terça-feira, outubro 27, 2026
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‘Enterro dos ossos’

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Luiz Vieira

Na manhã de terça, 6, a pequena Micaela, de apenas 5 anos, estava surpresa com tanta agitação no bairro onde mora. Assim, tratou de perguntar o que estava acontecendo ao primeiro adulto que encontrou pela frente: “Vai ter festa aqui hoje?”. Paulo Groke, com quem ela iniciou a conversa, a surpreendeu com a resposta: “Não. Hoje dia é de enterrar os ossos”. É claro que Micaela não entendeu nada. Nã era para menos. 

 

O motivo que despertou a curiosidade da linda menina era a presença de dois oficiais de Justiça, advogados da CSN e da Associação de Moradores do Barreira Cravo, sem contar os curiosos, diretores e amigos de um clube de peladas (no bom sentido, é claro), além de poucos repórteres, dois do aQui e um do A Voz da Cidade. Todos aguardavam para testemunhar a ação de despejo do Ressaquinha, clube esportivo criado há mais de 30 anos e que, desde então, usava os campos de futebol de uma área da CSN.

 

O despejo, anunciado com exclusividade pelo aQui nas redes sociais na manhã de domingo, 3, só não surpreendeu os diretores do Ressaquinha, que foram informados na sexta, 1, que a ação movida pela CSN seria cumprida, por determinação do juiz André Aiex, da 6ª Vara Cível, às 11 horas de terça, 6. Antes do horário marcado, em clima de desânimo e melancolia, vários diretores do clube começaram a recolher móveis de uma pequena sala, a de troféus, e utensílios, que eram usados nos churrascos e festas de aniversários.

 

Até lâmpadas do salão da churrasqueira, da sala de troféus e dos banheiros, tanto o feminino quanto o masculino (que fedia muito, por sinal), foram retiradas, assim como vários fotografias, de tamanhos variados, de algumas das equipes que defenderam as cores do Ressaquinha. Chamou atenção quando foi retirada da parede a foto póstuma de um dos fundadores do clube, Paulo Roberto Coura.  

 

Duas dúvidas foram resolvida na hora, de comum acordo. A primeira com relação às duas traves do campo de peladas, que devem guardar milhares de gols feitos e perdidos ao longo das duas décadas. A solução no caso delas foi dada por um dos oficiais de Justiça: “A CSN vai ficar como depositária fiel”, disparou, proposta devidamente aceita pela jovem advogada da CSN. A segunda dúvida também teve um final feliz. Foi a da interdição da área, na divisa entre os campos do Ressaquinha e do Comdor (ver box).

 

Como todos estavam bem imbuídos de suas ações (cumprir e acatar uma determinação Judicial), ficou estabelecido ainda que a CSN poderia erguer uma cerca entre as áreas do Ressaquinha e do Comdor, afastando uma das traves do campo do Comdor – coisa de dois metros. Coube também aos diretores do clube despejado espalhar placas com o aviso de “interditado” em vários pontos do gramado do campo do Ressaquinha. Só esqueceram de combinar o que seria feito das duas ‘arquibancadas’ de madeira, que serviram para que as ‘ressaquetes’ pudessem vibrar com os gols dos seus craques veteranos.

O despejo

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Os dois oficiais de Justiça encarregados de executar a ação de despejo chegaram cedo, quase meia hora antes da hora marcada – 11 horas. E, desde logo, deixaram claro que não ficariam muito tempo à espera dos representantes da CSN. “Eles só vão esperar meia hora. Se não chegar ninguém da empresa, eles vão embora”, dizia a presidente da Associação de Moradores do Barreira Cravo, Nely Cleide Moreno da Costa. Eles não se atrasaram. Ou melhor, chegaram com um minuto de atraso. “Esperávamos por alguma manifestação, mas felizmente tudo foi tranquilo”, comentou o jornalista da CSN, Alexandre Campbell, referindo-se aos comentários de boa parte dos internautas que ficaram sabendo do despejo pela página do aQui no Facebook.

 

Ele estava certo, tanto que nenhum dos dois lados chegou a pedir ajuda ou interferência da Polícia Militar ou Guarda Municipal para garantir a ação de despejo. Duas viaturas, uma da PM, outra da GM, chegaram a estacionar em frente ao campo do Ressaquinha, mas os agentes só estavam indo buscar o ‘rango’ – marmitex servidos em uma pensão existente na rua principal do bairro.  

 

A cordialidade entre as partes foi marcante. “Nós não vamos mexer em nada. Não vamos destruir nada. Só estamos cumprindo uma ordem Judicial e a empresa está de portas abertas para negociar”, foi logo avisando um dos representantes da CSN. A advogada da empresa concordou com ele. Francisco, conhecido como Chicão, diretor financeiro, lembrou que na véspera (segunda, 5), o clube teria tentado reabrir as negociações com a direção da CSN, através do prefeito Samuca Silva. Segundo ele, o clube estaria disposto a apresentar outra proposta, melhor que a de pagar meio salário mínimo de aluguel, que já tinha sido sumariamente rejeitada pela CSN.

 

Aliás, conversando com um dos repórteres do aQui, a advogada, de um escritório de advocacia contratado pela CSN, confirmou a informação divulgada pelo jornal de que a proposta do Ressaquinha era mesmo de meio salário mínimo, o que não chega a R$ 500 por mês. “O caminho está aberto para uma nova negociação”, insistiu. A declaração foi suficiente para animar um pouco os diretores do Ressaquinha e da presidente da Associação de Moradores do bairro, que destacou a importância em se buscar um acordo amigável para que o clube pudesse manter a área de lazer. “Todos têm que ser compreensivos. Tem que ser bom para os dois lados”, avaliou, referindo-se à possível reabertura das negociações.

 

Enquanto os oficiais de Justiça e os representantes da CSN e do Ressaquinha conversavam, quem chegou foi o vereador Dinho, presidente da Câmara de Volta Redonda. Ele estava sem entender nada. “O que é que a CSN quer com isso?”, indagou o parlamentar ao encontrar-se com Paulo Groke, um dos peladeiros de carteirinha do Ressaquinha. Os dois conversaram cerca de 20 minutos, sem que ninguém da CSN se aproximasse deles.

 

Na conversa, Groke apresentou ao parlamentar uma proposta, que Dinho prometeu levar adiante. Passa pelo Ressaquinha assumir o pagamento do IPTU da área que utiliza, até que a CSN decida levar adiante o seu projeto de urbanização e investimento no bairro. “Aqui (disse ele, mostrando a área dos dois campos) deve ter uns 11 mil metros quadrados em uma área de um milhão de metros quadrados (do Aero Clube). Quanto a CSN paga de IPTU? Se for um milhão, por exemplo, 1% disso equivale a R$ 10 mil por ano. O Ressaquinha assumiria o compromisso de ficar pagando o IPTU da área que usa, é simples”, propôs.

 

Disposto a entrar no circuito para ajudar, Dinho revelou que fez contato com o Jurídico da CSN, em São Paulo, e propôs que Groke montasse uma comissão de diretores para tratar do assunto. “O Luiz Paulo (diretor) nos convidou a ir a São Paulo. Monte uma comissão e vamos até ele para acertar isso. Podemos procurar também o advogado da CSN, Egberto Bastos, pois este também se colocou à disposição para conversar, pontuou Dinho. 

 

Se todos se entenderem – e se, como frisou Nely, a proposta for boa para os dois lados -, a pequena Micaela, da abertura da matéria, poderá um dia participar de uma grande festa – a da reinauguração do campo do Ressaquinha em um terreno da CSN. Amém!

Grampos

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Associação – Lojistas da Avenida Amaral Peixoto, um dos principais centros comerciais de Volta Redonda, estão pensando em criar uma associação de lojistas independente da Aciap e da CDL. Os do Retiro, também. Que assim seja!

 

Investimento – O prefeito Samuca Silva (PV) vai a São Paulo nos próximos dias para visitar duas grandes empresas que estariam interessadas em investir na região.

 

Oi! – Por falar em investimentos, Samuca garante que entre julho e agosto a empresa de Call Center que presta serviço para a Tim começará a operar em Volta Redonda. Que bom!

 

Aleluia – A massa asfáltica que será usada na Operação Tapa-Buracos chegou na noite de quarta, 31. Tem mais. Samuca anunciou que a prefeitura reativou sua usina de asfalto e que, até o final de semana, os buracos começarão a ter tapados. Aleluia, aleluia, aleluia!

 

Rádio – Depois que anunciou que só iria uma vez por mês aos programas de rádio da cidade do aço, o prefeito Samuca Silva cumpriu o que prometeu e na manhã de segunda, 29, começou pelo Fato Popular, de Betinho Albertassi. Depois foi aos outros. O detalhe é que Samuca inovou levando uma equipe de secretários para responder as reclamações mais rapidamente. Levou até segurança!

