terça-feira, outubro 27, 2026
Casa Blog Página 3028

Nada justifica (II)

0

Screenshot_1_COR1

Pollyanna Xavier

O caso de agressão envolvendo a autônoma Danila Areal, de Volta Redonda, ganhou um novo contorno com a versão contada pelo seu ex-marido, Douglas Willian dos Santos Morais, 39. Danila usou o Facebook para fazer uma transmissão ao vivo, na noite de 29 de maio, e denunciou a violência sofrida nas mãos do ex-companheiro. No vídeo gravado e visto por milhões de internautas, a mulher se desespera, pede ajuda, diz que tem medo de ser assassinada pelo ex-marido e mostra os hematomas espalhados pelo pescoço, ombros e olhos. “Me ajudem (…) ele vai me matar. Pelo amor de Deus, me ajudem”, implorou.

 

O apelo foi ouvido. Danila ganhou apoio dos internautas e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, como a secretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Volta Redonda, a Casa da Mulher Bertha Lutz, a Comissão da OAB Mulher do Rio de Janeiro e, principalmente, da Justiça, que concedeu a ela uma medida protetiva para que o ex-marido não se aproxime dela, e nem mesmo, de seus parentes. Um pedido de prisão preventiva contra Douglas também chegou a ser pedido pela delegada titular da Deam, Maria Madalena Carnevale, porém, não foi deferido pelo juiz.

 

As razões para o indeferimento podem estar na versão contada pelo ex-marido e nas provas apresentadas por ele, que comprovariam que Danila teria premeditado toda a situação só para incriminá-lo. Na segunda, 5, Douglas concedeu uma entrevista ao Programa Fato Popular, da Radio 88 FM, e disse que a ex-mulher planejou a confusão. Como prova, ele apresentou um áudio que Danila teria enviado a uma amiga, pelo WhatsApp, dias antes das agressões, falando da intenção de prejudicar o ex-marido. A mídia foi entregue à Justiça.

 

Douglas não foi preso e nem será, mas segundo a delegada Maria Madalena Carnevale, ele responderá por lesão corporal e ameaça. Douglas, de acordo com a policial, confessou a agressão contra a ex-mulher e disse que também foi agredido por ela. Carnevale informou ainda que o pedido de prisão, feito por ela dois dias depois da transmissão ao vivo feita pela Danila, foi indeferido porque a Justiça entendeu que a liberdade de Douglas não representaria perigo algum à integridade física da ex-mulher.

 

Entenda o caso

Danila Areal e Douglas William foram casados por oito anos e têm uma filha de 11 meses. As brigas do casal seriam constantes e, segundo Danila, desde o início do relacionamento ela vinha sofrendo violência doméstica por parte do ex-marido. A pior das agressões aconteceu no início da manhã do dia 27 de maio, quando o casal já estava separado. A mulher voltava de uma festa na companhia do ex-marido e da amiga, com quem Danila passou a morar desde que se separou. Ainda no carro, eles tiveram uma discussão séria e, segundo a versão de William, a ex-mulher teria começado a agressão. “Ela me deu um tapa na cara”, contou na Rádio 88 FM. 

 

Nervosos, eles desceram do carro, Danila teria jogado as chaves do veículo na varanda e então William passou a agredi-la na porta da casa da amiga. Danila apanhou até cair desmaiada, e a amiga teria quebrado os vidros do carro de Douglas na tentativa de fazê-lo parar. Muito machucada e com medo de ser morta, Danila usou o Facebook para denunciar o ex-marido. Ela fez uma ‘live’, já assistida por mais de dez milhões de pessoas, com mais de 500 mil compartilhamentos.

 

Ambos admitiram que, embora separados, ainda se encontravam com frequência. Dias antes da agressão que resultou na live, o casal tinha combinado de passear em Angra dos Reis para tentar reatar o casamento. Mas Danila teria cancelado a viagem, o que acabou resultando na briga que levou à violência física.

 

O aQui teve acesso ao áudio que William entregou para a Polícia. Nele, Danila diz que “vai fazer uma sujeira” contra o ex-marido. “Vou dar uma de louca agora. Ele não vai entrar nunca mais na Sonho Meu (boate) na vida dele. Não vai, que eu vou fazer uma sujeira mesmo”, diz em um dos trechos. Em seguida, a mulher fala que vai chamá-lo para dançar e quando ele se aproximar dela, vai gritar por socorro. “Vou beijar a boca dele e vou gritar como se ele estivesse me agredindo para todo mundo ver. Já fiz amizade com todo mundo. O DJ mesmo já falou, qualquer problema é só chamar ele”, destaca no áudio.

 

Na gravação que William afirma ser de uma conversa entre Danila e uma amiga, a ex-mulher diz ainda que conseguiu uma medida protetiva “para f…. com a vida” do ex-marido. “Tão falando que eu consegui medida protetiva contra ele para f… com ele. Agora eu vou f… com ele, quero f… com ele. Tô com medo dele vir aqui, acho que vou trocar de roupa e quebrar o carro dele inteiro na hora que ele parar aqui. Acho que é isto que eu vou fazer, pegar uma vassoura, um cabo de alguma coisa, uma cadeira, sei lá. Vou quebrar o carro dele inteiro quando ele parar aqui”, ameaça Danila no áudio.

 

Após a divulgação do áudio, Danila publicou um desabafo no Facebook. Admitiu ter feito a gravação para uma amiga, e que estava nervosa “pois havia acabado de falar com a amante do ex-marido”. “Eu disse sim, que se ele fosse atrás de mim eu ia me proteger com a medida protetiva (que achei que tinha), e que meus colegas da boate iam me defender, pois ele passou a ir a todos os lugares atrás de mim, inclusive na minha igreja. Eu disse também que não era pra ele chegar perto de mim, pois se ele decesse (SIC) do carro eu iria quebrar o carro dele”, escreveu.

 

E concluiu a publicação pedindo paz. “Esse homem que me bateu até eu desmaiar está tentando de todas as formas justificar seus atos, mas era só o que me faltava, ele poder ainda me processar por alguma coisa. Eu só quero paz. Eu só quero que esse pesadelo acabe. Quero minha vida de volta. País de merda onde os agressores andam por aí soltos na rua e a agredida é obrigada a ficar dentro de casa acuada”, postou. 

Política & Cia

0

Por Mateus Gusmão

Samuca envia carta a Câmara de Vereadores

Após o aQui revelar a trama contra o projeto de lei dos idosos, do vereador Luciano Mineirinho (PR), arquitetada pelo vice-prefeito Maycon Abrantes, com aval do secretário de Desenvolvimento, Joselito Magalhães, e apoio do assessor especial, Maurinho Pereira, a relação entre Executivo e Legislativo ficou estremecida (ver páginas 6 e 7). Por isso, em reunião com os parlamentares na terça, 7, Samuca Silva fez questão de pedir desculpas pelo ‘contratempo’. Disse até que deu um, digamos, ‘esporro’ no seu vice.

 

Mesmo assim, diante de toda repercussão, Samuca enviou uma carta ao presidente da Câmara, Sidney Dinho (PEN), um dos vereadores mais críticos às jogadas palacianas. A carta foi lida por Dinho na sessão de quinta, 8. Nela Samuca garantiu que tem total respeito pela Casa, como um Poder independente e bem conduzido por Dinho. E lembrou que os vereadores têm legitimidade para exercer suas funções. “Como chefe do Executivo, quero manter com o Legislativo uma relação de respeito, independência e parcerias, para que possamos assegurar à nossa população uma melhor qualidade de vida e encontrarmos, juntos, a solução para todos os problemas que nos afligem”, jurou Samuca.

 

O prefeito pediu ainda para que Dinho transmitisse aos demais vereadores sua gratidão por tudo que já fizeram juntos nesses meses iniciais de mandato. “Que nesta Legislatura possamos caminhar juntos, colocando o interesse público acima de qualquer interesse, não permitindo que eventuais desencontros possam comprometer o nosso compromisso de realizar uma administração comprometida com os princípios constitucionais da administração pública”, concluiu Samuca. Panos quentes!

 

Candidato

Samuca estaria pensando em lançar Fernando Garcia, seu assessor direto, como candidato em 2018. Pela semelhança física com o prefeito, Fernando tem sido chamado até de ‘Samuquinha’. Se isso vai ajudar nas urnas ou não, só o tempo dirá.

 

Não

A expectativa da maioria dos vereadores é que a proposta de Reforma Administrativa enviada por Samuca à Câmara de Volta Redonda, não seja aprovada da forma que está. Muitas emendas serão apresentadas e o projeto poderá ser devolvido ao Palácio 17 de Julho.

 

Sem aviso

O secretário de Planejamento, Júlio de Andrade, presidiu uma audiência pública ontem, sexta, 9, na Câmara de Volta Redonda, sobre a Avaliação e Metas cumpridas pelo governo verde nos primeiros quatro meses de mandato. O problema é que não houve divulgação prévia do evento. É pena.

 

Climão

Em seu quinto mandato, o vereador Tigrão (PMDB) usou a tribuna da Casa de Leis apenas duas vezes. A segunda foi na quinta, 8, e teve o objetivo de criticar um panfleto de prestação de contas feito pela vereadora Rosana Bergone (PRTB). É que a parlamentar colocou na sua divulgação que, atendendo seu pedido, a prefeitura teria feito uma limpeza geral na Vila Brasília – reduto de Tigrão – Vale Verde, Belo Horizonte, entre outros. “Não sei como a vereadora tem tanta certeza que foram os pedidos dela que foram atendidos. Isso quer dizer que meus pedidos não servem para nada”, ironizou Tigrão.

