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Polivalente

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Apostar na formação técnica junto com o ensino médio é o diferencial de algumas instituições, que encontram no método os instrumentos necessários para um ensino de qualidade. Um dos principais benefícios que os alunos apontam é o conhecimento na prática, por meio de vivências em laboratórios, visitas a universidades e empresas. Desse modo, os alunos saem com mais bagagem e maturidade para encarar o vestibular e os desafios que o ensino superior exige.

 

A ETPC – Escola Técnica Pandiá Calógeras, que antigamente era reconhecida por formar mão de obra para a CSN e outras empresas da região, atualmente proporciona uma formação ampla ao oferecer o ensino médio com curso técnico em diversas áreas e com excelentes resultados. Em 2017, a escola teve 133 alunos aprovados em vestibulares, 71 aprovações em universidades públicas e 23 alunos entre os 10 primeiros colocados. E para quem ainda acha que a ETPC forma apenas engenheiros, as aprovações vão de medicina a design, passando por direito, letras e geologia.

 

O conhecimento prático é uma das características principais da instituição. Durante as aulas, os alunos frequentam os mais de dez laboratórios da escola, têm a oportunidade de fazer estágio em empresas, visitam universidades, centros de pesquisas e desenvolvem projetos científicos. Atividades pouco comuns no ensino médio tradicional e o que atrai alunos e pais interessados em uma formação mais ampla, que prepara o aluno para suas escolhas.

 

Foi o caso do ex-aluno Pedro Miller, que concluiu os estudos na ETPC em 2016 e passou no vestibular de quatro faculdades: UniFOA (Volta Redonda); Inatel com bolsa de 100%, em Santa Rita do Sapucaí (MG); Unicef, em Itajubá (MG); e Unesp em São Paulo. “A ETPC foi muito importante nessa trajetória, pois a qualidade do ensino aliada ao curso técnico me deram mais chances de alcançar meus objetivos”, afirmou o estudante.

 

Além da formação mais completa, o curso técnico tem a vantagem de apoiar  os estudantes na escolha profissional, já que oferece a oportunidade de entrar em contato direto com o mundo do trabalho ainda no ensino médio. O que faz toda a diferença na hora de prestar vestibular e escolher uma carreira. “Foi através do curso técnico em eletrônica que eu conheci a área que estou. Foi esse contato que me influenciou e ajudou a escolher a graduação que curso hoje”, afirmou o ex-aluno, que atualmente está no 2º ano de Engenharia Eletrônica na Unifei em Itajubá (MG).

 

Para o professor Joaquim Lopes Pereira, coordenador dos cursos de Eletromecânica e Mecânica da ETPC, aliar as duas formas de ensino, com qualidade, é o que faz a escola ser destaque na região. “Observo que nossos alunos chegam à faculdade mais maduros, preparados e desenvoltos.  Além disso, ingressam no mercado de trabalho com mais facilidade. Isso porque aliar o ensino médio ao curso técnico favorece a compreensão dos conteúdos iniciais da graduação”. 

 

Sair na frente na universidade é um diferencial ainda pouco lembrado na hora de escolher estudar em uma escola técnica. Para Miller é um dos fatores que mais merecem destaque “Mesmo estando no início do curso já aplico diversos conhecimentos que eu obtive na ETPC, tanto de disciplinas, como prática em fazer relatórios e desenvolvimento de projetos, o que me dá uma vantagem em relação ao outros alunos nesse  começo da universidade”.

Leilão branco

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vita cópia

Luiz Vieira e Pollyanna Xavier

A crise CSN x Vita, instalada na semana passada depois da decisão da Justiça de desmobilizar (despejar) o hospital para que o imóvel volte às mãos da CSN rendeu muita boataria nos últimos dias. Paralelo ao falatório ocorreram diversas manifestações, com distribuição de boletins, reuniões, telefonemas importantes, coletivas com a imprensa. A cada dia surgia uma novidade. A principal dava conta que o Grupo Vita estaria jogando a toalha. “Não queremos mais (manter o Vita, grifo nosso), nem na hipótese de lograr eventualmente alguma vitória diante da CSN”, teria dito o vice-presidente do Vita, Francisco Roberto Balestrin, durante reunião que manteve com os médicos em Volta Redonda.

 

Ele pode estar se referindo à pressão que a CSN vem fazendo para receber o que acha que o grupo Vita São Paulo lhe deve – algo como R$ 43 milhões. Embora possa ter jogado a tolha diante dos médicos, Balestrin, segundo uma fonte, estaria agindo de forma bem diferente para com a direção da CSN. “O Vita segue sem apresentar qualquer proposta formal para a solução do problema, embora seus representantes estejam dizendo, ora que vão fazê-la, ora que não têm interesse, como disse o Balestrin em Volta Redonda”, avalia a fonte, que pede que seu nome não seja revelado.

 

Ela vai além. Confirma que quatro grupos já procuraram a CSN com interesse de assumir o imóvel ocupado pelo Vita, no Laranjal. Eles também já teriam procurado a direção do Vita, em São Paulo. “É bom que o aQui deixe bem claro à população que a CSN não é dona do Hospital (Vita), ela é apenas dona do prédio onde funciona o hospital”, dispara a fonte, que completa: “A ideia da CSN é, imediatamente, alugar o prédio a outro hospital, seja da Rede D’Or, Unimed ou outro. Há cinco entidades negociando com a CSN”, disse.

 

Embora não tenha revelado o nome dos outros grupos – além da Rede D’Or, Leforte e da Unimed –, o aQui descobriu que o grupo Notredame Intermédica – que administra planos de saúde e hospitais em várias capitais brasileiras – também entrou na disputa. E tem cacife alto desde que passou ao controle da multinacional Bain Capital, dos Estados Unidos. Detalhe: que estaria sendo negociado com a Amil. “A Intermédica já esteve com a direção da CSN e do Vita, em São Paulo”, confirma uma segunda fonte do jornal, que também pede anonimato.    

 

Tem mais. Ela confirma que um grupo de médicos do Vita Volta Redonda encaminhou uma carta ao presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, pedindo para que analise a possibilidade de passar o imóvel para ser administrado por eles. “Os médicos e enfermeiros, por si só, não têm como assumir a gestão do hospital. Ele é do Vita. Os médicos e enfermeiros não têm personalidade jurídica e licenças para conduzirem – formalmente – um hospital. A ideia pode ser nobre, mas é de dificílima implantação”, pontua a fonte.

 

Saída existe, é bom que se frise. Basta que os médicos e/ou enfermeiros constituam uma empresa ou cooperativa, se for o caso, para assumir o aluguel do imóvel junto à CSN e, a seguir, negociar com a direção do Vita em São Paulo a compra ou aluguel dos equipamentos em funcionamento. “Eles representam o coração do Vita”, dispara a fonte, mostrando ser favorável à ideia. “Lembro que a CSN paga o atendimento que é feito no hospital (da família CSN, grifo nosso) para o Bradesco Saúde. O Bradesco é quem paga ao Vita. E assim por diante com outros planos de saúde e também com o SUS”, pontua.

 

Outra novidade que pode explodir a qualquer hora é a participação direta de um novo grupo interessado em fazer parte do ‘leilão branco’ do Vita. Pedindo para que não tenha o nome revelado, o grupo diz que pode até desistir de um grande investimento que estaria tentando emplacar em Volta Redonda para investir mais em Saúde. Pode até propor uma parceria empresarial com a própria CSN. Ou seja, o Hospital Vita poderia voltar a ser o Hospital Siderúrgica Nacional (HSN), como já foi conhecido no passado.   

 

Com tantos boatos na mesa de operação, a semana não poderia deixar de ser polêmica. A notícia veiculada pelo aQui, com exclusividade, no  final da tarde de sexta, 9, sobre o despejo do Vita explodiu nas redes sociais. O site do jornal foi acessado por mais de 90 mil internautas. No Facebook, a notícia alcançou 81.748 internautas, rendendo 646 curtidas, 729 compartilhamentos e 387 comentários. Detalhe: a maioria contra o grupo Vita São Paulo, por ter deixado o caso chegar ao extremo de uma ação de despejo, colocando em risco o emprego de mais de 500 pessoas, entre médicos e funcionários da sua unidade em Volta Redonda.

 

Sobrou até para a Unimed – tanto nacional quanto local –, que também estaria negociando, em segredo, com a CSN para assumir a administração do Vita, seu concorrente. Houve quem desaprovasse o nome da cooperativa médica, acreditando que ela não daria conta de administrar dois hospitais na cidade do aço. “Os cooperados não querem. Esta ideia partiu da direção da Unimed e eles estão propondo que médicos arquem com a reforma do Hospital, isto sem contar com o dinheiro que os cooperados teriam que desembolsar para assumir o negócio do Vita e pagar aluguel à CSN”, confidenciou a fonte do aQui. “Eles estão propondo pagar R$ 200 mil de aluguel; é pouco”, dispara.

 

Corpo Clínico

Na segunda, 12, uma novidade trouxe luz à crise CSN x Vita. É que o Corpo Clínico que atua há mais de 35 anos no hospital, formado por médicos experientes (remanescentes da época em que o Vita ainda era subordinado à Fugemss, uma fundação da CSN), se mostrou disposto a assumir a gestão da unidade. A proposta, bastante ousada, já foi formalizada. Os médicos acreditam que, com a experiência adquirida nos últimos anos e com o histórico construído dentro da unidade, conseguirão carta branca para gerirem, sem intermediários, o hospital, sendo Vita ou não.

 

Os médicos estão, inclusive, dispostos a pedir apoio do prefeito Samuca, dos vereadores, do Sindicato dos Metalúrgicos e de quem mais eles acharem que possa ajudar nesta empreitada. Na terça, 13, uma comissão de representação foi formada por cinco médicos que, com o apoio do Cremerj, confeccionaram um comunicado à população e ainda uma carta à CSN propondo uma reunião para tratar do assunto. À população, os médicos lamentaram o litígio entre CSN e Vita e disseram que o Hospital – “hoje chamado Vita Volta Redonda sempre foi, é e será o Hospital da Companhia”.

 

Ainda no comunicado, os médicos disseram que “a vida do Hospital, que já foi HSN, Santa Cecília e hoje é Vita, se deve a um grupo de colaboradores e ao seu Corpo Clínico, com muitos estreantes à época em que era um Departamento da CSN e que aqui estão há 10, 25, 35, 45 anos”. E salientaram que o conflito entre a Siderúrgica e o Grupo Vita não nasceu dos operadores locais do Hospital. “Não foram seus empregados, fornecedores, terceiros e muito menos o Corpo Clínico que iniciaram e mantiveram o litígio, que é sim uma ação direta do Grupo Vita (sediado em São Paulo) com a CSN”. Segundo Rônel Mascarenhas, diretor médico do Vita, “independente do rumo institucional do hospital, o Corpo Clínico manterá a qualidade, a integridade e o compromisso que sempre teve”, prometeu.

 

Quanto à carta enviada à CSN, os médicos solicitaram uma reunião com o presidente da Companhia, cuja pauta principal será (1º) informá-lo de que Corpo Clínico está disposto a manter o Hospital em funcionamento; e (2º) convencê-lo que os médicos têm capacidade técnica para gerir a unidade neste período de transição. Ou até mais. No documento aberto à população, os médicos disseram que aceitaram “sempre com disciplina as regras da Empresa Proprietária”, mudando de Operador “sem reações infantis, intempestivas ou irresponsáveis”.

 

Segundo o documento, os médicos informam que as mudanças que já ocorreram no Hospital “nunca se tornaram empecilho” para que o Corpo Clínico continuasse a trabalhar normalmente. “Com o respaldo do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), decidimos e encaminhamos à CSN uma carta que solicita audiência para que a Comissão Representativa do Corpo Clínico do Hospital Vita Volta Redonda possa ser recebida para diálogo com a empresa”, informou Rônel Mascarenhas.

 

Caso a CSN concorde com a proposta de gestão do Corpo Clínico, serão totalmente desnecessárias as medidas de esvaziamento da demanda do Hospital. “Sabemos e respeitamos totalmente a consecução das fases e medidas judiciais, porém com a declaração pública de afastamento e desinteresse do Grupo Vita, perdeu o sentido de se desativar o Hospital, sendo totalmente possível aguardar todos os procedimentos para que um novo Operador o assuma, funcionando plenamente e se preparando de forma inteligente para esta transição”, diz um trecho da carta escrita pelo Corpo Clínico e enviada à população.

 

Desde a decisão da Justiça de desmobilizar o Hospital Vita, publicada com exclusividade pelo aQui na tarde de sexta, 9, um administrador judicial foi nomeado e está no Hospital para executar um plano de desocupação dos leitos. Ele terá que apresentar um relatório até o final de março, quando se esgota o prazo de 20 dias dado pelo juiz da 4ª Vara Cível da cidade do aço, Roberto Henrique dos Reis.

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Samuca e Silvio Campos pedem manutenção de empregos

A crise CSN x Vita mexeu com as estruturas da cidade do aço. O prefeito Samuca Silva, preocupado com uma possível demissão em massa, chegou a ligar para o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, para interceder pelos ameaçados de perder seus empregos. Atualmente, o Vita emprega 500 funcionários diretos e outros 200 indiretos. O pedido de Samu-ca foi para que, seja quem for o novo operador do hospital, absorva os funcionários para que o impacto social na transferência da gestão seja minimizado.

 

Samuca também conversou com Steinbruch sobre os atendimentos realizados pelos planos de saúde e, principalmente, aqueles atendimentos pelo SUS. “Sei que é uma questão privada, com disputas na Justiça, mas os reflexos podem ser sentidos na saúde pública. Por isto, conversei com o Benjamin Steinbruch. Eu quis saber se já existe alguma solução para que as pessoas que têm plano de saúde não sejam prejudicadas, nem elas e nem os atuais trabalhadores da própria CSN. Ele me garantiu que não haverá prejuízos e que, em breve, uma nova rede irá assumir o hospital”, contou o prefeito.

 

Apesar da desmobilização judicial do Vita, o hospital segue atendendo pacientes normalmente. Tanto os trabalhadores da CSN (que possuem o Saúde Bradesco) quanto a população que possui outros convênios médicos. “O Corpo Clínico do Hospital tem garantido este atendimento”, reconheceu Samuca.

Reforço

Silvio Campos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, também fez a mesma solicitação, feita por Samuca, à CSN. “A gente está acompanhando esta questão e pedimos que a rede que vier, aproveite os funcionários que já estão no hospital. Temos uma equipe muito boa lá dentro, formada por médicos, enfermeiros, técnicos e atendentes em geral. A gente já está vivendo um momento difícil na nossa economia e uma demissão em massa seria um impacto muito negativo para a cidade. Pedimos isto e a CSN disse que vai nos atender”, contou Silvio.

 

O líder sindical disse que durante a semana foi procurado por vários metalúrgicos preocupados com a interrupção no atendimento no Hospital Vita. Para todos eles, Silvio deu a mesma orientação: a de que a transição não vai prejudicar o trabalhador da CSN, e que aqueles que precisarem de atendimento médico poderão recorrer ao Vita, como sempre fizeram, e ainda a Unimed, Santa Maria II e o Samer, em Barra Mansa e Resende respectivamente. “Sem atendimento não vão ficar”, garantiu Silvio Campos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

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Em virtude de notícias veiculadas acerca de disputa judicial entre a CSN e o Hospital Vita, esta Instituição tem a esclarecer que:

1) A CSN ingressou com ação judicial contra o Hospital Vita com o objetivo de reaver a posse do imóvel no qual está sediada esta Instituição,em decorrência de um suposto não pagamento de aluguéis, que jamais foram pactuados;

2) A ação judicial em questão não visa o encerramento das atividades do Hospital Vita, mas tão somente seu despejo do imóvel pertencente à CSN. Não há qualquer ação judicial, ou mesmo pedido, para que se determine o encerramento das atividades do Hospital, sendo manifestamente inverídica qualquer notícia de que ocorrerá o encerramento das atividades dessa Instituição;

3) Embora o Hospital Vita tenha envidado todos os esforços no sentido de chegar a um acordo com a CSN, inclusive depositando em juízo o valor de um aluguel mensal que entendia até superior ao de mercado, houve expressa recusa por parte da CSN, que insiste no pagamento de uma quantia astronômica absolutamente indevida, inviabilizando qualquer tipo de composição amigável;

4) A questão ainda está “sub judice” perante o Superior Tribunal de Justiça,que deverá julgar recurso contra adecisão judicial que acolheu o pedido de despejo formulado pela CSN, reputada veemente ilegal por esta Instituição;

5) Os atendimentos prestados aos pacientes do Hospital Vita estão sendo acompanhados por representante do juízo, não sofrerão qualquer interrupção repentina e todos os interessados serão oportunamente cientificados se porventura houver alguma alteração na rotina das atividades desenvolvidas por esta Instituição;
6) O Hospital Vita emprega mais de 500 funcionários, atende os funcionários da própria CSN, é tido como um hospital-referência, sendo seu nível de excelência reconhecido pelo programa de certificação hospitalar nacional – ONA (Organização Nacional de Acreditação), e ser o único que realiza cirurgias cardíacas na região de Volta Redonda, pelo SUS;

7) O Hospital Vita continuará desenvolvendo suas atividades com foco na excelência do atendimento prestada a seus pacientes e cumprindo os acordos firmados com seus parceiros;

8) Todas as medidas que entender pertinentes para a preservação de seus direitos e valores éticos serão adotadas por esta Instituição, que conta, inclusive, que terá sucesso nas medidas que já estão sendo adotadas junto ao Poder Judiciário.

Hospital Vita Volta Redonda

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