sábado, novembro 7, 2026
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Pare, olhe, escute!

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O ano mal começou e a região já começa a contabilizar registros de acidentes nas linhas de trem: na madrugada de sábado, 17, Carlos Roberto Silva Dias, 40, morreu atropelado por um trem, na altura de Três Poços, em Volta Redonda. Em Três Rios, no mesmo dia, um motociclista também foi atingido por outro trem, quando tentava atravessar a linha férrea, mesmo com os sinais indicando a passagem da locomotiva naquele momento. Para sorte do motoqueiro imprudente, ele sofreu apenas ferimentos leves. 

Os dois acidentes, coincidentemente,  ocorreram logo após a MRS Logística, empresa que opera as linhas férreas no Sudeste, divulgar um balanço do número de acidentes em 2017, nas 105 cidades onde opera, incluindo Volta Redonda e Barra Mansa, entre outras. Detalhe:  as notícias não são boas. É que as estatísticas da empresa mostram que o número de acidentes aumentou 10% em 2017, se comparado com 2016. No total, foram registrados 103 atropelamentos e abalroamentos nas linhas de trens durante o ano de 2017, enquanto que em 2016 houve 93 acidentes. No Sul Fluminense – entre Valença e Barra do Piraí – a situação foi um pouco mais tranquila: foram sete acidentes em 2017, contra 12 no ano anterior, o que corresponde a uma queda de quase 50% no número de ocorrências.

 

Ainda assim, as consequências dos acidentes nas linhas férreas são geralmente muito graves, principalmente nos casos de atropelamentos, como sugere a morte ocorrida na semana passada. No único acidente registrado em Volta Redonda em 2017, a estudante Sara Teixeira Batista, 23, foi atropelada por um trem no Núcleo de Posse Princesa Isabel (local conhecido como Buraco Quente), no Jardim Amália II. Sara, moradora da Boa Sorte, em Barra Mansa, teve um dos pés amputados no acidente, que aconteceu em novembro.

 

Em Barra Mansa, onde houve dois registros de acidentes em 2017 (um a menos que 2016), a consequência do atropelamento para uma das vítimas também foi bastante grave, com ferimentos traumáticos. José Roberto Braga, 58, teve as duas pernas amputadas na altura dos joelhos após ter sido atropelado por um trem, na passagem de nível da Saudade, também em novembro do ano passado.

 

Nos vídeos de segurança disponibilizados pela MRS – vários pontos das linhas férreas, principalmente nos trechos urbanos, são monitorados por câmeras – é possível verificar que praticamente todos os acidentes acontecem por imprudência dos pedestres (atropelamentos) ou motoristas (abalroamentos), que não respeitam a sinalização alertando para a passagem das composições. A operadora das ferrovias aponta como principais motivos para a imprudência a desatenção, a pressa, o uso de celulares ao atravessar a ferrovia, além do efeito do álcool e das drogas.

 

“Por isso, uma das nossas linhas de atuação está diretamente ligada ao trabalho de conscientização junto às comunidades vizinhas à ferrovia. O trem tem prioridade nas passagens em nível porque é muito pesado e não freia como um automóvel”, pontua Uascar Carvalho, gerente geral de Faixa de Domínio e Interferências da MRS.

 

Segundo ele, atitudes simples podem ajudar a zerar o número de acidentes, como atravessar a linha férrea apenas em locais permitidos, não tentar passar na frente do trem quando a composição estiver se aproximando. “Enfim, a adoção do comportamento seguro”, aponta o gerente, lembrando as placas presentes em quase todas as travessias de nível pelo Brasil: pare, olhe, escute!

 

Apesar de considerar os números bons em relação a outros meios de transporte, a MRS lembra que os indicativos e o aumento de 10% nas ocorrências são “um alerta para os motoristas e pedestres que atravessam as ferrovias”.

 

Na região, além de Volta Redonda, que manteve o mesmo número de acidentes, e Barra Mansa, que teve a redução de uma ocorrência, Valença e Pinheiral apresentaram queda no número de acidentes, sendo que esta última cidade teve somente um acidente em 2017, contra cinco registros no ano anterior. Barra do Piraí foi o único município que teve número maior de acidentes, com dois registros em 2016 e três em 2017.

 

Em todo o trecho operado pela MRS a cidade mais problemática, de longe, é Juiz de Fora, em Minas Gerais, que teve 15 acidentes em 2017. Para se ter uma ideia, é quase o dobro de ocorrências da segunda colocada – Itaguaí, na Baixada Fluminense –, que contabilizou sete acidentes no ano passado.   

 

Federal prende Orlando Diniz

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A Polícia Federal deflagrou na manhã, de ontem, sexta, 23 a Operação Jabuti*, com o objetivo de investigar o desvio de recursos da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio); além de lavagem de dinheiro e pagamento de cerca de R$ 180 milhões em honorários advocatícios com recursos da própria entidade.

A operação foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, com apoio da Receita Federal, e é um desdobramento da Operação Calicute. Cerca de 60 policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, estava o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz.

Diniz presidia o Sesc-Rio até dezembro do ano passado, quando foi afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de irregularidades no comando da entidade. O engraçado é que na quinta, 22, o Diário Oficial do Estado, publicou a relação da chapa comandada por ele para disputar as eleições para Fecomércio, marcadas para junho.

Diniz se apresentou como candidato a reeleição e entre os integrantes de sua chapa estão fugiras bem conhecidas do Sul Fluminense, entre eles Julio Cezar Rezende de Freitas, Essiomar Gomes da Silva, Jorge Guilherme Aida Aiex, Orlando João  Andrade Pimentel, Antônio Luzia Borges, Jerônimo Pereira, Levi Moreira de Freitas dos Santos, Leôncio Lameira de Oliveira, Marco Antônio Gonçalves Torres, Luis Antonio Nogueira Feris, Maria Graça Fernandes Marcelino, Jair Francisco Gomes, Juliana Lanes Rolim e Antonio Feris Filho.

As investigações da Polícia Federal apontaram que pessoas ligadas à gestão da Fecomércio estariam envolvidas em operações irregulares, incluindo o desvio de recursos, lavagem de dinheiro e pagamento, com recursos da entidade, de vultosos honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$180 milhões. Nesse valor, estão incluídos cerca de R$ 20 milhões que teriam sido pagos ao escritório pertencente à esposa do ex-governador Sérgio Cabral.

Apurou-se ainda que várias pessoas teriam recebido, por anos, salários da Fecomércio, embora nunca tenham trabalhado na entidade. Algumas trabalhariam para o ex-governador, e outras seriam  familiares próximas de outros membros da organização criminosa.

Conforme noticiário da grande imprensa, Diniz rebateu todas as denúncias apresentadas contra ele.

Curtas

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Ponte da desunião

19-02-18- Anuncio de contrução de ponte da Vila Elmira- Paulo Dimas (26)

A foto mostra uma cena incomum, normal apenas dentro de gabinetes: é de um encontro entre os prefeitos Samuca Silva e Rodrigo Drable, ocorrido na segunda, 19, quando os dois foram acompanhar o início das obras de construção de uma nova ponte sobre o Riacho Ponte Alta, que liga as cidades de Volta Redonda e Barra Mansa. A ponte que existia no local desabou devido às fortes chuvas que atingiram a região. Provisoriamente, a prefeitura da cidade do aço instalou uma passarela entre os bairros para que os pedestres não precisem andar dois quilômetros para atravessar o córrego.
O custo da nova obra foi calculado em R$ 400 mil, que será dividido entre os dois municípios (R$ 200 mil para cada cidade) e ela deve ficar pronta em três meses. A prefeitura de Volta Redonda foi responsável pela licitação da obra e a contratação da empresa, já Barra Mansa realizou o projeto e os licenciamentos ambientais. “Neste momento difícil, mostrou que a união entre Barra Mansa e Volta Redonda é importante, o que não acontecia no passado. É uma verba das duas prefeituras que está resolvendo um problema do governo do Estado”, destacou Rodrigo Drable, criticando meio que indiretamente o governador Pezão, que é do MDB, como ele.

 

A primeira viagem 

19-02-2018- Onibus Escola no Bairro Roma- Fotos Evandro Freitas... (5)

A primeira viagem para a escola das crianças que moram no condomínio “Minha Casa, Minha Vida”, localizado no Roma, na manhã de segunda, 19. será inesquecível. Por dois motivos: antes ela tinham que ir a pé, em um percurso de três quilômetros até o Centro Educacional Iracema Leite Nader. E, principalmente, por conhecerem o prefeito Samuca Silva, que esteve no bairro para acompanhar a passagem do primeiro ônibus escolar que as levou, até a unidade escolar.  

O veículo passava por todas as unidades escolares do bairro, menos no trajeto entre o condomínio e a escola infantil, que atualmente atende cerca de 200 crianças, todas de 1 a 5 anos, em nove turmas da manhã e da tarde, além de uma em tempo integral.
A secretária de Educação, Rita de Cássia, acompanhou o prefeito e destacou que o transporte era uma reivindicação antiga dos moradores do condomínio. “Estamos proporcionando mais conforto e segurança às crianças e aos responsáveis dos alunos. É uma grande conquista da população da região do Roma”, pontuou.

“As crianças vinham andando pela estrada, correndo risco de serem atropeladas. Isso mostra o respeito e o incentivo que estamos tendo com a Educação. Todos os investimentos em educação devem ser valorizados: são mais de R$ 6 milhões em investimento em materiais escolares e uniformes, além de convocação de novos professores”, disse Samuca. 

     
Vans escolares
Por falar em ônibus escolar, na segunda, 19, a secretaria de Transporte Urbano voltou a fiscalizar os veículos escolares de Volta Redonda. Desta vez, a ação aconteceu na entrada da Escola Municipal Miguel Couto Filho, no Jardim Normândia. Nas duas primeiras, realizadas em colégios públicos e particulares tanto na Vila quanto no Laranjal, a fiscalização resultou na apreensão de um veículo sem autorização para fazer o transporte escolar. “Nosso objetivo é cumprir as exigências do Código de Trânsito Brasileiro e no decreto municipal que regulamenta o transporte escolar na cidade. A fiscalização destes automóveis é, acima de tudo, uma forma de proteger as crianças”, ressaltou o titular da pasta, Wellington Silva.

Desta vez, não houve apreensão de nenhum veículo, porém houve uma notificação de uma van escolar. “Se constatada a irregularidade, o motorista é multado e o veículo recolhido ao depósito da Guarda Municipal, na Ilha São João”, disse.  

Rede de proteção

A prefeitura de Volta Redonda oferece diariamente uma rede de proteção para pessoas em situação de vulnerabilidade social e em situação de rua. A atuação é feita de forma preventiva e direta pela secretaria de Ação Comunitária (Smac). No ano passado, o Centro Pop, que é um Centro de Referência Especializado para População Em Situação de Rua, atendeu cerca de 120 pessoas por mês – 1.455 pessoas no ano. Tem mais. Fez 496 abordagens nas ruas, com uma média mensal de 41 pessoas, e deu apoio a cerca de 1.080 migrantes, uma média de 90 pessoas por mês. Em janeiro último, outras 220 pessoas foram atendidas pelo órgão.

Atualmente, a Smac trabalha com a rede de proteção através de dois departamentos: o Departamento de Proteção Básica, que age na prevenção junto às famílias para fortalecimento do vínculo familiar; e o Departamento de Proteção Social Especial (DPES), quando ocorre a violação de direitos e a pessoa precisa de proteção social urgente.
A porta de entrada para a rede de acolhimento para pessoas em situação de rua é o Centro Pop, que funciona no Aterrado. No local, o usuário pode fazer higiene pessoal, lavar roupas e se alimentar. “Os usuários também são encaminhados para a rede de saúde, atendimento psicológico, tratamento para alcoolismo, entre outros, de acordo com sua necessidade. Nós somos uma referência em todo o estado no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social”, explicou o prefeito Samuca Silva.

Como um braço do Centro Pop, existe o SAM (Serviço de Atendimento ao Migrante), que funciona na Rodoviária Francisco Torres. “No local é fornecida a passagem para pessoa em situação de rua que queira voltar para sua cidade natal ou queira ir para outro município. A passagem só é liberada com autorização do Centro Pop”, disse a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Smac, Mariana Pimenta.

Após serem inseridos na rede de acolhimento pelo Centro Pop, quem quiser deixar as ruas é encaminhado para o Abrigo Municipal. As pessoas que procuram o abrigo, além de ter acompanhamento médico e psicológico, também são incluídas no Programa Superação, que tem o intuito de reinserir essas pessoas no mercado de trabalho. Pela própria Smac eles realizam capina e participam de oficinas. Cada um recebe uma bolsa de meio salário mínimo. “Volta Redonda tem essa rede complexa de atendimento à pessoa em situação de rua, e somos referência para várias cidades. Hoje nossa rede busca fazer ainda a reinserção social dessas pessoas, para que possam ter independência financeira, convívio familiar, entre outros”, afirmou o secretário de Ação Comunitária, Maycon Abrantes.

Ivan de Oliveira Santos, 36 anos, separado, pai de 4 filhos menores, desempregado e que vivia fora de casa, fala da importância do apoio que recebe no Centro Pop: “Se não fosse o Centro eu estaria vivendo nas ruas por minha conta e risco. Aqui eu tenho café da manhã, almoço, café da tarde, roupa lavada e participo de palestras de motivação. À noite vou para o Abrigo Seu Nadim para um banho quente e dormir. Estou em busca de emprego, sou soldador, quero voltar a ter uma vida normal, viver sossegado, ficar junto dos meus filhos.  O Centro Pop está me ajudando a recuperar esta autoestima”, disse Ivan.

 

Cultura

Com o apoio da secretaria de Cultura de Volta Redonda, a Vila Santa Cecília será, neste fim de semana, palco para uma maratona cultural envolvendo artistas nas áreas de teatro, dança, música, literatura, moda, e artes visuais. “É a primeira vez que a prefeitura apoia este evento tão importante que valoriza a cultura da região”, comentou a titular da pasta, Aline Ribeiro, garantindo que mais de 500 artistas estarão se apresentando. “No domingo (amanhã, 25) teremos diversas apresentações, exposições, oficinas, palestras, e muita arte”, pontuou.

Com início previsto para às 9 de amanhã o evento terá 12 horas de programação, dividida em quatros pontos culturais da cidade: memoriais Zumbi (palco e música) e Getúlio Vargas (teatro, dança, poesia, moda e cerimônia de entrega dos troféus), Biblioteca Municipal (literatura, conteúdo digital, espaço Kids, After Party) e Espaço das Artes Zélia Arbex (artes visuais).

 

Estão abertas – até quarta, 28 – as inscrições gratuitas para o Hackaton 2018 promovido pelo APL Metalmecânico do Sul Fluminense, marcado para acontecer nos dias 10 e 11 de março. O projeto tem como proposta principal a criação de uma plataforma que possibilite a integração, a troca de conhecimentos e de informações e a interface entre o setor produtivo regional, as instituições de ensino e os órgãos públicos. As inscrições podem ser feitas através do site: https://www.sym-pla.com.br/hacka
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A presidente do Jeep Clube de Volta Redonda, Flávia Aragão, se encontrou com representantes da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, da Smel e da Cultura para conversar sobre a realização de uma edição especial da tradicional Trilha da Meia-Noite. Com previsão para o início do segundo semestre, a trilha é um dos maiores eventos off-road do Rio de Janeiro e deve atrair mais de 100 competidores. “Queremos manter essa tradição em nossa cidade, que atrai um público grande de toda a região. Será um evento familiar”, destacou.

A Aciap de Barra Mansa vai promover na quarta, 28, um evento para esclarecer dúvidas sobre o eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), sistema que obriga os empregadores a comunicarem ao governo as informações dos trabalhadores como vínculos, folha de pagamento, FGTS, entre outras.

O evento será as 19 horas, no auditório da entidade, e é gratuito. As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (24) 3323-4861. 

 

A secretaria de Educação de Volta Redonda começou a entregar os uniformes escolares – 40 mil kits ao todo – para atender os alunos da educação infantil, especial, fundamental, médio e, ainda, as turmas do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

“Estamos entregando os uniformes logo no começo do ano letivo, e isso é muito significativo. Estudei em colégio público e sei da importância dos uniformes e do kit escolar”, ressaltou Samuca.

 

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