Bergone até tentou se justificar dizendo que em todas as melhorias, ela estava ao lado do secretário de Obras, Toninho Orestes. “Peço desculpas caso o senhor tenha ficado ofendido, não tive o intuito de tirar o mérito de nada nem de ninguém”, disse. Tigrão não se acalmou. Rebateu dizendo que Bergone e Paulinho do Raio-X teriam ido até ao posto de saúde da Vila Brasília só para fazer uma, digamos, vistoria. “Os senhores foram avisados que tinha um vereador no bairro e responderam: se ele não faz seu serviço nós fazemos o nosso”, rugiu Tigrão. Bergone negou novamente o fato. Panos quentes.

 

Sem festa

0

DSC03438

Pollyanna Xavier

Conforme o aQui divulgou com exclusividade em sua página no Facebook, a área do Ressaquinha, na Barreira Cravo, foi reintegrada ao patrimônio da CSN na manhã de terça, 6. O despejo foi garantido pela presença de dois oficiais de Justiça, e diante deles, dirigentes do clube entregaram as chaves dos portões aos representantes da CSN que, antes de trancar as grades, prometeram estudar novas propostas para alugar o espaço, desde que seja de acordo com as avaliações de mercado. “É preciso entender que a CSN tem não apenas o direito de cobrar por algo que é seu, como também o dever de fazer isto perante os seus acionistas”, disse um dos representantes da CSN. 

 

O despejo do Ressaquinha foi o segundo revés que o clube sofreu nos últimos 14 meses. Em abril de 2016, o juiz André Aiex, da 6ª Vara Cível, onde o processo tramitava desde 2004, já havia decidido pela reintegração do imóvel em favor da CSN, mas o clube recorreu ao Tribunal de Justiça. Um ano depois, em abril deste ano, o relator desembargador Ricardo Couto de Castro indeferiu o pedido de efeito suspensivo do Ressa-quinha, fazendo prevalecer a sentença do juiz André Aiex, que acabou sendo cumprida na terça, 6.

Segundo apurou o aQui, no decorrer do processo, dirigentes do Ressaquinha teriam questionado na Justiça as benfeitorias realizadas ao longo dos anos no imóvel do clube, como a construção de uma área coberta com churrasqueira, dois banheiros e uma sala de troféus. No ano passado, quando da primeira sentença determinando a desocupação da área, a CSN teria ressarcido à Associação dos Amigos do Barreira Cravo (grupo que comandou o Ressaquinha nos últimos 30 anos) o valor investido no local. Algo em torno de R$ 85 mil. A CSN, na época, não comentou sobre o possível depósito.

 

Após tomarem ciência da decisão do Tribunal de Justiça, dirigentes do Ressaquinha teriam tentado negociar, às pressas, com a CSN. E a Associação dos Amigos do Barreira Cravo chegou a propor pagar um valor simbólico de R$ 500,00 de aluguel pelo espaço. O que a CSN descartou de imediato. Entre domingo, quando o aQui soltou a bomba da ação de despejo, e a manhã de terça, vários políticos tentaram influir no processo. O caso foi parar na Câmara, levado pelos vereadores Rodrigo Furtado e Carlinhos Santana. Com bom trânsito entre os representantes da empresa, Carlinhos ficou de agendar uma reunião com a CSN para a próxima semana. O presidente da Casa, vereador Dinho, foi além. Prometeu levar uma comissão do Ressaquinha para São Paulo para se encontrar com a direção da CSN. A data não foi divulgada.

Ressaquinha e Comdor

 O Ressaquinha está localizado em uma área de 11 mil metros quadrados no Barreira Cravo, que teria sido cedida pelo Aero Clube em 1986 (há 31 anos). O espaço possui dois campos de futebol e duas sedes – uma delas usada pelo Ressaquinha e outra pelo grupo Comdor, de peladeiros que não conseguiam jogar no campo dos ‘ressaqueiros’. A área do Comdor foi ocupada há quase 18 anos e é frequentada por cerca de 100 associados. Nas duas sedes são promovidas festas, bingos, almoços pelos usuários dos dois clubes e ainda por moradores do bairro, mediante pagamento de aluguel.

 

O despejo atingiu apenas a área utilizada pelo Ressaquinha. O espaço ocupado pelo Comdor continua aberto, sob responsabilidade do grupo. Isto porque existe um segundo processo de reintegração de posse, movido pela CSN, contra o Comdor, para reaver o imóvel. Ele ainda não foi julgado e está em fase de documentação. Simultaneamente, o Comdor também move um processo contra a CSN por usucapião. O processo está na 1ª Vara Cível, nas mãos do juiz Flavio Pimentel de Lemos Filho.

 

Na semana passada, o aQui teve acesso às últimas movimentações e informações contidas nos autos e constatou que o magistrado determinou ao Comdor a apresentação de uma Certidão Vintenária referente ao imóvel. O documento é emitido em cartório e somente o proprietário (que comprovar posse) pode retirá-lo. “Se o Comdor não conseguir este documento no cartório, a Justiça poderá entender que o imóvel não pertence a ele e mandar devolvê-lo ao dono. Neste caso, à dona. Isto é possível que aconteça porque o cartório só emite a certidão para quem provar propriedade”, comentou a fonte da CSN. O processo encontra-se na fase de juntada – o termo indica que algum documento foi anexado aos autos.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp