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Política & cia

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Engordando a base

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O prefeito Samuca Silva (PV) reuniu na manhã de ontem, sexta, 19, um grupo de dez vereadores em seu gabinete no Palácio 17 de Julho. Todos do ‘Grupo dos 14’, que comanda a mesa diretora da Câmara. Na pauta, o fim do bloco de oposição. O resultado foi positivo e os dez vão caminhar ao lado do prefeito. Só não foram convidados para a reunião os vereadores Carlinhos Santana (SD), Fernando Martins (PMDB), Fábio Buchecha (PTB) e Jari (PSB) – sendo que os dois últimos não são de oposição. Muito pelo contrário.

O aQui até que tentou acompanhar a reunião, iniciada às 10 horas. Entretanto, o prefeito não liberou a entrada do repórter e Samuca e os 10 vereadores trataram do aumento da base aliada, sem testemunhas, por cerca de duas horas. Até assessores mais próximos foram convidados a sair da sala. “A reunião foi muito tranquila. O prefeito pediu nossa ajuda. Pediu um voto de confiança. Como todos nós queremos o bem da cidade, nos colocamos à sua disposição”, disse um parlamentar – pedindo para não ser identificado. E é ele quem jura que Samuca não prometeu nada em troca do apoio político.

Quem participou da reunião disse que Samuca está sinalizando algumas mudanças. Pode até mexer no ‘Grupo dos 7’. “O prefeito disse que está decepcionado com alguns vereadores de primeira viagem. Acha que alguns estão muito deslumbrados”, comentou o vereador, sem citar os nomes dos que devem deixar a base verde. “O intuito agora é ter uma base aliada de 14, 15 vereadores. No mínimo dois terços da Câmara”, completou.
A articulação de Samuca para criar uma nova base na Câmara começou após o aQui publicar que os parlamentares mais experientes estariam prestes a criar um bloco oficial de oposição, tanto que algumas reuniões chegaram a ser feitas por integrantes do ‘Grupo dos 14’. Depois de muita articulação, Samuca conseguiu desarticular o movimento e atrair os insatisfeitos para o Palácio 17 de Julho. Resta saber se conseguirá mantê-los.

Participaram da reunião com Samuca, o presidente da Câmara, Sidney Dinho (PEN); Francisco Novaes (PP), Pastor Washington (PRB); Granato (PTC); Paulo Conrado (PRTB); José Augusto (PDT); Rodrigo Furtado (PTC); Neném (PSB); Edson Quinto (PR) e Tigrão (PMDB).

 

Campanha
Já está circulando nas redes sociais uma petição online de repúdio a dois Projetos de Lei aprovados pela Câmara de Volta Redonda. Um é o que cria o Dia do Terço dos Homens (da Igreja Católica), apresentado por Luciano Mineirinho (PR). O outro é o que cria o Memorial Jerusalém, do vereador pastor Laydson (PMDB). Os críticos dizem que as propostas ferem o Estado Laico. A campanha é encabeçada pelo ‘Volta Redonda Sem Homofobia’ e pelo CEDIR – Coletivo de Estudos e Diálogo Inter-religioso.

Vetos
Os vereadores derrubaram, por unanimidade, na segunda, 15, dois vetos do prefeito Samuca. Um deles é o que cria o bairro Fazendinha, apresentado por Granato (PTC). O outro é sobre usar recursos dos parquímetros para as entidades filantrópicas da cidade, do vereador Pastor Washington (PRB). O prefeito, para vetar os projetos, alegou que eram inconstitucionais.

Salário
O prefeito Samuca tem dito a aliados que já tem, guardados no cofre, recursos suficientes para pagar os salários dos servidores até agosto. Que bom!

Com fôlego!

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Silvio Campos, presidente1

Pollyanna Xavier

À exceção dos últimos acontecimentos na política brasileira – que podem impactar, e muito, a economia e o crescimento industrial –, as fábricas da região já dão sinais de uma tímida recuperação. O Consórcio Modular da MAN, por exemplo, localizado em Resende, está encerrando o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que garantiu a estabilidade dos trabalhadores por quase dois anos. Todos tiveram redução de 20% na jornada diária de trabalho e pelo menos 10% nos salários. A compensação pelo salário perdido ficou a cargo do governo Federal.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, o encerramento do PPE na MAN acontecerá, oficialmente, no dia 1º de junho. Silvio comemorou o fim do Programa e ainda deu uma boa notícia aos trabalhadores: a de que o consórcio concordou em conceder uma estabilidade aos seus trabalhadores até o final de 2018. Até lá, não ocorrerão demissões em massa. “Independentemente do fim do PPE, a empresa reafirmou que permanecem garantidas todas as cláusulas do acordo coletivo, inclusive a estabilidade dos empregos até dezembro de 2018”, anunciou.

Silvio reconhece que a economia ainda não está totalmente recuperada e que a melhora tem ocorrido de forma lenta e gradativa. “Ainda é evidente o cenário de crise na economia do país, mas o mercado tem sinalizado uma tímida melhoria, o que vem provocando a retomada da rotina na produção das montadoras. Embora ainda sofrendo com o atraso na entrega de peças, como consequência da crise, com a perda de alguns fornecedores que tiveram que fechar suas portas. Para o sindicato, esse quadro já é motivo de comemoração já que centenas de trabalhadores voltarão a receber o seu salário integral”, comentou.

A MAN implantou o PPE entre as empresas do Consórcio Modular por pelo menos duas vezes. A primeira adesão foi em 2015 e ela chegou a prorrogar a medida por seis meses. Antes disto, em 2014, a MAN chegou a fazer um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos para a redução da jornada de trabalho, bem semelhante ao PPE. Na época, a ideia era a de adequar a operação da Companhia ao fraco desempenho do mercado de caminhões e ônibus, já que a ociosidade na empresa era de até 70% do potencial produtivo da montadora. Além do PPE, a MAN também chegou a lançar um Programa de Demissão Voluntária e antecipação de aposentadorias. Com isto, o número de trabalhadores caiu de 6 mil funcionários em 2011, para quase R$ 3,7 mil em 2016.

Para Silvio Campos, o fim do PPE representa uma vitória do Sindicato dos Metalúrgicos. E ele deixou claro no boletim que a entidade distribuiu entre os trabalhadores da MAN, ao longo da semana. “O PPE evitou centenas de demissões e o fechamento dos postos de trabalho na região”, comemorou, reforçando que a partir do dia 1º de junho os trabalhadores do consórcio MAN voltarão à normalidade de salários e da jornada de trabalhando, lembrando ainda que estão garantidos por uma estabilidade nos próximos 18 meses. Até lá, acredita-se numa recuperação ainda maior no mercado brasileiro de caminhões e ônibus. 

Clima de churrasco

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A vereadora Rosana Bergone (PRTB), marinheira de primeira viagem, certamente terá problemas com a Justiça Eleitoral. É que no sábado, 13, a parlamentar usou um espaço público – pátio da Escola Municipal Rubens Machado, no Vale Verde – para oferecer um churrasco a cerca de duas mil pessoas que seriam moradoras (e eleitoras) de sete bairros da região da Vila Brasília. Em release enviado por sua assessoria de imprensa, Rosana Bergone não se preocupa nem em despistar, afinal oferecer almoço na base do 0800 vai, até prova em contrário, de encontro às leis eleitorais. “Tivemos a ajuda de inúmeros colaboradores, que nos apoiam, para promovermos esta confraternização. Este ano para mim está sendo muito especial, pois marca o primeiro ano do meu mandato como vereadora”, afirmou Rosana, que havia trabalhado a noite toda, junto com a equipe, para preparar os alimentos, destacou sua assessoria.   

 

No release, Bergone usou o testemunho de várias pessoas a respeito, como a dona de casa Sandra Rodrigues Vitória, de 33 anos, que disse: “O churrasco está muito gostoso e a vereadora está de parabéns”, teria dito, como escreveu a assessoria de imprensa da parlamentar. Já a dona de casa Cristina Valentim da Silva, 36 anos, falou que era a sexta vez que participava dos almoços. “Este para mim foi o melhor. O almoço está mais caprichado”, elogiou. O motorista Fabiano Gonçalves, 33 anos, contou que era a primeira vez que ia à festa. “O Dia das Mães é amanhã (domingo, 14 gifo nosso), mas esta festa é um presente antecipado.  Pra mim é um almoço de rico”, brincou.

 

Antes do encerramento do churrasco 0800,  Bergone cumprimentou a todos e passou em todas as mesas para entregar um ‘jornal de prestação de contas’ de seu mandato. Ou seja, um folheto publicitário eleitoral. “É maravilhoso ter a presença de vocês. Estou feliz em ver as mães, pais, filhos, todos juntos  confraternizando conosco. A porta do meu gabinete está aberta a todos e espero nunca decepcionar vocês. Dentro do possível estamos lutando para atender as pessoas e, principalmente, exigir dos governantes, seja municipal, estadual ou federal que olhem para as nossas comunidades e nos ajudem a ter um dia a dia melhor”, disse Rosana, que prometeu abrir um gabinete na região da Vila Brasília para atender os moradores.

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