quarta-feira, agosto 26, 2026
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Ao volante 

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Eles correspondem a cerca de 8% do total da população brasileira. Em 2060, porém, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula que passem a representar 26,7%, o que significa dizer que um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Para se ter ideia da magnitude das estatísticas, dados nacionais do Ministério das Cidades de setembro de 2016 revelam a existência de 8.661.195 condutores habilitados, com idades entre 61 e 90 anos, em todas as categorias.

 

O rápido envelhecimento da população brasileira – que segue uma tendência global – lança luz sobre novos desafios e configurações socioeconômicas. Um dos cenários que deve se adaptar a esta realidade é justamente o trânsito, que levou 6.491 idosos à morte apenas em 2013, equivalente a 15% do total de vítimas fatais daquele ano. Deste total, 39% eram pedestres, enquanto 22% eram ocupantes de automóveis.

 

Os números de óbitos e acidentes, porém, não extinguiram a paixão de motoristas como Adamor David por dirigir. Aos 72 anos, ele é um entusiasta convicto das quatro rodas e esteve, ao longo de mais de cinco décadas, atrás do volante de ônibus, viaturas e caminhões. Hoje dirige uma van, que transporta diariamente alunos de Matinhos, no litoral do Paraná, para Curitiba. O percurso costuma ser de 220 Km mas, aos fins de semana, chega a 700 Km e supera nove horas de viagem, quando Adamor leva grupos para retiros religiosos ou excursões turísticas a Foz do Iguaçu.

 

Se a convivência intensa com a estrada nunca foi motivo de insatisfação, o passar dos anos tampouco. “Acho que nasci dentro do carro, porque meu único vício é dirigir. Antes não ficava tão cansado na estrada como agora, mas ainda assim faço pausas e já me sinto renovado para seguir”, conta. A experiência adquirida com a prática é, para ele, uma garantia a mais para não se envolver em acidentes. “Quando você confia na sua direção, o risco vem mais dos outros. Por isso sou cauteloso. Evito conversar com os passageiros e confiro se todos estão sempre com cinto de segurança”, destaca. 

 

Espaços públicos não garantem segurança necessária aos idosos no trânsito

Os idosos pedestres, cuja mobilidade é considerada reduzida, responderam por 30% dos casos de atropelamentos do Brasil em 2010, conforme revela o Ministério da Saúde. Números como esse reforçam a necessidade de os espaços públicos se prepararem para garantir o deslocamento e acessibilidade desses e dos demais usuários. “Quando o pedestre é idoso, acessos precários com calçadas esburacadas e falta de iluminação exigem cuidado redobrado para evitar quedas. No transporte coletivo, a altura elevada do piso é uma barreira a ser transposta, assim como os ruídos, que dificultam a audição, e o excesso de velocidade ou frenagem brusca, que geram insegurança”, esclarece a especialista em trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias. Para favorecer a caminhada, a especialista indica iniciativas como a criação de calçadões (ruas só para pedestres) e a redução das distâncias de travessias (ilhas de segurança). Já o uso de dispositivos redutores de velocidade (traffic calming e fiscalização eletrônica) é, para Idaura, decisivo tanto para idosos pedestres quanto para os motoristas.

 

A especialista lembra ainda que a legislação de trânsito não prevê uma idade para a retirada da concessão da habilitação, mas apenas a idade mínima para começar a dirigir (18 anos). “A única referência a quem tem mais de 65 anos é que seja feita avaliação médica a cada três anos. Mas é importante lembrar que os organismos são diferentes. Por isso, o médico da família saberá orientar quando houver riscos, bem como o médico que habilita e renova a Carteira Nacional de Habilitação”, orienta.

 

Para o geriatra do Hospital Samaritano de São Paulo, Danilo Bernardinello, diminuir o intervalo dos exames médicos é uma maneira de antever quando déficits inerentes ao envelhecimento se tornam um risco iminente de acidente. “Além da visão, é importante avaliar o grau de audição; de independência, pois idosos extremamente dependentes tendem a apresentar reflexos mais lentos; e o estado cognitivo do idoso, pelo qual avaliamos a orientação no tempo e no espaço e déficits de memória”, elucida.

