sexta-feira, maio 1, 2026
Casa Blog Página 2937

Quem tem direito?

0

Pollyanna Xavier

Na edição passada, o aQui mostrou o resultado da primeira fase do processo movido pelo Sindicato dos Engenheiros contra a CSN, na questão do plano de saúde para os aposentados. E apenas 11 engenheiros, que se aposentaram na empresa antes dela ser privatizada,  tiveram direito ao plano de saúde. Como o número foi muito pequeno, o presidente do Senge, João Thomaz, ajuizou novas ações na Justiça do Trabalho para garantir o benefício a um número maior de aposentados. E parece estar conseguindo. “Temos uma média de 300 processos represados”, avisa.

 

O processo que beneficiou apenas 11 engenheiros era de 1998. Em 2014, João Thomaz recorreu, novamente, à Justiça para garantir o plano de saúde a um número ainda maior de aposentados da CSN. Só que desta vez vários processos individuais foram montados e ele chegou a propor ao Sindicato dos Metalúrgicos que fizesse o mesmo para os seus associados. “Na época eles não quiseram”, revelou João Thomaz, acrescentando que os processos individuais teriam caído em varas distintas Uns eram deferidos, outros não.

 

“Não entendíamos os critérios que a Justiça usava. Quando vimos que uns ganhavam e outros não, recorremos e pedimos ao Tribunal que unificasse todos os processos, uma vez que a demanda era a mesma para todos. A decisão saiu agora na segunda instância (TRT-Rio) e favoreceu os aposentados que foram admitidos antes do edital de privatização da empresa, que se aposentaram na empresa e que entraram com processo na Justiça do Trabalho até dois anos após a aposentadoria. Estes três requisitos são importantíssimos. Quem estiver enquadrado nestes três requisitos vai ganhar”, esclarece.

 

De acordo com João Thomaz, com a decisão do TRT-Rio, dada em dezembro ano passado, ficou impossível para que juízes de varas distintas decidam diferentemente um do outro. “Agora não tem como julgar de forma separada. Os processos foram todos unificados. Ou ganham todos ou não ganha ninguém. Por enquanto estamos ganhando”, comemora, acrescentando que ainda não ocorreu o trânsito em julgado. Ou seja, a CSN poderá recorrer da sentença, levando a questão para ser discutida e decidida em Brasília.

 

Situação Atual

 João Thomaz esclareceu ainda que, embora a ação tenha sido ajuizada pelo Sindicato dos Engenheiros, ela envolve todos os aposentados ‘qualificados’ da CSN, FEM, CBS, Fugemss e Apservi, engenheiros ou não. “Não são apenas os nossos associados engenheiros. Isto precisa ficar claro. A decisão é para aposentados, independente da profissão exercida na CSN. O que se discute não é a classe do trabalhador e sim se ele estava na empresa antes do edital de privatização e se ele se aposentou na empresa depois do edital”, reforçou.  

 

Ainda de acordo com João Thomaz, a decisão de Brasília resultará em Jurisprudência, beneficiando os aposentados que entrarem com novos processos.

Novidade

A ação que garante o benefício do plano de saúde aos aposentados da CSN esbarra num impasse legal: trata-se da prescrição para ajuizar a ação. Segundo João Thomaz, a CLT estabelece um prazo de dois anos da rescisão contratual para que o empregado (celetista) exerça o direito da ação na Justiça. Se este prazo passar e a pessoa não ajuizar nenhuma ação, ela perde o prazo para reivindicar algum direito. Por conta deste impedimento, muitos aposentados que entraram na CSN antes da privatização e se aposentaram na empresa perderam a chance de se beneficiar com o plano de saúde.

 

A novidade é que o Sindicato dos Engenheiros (Senge) vai entrar na Justiça para tentar derrubar a prescrição de dois anos. Se conseguir, um número muito maior de aposentados da CSN poderá ser beneficiado com as ações do Plano de Saúde. A informação foi divulgada no boletim do Senge, que está convocando os interessados para uma reunião de esclarecimento na segunda, 6, na sede da Associação dos Engenheiros de Volta Redonda. “O Senge vai entrar com novas ações judiciais relativas ao Plano de Saúde dos Aposentados da CSN, mesmo para quem já se desligou há mais de dois anos, que tenha trabalhado antes da Privatização e aposentado antes do eventual desligamento e não entrou com a ação”, esclarece. Ainda de acordo com a publicação, o Senge fará atendimento jurídico todas as segundas e quartas, das 14 às 18 horas. Mais informações em (24) 3353-1606 ou 3342-4320.

Alarmante

0

Mateus Gusmão

Desde que a crise econômica começou a assolar o Brasil – especialmente o estado do Rio – a segurança pública entrou em colapso. E os casos de criminalidade, que estavam diminuindo, voltaram a aumentar assustadoramente. Só para se ter uma ideia de como é grave a crise, no ano passado foram registrados mais de 1.300 furtos e roubos em Volta Redonda e Barra Mansa. Fora os que as vítimas não quiseram registrar. O número corresponde a cerca de quatro casos por dia. O levantamento foi feito pelo aQui junto ao Instituto de Segurança Público do Rio e corresponde ao período de janeiro a dezembro de 2016 (confira a tabela abaixo).

 

Em Volta Redonda, os casos de roubos a pedestres aumentaram em mais de 500%, quando se compara com o ano passado. Foram, ao todo, 373 casos. Os homicídios também aumentaram, de 50, em 2015, para 64 em 2016. Para o tenente-coronel Damião Luiz Portella, comandante do 28º Batalhão da Polícia Militar, a crise econômica tem tudo a ver. 

 

“Volta Redonda é o centro comercial de todo o Sul Fluminense. Isso causa um impacto na segurança pública, na guerra ao tráfico, ao roubo e furto de veículos. A crise atingiu todo o Brasil e o desemprego, especialmente em Volta Redonda, é um dos fatores”, disse o militar, ressaltando que outro fator que fez aumentar, nas estatísticas, o número de furtos e roubos é que as vítimas estão passando a fazer os BOs (Boletins de Ocorrência). “Hoje há uma facilidade para as pessoas fazerem registro. Naturalmente os números foram se corrigindo de um ano para outro”, pondera.

 

Sobre os homicídios, que em Volta Redonda foram 64 – contra 34 em Barra Mansa –, o tenente-coronel Portella destacou que a maioria estaria ligada ao tráfico de drogas. “Uma pequena parcela é crime passional, como traição ou algo parecido. A maioria é ligada ao tráfico, muito raro acontece um caso diferente disso. Às vezes não são pessoas que são do tráfico, mas são pessoas que estão devendo ao tráfico de drogas. Então é difícil. Tem que ter prevenção às drogas, ao álcool”, opina, ressaltando que a crise que assola a Polícia Militar também atrapalha a questão da segurança. “A Polícia Militar está nas ruas. A demanda aumentou muito e os meios que temos diminuíram devido à crise do Estado. A gente conta com o apoio da prefeitura, por exemplo, para que nossas viaturas tenham manutenção”, explicou.

 

Outro policial procurado pelo aQui foi o delegado da 93ª Delegacia de Polícia, Eliezer Lourenço. Ele fez questão de explicar, por exemplo, que os roubos de rua aumentaram em todo o Estado. “Não é só em Volta Redonda que isso está acontecendo. No Rio, Niterói, São Gonçalo, aumentou muito. Estamos em um patamar ainda, digamos, aceitável. Colocando números de habitantes, quase 300 mil, e em comparação com a Baixada Fluminense, os números estão ainda aceitáveis. Está bom? Meu Deus, claro que não. Queremos diminuir”, bradou, salientando que a Polícia não está em todo lugar para impedir os crimes de rua. “E os vagabundos sabem disso. Eles passam por um lugar e quando veem a Polícia, vão assaltar em outro. A nossa mancha criminal, por exemplo, é diferente, porque os crimes são pulverizados. Se os crimes fossem só em um bairro, a gente atacava lá”, disparou.

 

“A Polícia está trabalhando para minimizar isso (os crimes de rua). Acabar a gente nunca vai acabar, temos que dizer isso. Se fosse perfeito, nos EUA não tinha roubo nem tráfico. Então imagina no nosso País ainda em fase de crescimento?”, comparou. “Nós estamos também em uma fase muito ruim em relação ao Estado. Policiais civis sem receber salários, alguns agentes em greve. Tudo isso traz uma preocupação para gente ainda maior”, concluiu.

alarmante

Política & cia

0

Vereadores cobram mutirão de Samuca

Aos poucos, Samuca Silva (PV) tenta se aproximar cada vez mais dos vereadores de Volta Redonda. Ontem, sexta, 3, ele recebeu 20 parlamentares em seu gabinete. Tomaram café da manhã, conversaram amenidades e o prefeito fez questão de dizer que estará aberto ao diálogo pelos próximos quatro anos. E prometeu ir à primeira sessão do Legislativo no dia 16 de fevereiro. O encontro serviu também para os vereadores fazerem algumas reclamações.

A primeira foi pedir que o prefeito desburocratize alguns setores da prefeitura. Segundo eles, existem vários pontos na cidade sem iluminação e, na secretaria de Serviços Públicos, a informação que lhes dão é que não existem novas lâmpadas. Que seria preciso fazer uma licitação – o que pode demorar semanas. Pediram ainda que seja feito um mutirão de limpeza na cidade do aço, hoje tomada pelo mato alto, que cresce rapidamente no verão por causa das chuvas. “O prefeito disse que pretende contratar cerca de 150 pessoas, por 90 dias, para fazer esse mutirão de limpeza”, destacou um vereador – que pede para não ser identificado. “Não falamos em nenhum momento sobre base aliada ou líder de governo. Foi uma conversa cordial”, completou.

Otimista
Samuca espera que, ainda no primeiro semestre desse ano, uma empresa de Call Center se instale na cidade do aço, gerando cerca de 500 empregos diretos.

Sem ingresso
A partida entre Flamengo e Macaé, no Raulino, na quarta, 1º, foi o primeiro evento realizado no estádio na gestão Samuca Silva. Um vereador, na porta do estádio, respondia em voz alta quando alguém lhe pedia ingresso. “Eu também não ganhei, eles não deram para ninguém. Tive que pagar”, bradava, mostrando o ingresso de R$ 60,00 para as cadeiras azuis.

Estacionamento
Por falar na partida, uma pequena confusão aconteceu no estacio-namento do Raulino. Isso porque os carros da imprensa – SporTV, Radio Globo, CBN, Band… – chegavam e não tinham onde estacionar. O motivo: os veículos dos médicos que atendem na Policlínica não saíram antes do início da movimentação no está-dio. Depois, com o estacionamento já lotado, ninguém entrava e ninguém saía.

IMG-20170127-WA0035

Alô, prefeito
Até cobra (venenosa ou não, ninguém sabe) já foi vista no morro de acesso ao Colégio Rosário, na Vila. Motivo: a falta de conservação de um terreno público nas proximidades de um ponto de ônibus, onde o mato está quase na altura das pessoas que transitam por lá. Um perigo.

Gasto
O Saae-VR vai gastar R$ 103 mil para descartar lodo na área do Centro de Tratamento de Resíduos de Barra Mansa. O lodo é proveniente da limpeza das redes de esgotos e caixas de gordura. O contrato é de quatro meses.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp