domingo, novembro 8, 2026
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Sem constrangimento

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O Detran do Rio de Janeiro passará a emitir carteiras de identidade com nomes sociais, chamada de carteira de identidade social, para travestis e transexuais. Os documentos trarão os nomes de batismo e social. As três primeiras carteiras foram emitidas ontem, terça, 27, durante cerimônia no Palácio Guanabara, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão, do secretário de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, Átila Alexandre Nunes, e o presidente do Detran-RJ, Vinicius Farah.

 

O decreto 46.172 do governador Luiz Fernando Pezão, que instituiu o documento, foi regulamentado pelo Detran. O documento, além de reconhecer a identidade social de travestis e transexuais, evitará constrangimentos aos quais eles estão submetidos ao serem chamados por nomes de um gênero ao qual não se identificam. O projeto nasceu a partir de iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos.

 

Os funcionários do Detran passaram por treinamento específico elaborado em parceira com a secretaria, por intermédio do Programa Rio Sem Homofobia, para aprimorar ainda mais o atendimento oferecido ao usuário.

 

Para emitir a carteira de identidade social, bastará o interessado fazer uma declaração de próprio punho em formulário específico disponível nas unidades do Detran. Com esse simples procedimento, sem custo, o nome social será acrescentado ao documento de identificação, passando a aparecer em conjunto com o nome de nascimento. O nome social, no entanto, não poderá ser alterado. É necessário apenas pagar um Duda (Documento Único do Detran de Arrecadação) no valor R$ 37,15. Para emissão de segunda via por roubo, não é necessário precisa pagar o Duda, bastando apresentar o boletim de ocorrência.

 

Detran Conduta 

Em seis meses de atuação, o programa ‘Detran Conduta’ já realizou mais de 7,2 mil atendimentos, resultando em 10 prisões e no afastamento de 60 funcionários. Também foram instauradas 45 sindicâncias e feitas 30 conduções para a delegacia. O programa também realizou 538 serviços de auxílio à Justiça.

 

O objetivo do programa é acompanhar a atuação dos funcionários da autarquia. São analisadas tanto as condutas positivas, que recebem premiações, quanto as negativas, que são punidas, inclusive com demissão. “Ter lisura é imprescindível. O Detran Conduta trabalha em parceria com a sociedade, que denuncia e nós apuramos. Também fechamos uma parceria com o Ministério Público para a checagem dos fatos”, afirmou o presidente do Detran, Vinicius Farah.

 

 O Detran Conduta une a Ouvidoria e a Corregedoria. Ao todo, 52 agentes visitam os postos de atendimento espalhados pelo estado, para fiscalizar a prestação de serviços.

 

 Até o fim de 2018, o Detran Conduta ganhará uma nova fase de ação. Uma central de monitoramento na sede do Detran vai fiscalizar todos os 52 postos do órgão, que receberão câmeras de vídeo.

 

Convênio com o MP

 No dia 19 de março, foi assinado um convênio com o Ministério Público (MP), com o objetivo de melhorar as ações de controle e combate às irregularidades no estado.

 

O Detran vai permitir ao MP acesso ao seu banco de dados para agilizar e facilitar as investigações do órgão. Enquanto isso, o MP dará apoio ao Detran Conduta.

 

Serviço

A população pode fazer suas notificações por telefone (0800 020 4041), no site (www.detran.rj.gov.br) ou presencialmente na sede do órgão. No Detran Conduta, reclamações ou elogios são mantidos em sigilo.

Olha o trem!!!

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Com o objetivo de fomentar o turismo no Estado, poderá ser criado o Programa de Recuperação da Malha Ferroviária. É o que determina o Projeto de Lei 1.252/12, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio aprovou na quarta, 21, em segunda discussão. Por ter sido modificado durante a votação, o texto ainda terá sua redação final votada pela Casa.

A autoria da proposta é dos deputados Enfermeira Rejane (PCdoB), Jânio Mendes (PDT), do deputado afastado Edson Albertassi e dos ex-parlamentares Sabino, Andréia Busatto e Roberto Henriques. O objetivo é recuperar diversas linhas no Estado pelo seu potencial turístico, revitalizando regiões e atraindo novos investimentos.

Poderão ser feitas parcerias público-privadas para a recuperação das linhas. A Secretaria de Estado de Transportes deverá fazer um projeto em que contenha a análise das linhas, o orçamento para as obras e o cronograma para a implantação.

Uma das autoras do texto, a deputada Enfermeira Rejane diz que a recuperação levará desenvolvimento para as regiões onde o transporte ferroviário foi um importante meio de locomoção das pessoas. “A revitalização desses ramais trará crescimento econômico para as cidades. Vai fomentar o turismo, o comércio e a produção local, além de gerar empregos e renda. Outros estados já fazem isso e o Rio pode aproveitar essa potencialidade”, afirmou.

Linhas
Estão incluídas na proposta as seguintes linhas: ramal Santa Cruz – Mangaratiba; ramal Sumidouro; ramal Maricá – Cabo Frio; ramal Macaé – Campos dos Goytacazes; ramal São João da Barra (EF Sesc Grussaí); ramal Campista – Campos dos Goytacazes – Miracema; ramal Saracuruna – Cantagalo; ramal Conrado – Miguel Pereira – Paty do Alferes; ramal Serra de Petrópolis (Magé – Guia de Pacopaíba a Piabetá e Magé – Vila Inhomirim a Petrópolis; ramal Trem Mata Atlântica (Angra dos Reis – Lídice – Barra Mansa); ramal da Fazenda Mato Alto (Guaratiba); ramal Paraíba do Sul – Três Rios – Sapucaia; ramal Barrinha (Barra do Piraí – Japeri). Foram incluídos também os ramais Porto de Mauá (Magé) – Fragoso/Vila Inhomirim e o ramal Barra do Piraí (Central – Ipiabas).

É da CSN!

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Pollyanna Xavier

O pronunciamento do juiz da 6ª Vara Cível de Volta Redonda, André Aiex, no processo que a CSN move contra o Clube do Laranjal, pedindo a reintegração de posse, não deixa dúvidas quanto à propriedade do imóvel. O magistrado entendeu que o espaço do Clubinho, como à entidade é conhecida, pertence à CSN, avaliou, afastando qualquer necessidade de comprovação de prova material. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no dia 23 de março.

 

Em sua decisão, André Aiex fixou como ponto controvertido a configuração do direito da parte autora à reintegração de posse requerida na inicial, bem como ao recebimento de aluguel mensal relacionado ao período no qual a CSN alega ‘ter havido esbulho’. Ainda na decisão, foi indeferida a produção de prova testemunhal e pericial, considerando serem desnecessárias para o desfecho da questão controvertida. O juiz André Aiex estipulou um prazo de 15 dias, a contar da data da publicação, para que representantes do Clube do Laranjal se pronunciem.

 

O aQui ouviu a advogada Karolina Ribeiro para entender a decisão do juiz. Segundo ela, o juiz entendeu que a CSN, autora da ação, é a real proprietária do imóvel do clube. “Não houve perda deste direito, logo, o clube de Volta Redonda, que teria ocupado o imóvel de forma irregular, terá que pagar a título de aluguel, o período que ocupou o espaço”, explicou Karolina. Ainda de acordo com ela, quando o juiz fixou o ponto controvertido, “ele constatou, diante das provas já existentes no processo, que não precisava mais de provas para comprovar que o terreno era mesmo da CSN, porque as provas existentes nos autos já lhe davam total convicção da titularidade do bem”, esclareceu.

 

Para Karolina, a fase em que a ação se encontra é uma das mais importantes, porque é quando o juiz “saneia o processo”. “De forma meticulosa, ele cuida de todas as ações realizadas até aquele momento, seja ações realizadas pela parte autora, seja pela ré. É de suma importância essa fiscalização de todos os atos praticados, sob pena de nulidade do processo”, disse, lembrando que a decisão do juiz André Aiex é de Primeiro Grau. “Cabe recurso”, acrescentou.

 

A ação de reintegração de posse que a CSN move contra representantes do Clube do Laranjal é de 2014 e está na 6ª Vara Cível da cidade do aço. Esta é a segunda decisão – depois do recolhimento de provas documentais – do processo. Na primeira, em setembro de 2017, o juiz determinou que a parte autora (CSN) promovesse o andamento do processo no prazo de cinco dias, sob pena de extinção da ação. O processo chegou a ficar parado por mais de 30 dias sem qualquer movimentação. 

 

Para não perder a posse da área de lazer, o Clubinho também acionou a Justiça contra a CSN com uma ação de usucapião. O processo é de 2017 e também tramita na 6ª Vara Cível.  

Sobre o clube

O Clubinho do Laranjal existe há pelo menos 51 anos e ocupa uma área da CSN no bairro mais nobre de Volta Redonda. No local, na década de 1960, existia apenas um campo de futebol e um galpão – onde chegou a funcionar um dos maiores autoramas do país. Em fevereiro de 1965, um grupo de moradores do Laranjal fundou o clubinho, mas a inauguração do espaço só aconteceu em abril de 1966. Desde então, a instituição passou a receber associados de outros bairros do município.

 

Em 1969, o Clube recebeu o título de Utilidade Pública da prefeitura de Volta Redonda e o espaço cresceu. Em agosto de 1973 foram inaugurados os holofotes do campo de futebol e da piscina, numa parceria entre a própria CSN e a antiga FEM. Na década de 1980, a Associação dos Engenheiros tentou tomar o clube, mas houve resistência da diretoria e de alguns associados importantes, fazendo com que a investida não avançasse. Já na década de 1990 foram inaugurados outro campo de futebol e uma nova churrasqueira. Quando a CSN foi privatizada, em 1993, o Clubinho se tornou autossuficiente e passou a caminhar independente da Siderúrgica. Em 2014 veio a ação de reintegração de posse.

 

O Clubinho do Laranjal possui cerca de 200 associados e atualmente é presidido pelo médico e ex-vereador Luiz Gonzaga Lula de Oliveira Lima.

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