 

Sem data – Ao ser questionado sobre quando irá pagar a primeira parcela do 13º ao funcionalismo público, Samuca foi sincero. Disse que ainda não sabe. “Nós temos que garantir todo o pagamento do ano, mantendo o pagamento em dia. Essa é nossa meta”, afirmou. Pra quem sabe ler…

 

Reclamação – Um leitor do aQui, em contato com a redação, reclamou do setor de iluminação da prefeitura. É que ele mora próximo à Praça Moub Ugliose Telles, no Laranjal, e garante que ficou semanas pedindo a troca de lâmpadas da pracinha. A troca acabou sendo feita, mas agora as lâmpadas ficam piscando. “O serviço foi feito pela metade”, reclamou.

 

Fiscalização – Antes do sol nascer na manhã de domingo, 28, fiscais da secretaria de Fazenda e da Guarda Municipal já estavam na Feira Livre, da Vila, para coibir a montagem de barracas de pessoas não autorizadas. Horas depois da ação, começou a circular pelo Facebook uma imagem da apreensão de caixas de morango de um ambulante que estaria na Rua 33. A foto, entretanto, era antiga. A fiscalização de domingo foi apenas preventiva e não apreendeu o material de ninguém. Ah, hoje, existem 360 barracas autorizadas. 

 

Normal – Samuca garante que desde quinta, 1º, as cooperativas de reciclagem da cidade do aço estão fazendo a coleta seletiva nas ruas do município. Estariam substituindo a empresa que recentemente foi dispensada. Alguém viu?

 

Reclamações – Samuca anunciou, no início de seu governo, que iria criar uma Ouvidoria Municipal para receber as reclamações dos moradores. Cinco meses depois, a própria Ouvidoria é alvo de reclamações dos voltarredondenses, principalmente por conta da falta de respostas e de soluções dos problemas. É uma pena!

 

Saae (I) – Há muito que os clientes do Saae-VR questionam o péssimo atendimento na sede da autarquia. A impressão que se tem é que os atendentes ‘acham’ que eles estão fazendo um favor quando atendem a algum morador. Não é bem assim.

 

Saae (II) – Na manhã de terça, 30, um morador do Aterrado esteve no órgão para reclamar de sua conta que passou de R$ 33,15 para R$ 497,25. Foi atendido por um rapaz e este, quase mudo, ficou manuseando o computador para descobrir o que estava acontecendo. Depois de minutos, limitou-se a dizer que o cliente deveria imprimir uma segunda via em um equipamento instalado no saguão da sede do Saae. “Lá você já pode imprimir uma segunda via. O que acontece é que seu consumo ficou três meses sem ser medido”, detalhou, sem uma vírgula a mais.

 

Saae (III) – Insatisfeito com a solução, com o péssimo atendimento e com a falta de explicação plausível, o cliente reclamou. “Pô, mas o cara do Saae passou na minha casa todos esses meses e emitiu a conta”, disse, para logo receber uma pérola como resposta: “É, mas ele não mediu o consumo. Tirou uma média”, disparou, encerrando a questão. Ah, a conta, que era de R$ 497, caiu para R$ 116,10; R$ 82,95 acima da média que vinha pagando desde janeiro.

 

Saae (IV) – Outro morador, do Jardim Normândia também ficou com a impressão de que aborrece os atendentes do Saae-VR quando vai até a unidade para reclamar do que acha ser um dos seus direitos no trato com a administração pública. Aliás, foi a segunda vez seguida que foi reclamar da conta de água. Que subiu de uma média de R$ 40,00 mensais para R$ 119,25 em março e para R$ 144,95 em abril. “Deve ter vazamento lá!”, explicou (?) a atendente. “Se quiser, retiramos o hidrômetro para ver se ele está com problemas”, acrescentou. Mas, para isso, segundo ele, será cobrada uma taxa caso o equipamento não esteja danificado. Ou seja, o Saae arranjou um jeito fácil de fazer dinheiro. É só aumentar a conta e checar o hidrômetro…   

 

Saae (V) – Resumindo: tá tudo errado na gestão do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda. Que acaba de reajustar o preço da água em 25,49% e não em 18%, como divulgou à população.    

 

Meio Ambiente – As famílias que já frequentam o Zoológico de Volta Redonda aos finais de semana, terão um motivo a mais para visitar o Zôo amanhã, domingo, 4. É que haverá diversas atividades recreativas e culturais em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado oficialmente no dia 5 de junho. O evento, programado pela secretaria de Meio Ambiente, terá início às 9 horas, com atividades que orientam adultos e crianças sobre a importância da preservação ambiental. A entrada é gratuita, com direito a caça ao tesouro, bambolê, slackline e diversos jogos.

