Casa Sindical Carta fora do baralho

Carta fora do baralho

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Ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos perde ação e segue fora da disputa 

Pollyanna Xavier

Integrante da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos na gestão passada, Carlos Alberto Muniz de Souza, o Mulequinho, sofreu uma derrota na Justiça do Trabalho na tentativa de participar das eleições da entidade, marcadas para julho. Em decisão publicada na quinta, 11, a juíza Monique Kozlowsky, da 2ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, julgou improcedente a ação movida pelo metalúrgico contra o Sindicato e o presidente da entidade, Odair Mariano. Mulequinho alegava que o Sindicato teria dificultado sua filiação e, consequentemente, impedido sua participação no processo eleitoral. A magistrada, porém, rejeitou todos os pedidos, inclusive o de indenização por danos morais.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o ex-dirigente teria perdido a condição de associado após deixar de contribuir com a entidade quando se aposentou da CSN. Embora não continuasse trabalhando na UPV, poderia ter regularizado sua situação junto ao Sindicato na condição de aposentado, garantindo a manutenção do vínculo associativo mesmo com o desligamento da empresa. Segundo Odair Mariano, isso não teria acontecido. Demitido da CSN por justa causa, Carlos Mulequinho acabou perdendo a qualidade de associado poucos meses depois. Quando procurou a entidade para regularizar a situação, já não havia tempo suficiente para cumprir a exigência estatutária de um ano ininterrupto de associação para ser votado.

Mulequinho disputou as eleições de 2022 como vice-presidente da Chapa 1, encabeçada por Jovelino Juffo, e também integrou a diretoria durante a gestão de Silvio Campos. A intenção era voltar à disputa neste ano, mas o requisito estatutário ficou pelo caminho. Atualmente, voltou a integrar o quadro de associados na condição de aposentado. Procurado pelo aQui, Carlos Mulequinho disse que está sofrendo perseguição da atual diretoria e sua demissão da CSN foi arbitrária, pelo fato de ele ser cipista ativo e possuir estabilidade provisória. 

“Trabalhei 32 anos na CSN. Fui membro da Cipa, candidato a vice-presidente do Sindicato pela chapa de oposição. Me demitiram por justa causa, com minha estabilidade em vigor. Quando fui ao Sindicato exercer meu direito de me manter associado como aposentado, me bloquearam cinco vezes, tomaram meu celular, expulsaram meu advogado da sala. A Justiça disse que isso tudo foi normal. Eu tenho três processos abertos e documentação de tudo. Não vou parar”, avisou.

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