terça-feira, abril 14, 2026
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Violência doméstica

Justiça em Volta Redonda já registrou 114 processos de agressão contra mulheres até maio

Roberto Marinho

O caso da demissão do presidente da Caixa Econômica, Pedro Magalhães, por suposto assédio sexual a funcionárias do banco, ganhou as manchetes de todos os jornais. Ele acabou substituído pela economista Daniella Marques, natural de Barra Mansa. Detalhe: ela mesma já foi vítima de violência doméstica praticada por um ex-companheiro, em 2019. Segundo informações publicadas na imprensa, ela sempre deixava claro nos bastidores de Brasília que “a luta da mulher não é de direita, nem de esquerda”, e prometeu montar uma força-tarefa para investigar os casos de assédio na instituição.
O caso de Daniella mostra que a violência doméstica é absolutamente democrática e não reconhece barreiras sociais, econômicas ou etnias. O aQui obteve com exclusividade o número de processos abertos na comarca de Volta Redonda relacionados a violência contra a mulher. Os dados foram fornecidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após uma solicitação do jornal.
Pelo número de processos abertos, é possível saber, por exemplo, que pelo menos quatro mulheres podem ter sido vítimas de feminicídio na cidade do aço, entre janeiro e maio deste ano. Mas os casos ainda serão julgados pela Justiça. As informações também mostram que 148 mulheres foram vítimas de agressões decorrentes de violência doméstica no mesmo período. Houve ainda outros 114 casos de violência doméstica (sem o registro de agressões) e 24 casos de descumprimento de medidas protetivas – quando a Justiça proíbe o agressor, geralmente o ex-companheiro, de se aproximar da vítima. Aliás, até maio de 2022, nada menos que 245 mulheres pediram à Justiça para manter seus algozes longe delas.
Outro dado que chama a atenção é o número de processos relacionados a estupro de vulneráveis, geralmente crianças: foram 14 ações na Justiça até agora. Também houve três casos de pessoas supostamente flagradas com imagens de sexo explícito envolvendo menores. Mas a Justiça é que vai dizer se são culpados ou não, ao fim dos processos.

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