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Dia Internacional da Mulher ainda marca muita luta contra abusos

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Em 2018, o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Nesses últimos anos, o assédio sexual e moral, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança. Neste sentido, pessoas do mundo todo tem se mobilizado por um futuro mais igualitário, por meio de protestos e campanhas globais de valorização feminina.

 

Ainda que o Dia Internacional da Mulher seja sempre uma oportunidade para lembrar a necessidade de transformação dessas intenções em medidas concretas para a igualdade e consequentemente para o empoderamento das mulheres, é preciso ter em mente como prioridade o tratamento sobre as questões básicas daquilo que contribui para esse cenário, e que colaboram para o alto índice do crime de feminicídio.

Feminicídio ou simplesmente homicídio de mulheres, acontece quando o crime envolve discriminação à condição de mulher e violência doméstica e familiar. Humilhação e me-nosprezo a simples condição de ser mulher. Infelizmente existe!

 

A lei 13.104/2015, altera o art. 121 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos.

 

A criação da Lei Maria da Penha, por exemplo, é bastante positiva à medida que traz luz e uma atenção especial acerca de uma problemática que, infelizmente, ainda é bastante comum, trazendo maior segurança e vigilância nos casos de violência doméstica e familiar. Evidente que ainda são necessários avanços e aprimoramentos

 

Mais do que física, a violência abrange abusos sexuais, psicológicos, morais e patrimoniais entre vítima e agressor – que não precisa, necessariamente, ser cônjuge, bastando que tenha algum tipo de relação afetiva.

 

Muitas de nossas diretrizes ainda são conseqüências de um caráter cultural ultrapassado, mantendo raízes que reforçavam a violência de gênero, a força masculina e a hierarquia patriarcal conservadora.

 

Ou seja, é necessário que se estabeleça de fato, uma ‘luta’ contra essa cultura, que trata a mulher de forma equivocada, incluindo um incremento nos investimentos e políticas públicas além de atualizações nas atuais leis protetivas à mulher, incluindo a disseminação de Leis e Projetos de Leis que visam o tratamento desses agressores e a diminuição ou o extermínio dos casos de reincidência da prática desses tipos de crimes.

 

Segundo últimos dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde a taxa de feminicídio no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres. O Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino mostrou que o número de assassinatos de mulheres negras ou pardas cresceu 54% nos últimos anos. O mapa traz ainda a informação de que o número de estupros ultrapassa 500 mil por ano; e nos casos de assassinatos, 55,3% foram cometidos no ambiente doméstico, sendo 33,2% dos assassinatos, cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

 

Mesmo com a promoção de diversas campanhas, inclusive em esfera Federal, para o enfrentamento à violência contra as mulheres, como a Campanha Justiça pela Paz em Casa (que foi criada em 2015 – destinada à promoção de uma melhor prestação jurisdicional, num esforço concentrado no julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres), o que vivemos em nosso país, ainda são números muito significativos de violência, e de reincidência, que ainda mantém o Brasil na quinta posição entre os mais violentos contra o sexo feminino no mundo.

 

Precisamos de uma melhor estrutura de cumprimento para atender de maneira mais abrangente e eficaz à mulher, de forma que ela se sinta mais segura em denunciar a violência e ter bons motivos para comemorar.

Rogério Cury é especialista em Direito e Processo Penal, sócio do escritório Cury & Cury Sociedade de Advogados e autor de diversas obras para Concursos Públicos.

Samuca visita Clínica de Diálise

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09-03-2018 - visita clinica dialise - gabriel borges (8)

O prefeito Samuca Silva esteve visitando na manhã de ontem, sexta, 9, a Clínica de Diálise, localizada no Retiro e que já começou a funcionar. A unidade poderá atender os 192 pacientes que eram obrigados a viajar para outros municípios. “É mais um grande avanço que estamos oferecendo na área de saúde de Volta Redonda. Acertamos as questões burocráticas para que a clínica começasse a funcionar”, frisou Samuca Silva, que estava acompanhado pelo secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, e por Samuquinha, entre outros (ver foto).

Nos dois primeiros meses do ano, segundo informações oficiais, a empresa promoveu o treinamento dos funcionários contratados, e fez ajustes nos equipamentos. “Com a Clínica de Diálise, os pacientes vão continuar a rotina médica no município, evitando desgastes físicos e dando mais conforto aos pacientes e aos familiares”, destacou Samuca.

Quem comemorou a mudança foi José Francisco Dutra, 61 anos, que viajava três vezes por semana para Angra dos Reis para fazer a diálise. “Saía de Volta Redonda às 8 horas e só voltava depois das 20 horas. A viagem era muito cansativa. Melhorou 100% com a transferência para a cidade”, disse.     

A clínica especializada em nefrologia é particular e atenderá pelo SUS os pacientes em programa de diálise. O secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, informa que a unidade chegará à capacidade máxima de atendimento gradativamente.

