sexta-feira, maio 1, 2026
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Pollyanna Xavier

A novela envolvendo a CSN, o Volta Grande IV e o Ministério Público Federal ganhou um capítulo importante. Inesperado até. Trata-se da tentativa da CSN de apresentar aos moradores do bairro um estudo ambiental provando que a localidade é segura [em termos ambientais] para se viver. O estudo foi encomendado pela própria CSN a empresas de consultoria, pesquisa e análises ambientais e levou 17 anos para ficar pronto. Na quinta, 9, a siderúrgica pretendia apresentá-lo aos moradores do Volta Grande IV, mas foi impedida pelo Ministério Público Federal.

 

A questão começou na terça, 7, quando a CSN apresentou ao prefeito Samuca, o resultado dos estudos ambientais realizados no Volta Grande IV. A mesma apresentação seria feita na quinta, 9, à população do bairro, numa reunião agendada pela CSN para as 19 horas no Ciep 053 do Volta Grande. O encontro, porém, não chegou a acontecer. O impedimento veio da Justiça Federal, que acolheu um pedido de liminar do MPF cancelando a reunião.

 

Em comunicado oficial, o MPF justificou o cancelamento dizendo que “a medida (reunião da CSN) extrapola a boa-fé e a transparência no processo judicial em curso que trata justamente dos impactos ambientais e à saúde da população da região”. O MPF sustentou ainda que “a realização de reunião, nos moldes apresentados, não acrescenta em nada ao esclarecimento da comunidade local”. A petição contra a CSN foi assinada pelo procurador Lucas Horta de Almeida.

 

Em seu parecer, o procurador argumentou que o objetivo não era “evitar a reunião da CSN com a população do Volta Grande IV”, mas garantir que qualquer debate sobre o tema fosse plural. Lucas Horta criticou ainda que o ‘convite’ da CSN aos moradores, trazia no título algo do tipo “Bairro Seguro”. “Esta é uma medida unilateral que, aproveitando-se do fato de que há processos suspensos na Justiça Federal e Estadual, em nada contribuiria para a efetivação dos direitos de acesso à informação daquela população”, destacou.

 

A liminar obtida pelo MPF foi concedida pela juíza federal Alessandra Belfort Castro – a mesma que concluiu, em abril do ano passado, ser da CSN os imóveis não operacionais, cuja propriedade é questionada na Justiça. A magistrada, em sua decisão, disse que a preocupação do MPF quanto à segurança e a saúde dos moradores seriam legítimas e que a questão depende de averiguação técnica, feita por perito do Juízo. “A reunião poderia, ainda que não intencionalmente, induzir a população local à conclusão de que o resultado apresentado pela CSN asseguraria, de forma categórica e oficial, a ausência de risco à saúde dos moradores ao meio ambiente, quando na verdade tal conclusão somente será possível com a realização de prova pericial judicial”, discorreu.  Assim que a decisão foi divulgada, a CSN lamentou os rumos que a questão tomou. A empresa havia preparado um estudo detalhado, completo, levando em conta as análises do solo recolhidas em vários pontos do Volta Grande IV. “Concluímos que é um bairro seguro, do ponto de vista ambiental”, garante a CSN, acrescentando que foram realizados 21 estudos ambientais na área utilizando sistemas de coleta e análises químicas e físicas de centenas de amostras do solo, vapor do solo e água subterrânea. “Ficou constatada a inexistência de riscos”, garante o geólogo da CSN e gerente de projetos e passivos ambientais da UPV, José Carlos Rocha.

 

Segundo ele, a cada seis meses a CSN realiza o monitoramento do Volta Grande IV, cumprindo a resolução 460 do Conama, que dispõe de critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas. O próximo monitoramento, por exemplo, está programado para o mês de abril. José Carlos esclarece ainda que a CSN também lançaria, na reunião com a população, o Programa de Amostragem Voluntária, para que o morador que desejasse uma análise do seu terreno fosse prontamente atendido pela empresa. “A ideia deste programa é fazer com que os moradores do bairro, que possuem solo exposto em sua residência, pudessem requerer a coleta e análise de uma amostra em suas propriedades, sem qualquer custo. Após a análise, o morador receberia um relatório com o resultado”, explicou.

 

Chateada com o impedimento da reunião, a CSN divulgou um comunicado na quinta, 9, informando que irá disponibilizar para a Associação de Moradores do Volta Grande IV e para a imprensa (e ainda a quem se interessar), os resultados dos estudos de análise ambiental do bairro. Segundo a empresa, estes estudos foram realizados por empresas sérias e renomadas, e atestam que o Volta Grande IV é um local seguro para se viver.

 

Vale lembrar que foi o próprio MPF que exigiu da CSN a elaboração de um estudo detalhado da qualidade do solo do bairro. O estudo foi feito, ficou pronto, mas a empresa foi impedida de apresentá-lo aos moradores do Volta grande IV. Talvez porque o resultado não era o esperado pelos órgãos reguladores.

Histórico

Os problemas ambientais no Volta Grande IV são antigos e se resumem ao vazamento de resíduos perigosos de depósitos irregulares da CSN entre 1993 a 1995. Segundo estudo técnico, estes vazamentos teriam contaminado todo o bairro, impedindo até mesmo os moradores de fazerem horta em suas casas ou captarem água subterrânea (poço artesiano).

 

Desde que o problema foi descoberto, o Ministério Público Federal já ajuizou vários processos na Justiça Federal contra a CSN. Porém, por falta de peritos nomeados pela Justiça, ainda não se sabe exatamente quais as possíveis consequências da contaminação do solo para a saúde da população. Ao todo são 770 casas e mais de cinco mil moradores supostamente em situação de risco.

 

O vazamento dos resíduos perigosos no Volta Grande IV durou pelo menos dois anos e foi descoberto, por acaso, em 2000. O terreno onde foi erguido o bairro era de propriedade da CSN e foi doado ao Sindicato dos Metalúrgicos no fim dos anos 90. Durante a construção do condomínio, uma célula (caixa de resíduos do processo industrial) foi perfurada e vazou, fazendo com que o material tóxico da CSN se espalhasse pelo solo, contaminando todo o bairro.

 

Após o acidente, as células foram lacradas e hoje existe um muro (construído pela CSN) separando o condomínio do terreno onde está o lixão tóxico. A empresa também deu início a um estudo detalhado – o mesmo que ela queria apresentar aos moradores na quinta, 9, – sobre a situação do bairro. Segundo a empresa, o resultado conclusivo indica que o solo do Volta Grande IV, até um metro de profundidade, é igual ao de qualquer outro bairro de área urbana. Apenas 10% da área do condomínio, o solo que fica entre um metro e 2,5 metros de profundidade é mais escuro e tem vapores associados a subprodutos da siderurgia.

 

Segundo a CSN, os estudos realizados por empresas de consultoria e análise ambientais renovadas não identificaram compostos químicos em quantidades e em locais que possam causar danos à saúde. Os documentos indicaram ainda que a camada de ágsua que fica a 2,5 metros de profundidade está vedada para extração e consumo. Ainda assim, o MPF busca a resolução do problema na Justiça e a condenação da CSN por crime ambiental

 

De casa em casa – A CSN já deu início ao programa de amostragem voluntária no bairro Volta Grande IV. E as pessoas que quiserem um laudo ambiental personalizado em seus imóveis deverão procurar a empresa pelo telefone 0800 2824440 (Linha Verde), para que seja agendada a ida de uma equipe técnica da alemã Nickol, uma das mais prestigiadas consultorias ambientais do mundo. Além disso, a CSN apresentará, em março, os resultados que o MPF impediu que ela apresentasse, convidando desde já  toda a comunidade do Volta Grande IV, a prefeitura de Volta Redonda, o próprio Ministério Público Federal e o INEA. Todos terão oportunidade, frisa a empresa, de tirar dúvidas sobre os dados científicos.

Caos e medo

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Mateus Gusmão

Os foliões que sonham em curtir o Carnaval nas ‘cidadezinhas’ de Minas Gerais ou em municípios onde existem casos suspeitos de febre amarela, têm até terça, 14, para serem vacinados se quiserem viajar sem se preocupar com o pior. É que a vacina só começa a fazer efeito, em média, dez dias após a sua aplicação, ou seja, ela só imunizaria a pessoa vacinada a partir do dia 24, sexta de Carnaval. Talvez seja por isso que, correndo contra o relógio, os foliões estejam indo à loucura para não ser obrigado a ficar em Volta Redonda e Barra Mansa, entre outras, sem poder aproveitar os quatro dias de Momo. O desespero pode ser sentido pelas confusões já verificadas nas filas dos postos de Saúde que não tem vacinas para atender a demanda e que vem aumentando com a procura, sem necessidade, de quem não vai viajar.

 

O aQui esteve na terça, 7, e na quinta, 9, na Unidade de Saúde Básica do Jardim Paraíba, único posto de Volta Redonda que aplica a vacina contra a Febre Amarela. Na terça, sem qualquer aviso prévio, a secretaria de Saúde liberou vacinas para 600 pessoas. Quatro vezes mais das 150 que seriam disponibilizadas naquele dia. Já na quinta, 9, foram disponibilizadas – também sem aviso – 750 vacinas. A quantidade, apesar de ser maior, não foi suficiente para atender a todos os voltarredondenses que procuraram a unidade.

 

O Palácio 17 de Julho, para evitar que filas fossem formadas durante as madrugadas, teve a boa ideia de alterar o horário de vacinação das 8 para as 17 horas. Não adiantou. Dona Maria de Lourdes da Costa, por exemplo, que quer ser imunizada para viajar para Mar de Espanha, na zona da mata mineira, ficou a ‘ver navios’. “Cheguei aqui às 19 horas de segunda (6). Achei que a vacinação seria às 8 horas de terça e só três pessoas estavam na minha frente”, comentou, ressaltando que não sabia que o horário havia sido alterado. “Eles nos informaram que a vacinação só seria a tarde e que entregariam senhas só no dia seguinte. Resolvi ir embora pra casa”, completou.

 

O problema é que dona Maria fez uma confusão: ela acreditou que, por ter ido a UBSF à noite, teria preferência para conseguir a senha no outro dia. Ledo engano. “Cheguei aqui na hora do almoço. Aí descobri que não teria preferência e ainda fiquei sabendo que vacinaram 300 pessoas pela manhã. Se eu soubesse disso tinha dormido na fila, é uma falta de respeito”, reclamou, ressaltando que não quer viajar para aproveitar o Carnaval. “Não estou querendo ir para a folia, preciso resolver alguns problemas pessoais lá. E tem muita gente na fila que nem viajar vai, eles tinham que dar prioridade para quem precisa viajar”, comentou.

 

Outros tiveram mais sorte. É o caso de Wendel Gomes, que foi vacinado na companhia da esposa Cristiane, e dos filhos Beatriz, 11, e Gabriel, 6. Eles foram os primeiros a serem vacinados às 17 horas de terça, 7. “Chegamos aqui às 10 horas. Já haviam vacinadas 300 pessoas. Na hora do almoço vacinaram mais 150. Mas como me falaram que teria mais 150 vacinas às 17 horas, eu fiquei esperando”, comentou Wendel. “No Carnaval, nós vamos para Luminárias ou Pedra Bonita, em Minas Gerais, ainda estamos decidindo. Se a gente não conseguisse vacinar, nós não iríamos, principalmente, por causa das crianças, né?!”, comentou.

 

Segundo Wendel foi difícil aguardar sete horas na fila. “O sol está muito forte. Eles (Poder Público) poderiam ter marcado um horário para distribuição de senhas e outro para a vacinação. Se tivessem me dado a senha na hora que cheguei, eu poderia ter levado as crianças para casa, elas teriam almoçado direito. Mas não, ficaram aqui o tempo todo comigo”, comentou. “Quando a gente chegou já O maior problema, entretanto, foi na distribuição das 150 senhas para a vacinação das 17 horas. Isso porque outras 200 pessoas ficaram sem senha. “Cheguei aqui na fila e contei, tinham 93 pessoas na minha frente. Como é que agora não vou ser vacinada? As pessoas estão vendendo lugar na fila, só pode. E outras chegam sozinhas, mas quando vai dando a hora da vacinação ligam para a família vir e entram na frente”, reclamava uma senhora para as funcionárias do posto de saúde. “A gente não pode fazer nada, vocês que tomem conta da fila”, respondeu uma das servidoras da unidade médica.

 

Passando-se por quem queria ser vacinado, o repórter do aQui questionou a funcionária sobre a distribuição da senhas. “Vou viajar para Minas e preciso vacinar, tem muita gente aqui que não vai. Como faz para ter prioridade?”, indagou. “Não tem jeito. Todo mundo aqui fala que vai viajar e eu não posso cobrar comprovante, passagem, nada disso”, destacou a funcionária. “A gente está esperando um novo lote de vacinas do Ministério da Saúde para tentar aumentar a quantidade de vacinação, mas não sabemos se vamos conseguir”, completou.

VR e BM pedem para moradores não viajarem

A secretaria de Saúde de Barra Mansa, através da coordenadoria do Setor de Imunização, enviou um release aos jornais para tentar tranquilizar a população local. Fez questão de frisar que a cidade não faz parte da área endêmica, ou seja, não estaria oferecendo risco de contaminação por Febre Amarela – assim como fez Volta Redonda. A coordenadora Marlene Fialho de Miranda explicou que a Febre Amarela urbana foi erradicada há mais de 50 anos. “Não estamos vivenciando um surto da doença. A vacina tem muitas precauções e contraindicações. As pessoas podem ficar tranquilas, porque Barra Mansa não está na área de risco”, jurou.

 

A vacinação contra a Febre Amarela em Barra Mansa está sendo realizada na secretaria de Saúde às terças e sextas, das 8 às 12 horas, por ordem de chegada, que é controlada por senha. Mas como não há vacinas para todos, a orientação é para que as pessoas não viajem para áreas de risco. “A orientação é para que as pessoas não viajem para áreas endêmicas como Minas Gerais e algumas cidades do estado de São Paulo. Por isso estamos orientando a vacinar apenas quem vai viajar. Essa vacinação deve ser feita dez dias antes da viagem. Outra dica de prevenção é o uso de repelente”, destacou a coordenadora do Setor de Imunização.

 

A mesma orientação – como o aQui mostrou na edição passada – foi dada pelo prefeito Samuca aos voltarredondenses. “Eu oriento a população para que procure a imunização apenas se for viajar para as áreas de risco. Segundo informações do Ministério da Saúde, não é preciso se vacinar nesse momento, pois não estamos no foco da Febre Amarela. Isso acaba atrapalhando quem vai viajar”, bradou o prefeito, ressaltando que não produz a vacina e, por isso, necessita do repasse do Ministério da Saúde.

 

Região entra em estado de alerta

Para piorar o pânico de voltarredondenses e barramansenses, várias cidades do Sul Fluminense entraram em estágio de alerta e agora tem áreas de vacinação obrigatória contra a febre amarela. Todas fazem divisa com Minas Gerais: Valença, Rio das Flores, Quatis, Itatiaia e Resende passaram a partir de terça, 7, a fazer parte da região com indicação para vacinação de bloqueio. A decisão foi da secretaria estadual de Saúde, com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados vizinhos. A medida, adotada de forma preventiva pelo secretário Luiz Antônio Teixeira Jr. visa criar um cinturão de imunização para tentar impedir a entrada do vírus no território fluminense.

 

Segundo Luiz Antônio, o objetivo é vacinar toda população das cidades que fazem divisa com Minas e Espírito Santo. “Estamos mobilizados para o acompanhamento constante do cenário epidemiológico, o que nos dá o dinamismo necessário para orientarmos nossa estratégia e ampliarmos nossa atuação. Em parceria com os municípios, estamos criando uma região de bloqueio, imunizando a população de todas as cidades que fazem divisa com MG, além de parte dos municípios próximos ao ES”, afirmou, ressaltando que seria pouco provável o vírus entrar em terras fluminenses. “Apesar de a entrada do vírus no RJ ser pouco provável, nosso papel, neste momento, é fazer o que podemos para proteger nossa população, de forma segura e responsável, fazendo o uso racional da vacina”, detalhou.

 

Com a nova resolução, a estratégia de bloqueio desenhada pelo governo do Estado amplia para 21 o total de municípios que devem ter sua população, parcial ou totalmente imunizada, observando as contraindicações. São eles: Cantagalo, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Varre-Sai, Rio das Flores, Quatis e Itatiaia. Além destes, Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Sapucaia, Três Rios, Paraíba do Sul, Resende e Valença.

 

Para Alexandre Chieppe, subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, é fundamental que sejam vacinadas as pessoas que têm indicação. “Estamos acrescentando cinco aos 16 municípios que já contavam com a indicação para vacinação de bloqueio, totalizando 21 cidades dentro da nossa estratégia de criar um cinturão de imunização nas divisas com os estados de MG e ES, localidades onde nosso território está mais vulnerável nesse sentido. É essencial que a população siga as orientações dos profissionais de saúde e que sejam vacinadas as pessoas que têm indicação para isso”, reforçou.

 

Desde a última semana de janeiro, municípios de todo o estado estão tendo seus estoques reabastecidos, conforme a disponibilidade operacional e de armazenamento de cada um. Da primeira remessa de 350 mil doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, 250 mil estão sendo destinadas à vacinação de bloqueio nos 16 municípios já orientados para a realização da campanha de bloqueio. Outras 100 mil doses foram entregues às demais prefeituras para reabastecimento dos estoques. Com a nova remessa de 350 mil doses disponibilizada, está sendo reforçado os estoques dos cinco municípios que passam a fazer parte da região de bloqueio, além de compor um estoque estratégico para reposição em todo o estado.

Tire suas dúvidas

Ainda há muitas dúvidas sobre a Febre Amarela e sobre quem deve se vacinar. Por isso, o governo do Estado, para tentar tirar dúvidas dos fluminenses, fez um questionário explicando tim-tim por tim-tim. Confira:

 

Quem são os moradores do estado do Rio de Janeiro que devem se vacinar?

Na terça, 7, a secretaria estadual de Saúde publicou uma resolução que inclui os municípios de Valença, Rio das Flores, Quatis, Itatiaia e Resende na estratégia de vacinação de bloqueio, dentro da estratégia adotada pela SES como medida preventiva. Além dos habitantes destas cinco cidades, os moradores dos 16 municípios que já contavam com a indicação a ação de bloqueio, com idades a partir dos 9 meses até os 60 anos, também devem se vacinar. Dentro deste público-alvo, é fundamental que sejam observadas as contraindicações da vacina.

Os municípios com indicação são: Cantagalo, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Varre-Sai, Rio das Flores, Quatis e Itatiaia. Além destes, os municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Sapucaia, Três Rios, Paraíba do  Sul, Resende e Valença terão regiões específicas para vacinação, não sendo recomendada a vacinação de toda a população destes cinco municípios.

 

Em que situação as pessoas que não moram nas regiões indicadas para a vacinação de bloqueio devem se vacinar?

Devem buscar os postos de saúde para a vacina as pessoas que estiverem com viagens programas para áreas do país com recomendação de vacinação, conforme as orientações do Ministério da Saúde, que disponibiliza as informações no site. Vale reforçar que é preciso tomar a vacina com pelo menos dez dias de antecedência. Não há qualquer recomendação para vacinação no restante do estado do RJ, até o momento, uma vez que não há evidências de circulação do vírus que transmite a Febre Amarela no estado – nem em humanos, nem em animais.

 

Qual é a orientação para quem já tomou a vacina?

A vacina garante a imunidade por dez anos, quando é preciso tomar uma nova dose. Após a segunda vacina, não há mais necessidade de uma nova dose. Novamente, é importante deixar claro que mesmo para a segunda dose, a recomendação é para que as pessoas que vivem em áreas com indicação da vacina não deixem de se imunizar. Para as demais regiões, prevalece a orientação de vacinar em caso de viagem programada para áreas de risco.

 

Qual é a orientação para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal?

A recomendação é para que a pessoa procure o serviço de saúde que costuma frequentar para tentar resgatar seu histórico. Caso isso não seja possível, a pessoa deve iniciar o esquema vacinal normalmente. Para as pessoas com idades a partir de 5 anos que nunca foram vacinadas devem receber a primeira dose e um reforço, dez anos depois, sendo esta recomendação válida apenas para os habitantes que vivem em áreas com recomendação da vacina, presentes no calendário vacinal nacional do Ministério da Saúde.

 

Qual a probabilidade da entrada do vírus da febre amarela no estado do Rio de Janeiro?

Com base em avaliações dos cenários epidemiológicos, é possível afirmar que é pouco provável a entrada do vírus no território flumi-nense. A imunização da população que vive nas divisas com MG e ES é uma medida preventiva, uma vez que tais estados estão registrando casos da forma silvestre da doença. Com a vacinação de bloqueio, espera-se garantir a criação de um cinturão para tentar evitar a entrada do vírus em nosso território. No estado do Rio de Janeiro, não há registros de casos autóctones (transmitidos dentro do estado) nas últimas décadas. Portanto, o RJ não configura uma região endêmica para Febre Amarela.

 

O que é Febre Amarela?

Há dois tipos de Febre Amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus e causam a mesma doença, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A Febre Amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

Negócios & Lazer

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Catia Carvalho 2

“Musa da Twitcam”, Catia Carvalho rebate quem critica as celulites no seu bumbum de 123 cm: “Homem que é homem nem olha para isso”, disparou a loira, que mostrará sua abundância ao desfilar pela Grande Rio no Carnaval deste ano. Ela estará no carro alegórico composto pelos amigos da cantora Ivete Sangalo, cuja história é o enredo da escola de samba carioca.

Ana Paula Governo 6

A modelo Ana Paula Governo, conhecida como a “musa do Flamengo”, abalou o ensaio da Império Serrano, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro. “Estou me preparando para arrasar na Sapucaí”, completou a beldade.

Fernanda D'avila 3

A modelo fitness, dançarina e apresentadora Fernanda D’avila conta que recebe muitas críticas pelo tamanho dos seus seios. “Muita gente acha que sou magra demais para o tamanho das próteses de silicone de 300ml que atualmente tenho nos seios, porém muita gente não sabe que fiz redução de mama, pois usava sutiã 46 na adolescência”, revela a ex-bailarina do “Domingão do Faustão”. 

Dona de um corpo com 90 cm de bumbum, 92 cm de busto, 55 cm de coxa e 64 cm de cintura distribuídos por 1,69m de altura e 56 kg, Fernanda D’avila revela que perde 4 kg durante o Carnaval: “Preciso treinar e deixar as pernas e o bumbum durinhos, pois para aguentar o ritmo de Salvador tem que estar com a musculatura em dia. Chego a perder 4 kg durante o Carnaval e preciso comer bem porque perco muito fácil. Faço uma preparação comendo de oito a nove refeições diárias e ganho os quilos que vou perder durante as comemorações. Como carboidrato de baixo índice glicêmico, muita proteína, verduras e saladas. Também bebo suco de limão todos os dias e bastante água”.

Jane Gomes

Dona do bumbum misterioso que viralizou no WhatsApp, Jeane Gomes vai na contramão das musas do Carnaval e assume que tem silicone no bumbum. “Tenho 300 ml de silicone em cada lado do bumbum. Mesmo assim faço muita musculação e muito agachamento para ter o bumbum durinho”, dispara a morena, que tem 105 cm de bumbum, 90 cm de busto e 68 cm de cintura distribuídos em 1,64m de altura e 64 kg.

A pernambucana, que foi dançarina da banda Aviões do Forró, vai desfilar no Carnaval defendendo a Rosas de Ouro no sambódromo do Anhembi. “Não vou usar meia na avenida e não conheço truque para o bumbum não balançar. Se alguém conhecer esse truque pode me contar! (risos)”, afirma.

Vanusa

Vanusa Freitas arrancou aplausos no ensaio técnico da Unidos do Peruche, no sambódromo de São Paulo, no domingo passado, ao, incomodada com a saia que vestia, resolver tirá-la no meio da avenida. “Não pensei duas, vezes tirei para me sentir muito mais à vontade; é ensaio ainda, né? Então pode!” afirmou.

Tania Oliveira

A ex-panicat Tânia Oliveira passará por uma verdadeira maratona carnavalesca este ano, já que desfilará como madrinha da escola Dragões da Real, na sexta de Carnaval, em São Paulo, e rainha de Bateria da União da Ilha do Governador, no Rio, no domingo. 

Dayse

Dayse Brucieri, assistente de palco de João Kleber, promete abalar o Carnaval do Rio de Janeiro como semi-destaque do carro 2 da Acadêmicos do Grande Rio, onde exibirá seu corpo escultural com direito a bumbum de 106 cm na Sapucaí.

“Sou novidade, loira, linda e louca. Podem esperar mais de mim neste Carnaval do que de qualquer outra musa. Afinal, ter um bumbum de 106 cm não é para qualquer uma né!?””, brinca a beldade de 30 anos, que é uma blogueira no melhor estilo mamãe fitness.

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