 

UBSF – Samuca aproveitou para visitar o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e a UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do bairro. Hoje, a unidade médica atende em média mensal 1,2 mil pacientes e conta com seis médicos (quatro clínicos gerais e dois especialistas – pediatra e ginecologista), além de uma equipe de técnicos de enfermagens e administrativos. A visita foi acompanhada pela ainda secretária de Saúde, Márcia Cury.

 

PPA Digital – Na visita, Samuca falou sobre o PPA (Plano Plurianual) Digital e afirmou que a cidade é a primeira a implantar na forma on-line. “Os moradores podem entrar no site da prefeitura e dar a sua sugestão para os próximos quatro anos. Vamos realizar também encontros nos bairros. Quem vai decidir o que é prioridade de cada local são os moradores”, pontuou.

 

Da série… – Se sabia que a Polícia Militar daria as garantias para a realização do clássico entre Flamengo e Botafogo na manhã de domingo, 4, no Raulino, por que o prefeito Samuca Silva divulgou nota dando a entender que a partida poderia não ser realizada na cidade do aço? Parece jogada de marketing. Mas será que deu bons resultados?    

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Juventude (I) – Na próxima segunda, 5, será comemorado o Dia Mundial da Juventude. Em Volta Redonda, até prova em contrário, não há o que comemorar. Em seis meses de governo, os jovens verdes, por exemplo, pouco fizeram, relata uma fonte do aQui. Irônica, ela diz que o próprio quiosque da pasta, localizado na Vila, está abandonado, sem uso. “Até papel de impressora não tem mais para imprimir currículos”, detalha, garantindo que todos os dias, chova ou faça sol, pode ser visto o cartaz da foto de “estamos em reunião”. “Só se for eterna”, brinca a fonte.

 

Juventude (II) – A fonte, pedindo para não ser identificada, vai além. Diz que o atual coordenador da Juventude, filho de um ex-vereador de Volta Redonda, trabalha o dia inteiro em uma instituição de ensino de Volta Redonda. “Ele não tem tempo disponível para a Juventude”, dispara. Ela vai além. “Eles (da pasta) estão bloqueando os internautas que acessam o Facebook e criticam a coordenadoria”. “Nunca vi órgão público bloquear cidadão”, avalia. “A juventude em peso votou no Samuca e tá largada… não apresentaram nenhum projeto até hoje”, compara.

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Táxis (I) – Dezenas de taxistas, após fazerem uma manifestação pelas ruas da cidade do aço, foram até a Câmara de Volta Redonda na noite de quinta, 1º. O motivo: exigir que a prefeitura fiscalize os motoristas dos Ubers. É que, no entender deles, o uso do aplicativo ainda estaria proibido, já que a regulamentação depende da discussão a ser feita pelo Legislativo. No estacionamento da Câmara, esperaram pela presença do presidente da Casa, vereador Sidney Dinho (PEN). Ao ser avisado, Dinho disparou em plenário: “Estão me chamando lá embaixo; como não sou covarde, vou ver o que eles (taxistas) querem”, comentou. E foi.

 

Táxis (II) – Ao chegar, Dinho foi aplaudido pelos taxistas, que o alertaram que a prefeitura não estaria fiscalizando os motoristas do Uber como manda a legislação vigente. “O prefeito nos enviou uma proposta de regulamentação, que ainda será discutida – e os senhores serão chamados para debater. Mas enquanto temos uma legislação proibindo, vamos cobrar do Executivo que cumpra a lei”, ressaltou Dinho.

 

Táxis (III) – No encontro no estacionamento da Casa, Dinho foi alertado pelos taxistas que, com o Uber, o movimento deles teria caído 50%.

 

Táxis (IV) – Por falar em taxistas, a concorrência entre eles e os que usam o aplicativo tem sido boa para os passageiros. É que, para não ficarem pra trás, os taxistas estão fazendo promoções. Uma cooperativa, por exemplo, promete circular só com a ‘Bandeira 1’ até o final de agosto. E quem chamar táxis pelo aplicativo da cooperativa ganha um desconto de 10% na corrida. A concorrência faz milagre, não é mesmo?

 

Obras – Samuca terá 15 dias para responder aos vereadores sobre quando vai retomar as obras de recuperação de uma pequena ponte sobre o Córrego Cafuá, na Casa de Pedra. A obra, iniciada na gestão do ex-prefeito Neto, está parada. O requerimento foi feito pelo vereador Fábio Buchecha (PTB).

 

Escola – Os alunos da Escola Municipal Mario Vilani, no Açude II, participaram de uma palestra na terça, 30, sobre o trabalho da Câmara de Volta Redonda. A palestra coube ao vereador Paulinho do Raio-X (PMDB). É que na escola, os alunos do 4º e 5º ano estão tendo aulas sobre problemas e soluções para as cidades, além de aprenderem sobre a destinação de impostos, recursos e a criação de leis.

 

Assassinados – Foram enterrados na quinta, 1º, os corpos dos delegados federais Elias Escobar, 60, e Adriano Soares, 47, assassinados durante troca de tiros em Florianópolis (SC). Escobar, que foi chefe da delegacia da PF em Volta Redonda, foi atingido por tiros na cabeça e no peito. Ele morreu na hora e seu corpo foi sepultado em Barra do Piraí. Já o enterro de Adriano, que era chefe da PF em Angra dos Reis, aconteceu em Niterói. O confronto que matou os policiais aconteceu na entrada de uma casa de prostituição. O suspeito de ter cometido o crime é o comerciante Nilton Souza Júnior, famoso dono de um trailer de cachorro-quente, localizado em frente à casa de saliência. 

De acordo com a polícia catarinense, ao saírem do inferninho, os delegados teriam esbarrado em Nilton e em um funcionário da lanchonete. Neste momento, segundo relatos de testemunhas, um dos agentes teria dito a famosa frase: “Você sabe com quem está falando? Aqui é a Polícia Federal”, seguido da expressão “perdeu, perdeu”. Foi quando o tiroteio teve início.

 

Mistério (I) – Sérgio Boechat, ‘assessor especial’ do prefeito Samuca Silva, foi exonerado do cargo. Sua demissão, assinada em 22 de maio pelo secretário de Administração Carlos Rosa, saiu publicada no Diário Oficial de quinta, 25, com data retroativa a 5 de abril. Boechat – inscrito com a matrícula 395315 – estava lotado como ‘assessor especial’ da Coordenadoria de Defesa Civil.

 

Mistério (II) – Em contato com o aQui, a assessoria de imprensa de Samuca negou que Boechat tenha sido demitido e que tenha deixado o governo. Ele só teria sido exonerado para ser nomeado em outro cargo. A nova nomeação, por sua vez, ainda não foi publicada no Diário Oficial, assim como não foi revelado qual cargo o influente assessor passará a ocupar. Nem o valor do salário que vai receber para continuar usando a camisa verde.

 

Bolsa – Beneficiários do programa Bolsa Família que moram em Volta Redonda e que ainda não tenham realizado os exames de pesagem, medição, doenças crônicas, entre outros, terão até o dia 30 de junho para regularizarem suas situações. Caso contrário, terão o cadastro suspenso por dois meses. E ficam sem a bolsa, é claro.

 

Apadefi – Na terça, 6, às 8h30min, a direção da Apadefi vai apresentar a campanha “Unidos pela Apadefi”, que tem o objetivo de obter recursos para suprir as demandas da entidade

 

Festa junina – A Associação dos Engenheiros e Arquitetos (AEVR) vai realizar o “Arraiá dus Ingenheru i Arquitetu – i di quem mais vié”, nos dias 9, sexta, e 10, sábado, das 16 às 23 horas, em sua sede, à Rua 90-B, 17, na Vila.

 

Livro (I) – A paixão pelo direito, somada a um trabalho de monografia de pós-graduação, resultou no livro “Direito Potestativo”. A obra de autoria do juiz Flávio Pimentel de Lemos Filho será lançada na quarta, 7, às 18h30min, no salão branco do Hotel Bela Vista, em Volta Redonda, pela Editora Lumen Juris. “Precisávamos escolher um tema que não fosse muito debatido, porém de grande importância. Não foi fácil, pois havia pouco conteúdo nacional, há mais livros italianos sobre o assunto. Da pesquisa para a monografia, surgiu a ideia do livro”, explicou o magistrado.

Para os leigos, o juiz explica que o Direito Potestativo é um direito que é exercido colocando o outro em estado de sujeição. “Para citar um exemplo, é o direito assegurado ao empregador de despedir um empregado. Cabe a ele apenas aceitar esta condição. Como também num caso de divórcio, uma das partes aceitando ou não, o divórcio terá desfecho positivo. Ou seja, é a prerrogativa jurídica de impor a outrem, unilateralmente, a sujeição ao seu exercício”, exemplificou.

 

Livro (II) – Natural do Rio de Janeiro, Flávio Pimentel tem uma grande relação com o Sul Fluminense, já tendo recebido os títulos de cidadão resendense, itatiaiense, portorrealense, quatiense e voltarredondense. Ele se formou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1993. Flávio Pimentel atualmente comanda a 202ª Zona Eleitoral de Volta Redonda.

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