quarta-feira, outubro 28, 2026
Casa Blog Página 3001

‘Palácio de aço’

0

19-01-2017 - sindicato funcionarios - gabriel borges (6)samuca

Em entrevista exclusiva ao aQui, por e-mail, o prefeito Samuca Silva teve a oportunidade de explicar ou detalhar os seus planos para ocupar o Escritório Central da CSN, localizado no ponto comercial mais nobre da cidade do aço, na Vila Santa Cecília. Embora tenha dado respostas curtas, simplórias até, o chefe do Executivo disse que pode até transferir seu gabinete do Palácio 17 de Julho para o futuro ‘Palácio de aço’, passando a ocupar, provavelmente, o 16º andar do prédio, construído em aço especial na década de 40.  Veja abaixo, na íntegra, a entrevista de Samuca:

aQui: As dívidas da CSN são referentes a ISS ou seria outro imposto, qual?

Samuca Silva: São dívidas gerais da empresa com o município. Além disso, ainda há um processo específico judicial que está em fase de acordo.

 

aQui: Qual o montante que aguarda decisão judicial?

Samuca: Cerca de R$ 300 milhões.

 

aQui: Em termos práticos, quais as secretarias que iriam para o prédio da CSN?

Samuca: Toda estrutura administrativa da prefeitura e outros órgãos. Também queremos instalar no prédio incubadoras de empresas, um centro tecnológico, entre outros.

 

aQui: Pensa em criar um posto médico no prédio? Posto para atendimento de idosos, mulheres? Enfim, que atividades públicas poderiam ser oferecidas?

Samuca: Se for necessário, iremos criar um posto médico. Mas é importante lembrar que o Escritório Central é um prédio comercial como os outros.

aQui: Como enfrentar o problema da falta de garagem do prédio? E as vagas para o público, afinal o prédio comporta até 20 mil pessoas, não é mesmo?

Samuca: O prédio comporta três mil pessoas trabalhando. E acreditamos que não é um problema a falta de garagem. Até porque nosso objetivo é estimular que as pessoas usem o transporte público para se locomover. Essa é a característica do nosso governo.

aQui: Como resolver o problema da falta de banheiros? Como desmembrar o uso do ar condicionado, que é central, assim como a luz dos andares para poder oferecer alguns deles às empresas que queiram se alojar no prédio?

Samuca: No prédio, há dois banheiros por andar. De fato, o ar-condicionado é central, mas é possível regulá-lo por andar. Queremos modernizar a geração de energia para poder custear todos os custos.

 

aQui: A reforma interna e externa seria feita pela CSN, também com permuta de dívidas, ou pela prefeitura? Qual o montante necessário?

Samuca: O prédio não precisará passar por uma reforma, apenas uma limpeza geral. Mas será necessária adaptações no sistema de incêndio e uma avaliação hidráulica.

 

aQui: O prefeito admite mudar seu gabinete para o novo Escritório Central?

Samuca: Sim, todos os órgãos da prefeitura.

 

aQui: O que será feito do heliporto? Será terceirizado?

Samuca: O heliporto será utilizado dentro das condições normais e seguindo as necessidades da cidade.

 

aQui: Quando a CSN dará uma resposta à prefeitura?

Samuca: No processo onde foi proposto o acordo, a CSN tem 90 dias para nos responder.

“Eu não faria isso”

0

DSC_0020

O prefeito Samuca Silva está como um cego no meio de um tiroteio. A observação não é de nenhum dos seus adversários, como o ex-prefeito Neto. Muito pelo contrário. É de um dos seus aliados – tipo aqueles que batem em seus ombros para lhe dar parabéns por alguma notícia, como a de trocar o Escritório Central por dívidas que a CSN tem para com o Palácio 17 de Julho.  E que o critica por discordar do projeto de assumir o ‘elefante branco’ mais emblemático da cidade do aço.

 

É óbvio que, como fonte, ele pede para não ser identificado, pois tem trânsito livre pelos corredores palacianos. “É mais uma jogada de marketing, influenciado por empresários”, dispara, referindo-se ao bom trânsito que Samuca aparentemente teria com Benjamin Steinbruch, presidente da CSN. 

 

Jogada ou não, a proposta apresentada por Samuca agradou a muitos internautas. Mas, desagradou a um político de peso. O ex-prefeito Antônio Francisco Neto. Em entrevista na manhã de ontem ao programa Fato Popular, de Betinho Albertassi, na Rádio 88 FM, Neto detonou o projeto – ainda não especificado – de Samuca de adquirir o prédio da CSN usando como moeda de pagamento parte das dívidas que a empresa teria com os cofres públicos. “Eu acho viável essa compra, mas eu não faria isso como gestor”, pontuou o ex-prefeito, que hoje trabalha como assessor especial de Pezão.

 

Neto foi além. Disse a Betinho Albertassi que chegou a propor “algumas vezes” à CSN que a empresa passasse o Escritório Central à iniciativa privada e que isso teria o seu apoio como prefeito de Volta Redonda. “O Escritório Central tem um custo muito alto de manutenção. Nós tentamos várias vezes conversar com o Benjamin para trazer empresas para o Escritório Central, não para a prefeitura assumir a compra do prédio não, mas para um projeto para atrair empresas, em parceria com elas”, disse. “Nós apresentamos uma proposta ao Benjamin (Steinbruch) para que, em parceria com a iniciativa privada, nós assumíssemos o Escritório Central. As empresas comprariam e nós faríamos um cinturão de empresas para gerar empregos para o nosso município”, confessou.

 

Indagado por Betinho Albertassi a respeito do que a CSN teria de dívidas com Volta Redonda, o ex-prefeito disse que elas, basicamente, se referem a ISS e Passivo Ambiental. “A CSN tem uma dívida de R$ 30 milhões de ISS, referente a aluguel de equipamentos, que ela até reconhece, mas não paga”, afirmou. “Tem outras (de ISS, grifo nosso), mas essa de R$ 30 milhões é a maior”, acrescentou. “A maior de todas, da casa de R$ 200 milhões, é do famoso TAC Ambiental. A CSN diz que fez muita coisa e nós conseguimos provar na Justiça que ela não fez quase nada. Vai ter que pagar (a dívida), mas isso vai levar muito tempo ainda na Justiça”, finalizou.

Escritório Central

No mercado imobiliário é raro (ou quase impossível, até) alguém comprar ou alugar um imóvel sem antes visitá-lo. Mas na política não é assim. Prova disto é que o prefeito Samuca Silva, que fez uma proposta para a CSN, na semana passada, para o uso do Escritório Central, só resolveu conhecer as dependências do prédio na última quarta, 30. Ele percorreu os 16 andares do imóvel, em companhia de representantes da CSN – visitou desde o subsolo até a cobertura do imóvel. Samuca parece ter gostado do que viu. “Adquirir o prédio é possível e viável. Não é um projeto sonhador”, avaliou.         

 

Samuca, como o aQui já noticiou, quer transformar o Escritório Central da CSN em um Centro Estratégico Municipal, onde serão concentrados os departamentos da prefeitura, órgãos públicos, um centro de tecnologia e ainda uma incubadora de empresas interessadas em se instalar na cidade. Para adquirir o prédio, Samuca propôs “trocá-lo” por parte de um débito milionário que a CSN tem com o município referente ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

 

Pelo que uma fonte do aQui afirma, a proposta apresentada por Samuca seria da ordem de R$ 50 milhões. Detalhe: R$ 20 milhões superior ao valor de uma única ação que a empresa tem e que, segundo o ex-prefeito Neto, reconhece, mas não paga.  

 

O uso do Escritório Central pelo governo Samuca representa, diz ele, uma economia de dinheiro público. Isto porque a prefeitura gasta, em média, R$ 700 mil em aluguéis e manutenção de prédios. Se conseguir transferir os órgãos e departamentos públicos para o Escritório Central, o valor ‘cai pela metade’. “É possível economizar, centralizando e dividindo custos. A intenção é também terceirizar espaços”, avisou. A prefeitura não informou o valor necessário para a manutenção do prédio da CSN, que segundo informações, seriam da ordem de R$ 700 mil mensais. Até o fechamento desta edição, a CSN ainda não tinha respondido à proposta da prefeitura. 

 

Uma fonte do aQui, entretanto, garante que isso poderá demorar um bom tempo, pois tudo que envolve ativos da empresa passa por longas reuniões. Apesar disso, ela dá uma esperança a Samuca Silva. “Eu diria que a chance da CSN topar fazer o negócio, em uma escala de 0 a 10, é 5. O problema vai ser ajustar o pagamento. A CSN deve ao município, mas o município também deve à CSN. Então, esse ajuste vai ser um pouco complexo. Mas a vantagem é que há interesse das duas partes”, pontua.

Bate bola – Sergio Luiz

0

Olha aí, que relíquia: é o time de futsal da 6ª série do Colégio João XXIII em 1971. Pertence ao acervo da Sueli Fuzzati.

aqui-esporte

Em pé da esquerda para a direita: Professor Irley Lobo (técnico), João, Tete e Macaé.
Agachados: Wiliam, Deley (deputado), Arlindo e Paulo Afonso.

Uma grande vitória 

Finalmente o Voltaço voltou a vencer. Bateu o Bragantino por 1 a 0, gol do artilheiro David Batista. Apesar do magro resultado, foi uma grande vitória. Foi importante para as pretensões de quem briga por uma vaga nas oitavas ou até mesmo se manter na série C no ano que vem. Foi um jogo difícil, com o time paulista jogando nos contra-ataques para tentar surpreender o Volta Redonda que, mesmo não apresentando um grande futebol, soube ter paciência para obter a vitória. 

