sábado, novembro 7, 2026
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Bate bola – Sergio Luiz

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A foto é do timaço do Guarani E.C., campeão do Torneio Início de 1972  da Liga de Desportos de Volta Redonda e pertence ao acervo de Noeli.

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Em pé da esquerda para a direita: Brucutu, Álvaro, Janir, Banana, Joaquim Lagoa, Josmar e Tonho. Agachados: Gugu, Toninho, Adalberto, Bico, Carlo magrelo, Tironda e Parroco.

Voltaço empata e continua com a corda no pescoço

A saída de Felipe Surian, substituído por Marcelo Salles, não foi suficiente para levar o time do Voltaço à vitória. Ficou num simples 0 a 0 com o Madureira. No primeiro tempo até que a equipe parecia que voltaria a apresentar um bom futebol. Ledo engano. O time voltou a jogar mal e pior: cansou, mostrando sua péssima condição física. O empate acabou sendo ruim para as duas equipes, pois o Madureira continua na última colocação; e o Volta Redonda – que saiu da zona de rebaixamento – está na décima colocação no geral.

A situação do Voltaço continua crítica e o clube ainda luta para não ser rebaixado. Tem mais. Só um milagre pode levar o time às semifinais da Taça Rio. Tudo isso por causa do péssimo planejamento feito pela diretoria, que se submeteu aos caprichos de empresários, que empurraram, goela abaixo, jogadores sem condições de vestir a camisa do Volta Redonda.

 

Metralhadora

O técnico Felipe Surian saiu atirando para todos os lados ao ser demitido do Voltaço. Em entrevista ao jornalista Luiz Eduardo disse, entre outras, que não foi consultado nas contratações feitas pela diretoria. Lamentou a perda de jogadores, como o zagueiro Luan, o volante João Cleriston (que está de volta), o lateral Cristiano e o artilheiro David Batista.

Surian fez duras críticas ao estado em que se encontra a sede e a concentração do Voltaço, onde vários equipamentos da academia estão quebrados. Aproveitou para fazer uma média com o ex-presidente Rogério Loureiro, atribuindo ao empresário toda a boa estrutura que havia no clube. Uma verdade que ninguém pode negar. Só faltou dizer ‘volta, Rogério’!

 

Movimento

Um passarinho me contou que existe um movimento para eleger um novo presidente para o tricolor de aço. O ex-jogador Waltinho seria um dos nomes, e teria o apoio de grandes figuras na cidade. Outro nome – guardado a sete chaves – também estaria disposto a assumir o clube. Mostra que ninguém anda satisfeito com nada do que está acontecendo no clube.

 

Barra Mansa

O ex-volante William, que foi campeão da Série B pelo Barra Mansa, em 2014, morreu neste domingo, 25, aos 29 anos, vítima de um infarto fulminante durante uma pelada em Xerém, na Baixada. O Barra da Tijuca foi o seu último clube profissional, isso há quatro anos. Lamentável!

História

Essa é do Marcinho, do Comercial. Conta que um jogador do América, do Rústico, chamado José Carlos, apelido de Zé Capeta, ia vestir a camisa do clube pela primeira vez para jogar contra o Santos, de Volta Redonda. Na reserva, aguardava ansioso para entrar em campo. Na metade do segundo tempo surge a oportunidade. “Zé, vai aquecer”, mandou o treinador. Capeta tremeu. Não de emoção, mas de nervoso, pois não sabia fazer aquecimento. Para sua sorte, no mesmo instante, o técnico do Santos mandou um dos seus jogadores para o aquecimento. Zé Capeta respirou aliviado e pensou: “Vou fazer tudo o que ele fizer”. E assim o fez. Até mesmo para assinar a súmula, ele chegou junto com o adversário na mesa do arbitro reserva. Afinal, nunca tinha assinado uma súmula e nem imaginava como era. Sempre atento, nosso herói fixou os olhos na prancheta e viu que o adversário assinava: “Antonio dos Santos”. Zé Capeta não conversou, assinou: “José Capeta do América”. Incrível!

 

Curso para treinadores

Estão abertas as inscrições para o curso de qualificação profissional para treinadores de futebol, que será realizado no dia 17 de março, sábado, das 8 às 20 horas, no Aero Clube, em Volta Redonda. A realização é do projeto social ‘Nova Esperança’, da Associação dos Treinadores de Futebol da Região Sul Fluminense, em parceria com a Escalada – Academia Brasileira de Esportes com o apoio da ABTE – Associação Brasileira dos Treinadores Esportivos e Profissionais de Educação Física. Mais informações pelo telefone 24-999159200, com o professor Wendell Silva. O palestrante será o professor Fábio Cunha. O evento é aberto ao público.

 

Bola dentro

Para a volta do volante João Cleriston, de onde nunca deveria ter saído. Tomara que ainda tenha tempo para corrigir a lambança geral reinante no Voltaço. Valeu!

Bola fora

Para o bar do Estádio Raulino de Oliveira, que cobra um absurdo por uma simples garrafa d’água, ou latinha de refrigerante, e ninguém toma providências. A propósito, qual seria o percentual que o Voltaço recebe das vendas nos dias de jogos? Para quem não sabe, o Voltaço tem, por lei, direito a um percentual nas vendas no bar do estádio em todos os jogos ali realizados. Com a palavra, a diretoria do Voltaço.

O Rio de Janeiro é só a ponta do Iceberg na segurança

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marco antonio barbosa

Assim como já era anunciado há décadas por especialistas e abafada por políticos, a crise na segurança pública transbordou para todo o estado do Rio de Janeiro. Mas esse ‘vazamento’ não começou ontem e não será resolvido amanhã, como os marqueteiros mais uma vez tentam parecer possível. O problema é cada dia mais grave e é preciso lembrar: o retrato que os brasileiros de outras regiões assistem atônitos se desenha na mesma forma em todo o país.

O exército pode servir como paliativo, mas não irá solucionar a questão carioca ou brasileira. O problema vem na base. Gestão bem feita dos investimentos e o primordial: educação de qualidade para todos.

Segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram gastos R$ 81 bilhões em segurança pública. Dados do planalto mostram que somente pelo governo federal o valor investido quintuplicou nos últimos dois anos. Apesar disso, problemas como falta de viaturas, policiais mal treinados e sem remuneração adequada, além de sistemas sucateados de integração entre as polícias, continuam por aí. Para onde então está indo esta verba? Não se sabe.

Na educação, o mesmo problema. O alto valor em relação ao PIB – 4,9% segundo o último estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – é investido de forma desigual, sendo que os ensinos fundamental e médio, base da educação, recebem um valor três vezes menor do que o universitário. Esse dado coloca o Brasil entre os piores no desempenho do Pisa, um dos principais exames indicadores de qualidade de ensino do mundo, aplicado pela OCDE.

A fórmula do fracasso está pronta se unirmos estes desastrosos cases. Sem educação de qualidade a população não possui alternativa de crescimento financeiro e o crime organizado se torna a única opção. Esse – sem ser combatido por políticas públicas eficazes – evolui vertiginosamente.  O resultado final é a crise no Rio de Janeiro.
Mas até chegar a esta falência total do estado, o caminho é longo e seus sintomas são evidentes. A greve das polícias no Rio Grande do Norte é um exemplo, assim como o aumento da criminalidade no Rio Grande do Sul e as diversas rebeliões do começo do ano passado em Manaus. É como se fossem rachaduras de um edifício antes da queda. Quando são tapadas de forma superficial, não solucionam nada. Pelo contrário, só escondem o problema até o desmoronamento.

Chegamos então aos fatos. Primeiro: não existe segredo ou milagre que resolva a questão da segurança no país de uma noite para outra. Segundo: o problema não será só no Rio de Janeiro se nada for feito.

Se políticas de longo prazo não forem executadas, qualquer intervenção federal será apenas para abafar a opinião pública e empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Somente uma ação integrada entre governos federal, estadual e municipal poderá realmente surtir efeito.

