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Pendenga de branco

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vita cópia

Pollyanna Xavier

A ação de locação de imóvel – inadimplemento que a CSN move contra o Grupo Vita pelo aluguel do prédio onde está instalado o hospital – vem ganhando capítulos novos a cada movimentação. Na semana passada, por exemplo, o juízo da 4ª Vara Cível de Volta Redonda negou o pedido do Vita para impedir que parte da receita do Saúde Bradesco (um dos principais planos de saúde atendidos no hospital) seja bloqueada para garantir o pagamento do aluguel do imóvel. O pedido de bloqueio partiu da CSN que, pasmem, ao contrário do que o aQui já divulgou em edições passadas, nunca teria recebido um tostão pela ocupação do prédio.

 

O imbróglio entre o Vita e a CSN começou em 2014, quando a Siderúrgica – dona do prédio onde funciona o Hospital e o Centro Médico do Vita – recorreu à Justiça para receber aluguel dos imóveis. Na primeira decisão, em outubro de 2014, o juiz Alexandre Custódio Pontual mandou despejar o Grupo Vita do prédio da CSN, estabelecendo, na época, um prazo de 15 dias para a desocupação voluntária. A decisão, porém, nunca foi cumprida, porque o Vita entrou com vários recursos no Tribunal de Justiça.

 

Em um destes recursos, o grupo de Curitiba conseguiu uma decisão que impede a CSN de despejar o Hospital. “Devido ao impacto social que um despejo acarretaria na cidade, a Justiça impediu a CSN de fazer isto. O que a empresa busca na Justiça é normalizar o pagamento dos aluguéis mensais e receber os atrasados do Vita”, disse uma fonte consultada pelo aQui, ligada à Companhia. Segundo ela, o juiz Alexandre Pontual chegou a arbitrar um aluguel no valor de R$ 350 mil mensais à CSN – que inclusive teria sido proposto pelo próprio Vita –, porém o Hospital nunca pagou a quantia. “A CSN não tem apenas o direito de receber pelo aluguel, ela tem também o dever perante seus acionistas”, reforçou a fonte.

 

Na semana passada, uma movimentação nova no processo que corre na 4ª Vara Civil de Volta Redonda mostrou que o juiz indeferiu o pedido do Vita de desbloquear parte da receita do Saúde Bradesco para garantir o pagamento dos aluguéis atrasados. De acordo com os autos, o pedido de bloqueio partiu da própria CSN, uma vez que o Saúde Bradesco seria parceiro do Vita. A Justiça aceitou o pedido da CSN e todos os meses, uma parte da receita da operadora do plano de saúde é custodiada a uma conta na Justiça, para garantir o pagamento da dívida do Vita. Os valores não foram citados no processo.

 

Histórico

Os prédios onde funcionam o Hospital e o Centro Médico do Vita pertencem à CSN que, em 2000, permitiu o uso através de um comodato com vigência de 10 anos. Depois deste período o Vita passaria a pagar à CSN um aluguel pela utilização dos imóveis, porém isto nunca chegou a acontecer. Em 2014, depois de várias tentativas de um acordo, a CSN resolveu acionar o Vita na Justiça para normalizar esta questão. O processo se arrasta até hoje, com vários recursos impetrados pelo Vita, inclusive no Tribunal de Justiça.

 

Segundo informações não conclusivas (porque aguardam atualização monetária, mora e juros), a dívida dos aluguéis atrasados ultrapassa R$ 30 mil.

 

Nota da redação

A CSN foi procurada pelo repórter do aQui para comentar sobre o andamento do processo contra o Hospital Vita. Por e-mail, a empresa disse que não comentaria o assunto.

 

O Hospital Vita também foi procurado, via e-mail, pela reportagem do jornal. Foram concedidos prazos para um retorno, mas o Hospital não se manifestou. Não houve qualquer resposta por parte do Vita.

 

A administradora do Plano de Saúde Bradesco também foi acionada pelo aQui para comentar o pedido de bloqueio de parte de sua receita, como garantia de pagamento do aluguel do Hospital Vita. Por e-mail, a operadora do plano de saúde informou que “A Bradesco Saúde não é parte no processo e, portanto, não pode comentar esta decisão judicial”. 

“Pode melhorar”

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31-05-2017 - cittaMobi - gabriel borges (7)

A mobilidade urbana voltou a ser debatida na manhã de quarta, 31, tendo de um lado o prefeito Samuca Silva, acompanhado por integrantes de diversas secretarias e autarquias, e do outro os representantes da empresa responsável pelo aplicativo CittaMobi, que está em uso na cidade do aço desde o governo Neto. Graças ao sistema, a população pode identificar a localização dos ônibus e horários que vão passar pelos pontos espalhados pelo município. “Temos grandes desafios e a mobilidade urbana precisa avançar. Estou muito ansioso para tornar Volta Redonda cidade referência também nesse aplicativo. É um compromisso com a modernidade. As empresas de ônibus e o sindicato da categoria podem nos ajudar a melhorar esse projeto, com certeza”, avaliou Samuca.

 

O agora diretor-presidente da Suser, Wellington Silva, explicou que, para garantir maior mobilidade, o serviço pode melhorar e, para isso, convidou a equipe da Cittati para apresentar todas as soluções que o aplicativo oferece. “Convidamos também as empresas de ônibus para que, de forma integrada, possamos entender quais possibilidades temos de utilizar melhor o aplicativo, na busca de melhorar o serviço e facilitar a vida das pessoas”, acrescentou.

 

A melhoria apresentada e sugerida pela equipe da Cittati foi a ferramenta SmartCitta, que possibilita ao órgão gestor (a prefeitura) ter uma visão consolidada e em tempo real do transporte público do município. De acordo com Patrícia Araújo, que é gerente da Cittati no Rio de Janeiro, a plataforma faz a gestão de todas as comunicações que podem ser implantadas e fomentadas através do aplicativo CittaMobi.

 

 “Isso divide informações para o órgão gestor, que vai se comunicar com a população sobre segurança no ponto de ônibus, cancelamento de horário, limpeza, mudança de itinerário, obras, manifestações, eventos na cidade, entre outros. Permite à prefeitura se comunicar com o cidadão através do CittaMobi, o que ainda não é utilizado em Volta Redonda”, explica.

 

Outras possibilidades que o SmartCitta oferece, segundo ela, é a comunicação com a Ouvidoria – através do CittaMobi; a geração de pesquisas, que podem fornecer ao órgão gestor indicadores; termômetros de maior concentração de dados de acidentes e de ocorrências; gráficos de origem e destino para compreender por faixa e horário onde está a população em determinado horário, quantas pessoas estão se deslocando de um bairro para o outro; entre outras informações. “É uma ferramenta que usa a voz da população para construir a melhoria, ouvindo o que eles têm a dizer, usando-os como uma visão extra para comunicar um acidente, uma violência no trânsito ou mesmo um buraco na via. Eles passariam a se comunicar e alimentar o órgão gestor e a operadora sobre os problemas”, concluiu.

‘Mui amigo’

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Maycon_abrantes (13)“Eu e o Joselito (Magalhães) estamos trabalhando para vetar isso aí”. A promessa, feita pelo vice-prefeito Maycon Abrantes (PV), gerou a mais nova polêmica entre integrantes do Palácio 17 de Julho e boa parte dos vereadores de Volta Redonda. Deixou ‘p’ da vida, principalmente, os que compõem o famoso ‘Grupo dos 7’, aliado a Samuca. É que Maycon enviou um áudio – ao qual o aQui teve acesso – para seus amigos empresários tentando acalmá-los diante de um Projeto de Lei do vereador Luciano Mineirinho (PR) que, se for aprovado, obrigará a classe a contratar idosos acima de 60 anos.

 

O PL ainda vai ser discutido na Câmara de Volta Redonda, mas o vice-prefeito já prometeu ao meio empresarial, comandado por Joselito, dublê de presidente da Aciap e secretário de Desenvolvimento do governo Samuca, que fará de tudo para que o mesmo seja rejeitado em Plenário. Se não conseguir, prometeu que Samuca vetará o Projeto de Lei dos idosos. Um verdadeiro fogo amigo.

 

Resultado: Luciano Mineirinho, que é da base aliada de Samuca, está cuspindo maribondos. Compadre de Samuca, Mineirinho não ficou satisfeito ao saber que Maycon e Joselito estariam armando contra seu PL, que tem o objetivo de obrigar as empresas instaladas na cidade – ou que venham a se instalar – a contratar pessoas acima dos 60 anos. Tem mais. Empresas com mais de 500 funcionários, segundo ele, deveriam ter, no mínimo, 1,5% de seus funcionários com mais de 60 anos. Já empresas entre 50 e 500 empregados teriam que ter 2% do seu quadro composto por idosos.

 

A proposta não agradou aos empresários ligados a direção da Aciap-VR. E alguns teriam questionado a postura dos verdes. Para acalmá-los, o vice-prefeito Maycon entrou em ação. “Isso na verdade é um projeto de lei de autoria do vereador Luciano Mineirinho, que ele está tentando ver se passa na Câmara. Vai ser levado em votação ainda. Mas eu e o Joselito (secretário de Desenvolvimento, grifo nosso), já estamos trabalhando para tentar vetar isso aí. Seria mais uma imposição do Poder Público sobre a administração privada”, avaliou Maycon, no áudio ao qual o aQui teve acesso.

 

Além de citar que iria trabalhar contra o PL dos idosos, Maycon foi além. Destacou que, mesmo se o projeto fosse aprovado, iria tentar fazer com que Samuca o vetasse. “Esta-mos trabalhando para não ser aprovado, e se for aprovado (vamos trabalhar) o prefeito também vê se não sanciona, tá bom? Mas isso é um projeto de autoria do vereador, que será discutido na Câmara ainda, para depois vir para a sanção do prefeito”, completou Maycon, que teria chegado a ser questionado se o projeto era de autoria do Palácio 17 de Julho.

 

O áudio de Maycon foi enviado ao aQui por uma fonte – que obviamente pede que seu nome não seja revelado. Segundo ela, o áudio foi divulgado em um grupo no WhatsApp formado por empresários. O problema é que Mineirinho também faz parte do grupo. “Depois que isso foi divulgado, todo mundo passou adiante, de grupo em grupo. Foi constrangedor para o Mineirinho isso”, avaliou a fonte, mostrando ainda uma mensagem onde Mineirinho reclama de Maycon Abrantes dizendo que o mesmo poderia ter conversado com ele sobre o projeto antes de dizer que iria trabalhar contra o mesmo.

 

Quem ficou a favor de Maycon e Joselito, como não poderia deixar de ser, foi Maurinho Pereira, também dublê de empresário e ‘assessor especial’ de Samuca.  Em um áudio de pouco mais de um minuto, Maurinho disse que Maycon e Joselito estão certos em ser contra o projeto dos idosos, assim como ele também estará. “Nós também fazemos parte do governo e temos um entendimento totalmente diferente (do vereador)”, disparou, salientando que Luciano Mineirinho deveria ter procurado os empresários e o governo antes de divulgar o projeto de lei.

 

Maurinho Pereira foi além. Bradou que Mineirinho, como vereador, faz parte do Fórum Empresarial e deu a entender que o vereador nunca poderia ter tido tanta liberdade. “Como ele lança um ‘troço’ contra as empresas e não comunica ninguém? Me desculpa o vereador, que gosto muito e tenho muito respeito. Porém ele é que falhou, não o vice-prefeito. O vice está certo, pois é um empresário sério e responsável com a classe empresarial, que é quem produz”, acrescentou o ex-candidato a prefeito nas eleições vencidas por Samuca. “O Maycon está certíssimo”, concluiu Maurinho.

 

O aQui, é claro, fez questão de procurar Luciano Mineirinho, que tem um escritório de contabilidade em Volta Redonda – e dos bons – para saber sua opinião sobre a pendenga com os integrantes do Palácio 17 de Julho. O parlamentar confirmou que ouviu os áudios e garante ter procurado Maycon para tratar do tema. “Fui falar com o vice-prefeito sobre isso. De fato, fiquei chateado com o áudio. Acho que ele não pode se meter nisso, ele tem muito trabalho na vice prefeitura e na Smac para realizar ao invés de se preocupar com a Câmara”, disparou Mineirinho, ressaltando que Samuca havia tomado conhecimento do caso. “Nós ainda não conversamos sobre o tema”, afirmou.

 

Entretanto, Mineirinho revelou que pediu à Câmara de Volta Redonda para que seu projeto seja arquivado. “Mas não por causa disso. Pedi o arquivamento porque fui alertado por três advogados que a proposta seria inconstitucional, portanto não teria sentido o PL continuar tramitando”, argumentou. “Mas já estamos preparando outro projeto para incentivar a contratação de pessoas com 60 anos ou mais na iniciativa privada. A ideia do projeto não morreu. Vamos buscar um caminho, seja dando incentivos para as empresas ou de outra forma, para estimular essas contratações”, concluiu. Então tá!

 

 

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