quinta-feira, outubro 29, 2026
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Crise (I)

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As coisas andam difíceis para muitas empresas e entidades de Volta Redonda. Atrasam o pagamento de faturas e nem explicações dão aos seus parceiros e fornecedores. Para sair da crise financeira, algumas delas decidiram vender ou alugar ativos e/ou imóveis. 

Crise (II)

A CSN é uma delas. Está tentando se desfazer da fábrica de cimentos, por exemplo. Um negócio bilionário, que deve ser sacramentado em breve. Em compensação, a siderúrgica não consegue se desfazer do Escritório Central, do Recreio do Trabalhador, do Umuarama etc (ver matéria na página…). Detalhe: todos já precisam de uma boa reforma. 

Crise (III)

Mais uma da CSN: está reformando vários imóveis na Cidade do Aço, que, segundo uma fonte, pretende alugar a quem der o maior preço. Exemplos: alguns ‘hotéis da 33’, como o da foto, que está em obras.  

Crise (IV)

Outros dois imóveis, já reformados desde outubro de 2025, também estão para alugar. Ficam localizados na Rua 46, quase esquina com a Rua 33, um de frente para o outro. Detalhe: estão ‘encalhados’. Ou seja, a própria CSN sente na pele os efeitos da crise também no mercado de imóveis.            

Crise (V)

O único setor hoje em Volta Redonda (também no Brasil) que não enfrenta crise é o de farmácias. Na Rua 33, por exemplo, existem até quatro ou cinco farmácias próximas umas das outras. Pequeno grande detalhe: não há guerra de preços entre elas. Só falsos descontos.   

Mea culpa

Em um dos últimos encontros feitos com moradores de Volta Redonda, o prefeito Neto não deixou por menos ao comentar as chances de o deputado estadual Munir Neto ser reeleito para a Alerj. “Se ele não se reeleger, a culpa será minha”, disparou. Ou seja, para Neto, a eleição de Munir é pule de 10.   

Master

Endeusado por onde passa, especialmente no Sul Fluminense, o deputado federal Dr. Luizinho já teve seu nome citado no noticiário da grande imprensa e nos sites de notícias por, supostamente, ter conhecido o polêmico Daniel Vorcaro, banqueiro e pivô do maior escândalo financeiro/político do Brasil. 

Forte

O ex-deputado estadual Edson Albertassi é evangélico, e todo mundo sabe disso. Apontado como um dos fortes candidatos à Alerj, Albertassi tem recebido o apoio de vários representantes de outras religiões. Padres católicos, inclusive. 

Rock

O distrito de Ipiabas, em Barra do Piraí, vejam só que legal, ganhou o título de Capital Estadual do Rock por estar construindo uma identidade cultural ligada a esse e outros gêneros musicais, como blues e jazz. O reconhecimento ficou estabelecido na Lei 11.311/26, já em vigor, aprovada em cima de uma proposta do deputado estadual Gustavo Tutuca. O curioso é que o noticiário da Alerj ‘esqueceu’ de citar a ‘paternidade’ de Tutuca. Parece sacanagem… 

Cursos

A UFF está com vagas abertas para a turma de 2027 do Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (Profqui), do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). O curso semipresencial confere o título de Mestre em Química. As inscrições devem ser feitas pelo link https://profqui.iq.ufrj.br/inscricao2026/ até o próximo dia 28 de setembro, e o edital completo está em https://editais.uff.br/11519. O programa é voltado para professores de Química da Educação Básica que desejem aprimorar sua prática docente e transformar a Educação. 

Centro

O bairro São Luiz vai ganhar um novo Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), à Rua Historiador Alkindar Cândido da Costa, ao custo de R$ 2.643.183,24. A inauguração está prevista para o início de 2027. 

