terça-feira, outubro 27, 2026
Casa Blog Página 3036

Mais um mico

0

11-05-2017 - smdet start VR - gabriel borges 3

Mateus Gusmão

O Palácio 17 de Julho enviou, no último dia 11, um release aos jornais, rádios e TVs da região para anunciar mais um grande feito: a vinda de uma empresa da longínqua Guapimirim, pequena cidade do norte do estado, para Volta Redonda. Detalhe: a novidade seria fruto de um evento de inovação e tecnologia, o StartVR – e, vejam só – para gerar 25 empregos para profissionais altamente qualificados em tecnologia. Só que a notícia não é tão maravilhosa assim. Faz lembrar até o caso do falso chanceler do Qatar que levou o prefeito Samuca Silva (PV) ao Rio de Janeiro acreditando que faria um negócio das arábias, que iria gerar investimentos milionários. E deu no que deu: o caso foi parar na 93ª DP, onde parece estar esquecido. 

 

Voltando ao novo feito verde, um pequeno grande detalhe: a empresa que o governo Samuca estaria atraindo para Volta Redonda não é de Guapimirim; é de Volta Redonda mesmo. Funciona há alguns anos no Jardim Normândia, em uma casa modesta, com poucos funcionários. Os vizinhos do bairro, inclusive, nem se davam conta que o imóvel de nº 151 da Rua Professor Alfredo Ellis Jr, era explorado comercialmente, pois nunca alguém viu qualquer placa com o nome da firma. 

 

Hoje, para surpresa de todos, existe um cartaz, escrito em uma folha de papel A4 (ver foto), comunicando a todos que a empresa, recebida de braços abertos pelos verdes, tinha se mudado para bem perto dali, no mesmo bairro: para a Rua Professor Afonso Leite, nº 25, local que sempre serviu para as famosas repúblicas de estudantes. Ou para empreiteiras da CSN abrigarem operários. Os peões foram embora. O espaço deverá ser ocupado por 25 experts da Tríade Soluções Inteligentes, que seria de Guapimirim, mas que é de Volta Redonda.   

 

De acordo com o release do Palácio 17 de Julho, a Tríade, de Guapimirim, já teria prestado serviços de criação e gerenciamento de software para clubes de futebol, como Palmeiras e Flamengo. “Participei do StartVR e fiquei muito empolgado com esse novo ambiente de negócios que está sendo preparado aqui em Volta Redonda. Foi o motivo fundamental para que concluíssemos os nossos planos de estar presente aqui na minha cidade natal. Estou muito otimista com esse novo momento que Volta Redonda está vivendo”, teria dito o empresário Rodrigo Macedo, conforme foi registrado como suas palavras no documento enviado aos jornais e que vários veículos publicaram, até com destaque. Ou seja, segundo os jornalistas palacia-nos, a Tríade estaria se mudando de Guapimirim para Volta Redonda.

 

No dia, os verdes soltaram balões para o ar. Joselito Magalhães, presidente da Aciap-VR e secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Samuca, posou para a posteridade ao lado do empresário (ver foto) e comemorou, garantindo que a “vinda” da Tríade mostrava que o prefeito estaria no caminho certo. “Certamente é uma grande satisfação receber (grifo nosso) esse investimento. Um filho de Volta Redonda que cresceu com sua empresa em outra cidade e agora, após o StartVR, decide trazer a Tríade para cá e gerar aí pelos menos 25 empregos de uma mão de obra especializada (grifo nosso). Vamos continuar nesse caminho, gerando investimento na cidade”, celebrou Joselito. Fez o que Samuca fez quando se reuniu com o falso chanceler do Qatar.

 

O que Joselito não sabia, ou não quis divulgar, é que a Tríade, cujo dono é de Volta Redonda, sempre funcionou em Volta Redonda e agora, como ele diz, vai investir em Volta Redonda. Ou seja, não é de agora, no governo Samuca ou após o StartVR que Ricardo resolveu se instalar na cidade do aço. Em uma rápida pesquisa no Google, por exemplo, Joselito poderia descobrir que a Tríade já estava operando no município há anos. Ele também poderia ter acessado o site oficial da empresa, www.triadesolucoes.com. Lá, infelizmente, não iria encontrar o endereço oficial da Tríade, mas ia dar de cara com alguns indícios de que a sede da empresa fica mesmo na cidade do aço.

 

Isso porque o telefone oficial da sede tem o prefixo 024 seguido dos números 3350-0839. Os outros números que aparecem no site são de uma unidade no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. O aQui ligou para a unidade do Rio, para confirmar se o local seria Guapimirim. Para a surpresa do repórter, a ligação caiu na unidade da cidade do aço. Ao perguntar o endereço, o atendente passou justamente o de Volta Redonda (o novo, das repúblicas de estudantes). Questionado se havia alguma unidade no Rio, ele disse que não. “Lá é somente atendimento, se um cliente tiver algum problema temos técnicos no Rio”, revelou. Ou seja, nem unidade fora de Volta Redonda a Tríade teria. 

 

O engraçado é que o CNPJ da Tríade mostra, conforme dados da Receita Federal, que a empresa está registrada em Guapimirim, no Rio de Janeiro: na Rua I, nº 209, no Centro da cidade do Norte Fluminense. O problema é que o aQui tentou localizar a Tríade utilizando os recursos do Google Maps. E não conseguiu. Motivo: as câmeras do carro de serviço do Google não registraram a existência de nenhuma empresa na Rua I.  Muito pelo contrário. Tem mais. Outra empresa de tecnologia, como a Tríade, também estaria usando o mesmo endereço (Rua I nº 209); trata-se da Catto Tecnologia Ltda. Que até prova em contrário, não teria ligação com a Tríade.

Nova versão

Quem conhece as redações de jornais sabe que é comum as assessorias de imprensa enviarem uma ‘errata’ de um release, quando é o caso. Ou seja, tratam logo de corrigir uma informação oficial que tenha sido enviada e contenha erros. O detalhe é que a prefeitura de Volta Redonda não adotou a prática no caso da Tríade Soluções Inteligentes. Pior. O release que foi postado no PortalVR foi alterado. Sem qualquer aviso aos jornais, rádios e TVs, é claro. Na nova versão do Palácio 17 de Julho, a prefeitura limitou-se a dizer que a Tríade estaria transferindo seu CNPJ para Volta Redonda.

 

Na versão atualizada do site, a assessoria da prefeitura ainda alterou as falas tanto do empresário Rodrigo Macedo quanto de Joselito Magalhães. Na de Rodrigo, foi acrescentado que ele já teria um ponto de atendimento na cidade do aço. E que a mudança seria fiscal. Veja suas novas declarações: “Participei do StartVR e fiquei muito empolgado com esse novo ambiente de negócios que está sendo preparado aqui em Volta Redonda. Foi o motivo fundamental para que concluíssemos os nossos planos de estar presente aqui na minha cidade natal, onde já tínhamos um ponto de atendimento e agora estamos dando corpo jurídico e fiscal à Tríade (grifo nosso). Estou muito otimista com esse novo momento que Volta Redonda está vivendo”.  

 

Na fala de Joselito, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente da Associação Comercial, também foi acrescentada uma parte que não existia no release enviado aos jornais. E, óbvio, abordou a questão fiscal da empresa. “Certamente é uma grande satisfação receber mais esse investimento. Um filho de Volta Redonda que cresceu com sua empresa em outra cidade e agora, após o StartVR, decide trazer a estrutura fiscal da Tríade para cá e gerar aí pelo menos 25 empregos de uma mão de obra especializada (grifo nosso). Vamos continuar nesse caminho, gerando investimento na cidade”, diz a nova versão. Pegou mal, muito mal para quem comanda o Palácio 17 de Julho.