E como a população pode ajudar? Está é a parte mais fácil e a primeira do quebra-cabeça. É preciso digitar de forma consciente os números na urna eletrônica.
 

Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios

Trocando figurinhas

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Roberto Marinho

Aproveitando a segunda reunião do Observatório Legislativo da Intervenção Federal no Rio de Janeiro (Olerj), realizada na manhã de ontem, sexta, 2, em Barra Mansa, a alta cúpula do PMDB fluminense e partidos aliados se reuniu à tarde, em Volta Redonda. O encontro “secreto” aconteceu no apartamento do ex-prefeito Neto, no Jardim Amália, com direito a deliciosos quitutes árabes, especialidade de D. Munira. Pela quantidade de carros e seguranças, parecia um evento oficial com o governador Luiz Fernando Pezão, nada discreto.

 

Entre os convidados, além de Pezão, estavam o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, o secretário estadual da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, os deputados federais Deley de Oliveira e Laura Carneiro, e 13 prefeitos do Sul Fluminense, além do prefeito de Campos, Rafael Diniz. Detalhe: o prefeito Samuca Silva “teria sido convidado”, mas não foi ao encontro porque “teria outros compromissos”. 

 

Durante o almoço árabe, os peemedebistas discutiram, segundo fontes do aQui, a estratégia do MDB lançar uma chapa para disputar a sucessão de Pezão, que seria encabeçada pelo pai de Rodrigo Maia, o ex-prefeito e atual vereador do Rio de janeiro, César Maia, tendo o ex-prefeito Neto como vice. Se César Maia, que está meio que doente, não topar a parada, a solução defendida na casa de Neto seria apoiar o ex-prefeito Eduardo Paes, como candidato a governador, mesmo que ele troque de partido. Mas com Neto de pré-candidato a vice.

 

Na saída do encontro, entrevistado com exclusividade pelo aQui, Rodrigo Maia tentou desconversar. Afinal, as definições para as eleições 2018 começam pra valer a partir de abril, mas deu pistas do que pode vir por aí. “Não sou candidato ao Estado (do Rio). O partido está querendo me lançar pré-candidato a presidente. Eu acho que este será um desafio grande. Agora, aqui no Rio a gente vai ter um projeto, que vai juntar o Neto, o ex-prefeito Eduardo Paes, o ex-prefeito César Maia, no mesmo palanque. É um grupo que a gente tem mais identidade”, disse Maia.

 

O presidente da Câmara ainda deu uma ideia da importância de Neto no projeto do PMDB fluminense. “Fui a Barra Mansa e vim conversar com o Neto, ele me convidou para almoçar. A gente quer estar junto neste projeto de 2018, com todos os prefeitos e a liderança do (ex) prefeito Neto. Agora a decisão partidária, de disputar a eleição, isso vai ser feito em abril, mas seria sempre uma honra tê-lo (Neto) junto conosco”, pontuou.

Nem sim, nem não

Procurado pela reportagem do aQui, o ex-prefeito Neto também tentou despistar sobre a sua própria candidatura. Disse que está focado em uma eventual disputa de Rodrigo Maia à presidência. “Não chegamos a conversar sobre isso (chapa com César Maia). Mas se o Rodrigo Maia for sair para presidente da República, vou ajudá-lo com certeza. Ele tem feito um belíssimo trabalho na Câmara Federal, e está sendo fundamental neste processo de recuperação do Rio de Janeiro”, disse Neto, conhecido por só revelar suas estratégias políticas nos últimos momentos.

 

Sobre a possibilidade de sair como deputado estadual, em dobradinha com o parceiro de longa data, Deley de Oliveira, como federal, Neto foi enfático: “Não pretendo sair para deputado estadual ou nada mais, por enquanto. A única definição que tenho é ajudar a candidatura do Rodrigo Maia à presidência”, afirmou. As cartas estão na mesa, façam suas apostas.

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