Curtas 1236

Estagiários do UniFOA
O secretário de Ação Comunitária de Volta Redonda, Munir Francisco, recebeu na tarde de quarta, 27, no auditório do Palácio 17 de Julho, diversos estudantes dos cursos de Serviço Social, Direito e Administração do UniFOA. Neste primeiro contato, os universitários entregaram seus currículos e conheceram as opções de vagas para cada carreira.
“Firmamos o convênio com o UniFOA para os estágios obrigatórios e vamos ampliar o número de cursos beneficiados. Também vamos oferecer vagas para estudantes de Educação Física e Nutrição”, anunciou Munir, afirmando que o encontro foi o primeiro passo para contar com os alunos nas unidades da pasta. “O município, com certeza, vai proporcionar experiências únicas para estes futuros profissionais na área da assistência social”, completou.
Pelo convênio, a Smac vai oferecer 25 vagas para alunos de Serviço Social, Administração e Direito do UniFOA. “Este número será ampliado com a inclusão dos cursos de Nutrição e Educação Física e com o crescimento da rede de assistência do município”, avisou Munir, lembrando que a secretaria ainda tem convênio com o UGB, Unip (Universidade Paulista) e Uninter, de ensino à distância.
O coordenador do Núcleo de Carreiras e Estágios do UniFOA, Alan Pançardes da Rocha, afirmou que o estágio no serviço público permite a vivência de situações que serão determinantes para o futuro e o sucesso na profissão. “Meu conselho é que todos aproveitem a oportunidade para agregar conhecimento”, pontuou.
A coordenadora do Departamento de Atenção Básica da Smac, Rosane Marques, a Branca, deu uma boa notícia aos estagiários: os Cras (Centros de Referência da Assistência Social) serão aumentados. “Hoje, o município conta com 12 unidades, mas o número logo será ampliado para 24, com o objetivo de chegar a 36 até o final da gestão”, disse.
Denise Carvalho, responsável pelo Departamento de Atenção Especial da secretaria, lembrou que Volta Redonda conta com uma rede completa de assistência no setor. “Temos o Centro POP; o Abrigo Seu Nadin; os três centros-dias para idosos, para familiares e pessoas com Alzheimer e o Capd, para pessoas com deficiência; além do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), da Residência Terapêutica e do Serviço de Abordagem Social. Os estudantes poderão atuar de acordo com o perfil de cada um”, comentou.
A assessora Técnica da Smac, Carmem Lúcia, recolheu os currículos e marcou as entrevistas com os candidatos para o dia 8 de fevereiro. Posteriormente, fará uma entrevista com os estudantes para definir local de atuação e carga horária. “Para ingressar nas unidades da Atenção Especial, os candidatos ainda passam por avaliação da equipe técnica do departamento”, avisou Carmem.

 

