quinta-feira, outubro 29, 2026
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Musicoterapia

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‘Laço Azul’ procura estimular comunicação e desenvolvimento de crianças autistas em Volta Redonda

Na terça, 15, quando se celebrou o Dia do Musicoterapeuta, em Volta Redonda, a Secretaria de Saúde, por meio do projeto ‘Laço Azul’, procurou massificar a informação de que oferece tratamento de musicoterapia para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento. E o fato merece ser divulgado, afinal, 376 crianças estão sendo atendidas pelo projeto, sendo que 29 fazem acompanhamento por meio da musicoterapia.

A iniciativa utiliza a música e seus diferentes elementos como recursos terapêuticos para estimular habilidades de comunicação, interação social, expressão e desenvolvimento global dos pacientes. Durante as sessões, as crianças são convidadas a explorar instrumentos musicais, sons, cores, formas geométricas, brinquedos e diferentes possibilidades de criação.

A proposta é transformar o ambiente terapêutico em um espaço acolhedor e seguro, no qual cada criança possa se expressar de acordo com suas características, interesses e possibilidades. Para a musicoterapeuta do ‘Laço Azul’, Josiane Vilela, o estabelecimento de um vínculo de confiança é uma das primeiras etapas do trabalho.

“Na musicoterapia buscamos um ambiente acolhedor, com segurança no setting musical. Buscamos criar vínculo e estabelecer esse primeiro contato, seja com a família ou com o paciente. A partir daí, no desenvolvimento das funções, podemos observar diferentes avanços”, explicou.

Segundo Josiane, o trabalho desenvolvido no ‘Laço Azul’ tem como objetivos estimular a comunicação, o brincar social e a interação, além de despertar o interesse das crianças pelos instrumentos musicais de maneira lúdica. As atividades podem trabalhar, por exemplo, a troca de turnos – habilidade relacionada a esperar a vez -, a participação em atividades coletivas, a realização de propostas em conjunto com outras crianças e a capacidade de completar frases.
No atendimento, a música é utilizada de forma integrada a jogos, brincadeiras e outros recursos que favorecem a participação da criança. Em vez de priorizar o ensino tradicional de notas musicais, o trabalho pode utilizar cores, formas geométricas, brinquedos e diferentes estímulos para tornar as atividades mais acessíveis e atrativas.
“A musicoterapia é um tratamento terapêutico. Nela, as crianças têm a possibilidade de se expressar através da musicalidade. Respeitamos o estilo musical do paciente, aquilo que ele gosta de ouvir, de cantar e de tocar, e também apresentamos novos estilos musicais”, afirmou Josiane.
A musicoterapeuta destaca que a abordagem é diferente da educação musical e da musicalização. Enquanto a educação musical tem como foco o aprendizado e o desenvolvimento de conhecimentos musicais, a musicoterapia utiliza a música como ferramenta para alcançar objetivos terapêuticos.
“A musicoterapia é muito além de aprender a tocar um instrumento, que está voltado para a área da educação musical. Também vai além de apenas trabalhar ritmos por meio de instrumentos diferentes, algo muito utilizado na musicalização. Na musicoterapia utilizamos técnicas e jogos e, principalmente na musicoterapia plurimodal, trabalhamos não apenas com instrumentos musicais, mas também com brinquedos, sejam eles sonoros ou não”, explicou.
“A musicoterapia é mais uma importante ferramenta de cuidado oferecida pelo Laço Azul às nossas crianças. Por meio da música, do brincar e de atividades lúdicas, conseguimos criar novas possibilidades de comunicação, interação e expressão, sempre respeitando as características e o tempo de cada paciente. Nosso objetivo é oferecer um atendimento humanizado, acolhedor e que contribua para o desenvolvimento das crianças e para a qualidade de vida de suas famílias”, destacou a secretária de Saúde, Márcia Cury.

Foto: Cris Oliveira – Secom/PMVR.

Adesão voluntária

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Pacto contra o feminicídio é regulamentado e terá comitê para definir metas e monitorar ações

Instituído em junho como uma política pública permanente de proteção às mulheres, o ‘Pacto Estadual Rio de Janeiro Contra o Feminicídio’ passa a contar com regras que vão orientar o seu funcionamento e cria os instrumentos de governança, planejamento e monitoramento das ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

Entre as principais novidades está a instituição do Comitê Interinstitucional de Gestão, que será responsável pela coordenação estratégica do Pacto, pela articulação entre os órgãos envolvidos e pelo acompanhamento dos resultados. O grupo será coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas (Sempi) e funcionará sem estrutura administrativa própria, criação de cargos ou aumento de despesas.

O Comitê terá representantes da Alerj, Tribunal de Justiça do Estado do Rio, Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além de órgãos do Poder Executivo, como as secretarias estaduais de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Saúde, Educação e Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Também participarão o Instituto de Segurança Pública (ISP), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim).

Metas e acompanhamento

Uma das primeiras atribuições do Comitê será elaborar o Plano Estadual Bienal de Metas e o respectivo Plano de Ação Estadual. O primeiro documento deverá ser aprovado em até 120 dias após a instalação do colegiado.

O Plano de Ação deverá estabelecer as ações pactuadas, metas e resultados esperados, indicadores e fontes de verificação, órgãos responsáveis e parceiros, prazos e cronograma de execução, além dos mecanismos de monitoramento e avaliação. Quando aplicável, também deverá apresentar a estimativa dos recursos necessários e as respectivas fontes de custeio.

Entre os objetivos estabelecidos pela regulamentação está o fortalecimento de estratégias de prevenção primária, secundária e terciária. A primeira envolve medidas como promoção da igualdade entre mulheres e homens, educação em direitos humanos e enfrentamento de padrões socioculturais discriminatórios. A prevenção secundária inclui a identificação precoce de fatores de risco, qualificação da rede de atendimento e proteção, gestão integrada de casos e medidas para interromper o ciclo de violência antes de sua escalada para o feminicídio. Já a prevenção terciária contempla a proteção integral das mulheres em situação de violência, a responsabilização dos autores, a reparação às vítimas diretas e indiretas e a atenção aos familiares e órfãos do feminicídio.

A regulamentação prevê ainda um Relatório Anual de Monitoramento e Avaliação, com informações sobre a implementação das ações, os resultados alcançados e o cumprimento das metas. O documento deverá identificar eventuais falhas sistêmicas e apresentar justificativas e medidas corretivas em caso de descumprimento das metas. O relatório será publicado integralmente em meio digital e apresentado publicamente à Alerj.

Integração de dados

A integração de informações entre diferentes órgãos também foi detalhada pelo decreto. O Observatório do Feminicídio, instituído pela Lei 9.644/22, dará apoio técnico ao Comitê na produção, sistematização, integração e qualificação dos dados, no monitoramento de indicadores e na elaboração de estudos e relatórios.

A regulamentação determina que os fluxos de coleta e análise de dados do Pacto sejam integrados aos do Observatório, evitando a duplicidade de requisições aos mesmos órgãos técnicos estaduais. O decreto deixa expresso que a medida não cria um novo observatório, órgão, unidade administrativa ou estrutura paralela. O compartilhamento das informações deverá obedecer às regras de proteção de dados pessoais.

Municípios poderão aderir

Os municípios fluminenses também poderão aderir voluntariamente ao Pacto. A participação deverá ser formalizada por termo próprio, acordo de cooperação ou instrumento equivalente, respeitada a autonomia municipal. O instrumento deverá indicar o organismo municipal responsável pelas políticas para as mulheres ou órgão equivalente e estabelecer ações ou compromissos locais compatíveis com o Plano Estadual Bienal de Metas.

A adesão poderá compreender integração de dados municipais, ações de capacitação e cooperação técnica, além da articulação por consórcios intermunicipais ou arranjos regionais. O estado também poderá prestar apoio técnico aos municípios aderentes, dentro de suas disponibilidades.

Comitê tinha sido vetado na sanção

A criação de uma instância interinstitucional para coordenar as ações já constava do projeto aprovado pela Alerj. Na sanção da Lei 11.231/26, no entanto, foi vetada a previsão de criação do Comitê Estadual Interinstitucional de Enfrentamento ao Feminicídio. Na ocasião, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, justificou que a criação de órgão no âmbito estadual está relacionada à organização e ao funcionamento da Administração Pública, matéria de competência do Poder Executivo.

Com a regulamentação, o Executivo instituiu o Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto. O decreto estabelece que o colegiado não terá poder hierárquico sobre os órgãos e instituições participantes nem interferirá em suas competências próprias. Também determina que seu funcionamento se dê com os recursos humanos, materiais e tecnológicos já disponíveis.

Também havia sido vetada na sanção da lei a criação de um novo Observatório Estadual da Mulher contra a Violência e o Feminicídio, sob a justificativa de possível sobreposição de competências. A regulamentação estabelece que o Observatório do Feminicídio já existente, instituído pela Lei 9.644/22 e regulamentado pelo Decreto 49.147/24, dará apoio técnico ao monitoramento e à avaliação do Pacto.

Concurso (I)

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Na quinta, 17, durante entrevista ao programa Dário de Paula, o prefeito Neto anunciou um concurso público para o Saae-VR, com 118 vagas para cargos de desenhistas, serventes, encanadores, manilheiros, fiscais de instalações, leituristas, auxiliares de tratamento, técnicos de laboratório, engenheiros, assistentes sociais, entre outros. O que pouca gente sabe é que o anúncio deveria ter sido feito em outro programa radiofônico: o de Betinho Albertassi, na manhã de terça, 15. Por quê, ninguém sabe… 

Concurso (II)

Aliás, Neto confirmou que deve lançar novos concursos com vagas para todos os setores da Prefeitura de Volta Redonda. Quer diminuir o número de profissionais pagos por RPA (Regime de Pagamento Autônomo). “Temos um documento assinado com o Ministério Público para fazer concurso, e vamos fazer”, disse, em entrevista a Dário de Paula, na quinta, 17.

Audiência

A Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Volta Redonda vai realizar, no próximo dia 29, às 15 horas, no Palácio 17 de Julho, uma audiência pública para debater a Lei Orçamentária Anual de 2027. A expectativa é de que o município tenha uma arrecadação da ordem de R$ 2 bilhões.

Palco

A Prefeitura de Volta Redonda vai realizar amanhã, domingo, 20, uma edição do ‘Palco Sobre Rodas’ embaixo da Biblioteca Municipal, às 9h30min. 

Sessão

Na terça, 15, não houve sessão na Câmara de Volta Redonda por falta de quórum. Ou seja, a maioria dos vereadores não esteve presente.

Técnico

Mães-solo do estado do Rio poderão ter reserva de 10% das vagas oferecidas em processos seletivos para ingresso nas Escolas Técnicas Públicas da rede estadual de ensino. É o que prevê o Projeto de Lei 3.248/24, já aprovado pela Alerj, que está nas mãos do governador do Estado para veto ou sanção. Pelo PL, mães-solo são as mulheres provedoras de famílias monoparentais, com dependentes de até 18 anos, registradas no CadÚnico.


Chafariz

O vereador Rodrigo Duarte está comemorando a anunciada reforma do chafariz da Beira-Rio, na altura do Belmonte. É que o pedido feito por ele ao prefeito Neto partiu de uma criança com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e ganhou o apoio do deputado estadual Munir Neto. “O chafariz da Beira-Rio é um importante cartão-postal da nossa cidade. Foram diversas solicitações pelo retorno desse chafariz, que faz a alegria da criançada e das famílias, principalmente na época de calor. Conversei com o Munir Neto e mostrei a carta que eu recebi do João Pedro, morador do bairro, que me pediu o retorno do chafariz. E nós fomos atendidos pelo prefeito Neto”, detalhou. 

Reforma

A Prefeitura de Volta Redonda vai reformar a Creche Municipal Tempo de Criança, no Santo Agostinho. A empresa contratada para tocar a obra é a Campos Rocha Serviços e Construções, pelo valor de R$ 619 mil.

 

Terapia (I)

O Estado do Rio contará com um programa, o ‘Jogos Eletrônicos Inclusivos – Gameterapia’, que prevê o uso de jogos eletrônicos como ferramenta terapêutica complementar para pessoas com deficiência, síndromes e com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida consta da Lei 11.306/26, já em vigor. A gameterapia poderá ser realizada em instituições públicas ou privadas, por meio de sessões individuais ou em grupo. Os atendimentos deverão ser conduzidos por profissionais capacitados e habilitados para o exercício da atividade.

Terapia (II)

De acordo com a norma, o tratamento também deverá contar com avaliações qualitativas periódicas, para acompanhar os resultados e adequar as atividades às necessidades de cada paciente. Os objetivos terapêuticos individualizados serão identificados por fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais.

Licença

Servidores estaduais que tiverem filhos com deficiência ou doença rara passarão a contar com um período maior de licença para acompanhar os primeiros cuidados da criança. A medida consta da Lei 11.314/26, do deputado estadual Gustavo Tutuca, em vigor desde segunda, 14. Ela também amplia a proteção às famílias nos casos em que a mãe e/ou o recém-nascido precisam permanecer internados após o parto. “Uma família que recebe um filho com deficiência ou doença rara, ou que precisa enfrentar uma internação logo após o nascimento, necessita de ainda mais presença, cuidado e estrutura. Não é justo que o período passado dentro de um hospital consuma uma licença criada justamente para que os pais possam cuidar do bebê. Essa lei traz mais proteção e humanidade para essas famílias”, avalia Tutuca, que lembra que, durante a licença, a mãe terá direito a remuneração integral, e que a regra poderá ser aplicada, quando cabível, à licença-paternidade.

Cães e gatos

A Prefeitura de Volta Redonda promove hoje, sábado, 19, e amanhã, domingo, 20, das 9 às 17 horas, uma ação especial de vacinação gratuita para cães e gatos na Praça Brasil, na Vila. Serão disponibilizadas 4 mil doses de vacinas, incluindo a V8, para cães, e a V3, para gatos. Para vacinar, é necessário realizar um cadastro disponível pelo link https://bit.ly/RuralÉMaisSaúdeVR

PM

As obras do novo Batalhão de Policiamento Ambiental do Sul Fluminense, localizado na Ponte Alta, deverão ser concluídas em outubro. No espaço, funcionava o Inea. A pedido da própria PM, a prefeitura construiu três novos alojamentos com banheiros privativos: um para o comandante da unidade, um para o subcomandante e um terceiro para o efetivo das policiais femininas. O BPA vai combater crimes de desmatamento, poluição, tráfico de animais silvestres, caça e pesca ilegal. Fica a pergunta: haverá estacionamento suficiente para os carros dos PMs e viaturas oficiais da unidade, para que não ocorra o mesmo que acontece na Vila? 

Plano Verão

O prefeito Neto se reuniu com o pessoal da Light para tratar do verão 2026/2027. A ideia é alinhar ações voltadas à prevenção, mitigação de riscos e resposta a eventuais ocorrências relacionadas às condições climáticas severas por conta do El Niño. E tudo passa por: monitoramento do clima; distribuição de recursos; reforço na comunicação com o cliente e comunidades; adoção de estratégias de logística; governança (implantação de sala de crise); e sincronismo operacional com o Poder Público. No papel, tudo muito bonito.

Poda

No encontro, Neto pediu mudanças no que diz respeito à poda de árvores e ainda ao tempo de resposta em caso de queda de energia. Hoje, a prefeitura é responsável pela poda preventiva, para que os galhos não atinjam a rede elétrica, e a Light faz a poda de afastamento da rede. Neto quer que a empresa avalie a possibilidade de fazer todo o serviço.

Rua 33

Por falar na Light, a empresa deve ser chamada, em breve, para assinar o pacote de obras da Rua 33 que prevê a retirada da fiação elétrica entre os postes ao longo da via para que os fios passem por dutos subterrâneos. A Light vai receber ‘uma baba’ pelo serviço.       

Bazar

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos de Volta Redonda (Apadefi) realizará, nos dias 28 e 29 de setembro, a quarta edição do Bazar de R$ 1. Será das 8 às 15 horas, na sede da instituição, localizada na Avenida General Euclides de Figueiredo, 350, no Retiro. Durante os dois dias, o público poderá encontrar peças de moda feminina, masculina, infantil e adulta, com todos os itens selecionados para o bazar pelo valor de R$ 1.

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