domingo, agosto 30, 2026
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Vai entender!

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Entidades empresariais lançam campanha por voto em volta-redondenses; primeiro convidado é do Rio de Janeiro

Mateus Gusmão 

A cidade do aço comemorou ontem, sexta, 17 de julho, os seus 72 anos de emancipação política e, ao longo dos anos, construiu uma história de protagonismo no Sul Fluminense. Com mais de 220 mil eleitores, também é uma das principais forças econômicas do interior do estado. Mas, quando o assunto é representatividade política, a realidade é bem diferente. Hoje, por exemplo, Volta Redonda conta com apenas dois representantes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro  e nenhum deputado federal eleito.

A cada eleição, milhares de votos dos volta-redondenses ajudam a eleger candidatos de outras cidades e regiões, enquanto nomes da própria cidade disputam entre si um eleitorado dividido. O cenário está longe de ser novidade. Toda eleição é a mesma história. Políticos forasteiros desembarcam na cidade – muitos com um verdadeiro “caminhão de dinheiro” –, contratam lideranças políticas e comunitárias e acabam levando votos que poderiam fortalecer a representação local.

Há anos, políticos, empresários e lideranças defendem a necessidade de fortalecer candidaturas natas para ampliar o peso político de Volta Redonda. O discurso se repete a cada eleição. Na prática, porém, pouca coisa muda. Este ano não vai ser diferente. A prova é que as entidades empresariais locais lançaram recentemente, mais uma vez, a campanha ‘Vote por Volta Redonda’, iniciativa que pretende conscientizar o eleitor da importância de escolher candidatos comprometidos com os interesses do município. No entanto, a própria campanha começa cercada por um questionamento.

A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Aciap-VR, Maycon Abrantes, em reunião com representantes de entidades de classe do município. Segundo ele, o momento pede atenção redobrada da população. “A gente entende a importância de prestigiar e fazer com que a população entenda a importância de eleger candidatos, deputados, senadores, enfim, aqueles que tenham compromisso com a nossa cidade”, afirmou à imprensa local.

Abrantes lembrou que Volta Redonda não elege um deputado federal há duas eleições e destacou o tamanho do desafio. “Nós temos hoje dois deputados estaduais, mas, em um colégio eleitoral de 220 mil eleitores, é pouco para a nossa cidade”, comentou, mostrando que o objetivo é claro. “Fazer com que a população entenda a importância de votar no candidato da nossa cidade, porque, com isso, a gente compromete muito os investimentos aqui na nossa cidade”, afirmou.

Além da Aciap-VR e CDL-VR, também vão vestir a camisa do ‘vote por VR’ a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Volta Redonda (OAB-VR), o Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio-VR) e a Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Volta Redonda (Aescon-VR). O vice-presidente da CDL, José Luiz Fagundes, falou sobre o objetivo da campanha. “A gente incentiva muito que a população vote em candidatos de Volta Redonda”, disse, ressaltando que esse ‘detalhe’ ainda passa despercebido por parte do eleitorado. “É algo que acho que nem todo mundo dá valor, mas hoje a gente vê que as prefeituras são muito dependentes de verbas que vêm da federação”, pontuou.

O empresário foi além. “Votando em candidatos que são de Volta Redonda, eles vão priorizar a cidade, então ela só tem a ganhar com isso”, disse, ressaltando que o benefício chega diretamente ao cidadão na forma de mais recursos disponíveis para a prefeitura investir em áreas essenciais. “A prefeitura investe essas verbas em infraestrutura, saúde e educação. Por isso, a gente convida e pede que toda a população de Volta Redonda dê preferência aos candidatos de Volta Redonda”, destacou.

Candidatos de fora

Os empresários, entretanto, começaram a campanha pelo voto por VR, digamos, com uma certa licença poética. É que o primeiro pré-candidato a se reunir com as entidades de classe foi justamente alguém de fora da cidade do aço: o coronel da PM Luiz Henrique Monteiro Barbosa, pré-candidato a deputado federal pelo Avante. 

O político é carioca da gema e morou em Volta Redonda entre 2009 e 2016, quando comandou a Guarda Municipal. Depois foi embora e voltou em 2021 para assumir a Secretaria de Ordem Pública. “Foi um momento de diálogo produtivo, onde discutimos temas fundamentais para o presente e o futuro de Volta Redonda. Entre os assuntos, destacamos os avanços da segurança pública em nosso município, um trabalho que tem contribuído diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população e para o fortalecimento do ambiente de negócios”, escreveu ao comentar a ideia dos empresários da cidade do aço. 

Acompanhado pelo presidente da Câmara de Volta Redonda, Neném (PP), o político do Rio de Janeiro entende que os empresários estão certos. “É por meio da união de esforços que conseguimos construir soluções concretas para o desenvolvimento da nossa cidade”, comentou, como se tivesse nascido na cidade do aço. Não satisfeito, parabenizou o presidente da Aciap. “Reforça (a campanha) a importância de valorizarmos lideranças comprometidas com a nossa cidade, que conhecem seus desafios e trabalham para defender seus interesses”, justificou o policial militar carioca. Vai entender… “Que venham os Luizinhos, os Leals, as Carneiros, os Lopes”, ironizou um dos presentes, pedindo anonimato, referindo-se aos deputados de fora que vivem buscando votos em Volta Redonda. Ah, em tempo: o prefeito Neto não esconde de ninguém que seu candidato a deputado federal é o Dr. Luizinho (PP).   

Parabéns pra você!!!

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Volta Redonda, 72 anos – De dependente de Barra Mansa à capital do Sul Fluminense 

Como sempre ocorre no aniversário de Volta Redonda, o de 2026 também foi motivo para o aQui preparar uma reportagem especial sobre a cidade do aço, afinal, já se passaram 72 anos desde que o município se emancipou de Barra Mansa e virou uma espécie de ‘capital do Sul Fluminense’. E surgiu a pauta: elaborar uma matéria mostrando, na visão de ilustres moradores, o que, depois de tanto tempo, encontramos de bom ou ruim em Volta Redonda.

As respostas foram apresentadas por vários personagens que fazem parte do dia a dia da cidade do aço. Vejam o que disseram: 

Edson Albertassi, empresário e ex-deputado estadual. Natural de Castelo (ES) e passou a morar em Volta Redonda quando tinha apenas um ano. Hoje, mora no bairro Niterói. 

O que vê de bom em Volta Redonda?
“Volta Redonda é uma cidade que inspira orgulho. Tem uma economia forte, um comércio dinâmico, serviços de qualidade e uma população trabalhadora que construiu uma história de desenvolvimento. É uma cidade acolhedora, de gente que trabalha e acredita no futuro, que honra sua história e continua evoluindo a cada dia.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
“Embora apresente bons indicadores, Volta Redonda ainda enfrenta desafios importantes, como ampliar as oportunidades para os jovens, gerar empregos mais qualificados, melhorar a mobilidade urbana, reforçar a segurança nas regiões mais afastadas do centro e avançar nas questões ambientais. Acredito na capacidade do prefeito Neto de enfrentar esses desafios e entregar, ao final do seu sexto mandato, uma cidade ainda melhor para a nossa população.”

Renan Cury, vereador e comunicador. Natural de Volta Redonda, nasceu no dia 3 de julho de 1990. Atualmente mora no bairro São João. 

O que vê de bom em Volta Redonda?
Volta Redonda é uma cidade que oferece boa qualidade de vida e tem um povo acolhedor, algo que sempre destaco. A economia é forte, e a localização entre Rio de Janeiro e São Paulo facilita o acesso a outras regiões. A cidade também conta com boa estrutura de saúde e assistência social, além de um comércio completo, com diversas opções de serviços, restaurantes e lazer. O esporte também tem seu espaço, com o Estádio Raulino de Oliveira.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Vejo como principais desafios a qualidade do ar e a forte dependência econômica da cidade em relação à CSN. Também acredito que Volta Redonda poderia investir mais em turismo e em opções de cultura e entretenimento, fortalecendo a vida noturna. Outro ponto que merece atenção é a mobilidade urbana, principalmente nos horários de pico, quando o trânsito se torna mais intenso em algumas vias.”

Jari Oliveira, deputado estadual. Natural de Volta Redonda, nasceu em 1973, é graduado em direito e mora no bairro Aterrado, mas foi criado na São João. 
O que vê de bom em Volta Redonda?
O maior patrimônio de Volta Redonda é, sem dúvida, o seu povo. Uma população trabalhadora, acolhedora e empreendedora, que construiu a cidade com dedicação e continua fazendo dela uma referência para toda a região. Uma das coisas que mais gosto em nossa cidade é justamente estar perto das pessoas: participar dos eventos culturais, celebrar a fé nas igrejas, caminhar pela Feira Livre, acompanhar o futebol amador e profissional e conversar com quem faz Volta Redonda acontecer todos os dias.
Nossa história está diretamente ligada ao desenvolvimento do Brasil, como berço da siderurgia nacional e símbolo da força dos trabalhadores. Também temos uma localização estratégica entre Rio de Janeiro e São Paulo, uma rede de saúde que atende todo o Médio Paraíba, importantes instituições de ensino superior, um comércio forte e um setor de serviços cada vez mais relevante. Volta Redonda reúne tradição, capacidade de inovação e um enorme potencial para continuar crescendo, sempre tendo as pessoas como o centro desse desenvolvimento.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Volta Redonda ainda precisa avançar em desafios importantes para garantir mais qualidade de vida à população. O principal deles é a questão ambiental. É fundamental reduzir a poluição do ar, diminuir as pilhas de escória e fortalecer as ações de preservação do Rio Paraíba do Sul. Reconhecemos a importância da CSN para a geração de empregos e para a história da cidade, mas desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental precisam caminhar juntos.
Também é necessário diversificar a economia, atraindo novas empresas e setores produtivos para reduzir a dependência da indústria do aço, gerar mais oportunidades e preparar a cidade para o futuro. Outro desafio é o transporte público municipal, que há anos é motivo de reclamação da população. Os moradores convivem com uma tarifa elevada, frota insuficiente em diversos horários e um serviço que precisa oferecer mais qualidade, eficiência e conforto. Uma cidade do porte e da importância de Volta Redonda merece um transporte público à altura das necessidades da sua população.”

Munir Neto, deputado estadual. Natural de Volta Redonda, nasceu em outubro de 1963, mora no Jardim Amália

O que vê de bom em Volta Redonda?
Volta Redonda tem muitas coisas boas, começando pela população, que ama e acredita na cidade. E o nosso município também é referência em todo o Brasil em diversas áreas, como a Saúde, Esporte, Assistência Social e muitos outros. Temos 35 CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) em funcionamento, o maior número de CRAS por habitante do país, e ainda equipamentos como o Centro-Dia Synval Santos (Centro de Atendimento para Pessoa Idosa com Alzheimer e Familiares) que é o único centro público do tipo em toda a América Latina.
Fico muito orgulhoso de ter ajudado a construir parte dessa história, nos 15 anos que fui secretário de Assistência Social no município. E continuo trabalhando muito como deputado para trazer desenvolvimento e qualidade de vida, não só para a população de Volta Redonda, mas para todo o Sul Fluminense e o estado do Rio.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Acho que sempre podemos melhorar, trabalho por isso e tenho certeza que o prefeito Neto também. Estão sendo feitos vários investimentos, na saúde, na educação, na infraestrutura, na segurança, na assistência social, e eu tenho atuado como deputado estadual para ajudar a trazer várias dessas obras e projetos. O desenvolvimento da cidade não para e nós trabalhamos muito para que esses investimentos se tornem realidade e tragam cada vez mais qualidade de vida para toda a população.”

Lucas Arbache Arantes, empresário e presidente do Sindpass. Nasceu em Barra Mansa.

O que vê de bom em Volta Redonda?
“Volta Redonda é uma cidade com boa estrutura viária como também conta uma boa rede hospitalar, ótimos colégios, faculdades e instituições de ensino. Se destaca por ser um grande polo industrial no ramo da siderurgia, por possuir uma ampla rede de serviços e um comércio muito forte, sendo referência no interior. É uma cidade com boa qualidade de vida, onde existem muitas atividades para os idosos, como também para a população em geral.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Volta Redonda ainda precisa melhorar muito em relação à qualidade do ar, que ainda é ruim. O trânsito de Volta Redonda é ruim, talvez isso seja reflexo do número de veículos por habitantes, que atualmente é de um veículo para cada dois habitantes. E já foi a 2ª cidade com mais veículos por habitantes do Brasil.
Falta de calçadas adequadas em vários pontos da cidade, como também falta de mínima estrutura de pontos de ônibus, que em muitos locais não tem nem cobertura.”

Sidney Dinho, vereador. Natural de Volta Redonda, mora no Retiro
O que vê de bom em Volta Redonda? 

“Nossa cidade é bem localizada no eixo entre Rio e São Paulo e isso ajuda muito. É uma cidade bem estruturada em todas as áreas de atendimento de serviços públicos. Às vezes passa por dificuldades em algumas áreas por conta mais da burocracia da administração pública do que por falta de recursos. Ainda não atingimos a perfeição, mas estamos muito melhor do que a maioria dos municípios do Estado.”

O que vê de ruim em Volta Redonda?
“Eu enxergo que Volta Redonda, por sua magnitude, não pode mais ficar passando pelas dificuldades que passa em tempos de chuvas. Vejo que os alagamentos estão prejudicando muito quem investe para gerar emprego e renda nesses pontos mais críticos. É caso de grande investimento em infraestrutura para se acabar com isso.
Um segundo ponto negativo, ao meu ver, é o fato de que os aplicativos vieram pra ficar, se tornaram uma grande fonte de emprego e penso que merecem e precisam ser amparados e ajudados pelo poder público. Uma flexibilização autorizando a parar para embarque e desembarque nos pontos de ônibus e táxis seria muito bom para eles. Tem sido multado diariamente por conta de paradas que não chegam a um minuto.

Geraldo Vida, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda. Natural de Lagoa Santa (MG), mora na Rua 33, na Vila, desde 1954, ano da emancipação da cidade do aço.  

O que vê de bom em Volta Redonda?
Em minha opinião, o atendimento à saúde é o que Volta Redonda tem de melhor. O nosso município é bem servido de hospitais, tanto públicos como privados, unidades básicas de saúde em quase todos os bairros e muitas farmácias, o que dá para se comparar preços e comprar os remédios mais baratos. Volta Redonda também tem de bom o atendimento ao idoso, seja por parte da Prefeitura, seja mesmo através da nossa Associação, onde oferecemos consultas médicas para quase todas as especialidades, cursos e lazer. A nossa cidade oferece muita coisa boa para seus moradores e eu destacaria, ainda, a segurança, com ruas bem patrulhadas pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal, além de câmeras nas principais vias. Enfim, acredito que Volta Redonda é uma das melhores cidades do Estado do Rio para se viver.

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Já o ponto fraco de nossa cidade, a meu ver, é a falta de emprego de qualidade para absorver a mão de obra jovem. Isso faz com que muitos dos nossos jovens se achem obrigados a deixar Volta Redonda para realizar os seus sonhos. Há muitos anos, o sonho da maioria era trabalhar na CSN, mas não é o caso de hoje. A nossa cidade tem várias faculdades, oferece vários tipos de cursos e, depois de formados, muitos dos jovens não conseguem uma colocação de qualidade. Outra coisa negativa em nossa cidade é o preço dos imóveis que, segundo os próprios donos de imobiliária, estão equivalendo aos de uma cidade grande. Com isso, você passa em qualquer rua e sempre vê um imóvel que fica meses, às vezes, anos, à venda.

Vitório Moscon Puntel, médico e presidente da Unimed Volta Redonda. Nasceu em Além Paraíba (MG), em 1961, tendo vivido os primeiros anos de infância em Barra Mansa. Em 1965, aos quatro anos, mudou-se com a família para Volta Redonda, cidade onde reside até hoje.

O que vê de bom em Volta Redonda?
Volta Redonda é uma cidade que se desenvolveu muito ao longo da sua história. Nestes 72 anos, acompanhamos uma evolução importante não apenas na indústria, que marcou a sua origem, mas também no comércio, na educação e no setor de serviços. Como presidente da Unimed Volta Redonda, destaco especialmente o amadurecimento da rede de saúde. Hoje, o município conta com estrutura, especialidades e um corpo clínico capazes de oferecer aqui atendimentos e tratamentos que antes exigiam deslocamentos para grandes centros. Esse avanço beneficia toda a região do Sul Fluminense, da qual Volta Redonda se consolidou como referência em saúde. Sua localização estratégica também favorece o desenvolvimento econômico e a integração com outras cidades. Além disso, é um município formado por uma população trabalhadora e comprometida com o seu crescimento. Esse espírito de cooperação, aliado à busca constante por melhorias, faz de Volta Redonda uma cidade cada vez mais preparada para enfrentar os desafios do presente e construir um futuro com ainda mais desenvolvimento.

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Prefiro pensar no que ainda podemos melhorar, porque toda cidade em crescimento convive com desafios, e Volta Redonda não é diferente. Podemos avançar ainda mais no incentivo à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo, criando oportunidades para as próximas gerações; ampliar os espaços destinados ao esporte, à cultura e ao lazer; e manter investimentos contínuos em saúde, educação e segurança. Da mesma forma, fortalecer as parcerias entre o poder público e a iniciativa privada é fundamental para acelerar esse desenvolvimento. Assim, seguiremos construindo uma Volta Redonda cada vez mais desenvolvida e com melhor qualidade de vida.

Odair Mariano, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense.
O que vê de bom em Volta Redonda?
Volta Redonda é uma cidade de gente trabalhadora, que tem orgulho da sua história e uma enorme capacidade de se reinventar. É uma cidade construída pela força dos trabalhadores e que continua sendo uma referência industrial para o país. Vejo como pontos positivos a sua localização estratégica, o potencial econômico, a força do comércio e da indústria e, principalmente, a determinação da nossa população.

O que vê de ruim em Volta Redonda?
Ainda temos desafios importantes, principalmente na geração de empregos e oportunidades, na mobilidade urbana e na necessidade de preparar a cidade para um futuro cada vez mais diversificado economicamente. Volta Redonda precisa continuar avançando sem perder sua identidade industrial, valorizando quem trabalha e criando condições para que os nossos jovens possam construir seu futuro aqui.

‘Abrindo portas’

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Bruno Marini não se conforma com o fato de Barra Mansa estar há quase 20 anos sem eleger um deputado federal 

O empresário barra-mansense Bruno Marini está otimista com sua pré-candidatura a deputado federal pelo União Brasil, de Bolsonaro, calcada em dois fatos: o primeiro é que Barra Mansa está há quase 20 anos sem ter um representante em Brasília. O último foi Carlos Nader, que deixou a Câmara em 31 de janeiro de 2007 (mandato de 2003 a 2007). 

E o segundo fato é que, entre os que vão tentar se eleger em outubro, a maioria não tem expressão regional. Ele, Bruno, tem. Empresário de sucesso à frente do grupo Attiva, que, graças à sua gestão, passou a exportar água mineral para o cobiçado mercado da China, Bruno é um político assumidamente de direita. “De raiz”, frisa. 

Em rápida entrevista ao aQui, ele entende que a região precisa voltar a ter um autêntico representante em Brasília, que conheça os problemas de todas as cidades da região, e não apenas de uma. “Temos que trabalhar de verdade para quem vive e trabalha por aqui”, disparou.

Leia a entrevista na íntegra:          

aQui: O que o levou a sair, mais uma vez, como candidato a um cargo público? Por que deputado federal e não deputado estadual?

Bruno Marini: “Porque acredito que Barra Mansa e o Sul Fluminense precisam voltar a ter uma voz forte em Brasília. Há mais de 20 anos nossa cidade não elege um deputado federal. Quero colocar minha experiência como empresário e gestor a serviço da nossa região, buscando recursos, investimentos e defendendo pautas que considero importantes para o desenvolvimento do estado do Rio.”

aQui: Quais são as suas chances de se eleger para a Câmara, considerando que a região deve lançar alguns nomes não tão conhecidos quanto o do senhor?

Bruno: Tenho muito respeito por todos os pré-candidatos. Minha expectativa é construir uma campanha baseada no diálogo, no trabalho e na confiança das pessoas. A decisão será do eleitor, e vou continuar percorrendo o estado apresentando minhas propostas.

aQui: O senhor pode se eleger só com os votos de Barra Mansa? Caso contrário, como convencer os eleitores de Volta Redonda e outras cidades? Aliás, o senhor acha que terá votos em todas as 92 cidades fluminenses?

Bruno: Uma eleição para deputado federal exige votos em diversas regiões do estado. Barra Mansa é minha base, mas nosso projeto é estadual. Pretendo dialogar com a população de várias cidades, especialmente do Sul Fluminense, apresentando propostas que contribuam para o desenvolvimento regional.

aQui: O senhor também vai costurar dobradinhas com candidatos à Alerj de Volta Redonda, Barra Mansa e de outras cidades?

Bruno: Estamos conversando com lideranças e pré-candidatos que compartilhem valores e objetivos semelhantes. A ideia é construir parcerias que fortaleçam a representação do Sul Fluminense e ampliem a capacidade de defender os interesses da nossa região.

aQui: Tem algum projeto específico para apresentar, caso seja eleito, envolvendo Barra Mansa? Volta Redonda? E para Resende? E para as outras cidades do Sul Fluminense?

Bruno: Meu compromisso é trabalhar para fortalecer toda a região. As prioridades incluem buscar mais investimentos em saúde, segurança, infraestrutura, geração de empregos e qualificação profissional, sempre ouvindo as necessidades de cada município. Cada cidade tem suas demandas, e um deputado federal deve atuar para abrir portas em Brasília e ajudar a transformá-las em realidade.

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