sábado, maio 2, 2026
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“Foi um choque”

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Náutico recorre da decisão de despejo

Por Pollyanna Xavier 

Em maio de 1968, há quase 58 anos, o prefeito Sávio Gama sancionou a Lei Municipal nº 923/68, conferindo o título de utilidade pública para o Clube Náutico, que existia em uma área da CSN no bairro Nossa Senhora das Graças. A lei, porém, não protegeu o clube, nem o blindou, anos mais tarde, de uma ação judicial de reintegração de posse movida pela siderúrgica. Muito pelo contrário. O juiz da 5ª Vara Cível de Volta Redonda, Alexandre Custódio Pontual, determinou que o imóvel seja devolvido, em 30 dias, à CSN. Da decisão ainda cabe recurso, já interposto pelo clube.

Em 2014, ano em que a CSN ajuizou a ação para reaver o imóvel, Toninho Oreste, atual presidente do clube, era vereador e chegou a propor o tombamento do imóvel. Não vingou. “Eu era diretor do clube e vereador, mas retirei a lei do tombamento a pedido do presidente da época”, afirmou, sem saber que a Câmara acabou por tombar o imóvel e que o PL aguarda sanção do prefeito Neto (ver matéria na página 4). 

Segundo ele, o tombamento não resolve o problema. “Vamos fazer uma manifestação de forma pacífica, buscar apoio da sociedade civil organizada, dos deputados, da prefeitura e de outras instituições. Tenho a dimensão da importância do clube para a sociedade”, crê, acrescentando que o departamento jurídico do clube já apresentou embargos de declaração para esclarecer pontos considerados obscuros da sentença. Toninho afirmou ainda que, apesar de a ação tramitar desde 2014, a diretoria nunca acreditou que a CSN, de fato, retomaria o imóvel. “Foi um choque”, resumiu.

Para reforçar a decisão favorável à CSN, a Justiça Federal (embora a ação de reintegração tramite na Justiça comum) também reconhece a propriedade dos imóveis da empresa na cidade do aço. Em ação ajuizada pelo MP Federal, que tramita no TRF2, os desembargadores entenderam que os bens listados no edital de privatização pertencem à CSN. Entre eles estão os clubes Náutico, Laranjal, Umuarama, Fotofilatélico, entre outros.

No caso do Náutico, um detalhe chama atenção: até 2019, o clube não tinha se manifestado no processo. Em despacho anterior à sentença, o juiz determinou a intimação por oficial de justiça para a realização da perícia, destacando que a parte se mantinha revel até então, ou seja, sem atuação no processo.

Ao aQui, Toninho disse que pretende mobilizar apoio social para tentar reverter a decisão. “Tenho visto muito apoio nas redes sociais. O MEP nos procurou, o deputado Munir Neto também. Jornalistas se colocaram à disposição. Convocamos a sociedade para se unir em prol do Náutico. Vamos até a última instância”, prometeu, garantindo que não houve tentativa de diálogo com a CSN e que isso dificilmente ocorrerá. “Eles não nos receberiam. Por isso buscamos apoio em outras frentes. Tudo o que puder somar, vamos buscar”, concluiu. 

Custo ambiental

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RESÍDUOS: Volta Redonda pode criar usina de incineração e instituir taxa do lixo

Por Pollyanna Xavier

Recentemente, o prefeito Neto encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei criando o Sistema de Coleta Seletiva em conjunto com os catadores de materiais recicláveis do município. O PL, ao qual a reportagem do aQui teve acesso, está bem alinhado à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas apresenta alguns pontos questionáveis, que a oposição certamente vai usar para polemizar com o Palácio 17 de Julho. Um deles é a criação da taxa do lixo – mas até aí não há nada ilegal, afinal, a própria PNRS prevê a sua cobrança como forma de garantir o custeio do serviço, e os Tribunais de Contas têm intensificado a fiscalização sobre municípios que ainda não a adotaram. Mas há um segundo ponto controverso. 

É que Neto abre margem para a criação de uma usina de incineração de resíduos recicláveis, o que contraria a Legislação Federal. Pela norma, a incineração desse tipo de material deve ser destinada aos rejeitos, sendo a última etapa daquilo que não pôde ser reaproveitado. O texto diz que “os projetos de incineração de resíduos recicláveis e reaproveitáveis deverão ser apreciados por comitê e conselho municipal”. A questão, além de representar um problema ambiental, traz ainda um risco jurídico: abre margem para questionamentos por violação de hierarquia de resíduos e pode ser interpretada como uma flexibilização indevida da legislação federal.

Há ainda uma outra questão que merece atenção diante da possível criação da usina. E, neste caso, o impacto é social e econômico, podendo prejudicar, veja só, os próprios catadores de materiais recicláveis. É que, com a incineração, haverá menos material disponível para reciclagem, afetando diretamente o sustento de quem depende dessa atividade. O projeto prioriza cooperativas e ainda prevê o cadastro municipal dos catadores. Essas duas medidas, aliás, são pontos altos do texto, por estarem alinhadas ao princípio da inclusão social, amplamente prevista na própria PNRS. 

Quanto à taxa de lixo, já criticada por alguns vereadores (sobretudo nas redes sociais), a legislação federal não apenas prevê a cobrança, como, na prática, exige que os municípios a instituam, sob pena de os gestores responderem com base na Lei de Responsabilidade Fiscal. O aQui apurou a questão e descobriu que há mais de 10 normativas federais diferentes que tratam do tema. A própria Constituição já autoriza a cobrança em ao menos dois dispositivos (art. 145 e 225); o STF possui entendimento consolidado sobre o assunto (súmula vinculante); resoluções do Conama e da Anvisa também abordam o assunto e, mais recente, o novo Marco Legal do Saneamento reforçou que os serviços devem ter sustentabilidade econômico-financeira garantida por meio de cobrança aos usuários. 

Segundo apurado pelo aQui, o Tribunal de Contas do Estado vem fiscalizando justamente esse ponto e orientando os municípios a instituírem a cobrança, sob pena de responsabilização por renúncia de receita. Aliás, o TCE pode reprovar contas se o município não garantir o custeio do serviço. A questão também está no radar da Promotoria de Direitos Difusos do Ministério Público, que entende que a não cobrança da taxa do lixo pode violar dispositivos federais que tratam do tema.

Na região, apenas Resende e Volta Redonda estão buscando regularizar a situação. Em Resende, por exemplo, a Prefeitura está, segundo uma fonte, elaborando um projeto de lei – que deve ser encaminhado à Câmara prevendo a instituição da taxa. A ideia é que a cobrança siga os mesmos moldes do IPTU: lançamento anual, com possibilidade de parcelamento, e valor calculado conforme o volume de resíduos gerados pelo contribuinte.

 O aQui tentou contato com o prefeito de Resende, Tande Vieira, para que ele explicasse a criação da taxa e a elaboração do projeto de lei. Outros prefeitos também foram procurados. Em Barra Mansa, a assessoria do prefeito Furlani informou que, no futuro, se a taxa for criada, será progressiva. “Aqui em Barra Mansa são gerados em média 3.600 toneladas/mês de resíduos sólidos, e o valor do contrato é de aproximadamente R$ 900 mil mensais. Caso seja implementada no futuro, a taxa será progressiva e também poderá variar de acordo com a localidade”, informou a pasta de Comunicação da Prefeitura.

Em Volta Redonda, embora a Prefeitura não tenha respondido ao jornal, ela já avançou na aplicação da legislação federal ao apresentar à Câmara o projeto de lei que cria o Sistema de Coleta Seletiva em parceria com os catadores de materiais recicláveis. O detalhe é que o texto ainda apresenta gargalos que precisam ser ajustados para evitar impactos ambientais negativos. Ainda assim, a iniciativa é válida e está alinhada à legislação ambiental. 

Voltaço vence e convence

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Se a estreia contra o Barra-SC foi com o pé esquerdo, tanto que o time acabou sendo eliminado nos pênaltis da Copa do Brasil, o técnico William de Mattia começou com pé direito a Copa Sul/Sudeste. Derrotou o Cianorte-PR de virada, por 3 a 1, com um detalhe: na casa do adversário. 

Foi uma grande e importante vitória, principalmente porque o Barra começou assustando a todos marcando logo de cara, aos dois minutos, num cochilo da zaga, o primeiro gol da partida. Era prenúncio de goleada. Sorte que isso despertou a equipe, que reagiu e tomou conta do jogo, virando o placar através de MV e Romarinho, ainda no primeiro tempo. O terceiro foi marcado pelo zagueiro Alan, fechando o caixão do time paranaense. 

O próximo compromisso do Voltaço será hoje, sábado, 28, contra a Chapecoense, às 19 horas, no Estádio Raulino de Oliveira. Quem viver verá!

Próximos jogos do Voltaço pela Copa Sul-Sudeste:
Dia 8/4, contra o Sampaio Corrêa-R, no Lourival Gomes; dia 14, enfrenta o Tombense no Raulino de Oliveira; dia 30 vai encarar o Caxias; e no dia 6 de maio joga com o Novorizontino no Raulino de Oliveira.


História
Quando era diretor do Voltaço, o saudoso Edson Corrêa, o Edinho Gordo, costumava dar umas ‘incertas’ na concentração do time, principalmente nas vésperas dos jogos. O atacante Chita, que gostava de bater uns pauzinhos, era daqueles que levavam para a concentração uma garrafa de vinho, que ofereceria para a ‘Vovó Catarina’, e duas latas de cerveja, para São Jorge. E, na manhã seguinte, Chita ficava injuriado, pois sempre encontrava tudo vazio. Foi aí que decidiu ficar de tocaia para saber que “santo” andava bebendo suas oferendas. Qual não foi sua surpresa quando, na calada da noite, viu dois vultos ao lado do santuário, bebendo o vinho e as cervejas. Acendeu as luzes e deu o flagrante. Era o zagueiro Moita e o volante Isidoro. Chita logo apelou: “Isso é sacanagem, pô! A santa gosta, sô!”. Sem ter como se explicar, Moita saiu-se com essa: “Ô Chita, santa gosta é de reza, pô!”. É mole?

Tabela
Aqui estão os jogos do Voltaço até a nona rodada da Série C de 2026. Estreia contra o Paysandu no dia 4 de abril, no Raulino de Oliveira. Dia 11, enfrenta o Guarani, em Campinas. No dia 18, pega o Caxias-RS, no Raulino. Dia 25, vai a São Luiz, enfrentar o Maranhão. Dia 3 de maio, pega o Brusque-SC, no Raulino. No dia 16, será a vez do Santa Cruz, em Recife. Dia 23 de maio, com o Ypiranga-RS, no Raulino e, na 9ª rodada, enfrentará o Itabaiana-SE, dia 30 de maio, no Estádio Etelvino Mendonça.

Saindo
O atacante PK foi emprestado ao Confiança-SE até o final de 2026. O time sergipano disputará também a Série C de 2026. Engraçado, né? Precisando de bons jogadores, o Voltaço libera um dos seus mais importantes para reforçar um dos adversários… Quem entende? Eu não… 

A Escola Municipal Luiz Marinho Vidal, localizada no bairro Jaqueira, em Piraí, recebeu a visita do professor Renê Simões, técnico de futebol com passagens por Coritiba, Fluminense e Botafogo. Ele participou do projeto ‘Superando Limites: somos todos iguais e do Projeto Copa do Mundo 2026: em busca do hexa!’, aproveitando para contar a sua história aos alunos e professores. Os projetos são coordenados pelos professores de educação física Fernando Marlos e Leonardo Santos. O prefeito Luiz Fernando de Souza, o Pezão, também esteve no evento.

Dor de cotovelo
O Voltaço, ao ser eliminado da Copa do Brasil, em casa, pelo Barra-SC, perdeu uma grande oportunidade de fazer dois jogos contra o Corinthians. Um no Raulino e outro na Neo Química Arena, em SP. O time catarinense terá o privilégio de pegar o timão na próxima fase da competição. Vai faturar horrores… E ainda pode se classificar, né?  

Bola fora

Para o vexame da seleção brasileira ao levar um banho de bola da seleção francesa no amistoso em Boston. Mesmo jogando com um homem a mais, já que os franceses tiveram um jogador expulso, o time de Carllo Ancelotti, jogando no 4-2-4, decepcionou geral. Horrívveelll!

Bola dentro

Para a vitória do Voltaço sobre o Cianorte, por 3 a 1, na estreia no Torneio Sul-Sudeste. Melhor ainda porque foi de virada e na casa do adversário. Valeu!  

 

Varandão da Saudade

Desta vez fomos ao fundo do baú para mostrar a fotografia do time do Clube dos Funcionários. A foto é de 7 de julho de 1946, e foi feita no antigo campo do Recreio do Trabalhador.

Em pé, da esquerda para a direita: Queiróz. Guguta, Darci Alvarenga, Hélio Maurey, Maurício Noyman, Oswaldo e Nilo. Agachados: Heitor Magaldi, (?), Hugo, Aldo, Milton Bueno de Lima, o Bodoquena e Aloísio.

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