O Voltaço soma 20 pontos e é o 6º colocado do grupo B, três pontos abaixo do líder São Bento (SP), seguido pelo Tupi com a mesma pontuação. Em 3º aparece o Ypiranga, o Botafogo-SP em 4º e o Joinville na 5ª posição, todos com 21 pontos. Ou seja, todos têm chances de subir e até mesmo descer. O Volta Redonda tem nos seus calcanhares o Tombense com 18 pontos e o Bragantino, com 15.

Amanhã, domingo, 20, o tricolor de Aço vai a Erexim pegar o Ypiranga (RS), às 15 horas, no Estádio Colosso da Lagoa. Depois fará dois jogos em casa: contra o Mogi Mirim e o Tupi, podendo obter a sua classificação ou carimbar sua permanência na série C. Uma coisa é certa, o Voltaço só depende dele. Quem viver verá!

 

Ajuda
A Federação Paulista vai ajudar o Mogi Mirim com R$350 mil, dinheiro suficiente para pagar um mês de salários dos jogadores. Bom para o Ypiranga que ganhou por W.O. e ruim para o Voltaço, o caso aind vai a julgamento.

 

Dedé
Afastado por tempo indetermi-nado, o zagueiro Dedé anda fazendo repouso absoluto e só se movimenta com a ajuda de muletas. É uma pena que as sessões de fisioterapia não tenham dado resultados. O último jogo que o jogador participou foi contra o Santos, dia 28 de maio, na Vila Belmiro. Usando as redes sociais, o mito agradeceu as mensagens que tem recebido dos torcedores do Cruzeiro e do Vasco. Dedé luta contra a contusão desde 2014.

 

Master
Prosseguem hoje, sábado, 19, os torneios de Master 50 e 40, promovidos pela LDVR. Jogos do Master 50, todos às 9 horas: Galera e Volta Grande no CT do Aero Clube; Novo Mundo e Tocantins na Sessenta; São Luiz e Coroados no São Luiz; e Asa Negra e Siderlândia no Santo Agostinho. Master 40: São Carlos e Flamengo da Vila Americana no CT do Aero; e Tocantins e Retiro na Água Limpa. Os dois às 15 horas.

 

Barra Mansa
A luta do Leão continua. Na quarta, 16, empatou em 1 a 1 com o Duque de Caxias, no Marrentão. O Barra Mansa está na 19ª na colocação e continua na zona de rebaixamento. Hoje, sábado, 19, pega o Artisul na Baixada. O Barra Mansa entrará com um recurso pedindo que o Caraoebus perca 15 pontos por ter utilizado um jogador irregular. Se conseguir o Leão sai da zona de rebaixamento.

 

História
Numa cidade do interior de Minas, que não era a minha Além Paraíba, havia um jogador cujo apelido era Zé do Efeito. Isso devido à sua maneira de chutar a bola. Certa vez, na decisão do campeonato local, quando o time do artilheiro perdia por 1 a 0 e só precisava de um empate para ser campeão, aos 45 minutos do segundo tempo o juiz marcou um pênalti a favor da equipe. A torcida, enlouquecida, começou a cantar “é campeão, é campeão”. Acreditavam que Zé do Efeito, cobrador oficial, marcaria o gol do título. Afinal, nunca perdera um pênalti. Autorizada a cobrança, o goleiro ficou parado no meio da meta e defendeu o pênalti com facilidade. Loucura nas arquibancadas, torcedores vaiavam e xingavam: “Zé do Efeito seu FDP, vendido, traidor, entre outros”. Zé, no alto de sua marra, calmamente acenava para a torcida, pedindo calma. E ficou observando o goleiro sendo aplaudido de pé pela sua torcida. Porém, algo inusitado aconteceu. Quando o goleirão quicou a bola para recoloca-la em jogo, a gorduchinha tomou um efeito violento e foi parar no fundo do gol. Loucura nas arquibancadas. Zé do Efeito foi de bandido a herói em poucos minutos. Foi carregado em triunfo pela galera. É mentira, Terta?

 

Bola dentro
Para os garotos dos times sub13 e sub14 do Voltaço que conquistaram, respectivamente, o vice e o título da série Prata do campeonato metropolitano do Rio de Janeiro. Agora vão disputar a série Ouro. Valeu garotada e comissão técnica.

 

Bola fora
Para a briga dos jogadores do sub 20 de Vasco e Flamengo, após a primeira partida valendo pelo título do estadual da categoria, vencida pelo time da Colina por 2 a 1. O pau cantou na casa de Noca, em Moça Bonita.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp