sábado, novembro 7, 2026
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“Crucifiquem-no”

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Nem de longe o presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Volta Redonda, Ataíde de Oliveira se parece com Jesus Cristo. Mas, para azar dele, a vontade de muitos servidores públicos, principalmente professores, é de crucificá-lo. A revolta se instaurou depois que a direção colegiada do Sindicato dos Profissionais da Educação convocou uma coletiva de imprensa na sexta, 16, para denunciar o que chamaram de “golpe” orquestrado pelo sindicalista, com aval do jurídico do SFPVR, para destinar os R$ 500 mil disponibilizados pelo prefeito Samuca Silva para pagamento do PCCS apenas aos associados do órgão.

 

Na coletiva, a diretora financeira do Sepe, Maria da Conceição, a Sãozinha, criticou o fato de o SFPVR ter peticionado junto à prefeitura exigindo que o dinheiro não fosse rateado, excluindo, assim, os professores quando da divisão do dinheiro do PCCS. “Tanto o Sepe quanto o funcionalismo tentaram argumentar que o valor era baixo, dada a quantidade de funcionários. Queríamos que o prefeito majorasse esse valor. O problema é que pelas nossas costas, o Sindicato do Funcionalismo elaborou uma petição arguindo que a prefeitura cumprisse apenas o processo deles o que excluiria automaticamente os professores do rateio do PCCS. E apenas 30% dos funcionários da Administração Direta, ingressos na prefeitura até 2012, mais velhos e com menores salários seriam contemplados”, denunciou.

 

Ao saber da trama, alguns professores passaram a desabafar pelas redes sociais. Foi o caso de Catiane que, através de um grupo de WhatsApp, confrontou o sindicalista. “Gostaria de saber por que o Sindicato do Funcionalismo, após assinar acordos com o prefeito e o Sepe, está fazendo isso com os professores”, questionou, indo além. “Estou decepcionada, pesando seriamente em me desfiliar”, pontuou.

 

Incomodada com a falta de resposta, a professora continuou. “Gostaria de uma posição do senhor Ataíde quanto a isso. Não entendo por que esse sindicato não luta por todos os funcionários públicos. Um sindicato que apunhala parte dos funcionários depois manda representantes as escolas para que possamos nos filiar. Quero a verdade”, reclamou.

 

Uma fonte ligada ao SFPVR garante que os ataques a Ataíde não são apenas virtuais. “O telefone não para. Muita gente, principalmente das autarquias e professores, liga para o sindicato cobrando uma resposta do presidente”, confidenciou, garantindo que articulação para excluir o Sepe da divisão do PCCS não é a única coisa que tem deixado os servidores públicos incomodados.

 

A última que o sindicalista aprontou teria sido com os funcionários da secretaria de Infraestrutura. Leonel de Souza, um dos líderes do movimento que pretendia paralisar os trabalhos na SMI por falta de materiais de segurança e comida, disse que o SFPVR prometera carro de som e apoio ao levante. Mas, na hora ‘H’, teria roído a corda. “O Ataíde ficou de vir e não veio. O pessoal contava que ele levaria o carro de som. Mas, sem falar com ninguém, ele procurou o secretário (Toninho Orestes) e resolveu por conta dele. Por isso não foi possível fazer a paralisação, mas o chefe de gabinete da SMI nos recebeu e prometeu enviar ofício a prefeitura com nossas reivindicações. Estamos aguardando”, explicou Leonel, frustrado.

 

A gota d’água sobre Ataíde pode acontecer em pouco tempo, mais especificamente se ele não responder ao ofício enviado pelo Sepe, marcando uma reunião entre os dois sindicatos para tratar do PCCS. Segundo uma fonte, o documento foi enviado no último dia 16 e, até o fechamento dessa edição, nenhuma resposta teria sido pelo líder sindical.

Área de Refúgio

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 Pollyanna Xavier

A questão envolvendo a recategorização da Floresta da Cicuta voltou à pauta das discussões dos ambientalistas da cidade do aço. Só que desta vez com um enfoque diferente. É que o deputado federal Deley de Oliveira apresentou um Projeto de Lei (9139/2017) que propõe a mudança de categoria da Cicuta de Arie para Revis. Na prática, ela deixaria de ser Área de Relevante Interesse Ecológico para se tornar Refúgio de Vida Silvestre. Se conseguir, a área de preservação da floresta seria ampliada de 131 hectares para 695 hectares. O projeto foi apresentado à Câmara em novembro de 2017.

 

Atualmente a Cicuta é uma unidade de conservação federal e conta com a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Até janeiro de 2017, a CSN tentou recategorizar a Floresta para que ela pudesse ter domínio sobre a administração da Cicuta. No caso da CSN, a mudança seria de Arie para Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A proposta de mudança gerou conflitos entre a sociedade civil organizada, ambientalistas, ONGs, Igreja Católica e um monte de outras organizações que pressionaram o governo a não permitir a recategorização em favor da CSN.

 

O assunto ficou adormecido desde então. Agora, Deley voltou com ele à pauta, porém, com um enfoque completamente diferente. Se a mudança proposta pelo deputado passar, as atividades de visitação, educação ambiental vão voltar a ser praticadas na Cicuta, e as pesquisas científicas que hoje já acontecem no interior da Floresta permanecerão. Segundo o deputado, a mudança impactaria de forma positiva, no sentido de garantir maior proteção da fauna e da flora da reserva. “Essa mudança permite o uso sustentável e, principalmente, pela relevância dos atributos naturais da Floresta da Cicuta, a categoria Refúgio de Vida Silvestre é a mais adequada para a proteção efetiva”, defendeu Deley.

 

Além da recategorização, o projeto de lei do deputado propõe ainda englobar na ampliação da Floresta cerca de 90 hectares que estão dentro do município de Volta Redonda (a maior parte do território da Cicuta pertence a Barra Mansa ) que estão em processo de reflorestamento no entorno da Floresta da Cicuta. Segundo o aQui apurou no site da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei foi enviado para apreciação das Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustável e ainda à Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania.

‘Vou de Táxi’, o retorno

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro está, como se diz no meio policial, botando pressão em cima dos traficantes e nem precisou da ajuda dos milicos que estão disponíveis no  estado por conta da intervenção federal. A ação, intitulada ‘Vou de Táxi II’, pôs na cadeia 88 bandidos maiores de idade além de dez menores que vão responder pelo crime junto à Vara da Infância e Adolescência.

 

De acordo com o Promotor do Gaeco, Fabiano Oliveira, durante coletiva de imprensa na sede da 93ª DP de Volta Redonda, na quinta, 22, os bandidos presos na operação agiam de forma assustadoramente organizada em importantes cidades do Sul Fluminense como Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Porto Real, Itatiaia e Quatis.

 

Além disso, no meio do caminho, conforme explicou Fabiano, a Gaeco descobriu que dois policiais, identificados como Jorge Leonardo Batista Correa e Dorvagnes Fernando de Andrade Silva do Nascimento, se envolveram até o pescoço com os bandidos e estão na mira da Justiça. “Integrantes do bando clonaram uma BMW e foram descobertos por esses dois policiais que, para não entregá-los à Justiça, tentaram subornar o bando”, explicou o promotor.

 

Ainda de acordo com Fabiano, os dois PMs queriam arrancar dos bandidos R$ 30 mil para não apreender o veículo clonado. “Após negociações, os policiais cederam e aceitaram o valor de R$ 2 mil (que seria pago em parcelas) e ficariam também com o carro. Os dois policiais militares foram denunciados pelo crime de extorsão à Auditoria Militar. Um já está preso”, contou, salientando que a conversa dos PMs com os bandidos fora gravada.

 

Segundo o procurador, a quadrilha é formada por mais de 100 integrantes, sendo eles ligados à duas grandes facções cariocas e uma paulista. “Nessa fase da operação, os policiais apreenderam 30kg de drogas (maconha, cocaína e crack) além de carros roubados, armas de fogo, munições, material de insumo e cerca de R$ 7 mil”, listou..

 

Vale lembrar que a Operação ‘Vou de Táxi’ começou em 2016 a partir da apreensão de dois adolescentes com papelotes de cocaína dentro de um táxi, em Resende. Embora inicialmente arrolado como testemunha, a investigação apurou que o dono do veículo era pessoa de confiança dos traficantes locais e era contratado com frequência para transportar a droga.

 

De lá para cá, mais de 60 kg de drogas já foram apreendidas. Além de agentes do Gaeco, outros 130 policiais participaram da operação.

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