Para atender a demanda, a clínica contará com médicos nefrologistas, enfermeiros, uma equipe multidisciplinar formada por nutricionista, psicólogo e assistente social e uma equipe técnica, além de auxiliares de serviços gerais. Serão gerados, em pleno funcionamento, mais de 90 empregos diretores, entre profissionais de saúde, de administração e de manutenção.

‘Sopa pro azar’

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Roberto Marinho

A febre amarela não é brincadeira. Desde o início do ano já matou 51 fluminenses dos 112 casos que foram registrados até agora. Ou seja, quase a metade dos doentes morre, o que mostra o alto grau de letalidade da doença. Mas parece que muita gente não está nem aí pra ela. Tanto que no último ‘Dia D’ de vacinação, realizado pela secretaria estadual de Saúde, das 500 mil pessoas que deveriam se vacinar, apenas 250 mil atenderam ao chamamento. Estão dando sopa para o azar.

 

Em Volta Redonda a situação, embora as autoridades teimem em dizer que está sob controle, também é preocupante. Oficialmente sabe-se que até a última terça, 6, a prefeitura já tinha vacinado 192.010 pessoas, desde o ano passado. Como a meta da secretaria de Saúde é vacinar 225 mil pessoas, pode-se dizer que 32.990 moradores estão correndo o risco de contrair febre amarela.

 

E é bom que os cerca de 33 mil “sem vacina” procurem logo um posto de saúde. Os números da Vigilância Epidemiológica de Volta Redonda mostram que existem 21 casos de pacientes que estão sob suspeita de terem contraído a febre amarela. Outros três casos foram confirmados, mas não há o registro de nenhuma morte.    

 

A preocupação é ainda maior porque nas últimas semanas foram encontrados quatro macacos mortos pela doença dentro de Volta Redonda, nos bairros Siderlândia, Santa Cruz, Voldac e Siderópolis. Isso comprova que o vírus da febre amarela já está circulando nos limites urbanos da cidade do aço, e deixou de ser doença para se pegar “no meio do mato”.

 

Para entrar no chamado “ciclo urbano” da febre amarela – maior temor das autoridades de Saúde – basta que uma pessoa infectada com o vírus seja picada pelo Aedes aegypti. O polivalente mosquito, que já transmite dengue, zika e chikungunya, passa também a transmitir a febre amarela. Como o vírus passa para os ovos da mosquito fêmea, todos os novos mosquitinhos nascem já infectados com a febre amarela.

 

Basicamente foi isso o que disse – em entrevista aos telejornais – o subsecretário estadual em Vigilância e Saúde do Rio, Alexandre Chieppe. Ele alerta que a região que mais preocupa é justamente o Médio Paraíba, citando Volta Redonda e Itatiaia, além da Ilha Grande.  “Existe o risco de urbanização da doença, que a gente consegue evitar vacinando a população. Hoje a região mais crítica é a Ilha Grande e a região do Médio Paraíba, com Volta Redonda e Resende, até por conta do surto em Minas Gerais”, disse Chieppe, que completou: “A gente viu claramente a descida do vírus (para o Médio Paraíba, grifo nosso) ao longo das últimas semanas”.

 

E a ausência da população nas campanhas de vacinação aumenta os riscos. Pelas contas da secretaria de Saúde do Estado do Rio, ainda faltam 3,5 milhões de pessoas para atingir a meta de 14 milhões de imunizados em todo o estado. O secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., disse que as campanhas irão continuar até que todo o público alvo seja imunizado. 

“O movimento deste Dia D foi menor do que o da ação realizada em janeiro, mas é fundamental para manter o alerta sobre a importância da vacinação. A campanha continua nos postos municipais, e vamos trabalhar de forma incansável até que todo o público alvo esteja vacinado”, afirmou.

Volta Redonda

Em Volta Redonda, que participou do Dia D no sábado passado, 3, o comparecimento aos postos de Saúde também foi baixo e apenas 480 pessoas foram vacinadas. No entanto, o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, minimiza os riscos, afirmando que a meta de vacinar 225 mil pessoas deve ser atingida, cedo ou mais tarde. “Acredito que vamos atingir essa meta. É importante que as pessoas que ainda não se vacinaram procurem as unidades de saúde e se imunizem. As pessoas podem procurar as unidades básicas de saúde mais próxima. Nós temos vacina suficiente para atender nossa meta”, pontuou.

 

Sobre os 21 casos em investigação, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Volta Redonda, Milene Paula de Souza, explicou que são seguidas as orientações do Ministério da Saúde e da secretaria de estado de Saúde para solicitar exames para um determinado paciente: febre alta por até sete dias, com início súbito; dores de cabeça, musculares e nas articulações; icterícia (pele amarelada); ou manifestações hemorrágicas (sangramentos).

 

A coordenadora lembrou ainda que a vacina contra febre amarela está disponível em todas as 44 unidades da Atenção Básica do município, das 8 às 17 horas, de segunda a sexta. Corra que ainda dá tempo! Ou dê sopa pro azar!

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