Vila

É uma pena, mas as obras em um trecho do Rio Brandão, na Rua 41, na Vila, já foram paralisadas. E ninguém sabe dizer quando serão retomadas. Importante: elas deveriam ser concluídas em outubro. Não serão, é claro. Em tempo: estavam sendo tocadas pelo governo do Estado.     

 

Quiosque (I)

A Secretaria da Pessoa com Deficiência de Volta Redonda vai usar, ufa, um dos quiosques abandonados da Avenida Beira-Rio para ajudar a descentralizar os serviços da pasta, funcionando das 8 às 12 horas, de forma experimental para avaliação da demanda. Nele será emitida a Ciptea (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) e ainda será feita a entrega de abafadores e dos colares de quebra-cabeça, para autistas, e de girassol, para portadores de deficiências ocultas.

Quiosque (II)

Apesar de ser um teste, o quiosque já vai ganhar um nome: o de Anália Vidal, diagnosticada com cegueira total aos 33 anos. Ela foi aluna da Escola Municipal Especializada Dr. Hilton Rocha e faleceu em 27 de agosto, aos 56 anos.

 

Pegando fogo

O meio metalúrgico no Sul Fluminense anda em polvorosa com diversos boatos circulando pela cidade do aço. Para aumentar a fogueira, há indícios do envolvimento de empresários, políticos, empresas e pessoas acima de qualquer suspeita no caso do banco Master e ainda no TCE e DER-RJ. Tem até caso de ocorrência policial.      

Corrupção: a conta que o Brasil não pode mais pagar

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Por Ives Gandra

É impressionante como temos, constantemente, nos governos dos partidos de esquerda – que dirigem o país há cerca de 17 anos e meio –, escândalos que contribuem para nos colocar entre os países mais corruptos do mundo, conforme dados da Transparência Internacional recentes. Entre 182 países, estamos na incômoda 108ª posição. Há, portanto, 107 países menos corruptos que o Brasil.
Rememoremos juntos alguns fatos desse período, atentos ao que diz o filósofo espanhol George Santayana: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”.
Tivemos, no primeiro mandato do presidente Lula, o famoso Mensalão, apurado na Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal. O STF condenou cúpulas partidárias e altas lideranças políticas do governo – incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares –, além de banqueiros e publicitários, por crimes como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em relação a José Dirceu, tive dúvidas sobre a qualidade das provas.
Depois veio o escândalo do Petrolão/Operação Lava Jato (de 2014 em diante) que, revelado ao final do primeiro mandato e início do segundo governo de Dilma Rousseff, tornou-se a maior investigação de combate à corrupção da história do país.
A operação resultou no bloqueio e na devolução de bilhões de reais aos cofres da Petrobras. Gerou confissões e condenações de executivos de empreiteiras, ex-diretores da Petrobras e dezenas de políticos e parlamentares. Mais tarde, parte significativa dessas condenações criminais proferidas na 13ª Vara Federal de Curitiba e ratificadas pelo TRF-4 foi anulada pelo STF por razões processuais (incompetência territorial e a pretendida suspeição do ex-juiz Sergio Moro).
Vale lembrar ainda: as irregularidades do Banco do Brasil/Caso “Visanet” (2005); o Escândalo dos Sanguessugas/Máfia das Ambulâncias (2006); o Escândalo dos Aloprados (2006); a Operação Zelotes (2015); e os desvios no Ministério do Trabalho e no empréstimo consignado (Operação Custo Brasil – 2016) .
Agora, neste terceiro mandato do presidente Lula, estoura o caso do Banco Master. As investigações do escândalo continuam com desdobramentos sobre repasses bilionários a gestoras e apurações de pagamentos de propina a servidores públicos. Cada vez mais fatos surpreendentes são revelados e tudo está sendo apurado. Evidentemente, não cabe antecipar qualquer julgamento antes da devida comprovação dos fatos, mas as notícias estão aí e não podem ser ignoradas.
Soma-se a isso a fraude dos descontos automáticos não autorizados do INSS, cuja arrecadação milionária de mensalidades associativas ou sindicais era deduzida, mês a mês, diretamente do benefício de pobres e vulneráveis aposentados, cujo volume total de movimentação suspeita-se superar R$ 6 bilhões. Os corruptos, as associações e os sindicatos ainda estão sendo investigados. Foram realizadas algumas prisões e as apurações prosseguem.
Conforme consta de notícias veiculadas pela imprensa e de requerimentos apresentados ao Congresso Nacional, o escândalo do INSS atinge figuras e aliados do governo — havendo pedidos de apuração sobre conexões que envolveriam desde parlamentares da base aliada até nomes próximos ao próprio presidente. Tudo isso exige a mais rigorosa, isenta e transparente apuração.
Creio que seja hora de o eleitor brasileiro pensar que o mal maior em uma democracia é a corrupção. Se não eliminarmos a corrupção no país, o Brasil não vai crescer.
Tenho a certeza de que deve ser do interesse dos próprios governos a eliminação da corrupção. Primeiro, para que não se envolvam nela – infelizmente, o material divulgado parece indicar a participação de integrantes do governo. Segundo, porque combatê-la é a única forma de o país crescer.
Ora, o presidente Bolsonaro reduziu a dívida de 75% para 71% do PIB, enquanto o presidente Lula já a aumentou de 71% para 81% do PIB. Uma gastança na qual, evidentemente, a corrupção entra como um elemento. É isso que se tem que combater. O aumento representa em torno de R$ 1,3 trilhão (um trilhão e 300 bilhões de reais – 10% do PIB).
Avalio que, nesta eleição, é fundamental o eleitor pensar: queremos ter um país que conviva com tranquilidade e flexibilidade com a corrupção ou queremos um país que combata firmemente a corrupção com todas as forças possíveis, sem julgamentos ou preferências pessoais, com investigações profundas para, só depois, julgar? Não se deve procurar eliminar a possibilidade de combater a corrupção, mas, ao contrário, procurar combatê-la ao máximo, para que o Brasil possa crescer e se desenvolver.
A corrupção não se reduz a números em planilhas ou a estatísticas econômicas desfavoráveis; esse desvio mata. Cada real retirado dos cofres públicos traduz-se em um leito de UTI a menos, uma escola sem merenda, um aposentado privado de seu benefício e uma família sem acesso ao saneamento básico. Conter esse retrocesso é uma medida urgente e inadiável.
O enfrentamento desse mal não é uma pauta política de ocasião, mas um requisito indispensável para a segurança jurídica, a atração de investimentos e a soberania nacional. Um Estado que drena recursos em esquemas espúrios perde a capacidade de planejamento do próprio futuro, destrói a credibilidade de suas instituições e transfere para o contribuinte o peso de uma conta moral e financeira simplesmente impagável. Erradicar essa prática é dever moral e imperativo categórico da nação.
Essa contínua subtração do patrimônio público não pode ser encarada como um mal inevitável nem como o preço da governabilidade. Diante da impunidade como regra, a democracia adoece e o cidadão perde a fé no futuro. Não haverá justiça social nem prosperidade econômica enquanto o Brasil mantiver a complacência e a normalidade em relação ao desvio de verbas públicas. É preciso combater a corrupção com rigor inflexível e sem tréguas.
Vale ressaltar que os dados e as informações aqui mencionados são públicos e estão à disposição dos interessados na internet.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e d as PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomer cio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
Foto: Andreia Tarelow
  

Política no Brasil: o grande negócio sem concurso e habilitação

No Brasil, virar político é quase tão fácil quanto virar coach. Não exige diploma, experiência ou preparo – só cara de pau. Basta acordar e pensar: “Que tal ser vereador? Ou melhor, presidente? Parece divertido, o salário é bom, o título é pomposo e ainda chamam de excelência.” É a profissão dos que não passaram em concurso, não tiveram coragem de abrir um negócio ou simplesmente cansaram de ser inúteis sem título. 
Nesse cenário, surge a família Bolsonaro, especialista em usufruir das benesses públicas e lutar com unhas e dentes para se manter no poder, sem apresentar propostas relevantes à nação. O chefe do clã, Jair Bolsonaro, condenado e impedido de concorrer; Flávio Bolsonaro, enroscado com Daniel Vorcaro e sonhando com a presidência; Carlos Bolsonaro, que abandonou o mandato de vereador no Rio para tentar o Senado em Santa Catarina; Renan Bolsonaro, uma coisa eleita vereador em Balneário Camboriú e já candidato para deputado federal; e Michelle Bolsonaro, sem preparo algum, candidata ao Senado por Brasília. O espetáculo político brasileiro se transforma em um verdadeiro circo mambembe, iluminado por mediocridades. 
Grande parte dos políticos não está na vida pública por idealismo, mas por conveniências. Há empresários que buscam resolver problemas particulares, aposentados e profissionais de diversas áreas que veem na política um bom cabide de emprego e a oportunidade de viver das benesses públicas. E há também os que não largam o osso por acreditarem ser indispensáveis. Esquecem que o cemitério está cheio de ex-políticos cuja ausência jamais foi sentida. 
Se fosse possível, substituiríamos todos por inteligência artificial e sobraria muito dinheiro para investimentos sociais. Ao menos, a IA não pediria reembolso de gasolina, não faria rachadinha, não pediria verba a banco para financiar filmes de familiares, nem confundiria a Constituição com receita de pão de queijo. 
Enquanto isso, a solução mais plausível seria criar um curso obrigatório de um ano para políticos: economia, ética (a disciplina mais difícil) e Constituição. E para presidenciáveis, inglês básico (sem direito a popcorn), boas maneiras e diplomacia. Porque política não é fantasia de escola de samba. 

Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado

O tetra e o hexa

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Paes reúne vereadores de Volta Redonda e chama Neto para ficar ao seu lado; prefeito ainda não declarou seu voto

Mateus Gusmão

Eduardo Paes (PSD) não precisa provar que está liderando, bem à frente, a corrida pelo Palácio Guanabara. Líder em todas as pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito do Rio agora trabalha para transformar a vantagem eleitoral em alianças políticas. E sabe que, no interior, cada apoio pode pesar na conta. Foi com esse espírito que Paes chegou na noite de quarta, 9, a Volta Redonda, reunindo centenas de lideranças políticas de toda a região no Clube Náutico. Teve ao seu lado a grande maioria dos vereadores da cidade do aço e políticos de cidades vizinhas. Ensaiou até uns passos de bom carioca com o desajeitado Neném, presidente da Câmara, em vídeo que repercute nas redes sociais. 

Mas, mais do que sambar ou falar com quem já está ao seu lado, Paes aproveitou a presença para cortejar quem ainda observa a disputa pelo Palácio Guanabara do alto do muro: o prefeito Neto. O chefe do Executivo volta-redondense, que ainda não declarou publicamente seu voto para governador, recebeu elogios de Paes durante o encontro. Nada muito por acaso. Afinal, Neto continua sendo um dos principais cabos eleitorais da região e, até aqui, mantém o suspense sobre de que lado estará na eleição.

Durante um discurso que durou cerca de 20 minutos, Paes citou o prefeito Neto e o seu irmão, o deputado estadual Munir Neto. Detalhe: pediu salva de palmas para ambos e garantiu, em alto e bom som, que os dois políticos gostariam de estar participando do evento. Munir, hoje no Solidariedade, está “oficialmente” apoiando o deputado Douglas Ruas (PL) ao governo do Estado. “Tem dois caras que queriam estar aqui com a gente. Um deles é o Munir. Salva de palmas para o Munir”, disparou.

Eduardo Paes foi além. Garantiu que outra pessoa que gostaria de estar no Clube Náutico, ao lado dele, é óbvio, seria o prefeito Neto que, pela sexta vez, comanda a Prefeitura de Volta Redonda. “Eu sou tetra, fui prefeito do Rio por quatro mandatos. Mas o Neto é imbatível, está no seu sexto mandato. Ele se confunde com Volta Redonda: é Volta Neto, Volta Redonda, Volta Neto… Enfim, meu querido amigo é um sujeito em quem eu confio muito. É o meu prefeito Neto. Uma salva de palmas para ele”, pontuou, sendo atendido, é claro. 

Apoio dos vereadores

Como a candidatura do adversário, Douglas Ruas, foi construída com o apoio do ex-governador Cláudio Castro, Eduardo Paes sempre considerou que teria pouco espaço e apoio dos prefeitos fluminenses, que vivem pressionados a apoiar o candidato da máquina. “Eu estou construindo essa candidatura desde que fui reeleito prefeito do Rio, em 2024. E, como eu achava que não teria muito apoio dos prefeitos, fui procurar quem está diretamente em contato com a população, fui atrás dos vereadores. Os vereadores sabem como ninguém o sofrimento do povo. O papel do vereador é fundamental. Ter esse apoio dessa absoluta maioria dos vereadores de Volta Redonda, de um time tão forte, me deixa muito honrado. Muito obrigado a cada um de vocês”, comentou o ex-prefeito do Rio, referindo-se à presença da maioria dos parlamentares da Câmara de Volta Redonda.

Ao falar para a plateia, formada em sua maioria por cabos eleitorais dos vereadores, Paes destacou que o futuro do Estado vai passar pelo Sul Fluminense. “Não podemos deixar essa oportunidade passar”, completou. “A região está no meio dos três maiores polos consumidores do Brasil. A Via Dutra passa por aqui. Por aqui, passa 50% do PIB brasileiro. E qual risco a gente está correndo? É que, com o nível de corrupção que chegou o Estado, o nível de desgoverno, com pouco investimento, temos medo que essa região perca a oportunidade da história”, completou.

“Nós estamos sendo governados neste momento por um desembargador. O governador foi cassado por corrupção, o vice-governador – seguinte na linha sucessória – foi compelido a abandonar a vice-governadoria para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Parem para pensar um minuto. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está preso por ligações com o Comando Vermelho. Esse cara seria o meu adversário na eleição. Ele seria meu adversário. Um cara que dialogava com o Comando Vermelho. Ou a gente para e reflete sobre isso, ou, com todo respeito, a gente é incompetente. Não é possível”, afirmou.

Ao se dirigir aos políticos presentes, Paes destacou que o grupo que estava unido no entorno de sua candidatura está na política para melhorar a vida das pessoas. “Eu sei que quem está aqui hoje é a turma que trabalha diretamente com vocês, é quem pede voto, quem elegeu vocês vereadores. Ou seja, é quem tem voto, opinião e molda a política na região”, disse. “Nós precisamos pensar em nome de nossas famílias, do futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, dar um basta nessa história. E nós fazemos isso olhando para essa eleição e não aceitando mais ser enganados. E não aceitando votar em gente que a gente nem sabe de onde veio, o que faz, como se compromete… Não é possível”, completou.

Paes ainda destacou que está na vida pública há 30 anos e que todos os eleitores conhecem sua trajetória. “Há 20 anos, eu estava aqui em Volta Redonda pela primeira vez pedindo voto para governador. Eu não tinha a menor chance de ganhar. Mas eu estava aqui na luta. Eu sempre defendi que neste Estado, por ser potente, as coisas não precisam ser como são. Aqui está o momento da mudança. E não é a mudança pela mudança. É uma mudança com segurança, com previsibilidade, sabendo o que será feito no dia seguinte. O Rio de Janeiro é possível, este Estado – e, em especial, o interior”, completou.

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