Tecnologia contra tromboses


O novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Sérgio Sodré, recebeu na tarde de quarta, 27, o estudante Matheus Fernandes de Oliveira, de 25 anos. Nascido em Volta Redonda, o jovem é formado em Química pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e desenvolve um projeto de pesquisa de doutorado no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A ideia é produzir stents bioabsorvíveis – prótese implantada nos vasos sanguíneos para evitar seu fechamento ou obstrução. O detalhe é que a peça do estudo de Matheus reduz o risco de trombose (quando um coágulo de sangue é formado em uma veia). O encontro ocorreu com a intenção do doutorando apresentar o projeto ao secretário.
A tecnologia desenvolvida por Matheus usa óxido nítrico, substância química produzida pelo organismo humano que provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. O projeto está em fase de testes, mas, segundo o doutorando, a ideia é que esses stents sejam absorvidos completamente pelo organismo; sem a formação de coágulos, fator que preocupa os médicos e que é comum em próteses bioabsorvíveis.
“Aí é que entra a minha pesquisa. A ideia é desenvolvermos materiais absorvíveis de uso médico que liberam uma pequena molécula de óxido nítrico. Ela é produzida em nosso próprio organismo e desempenha funções essenciais no sistema cardiovascular, entre elas a inibição da formação de coágulos”, explicou Matheus, informando que para a fabricação dos stents utiliza impressoras 3D, possibilitando criar materiais sob medidas e com diferentes doses de óxido nítrico a serem liberados no corpo.
Além dos ganhos na saúde, os custos para a fabricação dessas próteses também seriam menores. Matheus revelou que os estudos iniciais mostraram que os stents de seu projeto têm um custo de R$ 30, enquanto os que existem no mercado atualmente giram em torno de R$ 7 mil.
Ciências sem Fronteiras
Antes de ser doutorando no Instituto de Química da Unicamp, Matheus passou pouco mais de um ano por duas universidades norte-americanas, através do programa do governo Federal “Ciências Sem Fronteiras”. Na universidade de Arkansas, estado ao sul dos Estados Unidos, ele construiu um simulador de um sistema cardiovascular, o que acabou aguçando seu interesse pelo tema e culminou com o projeto de pesquisa dos stents bioabsorvíveis com uso de óxido nítrico.
Valorizar e fomentar talentos
Sodré explicou que o encontro ocorreu com a intenção de conhecer o projeto desenvolvido por Matheus e que a missão da secretaria é a de valorizar os talentos da cidade, estimulando o capital intelectual de Volta Redonda. “Nós queremos dar visibilidade a essas pessoas. A pandemia do novo coronavírus mostrou a importância que a ciência tem para a sociedade e é muito bom poder conhecer bons projetos. Quem sabe não podemos intermediar e ajudar mais pessoas?! A pesquisa do Matheus, por exemplo, é muito interessante”, pontuou.

 

‘Cultura pela Vida’


Diversos artistas de Volta Redonda abraçaram o primeiro projeto apresentado por Anderson de Souza, secretário de Cultura do governo Neto, e posaram para fotos que ficarão expostas no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila, de 1 a 27 de fevereiro, podendo ser vistas do lado de fora através dos vidros da galeria.
Os artistas foram convidados por Anderson com o propósito de ajudar a conscientizar a população no combate à Covid-19. Eles toparam, não cobraram cachê e posaram para fotos. Devido à pandemia, o público não entrará no local, mas poderá ver as imagens através dos vidros da galeria, já que as telas ficarão especialmente voltadas para a rua (exatamente o contrário do que acontece normalmente). ‘Uma forma criativa de viabilizar a arte em tempos de pandemia por uma causa nobre’, justificou.
Anderson foi além. Ressaltou que as ações de conscientização e prevenção da doença são deveres de toda a sociedade. “Tivemos a ideia desta ação cultural, porque acreditamos que o trabalho de prevenção e proteção ao vírus não é apenas uma obrigação da secretaria de Saúde e sim de toda a sociedade. Precisamos criar uma cultura pela vida! Para esta ação, utilizamos artistas, que são formadores de opinião, para conscientizar a população de que é possível viver e se proteger ao mesmo tempo, que é possível sorrir e se prevenir. Todos os envolvidos não cobraram pelos serviços e nem cachê. É a união de todos. A cultura sorri para a vida”, destacou. O secretário explicou que escolheu o Espaço das Artes Zélia Arbex devido a sua arquitetura de vidro, possibilitando enxergar o que está sendo exposto também do lado de fora da galeria.
“O local escolhido também é bem simbólico neste momento da pandemia. Volta Redonda possui o Espaço das Artes Zélia Arbex, que ficou praticamente fechado durante todo o ano passado, mas que, por ser a única galeria de vidro do sul do Estado, nos dá a possibilidade de realizarmos exposições viradas para a rua. Ou seja, com criatividade podemos utilizar este equipamento cultural com total segurança, sem que precisemos entrar no seu interior e colocar as pessoas em risco”, comentou.
Serviço
Ação: “Cultura pela Vida”
Fotografias: André Sodré
Participantes: Clarete, Joca, Paloma Salume, Mestríssimo Pedro D’Água Limpa, Luciene Martes, Antônio Geraldo, Magela, Daiane Landin, Rafael Mendes, Hayala Garcia, Stael de Oliveira, Tilinha e Jorge Guilherme.

Deixe um comentário