Telhado de vidro

O empresário Bruno Marini não vive só de água mineral. Até o final de junho, por exemplo, recebia R$ 14.921,81 do governo do Estado. Salário bruto, é bom que se diga. Tirando exatos R$ 3.699,83 de descontos, o pré-candidato a prefeito de Barra Mansa recebia a importância líquida de R$ 11.221,98 para, como subsecretário estadual de Saúde, ajudar no combate e na prevenção de drogas entre os jovens barramansenses, entre outros.

Só que, na semana passada, sua ausência foi sentida durante evento organizado pela Coordenadoria de Políticas sobre Drogas (Compob) pela ‘Semana de Prevenção às drogas’, realizado no Abrigo Temporário, no Centro de Lazer Feliz da Vida, no bairro Santa Rosa. “Ele (Bruno) nada faz por Barra Mansa”, desabafou um leitor em contato com a redação do jornal. “Deve ter ido para a Central do Brasil”, ironizou, referindo-se às atividades que o governo Witzel promoveu na cidade do Rio de Janeiro.

Procurado para se pronunciar diante da reclamação, Bruno Marini limitou-se a dizer que a crítica faz parte da democracia. Quanto às perguntas que a reportagem lhe enviou na segunda, 29 de junho, o empresário prometeu conversar com sua equipe para analisar a possibilidade ou não de respondê-las. Não o fez. Perdeu a chance de mostrar o que fez pelos jovens de Barra Mansa de julho de 2019, quando foi contratado, a junho de 2020, quando deixou o cargo para se dedicar à sua campanha eleitoral.

Rodrigo Drable também foi procurado pelo aQui, pois a fonte, ao dizer que o subsecretário estadual de Saúde não estaria prestigiando Barra Mansa, acabou envolvendo a administração municipal.  “Acho que ele foi subsecretário de Estado né? Na Saúde. Era subsecretário de combate às drogas, né?”, comentou Rodrigo de forma irônica, referindo-se a Bruno Marini, a quem derrotou nas eleições de 2016. Rodrigo foi além. “Não fizeram nada e não ajudaram as instituições que existem há tanto tempo realizando atendimentos na cidade. Temos instituições sérias que merecem apoio, mas estão abandonadas. Estou fazendo o possível para atender, mas essa obrigação é do Estado. Ainda assim, em função da nossa admiração, faremos o possível!”, pontuou, referindo-se a Bruno Marini, o ex-subsecretário estadual de Saúde. Precisa ser mais claro?

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