 

O surgimento de doenças que alteram a função cognitiva – caso do Alzheimer – também tende a apresentar-se, em alguns casos, como uma situação de risco. “São muito importantes a participação e o entendimento da família para apoiar a orientação médica. Se a opção for pelo idoso continuar dirigindo, a melhor prevenção é evitar horários noturnos ou de rush, vias com velocidade muito elevada, alto fluxo de carros e aquelas onde circulam muitos ônibus e caminhões”, orienta.

 

Cuidados como esses já estão incorporados à rotina de Orestes De Bortoli, que aos 85 anos se orgulha por nunca ter se envolvido em acidentes de trânsito nos mais de 40 anos em que é habilitado. Indagado sobre já ter vivenciado episódios de preconceito por conta da idade, ele é categórico: desrespeito não se destina a uma faixa etária específica. “As pessoas nem prestam atenção se quem está dirigindo é um idoso ou não, e já saem xingando”, completa. Para ele, somados à quantidade de carros circulando, o descaso e a falta de atenção dos motoristas tornam o trânsito mais violento. “Na maioria das vezes, acidentes acontecem por falta de cuidado. Por isso, dificilmente ouço falar de idosos que causaram um acidente, pois temos mais experiência e responsabilidade”, opina.

Câmara aprova julgamento de infração de trânsito por juizado especial

Marcello Larcher

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 1035/07, do ex-deputado Mendes Ribeiro Filho (RS), que transfere para a competência dos juizados especiais cíveis e criminais da Justiça Federal a aplicação das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Atualmente, as infrações de trânsito são julgadas pela Justiça comum, cujo acesso é mais difícil, pela necessidade de advogados e custos maiores. “A agilidade dos juizados especiais no trâmite das causas de valor de até 60 salários mínimos e de infrações de menor potencial ofensivo serviria para desafogar as varas de Justiça Federal”, afirmou o autor, ao apresentar a proposta.

O relator na CCJ, deputado Paes Landim (PTB-PI), recomendou a aprovação dessa proposta e a rejeição de outras três proposições (PL 1301/99, PL 6591/06, e PL 5374/13) que tratam do tema de forma diferente. Como tramitava em caráter conclusivo, a proposta é considerada aprovada pela Câmara, e deve ser analisada pelo Senado.

 

Viação aprova aumento de punição para transporte pirata

Alex Ferreira / ‘Agência Câmara Notícias’

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou proposta que aumenta a punição para quem fizer transporte pirata, seja de ônibus escolar sem autorização ou transporte remunerado de pessoas ou bens, sem licença. O texto aprovado é um substitutivo do deputado João Paulo Papa (PSDB-SP) ao Projeto de Lei 5446/16, do deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), que além do aumento da punição garante aos ônibus escolares a possibilidade de parar na rua, para pegar passageiros, ou em frente à escola, para deixar os alunos – sem precisar estacionar o veículo. “A permissão para a livre parada e estacionamento teria efeito contrário, pois aumentaria o risco de embarque e desembarque dos estudantes em locais não apropriados”, disse Papa.

Com relação às punições, Papa manteve as infrações como gravíssimas – com perda de 7 pontos de 20 possíveis por ano na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), como no projeto original. O relator retirou, porém, a apreensão do veículo e o recolhimento da habilitação do motorista infrator. “Concordamos com a ampliação da responsabilização do condutor, além da remoção do veículo, medidas suficientes para inibir e evitar a reincidência nessas condutas”, afirmou Papa. Segundo ele, a Lei 13.281/16 revogou a penalidade de apreensão do veículo do Código de Trânsito e, por isso, essa punição precisou ser retirada do projeto.

Negócios & Lazer

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Por Mateus Gusmão

Samuca pode implantar IPTU Progressivo

Sem qualquer alarde, o prefeito Samuca Silva (PV) está preparando a regulamentação da cobrança do IPTU Progressivo em Volta Redonda, o que sempre foi cobrado por movimentos sociais. Através do Decreto n° 4.241, publicado no ‘VR em Destaque’ de quinta, 9, o prefeito criou um Grupo de Trabalho para avaliar e regulamentar a questão do IPTU Progressivo. “Considerando tal temática para o desenvolvimento econômico e social do município de Volta Redonda”, destacou.

O IPTU Progressivo faz parte da legislação nacional e foi previsto no Plano Diretor de Volta Redonda de 2008. Nunca saiu do papel por falta de uma regulamentação. Por ele, a prefeitura pode ir aumentando progressivamente o valor anual do imposto de terrenos sem qualquer função. Isso pelo período de até cinco anos. Após esse prazo, se o terreno ainda estiver abandonado, sem função, a prefeitura pode desapropriá-lo e usá-lo para a geração de empregos, doando-o ou cedendo a uma empresa, por exemplo. Pode até construir parque, escola etc. Enfim, terá uma função.

Em Volta Redonda, vários empresários têm áreas bem ociosas, que servem só para a especulação imobiliária. Na mão de gananciosos não tem qualquer função social. Algumas são da CSN; outras são de poderosos – pelo menos assim se acham – empresários da cidade do aço. Se conseguir enfrentar os interesses dos latifundiários e especuladores, Samuca marcará um gol de placa…

 

Legislativo
Na próxima quinta, 16, às 18 horas, os 21 vereadores de Volta Redonda vão se reunir pela primeira vez no plenário da Casa de Leis. Darão início a um ano que tem tudo para ser quente, a começar pela votação das contas de 2011 do ex-prefeito Neto (PMDB), que receberam parecer contrário dos técnicos do TCE. Apesar dos acenos de paz de Samuca, os parlamentares querem manter independência e relevância do Palácio 17 de Julho. Muitos, que sonham em se candidatar a deputado ou a prefeito nas próximas eleições, vão chiar até de mato alto.

Candidato
Como o aQui antecipou, Munir Francisco deverá ser candidato a deputado estadual em 2018. Ele é irmão do ex-prefeito Neto, e acaba de criar um perfil novo no Facebook, feito por uma empresa de marketing.

Aproximação
Que o prefeito Samuca e o deputado federal Deley de Oliveira não se bicam, todo mundo sabe. Mas, segundo uma fonte, os dois estão prestes a deixar o orgulho de lado e podem se encontrar em breve. Deley, por exemplo, conseguiu mais de R$ 1 milhão de verbas para cinco projetos, de diferentes ministérios, para a cidade do aço. Poderia simplesmente tê-los ignorados politicamente. E não o fez.

Elogios
Quem está todo animado com a parceria com Deley é o prefeito Rodrigo Drable. “Além de destinar várias emendas para nossa cidade, o Deley ainda tem influência com outros deputados e pede a todos que apresentem emendas para Barra Mansa. Somos uma das cidades que mais receberá emendas esse ano”, comemora Drable.

“Glitter e purpurina”

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natã teixeira

Amanhã, domingo, 12, têm tudo para ser especial em Volta Redonda. Melhor: para ser colorido pelas cores do arco-íris. É que dois blocos carnavalescos – voltados para o público LGBT – vão tomar as ruas e avenidas do Aterrado, nas proximidades do quartel do Corpo de Bombeiros, e do Centro, nas imediações do camelódromo da Avenida Amaral Peixoto. O detalhe é que os foliões dos dois blocos vão se concentrar quase que no mesmo horário, o que provocará um racha do público gay e seus simpatizantes. O quiproquó nasceu do fato de duas famosas boates, Auê e The Gaarden, disputarem o promissor mercado LGBT para o Carnaval, tanto que criaram e lançaram seus próprios blocos carnavalescos.   

 

No meio da confusão, estava a prefeitura de Volta Redonda que até ontem, sexta, 10, somente tinha dado autorização para o desfile do ‘Tô no Brilho’. O bloco é organizado pelo Auê e tem a concentração marcada para a Rua Major Aguiar – transversal com a Avenida Amaral Peixoto – às 16 horas de amanhã, domingo. “Com muito amor e purpurina vamos fazer o nosso auê de carnaval na rua. Isso mesmo, sem preconceitos e totalmente aberto ao público. A única regra do bloco é ser feliz, respeitando sempre o espaço do próximo”, diz a propaganda do bloco postada no Facebook.

 

Entre as atrações do Auê aparece a DJ Gina Indelicada, que faz sucesso nas redes sociais. Tem mais. Até banhos de glitter estão programados. “Para garantir nossa sarrada rebolativa (sic) no som vai rolar de tudo: axé, pop, indie, funk, sertanejo, e claro, muita bagaceira! Então ó, contamos com seu apoio para convocar o maior número possível de pessoas para este evento. Vamos fazer um carnaval lindo, na base do beijo e do amor, cheio de brilho e diversidade”, garante a organização do evento que deverá contar até com um palco na rua de onde rolará a festa. Outro ponto do Carnaval do Auê será a escolha da Musa e do Muso do bloco.

 

Já o segundo bloco, da The Gaarden, é o LGBT Folia, marcado para acontecer na Rua Deputado Geraldo Di Biasi, no Aterrado, bem pertinho do quartel dos Bombeiros. O bloco, até à tarde de ontem, não tinha autorização para acontecer, mas, segundo seus organizadores, o problema será resolvido. O evento está marcado para acontecer das 14 às 20 horas, com show da cantora de popfunk Lexa e da DJ Irmã Zuleide. O bloco da boate The Gaarden conta com apoio da ONG VR Sem Homofobia.

 

Segundo Natã Teixeira, coordenador da ONG, o problema com a autorização do bloco será resolvido. ”Eles (prefeitura) estão com uma picuinha com a gente. Eu estive ontem (quinta) no Corpo de Bombeiros e vou pegar o ‘nada opor’ daqui a pouco. Nosso bloco é o único que está atendendo todas as exigências das autoridades. A gente está com toda documentação. Vai ser resolvido”, destacou Natã, ressaltando que a festa não vai atrapalhar, “como dizem as amigas”, a saída dos caminhões dos Bombeiros caso seja preciso. “O bloco vai acontecer na rua dos Bombeiros, mas não atrapalharemos a saída. Só o retorno deles ao quartel é que será alterado. A saída para os casos de emergências continuará no mesmo lugar”, explicou Natã.

 

Questionado se estaria havendo uma briga entre as duas boates, que promoveram dois blocos para o público LGBTs no mesmo dia, o coordenador do VR Sem Homofobia garante que não. “Briga não tem. Mas eu, como coordenador da ONG, chamei as boates e outros grupos para conversar sobre a ideia de ter um bloco LGBT na cidade. Mas, o Auê quis fazer sozinho e ainda fez um projeto muito parecido com o nosso”, pontuou Natã.   

 

Segundo ele, para evitar que o LGBT Folia vire um ‘Bloco do Isoporzinho’, que tanto assusta moradores, foram contratados 30 seguranças. “A Polícia Militar foi informada que contratamos seguranças e eles também garantirão a nossa segurança. Fizemos um acordo de lacrar (fechar) um pedaço da rua, só podendo entrar as pessoas após serem revistadas, tudo isso para evitar brigas e drogas”, comentou Natã, destacando que conversou com alguns moradores do Aterrado. E nenhum deles teria criticado a realização do evento. “Nosso bloco quer levar a diversidade. Crimes de homofobia crescem muito durante o carnaval e por isso resolvemos criar um bloco para os LGBTs”, concluiu.

 

Força Tarefa

Apesar da afirmação de Natã, muitos moradores não gostaram do que já aconteceu no Aterrado, onde no último final de semana, integrantes do ‘bloco do Isoporzinho’, que não tem pai nem mãe, criou uma tremenda confusão, que terminou na noite de domingo, 5, com brigas e tiros. Resultado: o prefeito Samuca Silva mandou chamar presidentes de associações de moradores, presidentes de blocos carnavalescos e representantes das polícias Militar e Civil, Defesa Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, para estabelecer ações que possam acabar com as ilegalidades que estão acontecendo nos blocos de carnaval, principalmente o do grupo conhecido por ‘Isoporzinho’.

 

O aposentado Marcos Cardoso, morador do Aterrado, quer maior rapidez dos agentes da GM e Polícia Militar. “O que foi aprovado (para sair, grifo nosso) foi um bloco e o que vimos foi uma baixaria. Pessoas sem respeito algum pelos moradores. Foi uma afronta à família”, reclamou, solicitando mais segurança e ambulâncias para enfrentar situações como a de domingo passado. O comandante da Guarda Municipal, Paulo Henrique Dalboni, pediu desculpas pela demora no atendimento e por informações erradas que eram fornecidas pelo Ciosp. “Peço desculpas, pois esse não é o procedimento padrão. Já estamos verificando os fatos e garanto que o procedimento é atender ao cidadão com gentileza e rapidez”, disse, acrescentando que o movimento, conhecido como Isoporzinho, tem se alastrado pela cidade. E amanhã tem mais.

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