcionalismo pressionasse a secretaria de Administração para que se chegasse a uma solução. Agora, quem quiser ter acesso aos contracheques pode procurar o departamento de Recursos Humanos e exigir o comprovante.

 

Animado

Na reunião semanal do secretariado, o prefeito Samuca Silva se mostrou otimista com o futuro do seu governo. “Vamos deslanchar após julho”, teria dito. Que assim seja, amém.

 

Indicação

Ficou a cargo do presidente da Câmara, Sidney Dinho, indicar dois vereadores para compor o Conselho Municipal de Juventude. Ao pedir que os interessados se pronunciassem, veio a surpresa: ninguém se mexeu na cadeira. O presidente, então, indicou Maurício Pessôa e Rodrigo Furtado. 

 

Comunicação

Pela segunda semana consecutiva, Samuca Silva teve que recorrer ao Facebook para explicar polêmicas que sua equipe andou criando. Na semana passada, gravou um vídeo sobre a regulamentação da proibição do Uber, dizendo que nada tinha a ver com o caso. Já na quinta, 4, tentou explicar aos comerciários que nenhum direito trabalhista seria suprimido com a autorização para o comércio funcionar a seu bel prazer. É como diz o ditado, tem algo errado que não está certo.

 

Fantasmas

O prefeito Samuca Silva deu a entender, durante a semana, que existem funcionários-fantasmas na prefeitura de Volta Redonda. Em release, deu a dica ao falar sobre o recadastramento dos servidores. “Até hoje foram registrados nove mil funcionários públicos. Provavelmente, não vamos atingir o número de 13 mil, conforme sempre foi divulgado”, ironizou, dando a entender que teria menos funcionários do que encontrou na folha de pagamento.

 

Será?

Aliados do ex-deputado Zoinho de Oliveira (PR) estão animados com a possibilidade de o barbudinho assumir uma cadeira na Câmara. É que o deputado Paulo Feijó (PR) foi condenado a 12 anos de prisão pelo STF por lavagem de dinheiro. E todos os suplentes da legenda, colocados à frente de Zoinho, já estariam bem servidos em outras funções e não teriam interesse na vaga, que pode acabar caindo no colo do voltarredondense, que ficou famoso ao profetizar que em Brasília não existiria nenhum santo. 

Preferência por shoppings

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mulher compras 4

Segunda data comemorativa mais importante para o varejo nacional tanto em volume de vendas como em faturamento, o Dia das Mães de 2017 deve fazer com que sete em cada dez (73%) brasileiros realizem pelo menos uma compra a partir de segunda, 8. Os dados são de uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Embora o percentual de consumidores que devem ir às compras seja elevado, a maior parte está receosa em aumentar os gastos na comparação com o ano passado. Querem evitar dívidas. Apenas 10% desses consumidores, por exemplo, disseram que têm a intenção de gastar mais com os presentes para as mães. A maior parte (38%) planeja até gastar a mesma quantia que em 2016, enquanto 27% pensam em diminuir. Os consumidores que não vão comprar presentes representam 25% da amostra e os indecisos são 2%.

 

Segundo estimativas do SPC Brasil e da CNDL, cerca de 109 milhões de brasileiros devem comprar presentes para o Dia das Mães, a ser comemorado no segundo domingo do mês – 14 de maio -, o que deve injetar quase 14 bilhões de reais nos setores do comércio e serviços.

 

“Há alguns sinais ainda incipientes de que o varejo deve iniciar uma trajetória lenta de recuperação a partir deste semestre. O Dia das Mães, como a data mais importante atrás do Natal, servirá de termômetro para confirmar ou não essa expectativa. De modo geral, a pesquisa demonstra que o brasileiro está cauteloso, mas ainda disposto a não deixar a data passar em branco”, afirma o presidente da CNDL, Ho-nório Pinheiro.

 

A necessidade de economizar é a razão mais mencionada por aqueles que pretendem gastar menos no Dia das Mães, citado por 46% dos entrevistados. Outras justificativas são dificuldades financeiras (29%), o cenário econômico instável e aumento da inflação (23%) e o endividamento (14%). Dentre a minoria, que pretende aumentar os gastos com presentes, o desejo de comprar um produto melhor (43%) e o encarecimento dos presentes (40%) são os mais mencionados. Apenas 20% disseram que vão gastar mais porque tiveram melhoria na renda.

 

A pesquisa sinaliza que muitos dos consumidores que pretendem comprar presentes já extrapolaram o limite de endividamento. Três em cada dez (28%) entrevistados declararam ter atualmente alguma conta em atraso, percentual que sobe para 32% entre as pessoas da classe C. Outra constatação que demonstra um comportamento imprudente é que 12% dos consumidores admitiram ter o hábito de gastar mais do que podem para presentear as mães e 3% chegaram a ficar com o nome sujo por causa das compras realizadas na mesma data do ano passado.

 

“O consumidor precisa fazer com que o presente caiba no orçamento. Antes de sair para as compras é essencial que ele analise suas contas e seus gastos básicos e defina com clareza o quanto pode gastar. Para evitar que uma data comemorativa leve o consumidor ao descontrole das finanças e acabe virando motivo de tristeza, ele precisa ser um consumidor planejado. A pesquisa de preços é uma grande aliada nesses momentos e será realizada por 75% dos compradores neste ano, pelo que apontou o nosso estudo”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Mais caros

O pagamento à vista será o meio mais utilizado pelos consumidores durante a semana que antecede o Dia das Mães, citado por 65% da amostra, sendo que em 58% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 6% no cartão de débito. O cartão de crédito será usado por 23% dos entrevistados, seja em parcela única (7%), em várias parcelas (14%) ou no cartão de loja (2%). Entre os que dividirão as compras, a média é de quatro prestações por entrevistado.

 

Considerando a soma de todos os presentes adquiridos, o gasto médio do brasileiro no Dia das Mães deve girar em torno de R$ 127, sendo que entre os indivíduos da classe C esse valor cai para R$ 112. Mais da metade (52%), contudo, não sabe o quanto irá gastar com os presentes, o que evidencia o comportamento cauteloso do consumidor.

 

A maioria (52%) dos consumidores ouvidos pela pesquisa acredita que os produtos estão mais caros do que em 2016, sendo a crise econômica (65%) o principal motivo mencionado. Há ainda 30% de entrevistados que creditam o aumento dos preços ao fato de ser uma data comemorativa. Apenas 5% estão com a percepção de preços mais baixos neste ano.

De acordo com o levantamento, a maioria (63%) dos consumidores deve comprar apenas um único presente, principalmente os consumidores da classe C (66%). Os que vão comprar dois presentes para agradar as mães representam 23% da amostra e somente 5% vão comprar três presentes ou mais.

 

Compras de última hora

Neste ano, os produtos mais procurados serão as roupas (26%), perfumes (20%), calçados (11%), cosméticos (8%) e flores ou chocolates (7%). Produtos com ticket médio mais elevado, como eletrodomésticos e smartphones, tiveram apenas 5% e 3%, respectivamente, das preferências. Quanto aos locais de compras, os shopping centers são os destaques, com preferência de mais de um quarto (25%) dos entrevistados. As lojas de rua (20%), lojas de departamento (7%), shopping populares (7%) e revendedores de cosméticos (4%) completam a lista. Somente 3% vão usar a internet para comprar o presente das mães e 24% ainda não se decidiram sobre onde realizar as compras. Para escolher o local, os fatores mais decisivos são o preço (61%), a qualidade dos produtos ofertados (38%) e as promoções e descontos (32%).

 

O velho hábito de deixar tudo para a última hora também estará presente no Dia das Mães deste ano: 17% dos compradores acham que vão realizar as compras no dia anterior ou até no próprio domingo, 14, Dia das Mães. A celebração será principalmente em casa (40%) ou na casa das respectivas mães (32%), mas 8% pretendem festejar o dia almoçando em restaurantes.

 

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 849 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial que têm a intenção de comprar presentes. A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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