sexta-feira, maio 1, 2026
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Por Mateus Gusmão

Samuca pode implantar IPTU Progressivo

Sem qualquer alarde, o prefeito Samuca Silva (PV) está preparando a regulamentação da cobrança do IPTU Progressivo em Volta Redonda, o que sempre foi cobrado por movimentos sociais. Através do Decreto n° 4.241, publicado no ‘VR em Destaque’ de quinta, 9, o prefeito criou um Grupo de Trabalho para avaliar e regulamentar a questão do IPTU Progressivo. “Considerando tal temática para o desenvolvimento econômico e social do município de Volta Redonda”, destacou.

O IPTU Progressivo faz parte da legislação nacional e foi previsto no Plano Diretor de Volta Redonda de 2008. Nunca saiu do papel por falta de uma regulamentação. Por ele, a prefeitura pode ir aumentando progressivamente o valor anual do imposto de terrenos sem qualquer função. Isso pelo período de até cinco anos. Após esse prazo, se o terreno ainda estiver abandonado, sem função, a prefeitura pode desapropriá-lo e usá-lo para a geração de empregos, doando-o ou cedendo a uma empresa, por exemplo. Pode até construir parque, escola etc. Enfim, terá uma função.

Em Volta Redonda, vários empresários têm áreas bem ociosas, que servem só para a especulação imobiliária. Na mão de gananciosos não tem qualquer função social. Algumas são da CSN; outras são de poderosos – pelo menos assim se acham – empresários da cidade do aço. Se conseguir enfrentar os interesses dos latifundiários e especuladores, Samuca marcará um gol de placa…

 

Legislativo
Na próxima quinta, 16, às 18 horas, os 21 vereadores de Volta Redonda vão se reunir pela primeira vez no plenário da Casa de Leis. Darão início a um ano que tem tudo para ser quente, a começar pela votação das contas de 2011 do ex-prefeito Neto (PMDB), que receberam parecer contrário dos técnicos do TCE. Apesar dos acenos de paz de Samuca, os parlamentares querem manter independência e relevância do Palácio 17 de Julho. Muitos, que sonham em se candidatar a deputado ou a prefeito nas próximas eleições, vão chiar até de mato alto.

Candidato
Como o aQui antecipou, Munir Francisco deverá ser candidato a deputado estadual em 2018. Ele é irmão do ex-prefeito Neto, e acaba de criar um perfil novo no Facebook, feito por uma empresa de marketing.

Aproximação
Que o prefeito Samuca e o deputado federal Deley de Oliveira não se bicam, todo mundo sabe. Mas, segundo uma fonte, os dois estão prestes a deixar o orgulho de lado e podem se encontrar em breve. Deley, por exemplo, conseguiu mais de R$ 1 milhão de verbas para cinco projetos, de diferentes ministérios, para a cidade do aço. Poderia simplesmente tê-los ignorados politicamente. E não o fez.

Elogios
Quem está todo animado com a parceria com Deley é o prefeito Rodrigo Drable. “Além de destinar várias emendas para nossa cidade, o Deley ainda tem influência com outros deputados e pede a todos que apresentem emendas para Barra Mansa. Somos uma das cidades que mais receberá emendas esse ano”, comemora Drable.

“Glitter e purpurina”

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natã teixeira

Amanhã, domingo, 12, têm tudo para ser especial em Volta Redonda. Melhor: para ser colorido pelas cores do arco-íris. É que dois blocos carnavalescos – voltados para o público LGBT – vão tomar as ruas e avenidas do Aterrado, nas proximidades do quartel do Corpo de Bombeiros, e do Centro, nas imediações do camelódromo da Avenida Amaral Peixoto. O detalhe é que os foliões dos dois blocos vão se concentrar quase que no mesmo horário, o que provocará um racha do público gay e seus simpatizantes. O quiproquó nasceu do fato de duas famosas boates, Auê e The Gaarden, disputarem o promissor mercado LGBT para o Carnaval, tanto que criaram e lançaram seus próprios blocos carnavalescos.   

 

No meio da confusão, estava a prefeitura de Volta Redonda que até ontem, sexta, 10, somente tinha dado autorização para o desfile do ‘Tô no Brilho’. O bloco é organizado pelo Auê e tem a concentração marcada para a Rua Major Aguiar – transversal com a Avenida Amaral Peixoto – às 16 horas de amanhã, domingo. “Com muito amor e purpurina vamos fazer o nosso auê de carnaval na rua. Isso mesmo, sem preconceitos e totalmente aberto ao público. A única regra do bloco é ser feliz, respeitando sempre o espaço do próximo”, diz a propaganda do bloco postada no Facebook.

 

Entre as atrações do Auê aparece a DJ Gina Indelicada, que faz sucesso nas redes sociais. Tem mais. Até banhos de glitter estão programados. “Para garantir nossa sarrada rebolativa (sic) no som vai rolar de tudo: axé, pop, indie, funk, sertanejo, e claro, muita bagaceira! Então ó, contamos com seu apoio para convocar o maior número possível de pessoas para este evento. Vamos fazer um carnaval lindo, na base do beijo e do amor, cheio de brilho e diversidade”, garante a organização do evento que deverá contar até com um palco na rua de onde rolará a festa. Outro ponto do Carnaval do Auê será a escolha da Musa e do Muso do bloco.

 

Já o segundo bloco, da The Gaarden, é o LGBT Folia, marcado para acontecer na Rua Deputado Geraldo Di Biasi, no Aterrado, bem pertinho do quartel dos Bombeiros. O bloco, até à tarde de ontem, não tinha autorização para acontecer, mas, segundo seus organizadores, o problema será resolvido. O evento está marcado para acontecer das 14 às 20 horas, com show da cantora de popfunk Lexa e da DJ Irmã Zuleide. O bloco da boate The Gaarden conta com apoio da ONG VR Sem Homofobia.

 

Segundo Natã Teixeira, coordenador da ONG, o problema com a autorização do bloco será resolvido. ”Eles (prefeitura) estão com uma picuinha com a gente. Eu estive ontem (quinta) no Corpo de Bombeiros e vou pegar o ‘nada opor’ daqui a pouco. Nosso bloco é o único que está atendendo todas as exigências das autoridades. A gente está com toda documentação. Vai ser resolvido”, destacou Natã, ressaltando que a festa não vai atrapalhar, “como dizem as amigas”, a saída dos caminhões dos Bombeiros caso seja preciso. “O bloco vai acontecer na rua dos Bombeiros, mas não atrapalharemos a saída. Só o retorno deles ao quartel é que será alterado. A saída para os casos de emergências continuará no mesmo lugar”, explicou Natã.

 

Questionado se estaria havendo uma briga entre as duas boates, que promoveram dois blocos para o público LGBTs no mesmo dia, o coordenador do VR Sem Homofobia garante que não. “Briga não tem. Mas eu, como coordenador da ONG, chamei as boates e outros grupos para conversar sobre a ideia de ter um bloco LGBT na cidade. Mas, o Auê quis fazer sozinho e ainda fez um projeto muito parecido com o nosso”, pontuou Natã.   

 

Segundo ele, para evitar que o LGBT Folia vire um ‘Bloco do Isoporzinho’, que tanto assusta moradores, foram contratados 30 seguranças. “A Polícia Militar foi informada que contratamos seguranças e eles também garantirão a nossa segurança. Fizemos um acordo de lacrar (fechar) um pedaço da rua, só podendo entrar as pessoas após serem revistadas, tudo isso para evitar brigas e drogas”, comentou Natã, destacando que conversou com alguns moradores do Aterrado. E nenhum deles teria criticado a realização do evento. “Nosso bloco quer levar a diversidade. Crimes de homofobia crescem muito durante o carnaval e por isso resolvemos criar um bloco para os LGBTs”, concluiu.

 

Força Tarefa

Apesar da afirmação de Natã, muitos moradores não gostaram do que já aconteceu no Aterrado, onde no último final de semana, integrantes do ‘bloco do Isoporzinho’, que não tem pai nem mãe, criou uma tremenda confusão, que terminou na noite de domingo, 5, com brigas e tiros. Resultado: o prefeito Samuca Silva mandou chamar presidentes de associações de moradores, presidentes de blocos carnavalescos e representantes das polícias Militar e Civil, Defesa Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, para estabelecer ações que possam acabar com as ilegalidades que estão acontecendo nos blocos de carnaval, principalmente o do grupo conhecido por ‘Isoporzinho’.

 

O aposentado Marcos Cardoso, morador do Aterrado, quer maior rapidez dos agentes da GM e Polícia Militar. “O que foi aprovado (para sair, grifo nosso) foi um bloco e o que vimos foi uma baixaria. Pessoas sem respeito algum pelos moradores. Foi uma afronta à família”, reclamou, solicitando mais segurança e ambulâncias para enfrentar situações como a de domingo passado. O comandante da Guarda Municipal, Paulo Henrique Dalboni, pediu desculpas pela demora no atendimento e por informações erradas que eram fornecidas pelo Ciosp. “Peço desculpas, pois esse não é o procedimento padrão. Já estamos verificando os fatos e garanto que o procedimento é atender ao cidadão com gentileza e rapidez”, disse, acrescentando que o movimento, conhecido como Isoporzinho, tem se alastrado pela cidade. E amanhã tem mais.

Sem pânico

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Mateus Gusmão e Luiz Vieira

Como aprendizes de Sun Tzu, sábio chinês, autor do livro ‘A Arte da Guerra’, os representantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, se armaram para não serem surpreendidos pelo comando do movimento das mulheres e familiares dos PMs, como ocorreu no Espírito Santo, onde ninguém entra e ninguém sai dos quartéis capixabas. É que Sun Tzu ensinava que, numa guerra, é preciso conhecer a si mesmo e conhecer o inimigo. O que é o caso. Assim, na calada da noite, os comandantes deram as ordens: todas as viaturas de todos os quartéis, inclusive o de Volta Redonda, não poderiam ficar aquarteladas. Ficariam nas ruas, de sobreaviso para atender a qualquer chamado. E assim foi feito, o que surpreendeu o inimigo. 

 

Só que os adversários também estavam se preparando para o pior e, ao invés de esperarem para agir na madrugada de quinta para sexta, anteciparam a estratégia e tomaram a maioria dos quartéis a partir das 18 horas de quinta, 9. Na cidade do aço, o acesso ao 28º Batalhão foi fechado por cerca de dez homens e mulheres (a maioria). Azar ou sorte, não impediram a saída de nenhuma viatura. Só de poucos PMS, que trabalham na área administrativa do Batalhão do Aço. Outro detalhe: o comando do 28º BPM chegou a convocar todos os policiais militares da reserva. Caso as mulheres impedissem os trabalhos da PM, eles seriam chamados para agir nas ruas para garantir a segurança da população.

 

Os dois lados – comando e movimento das mulheres – chegaram a comemorar a estratégia adotada. Não deveriam. É que os boatos passaram a tomar conta de todas as conversas em Volta Redonda, Barra Mansa e cidades vizinhas sob comando do 28º BPM. Como solidárias, várias pessoas foram até o Batalhão do Aço, na Voldac, para mostrar apoio ao movimento das mulheres dos PMs. Buzinando e gritando, agiam como se os atos de violência de Vitória (ES) fossem acontecer. Uma senhora, de 80 anos ligou para a redação do aQui. Estava assustada com a informação que tinha recebido de que bandidos do Alemão (morro carioca) estavam prestes a invadir Volta Redonda. Pura sacanagem de quem espalhou o falso boato.

 

Até o prefeito Samuca Silva ficou preocupado e, bem aconselhado, usou as redes sociais para acalmar a população. “Estou aqui para garantir à população que a ordem e a segurança serão mantidas. Conversei com os comandantes do batalhão de Volta Redonda e com o comandante geral da PM no Rio. Estou acompanhando a justa manifestação das famílias dos oficiais, que querem apenas o salário em dia e uma vida digna. Mas a segurança da cidade não pode ficar comprometida. As viaturas das PMs estão a postos em pontos estratégicos de Volta Redonda e há vários pontos de abastecimento”, destacou.

 

Tem mais. Samuca anunciou que todos os agentes da Guarda Municipal estavam de prontidão para agir, caso necessário. “Deixei todo o efetivo da Guarda Municipal de sobreaviso e nas ruas para colaborar com a segurança de todos. Temos fé que em breve a situação será regularizada nos batalhões. Peço à população que mantenha a calma e espero que o governador (Pezão) ache, o mais breve possível, as respostas para as reivindicações dos policiais”, concluiu Samuca.

 

Assim como em Volta Redonda, o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, também deixou a Guarda Municipal em alerta total. E desde a madrugada de ontem, sexta, 10, os GMs estão reforçando o policiamento com rondas pelas ruas da cidade. De acordo com o comandante da GM, Joel Valcir Pereira, 32 homens estão circulando a pé pelas ruas do Centro, Barbará, Ano Bom e Vila Nova, além de oito viaturas. No apoio, segundo Joel, a operação conta com mais 15 veículos e quatro motocicletas. “Começamos nosso trabalho às 5 horas da manhã. A cidade está em ordem, nada fora do normal. Mas vamos manter essa ronda até ter a certeza de que esse movimento está descartado”, garantiu Valcir.

 

Já o secretário de Ordem Pública, o ex-vereador Luiz Furlani, disse que as rondas são de extrema importância para evitar o pior, a desordem. “Entendemos as manifestações que estão acontecendo pelos familiares dos nossos policiais militares, mas tomamos todas as medidas de segurança necessárias, junto com o prefeito Rodrigo Drable, para manter a ordem e não deixar qualquer problema se espalhar pela cidade”, avaliou.

 

Tudo tranquilo

Ontem, sexta, 10, só quem passava em frente ao 28º BPM, na Voldac, percebia que algo incomum estava acontecendo. Era o bloqueio feito por apenas um grupo de 10 mulheres, na entrada do quartel. Nas ruas, tudo estava tranquilo. “O que é isso?” indagou uma cobradora da Viação Sul Fluminense ao repórter do aQui, quando ia para a sede da empresa, por volta das 6 horas. “Protesto das mulheres dos PMS”, responde o repórter. “Ah, tá”, limitou-se a dizer, continuando sua marcha para o batente. 

 

 Assim como ela, centenas de funcionários de todos os tipos de lojas – ao contrário do que aconteceu no Espírito Santo – foram trabalhar na manhã de ontem, sexta, 10. Lojas, escolas, supermercados, bares e bancos funcionaram normalmente. E nem os boatos maldosos de arrastões proliferaram como na noite anterior. Ainda bem.

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