 

Incentivos ilegais

O jornal O Dia, em 2015, revelou que o Tribunal de Contas do Estado estaria investigando 34 prefeituras fluminenses por, supostamente, estarem infringindo a Constituição Federal na luta por atrair empresas para seus municípios. O TCE chegou, inclusive, a enviar ao Ministério Público Estadual a lista dos 34 prefeitos que estariam promovendo a ‘guerra fiscal’ usando como iscas a redução da alíquota do ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) de 5% para 2%, ou menos. A suspeita é que o incentivo estava servindo para empresários criarem empresas fantasmas. A situação, segundo O Dia, seria mais grave em seis cidades: Guapimirim, Areal, Rio Bonito, Saquarema, Teresópolis e Três Rios.

 

A ‘prática da disputa agressiva por contribuintes’ seria um dos resultados apontados pelos auditores do TCE. O levantamento mostrou que, dos 34 municípios que praticavam a guerra fiscal, 10 teriam endereços com empresas fictícias. “As empresas podem ter dois ou mais endereços cadastrados, ativos, mas só funciona em uma sala com call center para atender às ligações e transferir para a sede, no Rio”, avaliou Jorge Eduardo Salgado Salles, coordenador de Controle da Receita (CCR) do TCE-RJ.

 

Em Engenheiro Paulo de Frontin, por exemplo, segundo Jorge, a prefeitura local incentivava empresas a se instalarem em um ‘polo tecnológico’, que não existia. “Na verdade, a empresa finge que está no município para pagar menos ISS, em vez dos 5% (limite imposto por lei federal) que deveria recolher para o Rio, onde funciona de verdade”, destacou. No caso de Volta Redonda, pelo menos até agora, não se tem conhecimento se o governo Samuca estaria oferecendo vantagens fiscais às empresas que estiverem interessadas em trazer suas máquinas e pessoal para a cidade do aço.

Curtas

0

Espetáculo Gota D'água_Dança Contemporânea GACEMSS (3)_cor1

O Ballet Gacemss vai apresentar neste final de semana, dias 20 e 21, uma programação especial que vai agradar tanto aos amantes do ballet quanto os da dança contemporânea com a reapresentação do segundo ato do ballet Paquita e o espetáculo de dança contemporânea Gota D’ água. Na ocasião também serão apresentados os bailarinos selecionados para integrar a Rumo Cia de Dança – a primeira do sul do estado.

Serviço:

Ballet Gacemss apresenta “Paquita” e “Gota D’água”   

Dias: 20 e 21 de maio (sábado e domingo) – Horário: 20 horas

Local: Teatro Gacemss 1 (450 lugares) – Classificação: Livre

 

O lançamento de “Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida”, do jornalista Wallace Andrade, é a primeira publicação da Editora Canção Nova em parceria com a Editora Santuário. Nas páginas do livro, a história dos sete milagres atribuídos à santa e reconhecidos pelo Vaticano é apresentada juntamente com um acontecimento histórico da época. Como “O milagre das Velas”, ocorrido no mesmo momento em que o empresário Thomas Edison, dos Estados Unidos, inventa a lâmpada incandescente.

 

“Um colega de trabalho deu a ideia de reunir num livro as experiências que tive a partir de reportagens que fiz sobre os primeiros milagres ocorridos pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, conta Wallace. Passagens bíblicas e citações do papa Francisco, de Documentos da Igreja e do Catecismo da Igreja Católica (CIC) complementam a espiritualidade impressa nos capítulos, intercalados com orações marianas.

 

Para as páginas finais, o autor reservou o testemunho de devotos e peregrinos que já estiveram no Santuário Nacional de Aparecida, ou mesmo sem terem pisado lá, atribuem graças e milagres à intercessão da Virgem Maria. É o capítulo “Os milagres de hoje”, com um pouco dessa devoção que possui 300 anos de história, e atrai crianças, jovens, adultos e idosos dos quatro cantos do país.

 

Outra peculiaridade é o relato do autor sobre algumas experiências pessoais com a “mãe de milagres”, vivenciadas na simplicidade de sua avó Berenice, na docilidade de sua mãe, Emilce, e também em situações difíceis que enfrentou, dentre elas a manhã chuvosa de 27 de fevereiro de 2004, quando sofreu um grave acidente de carro. “Maria se tornou mestra de minha vida espiritual”, declara o jornalista.

 

É possível adquirir o lançamento “Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida” no site loja.cancaonova.com, pelo televendas (12) 3186 2600, pelo catálogo “Porta a Porta”, da Canção Nova, nas plataformas digitais Google Play, Amazon e iBooks, nas lojas oficiais do Santuário Nacional, em Aparecida (SP) – http://www.a12.com/santuario-nacional/institucional/detalhes/lojas – ou na loja virtual http://www.lojasantuarionacional.com.br/. 

mais que mil palaras

A exposição “Mais que 1000 Palavras”, aberta ontem, sexta, 19, na Biblioteca Municipal de Volta Redonda e que pode ser vista até o dia 28 de maio, é uma mostra fotográfica que conta, de forma surpreendente, a história de luta e superação de 13 pacientes que enfrentaram ou enfrentam o câncer – doença que mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e que as chances de cura chegam a 90% quando detectadas logo no início.

 

Por meio de fotos conceituais, apresentadas juntas a relatos auditivos um tanto quanto emocionados, o projeto faz o visitante mergulhar em diversos momentos vividos por esses pacientes durante o tratamento, que vão desde a descoberta da doença até a fase de superação. Cada imagem retrata uma narrativa, que será ouvida pelo visitante por meio de um fone de ouvido, e a partir daí, cada um poderá construir suas diferentes percepções dos cliques e viver as diversas emoções das histórias contadas.

É um projeto inovador que gera grande envolvimento do público devido à utilização dos sentidos da audição e visão de forma simultânea. Os relatos passam pelo apoio da família, suporte da equipe do GAPC com equilíbrio emocional necessário para a luta, além de redescobertas e novas formas de enxergar e viver o mundo, os sentimentos e as pessoas.

 

A exposição “Mais que 1000 Palavras”, promovida pelo GAPC (Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer) e realizada pelo fotógrafo Wallace Feitosa, representa não só uma experiência artística, mas também a imersão em grandes lições de vida.

Três mil alunos sem aula

0

Não é de hoje que Volta Redonda enfrenta problemas de criminalidade, como se fosse uma cidade da Baixada. Mas desde a noite de quarta, 17, os moradores da Vila Brasília e bairros adjacentes estão com medo diante dos boatos que tomaram conta da comunidade. Um deles dava conta que uma facção rival da que comanda o tráfico de drogas no local, tentou tomar o controle das bocas de fumo, o que resultou em uma guerra de traficantes. Prova disso é que ontem, sexta, 19, três mil alunos foram dispensados das aulas na Vila Brasília, Vale Verde e localidades próximas.

 

Em nota, a prefeitura de Volta Redonda destacou que o fechamento das escolas teria sido motivado por conta da provável presença de criminosos armados, que pertenceriam a facções criminosas. “A secretaria de Educação de Volta Redonda resolveu suspender as aulas nesta sexta em quatro creches e seis escolas. Cerca de 3 mil alunos ficaram sem atividades. Já os Centro de Referência em Assistência Social e as Unidades de Saúde funcionam normalmente”, garantiu.

 

Tem mais. Na manhã de ontem, sexta, 19, policiais do 28º BPM teriam trocado tiros com criminosos na entrada da Vila Brasília. Segundo a PM, seis criminosos foram vistos na entrada do bairro e eles teriam atirado contra a guarnição. Teriam ainda soltado rojões para avisar outros criminosos na parte alta do bairro de que a polícia estaria chegando. A PM apreendeu uma pistola calibre 380.

 

Na quinta, 18, a Unidade Básica de Saúde da Família da Vila Brasília também chegou a ser fechada durante a tarde por conta de movimento de homens armados nas proximidades da UBS. Segundo relatos de moradores, desde a noite de quarta aconteceram intensas trocas de tiro na comunidade. A presença de dois helicópteros, não identificados, circulando pelo espaço aéreo da cidade do aço serviu para aumentar o clima de medo em Volta Redonda. Os dois aparelhos chegaram a pousar na área interna do Clube Comercial. Mais tarde, o aQui descobriu que os helicópteros estavam a serviço da Assembleia de Deus. Amém!    

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp