Show de pagode deve virar ‘caso de Justiça’

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Era para ser uma noite de festa, com direito a samba e pagode. Mas, para alguns, o que vai ficar marcado é o prejuízo financeiro que eles tiveram. O SambaVR, evento realizado no sábado, 17, em área do Park Sul, foi grandioso e ofereceu shows de Sorriso Maroto, Ferrugem e Guga Nandes. A expectativa era tanta que até a prefeitura de Volta Redonda levou o ônibus da Ordem Pública, que funciona como um Centro Integrado em Operações de Segurança Pública (Ciosp), para a frente do evento. Tudo para garantir paz aos pagodeiros.
O problema é que isso não impediu a atuação de criminosos, que teriam furtado celulares durante os shows, com direito a desabafos nas redes sociais. No Instagram oficial do evento, o @sambavroficial, os internautas reclamaram. “Tinha uma quadrilha roubando celular. Eu acho que os seguranças também estavam envolvidos…”, disse a internauta Jessica Lisboa, sendo acompanhada por Nay Bronze. “Coisa triste é quem foi curtir distrair a mente e foi roubado porque ainda existe gente sem coração que sai de casa para tirar a felicidade do próximo”, completou.
Aline Vasconcellos chegou a relatar que os roubos de celular estavam acontecendo “na cara de pau”. Pollyana Badran, por sua vez, disse que teve a bolsa aberta. “Tirando os roubos e a falta de segurança foi bom (o evento) … Eu fui roubada, abriram minha bolsa e levaram o celular”, postou. Iasmim Calixto também se posicionou. “Mais segurança nos próximos, roubaram o meu celular!!!”, comentou. Detalhe: nenhum dos comentários feitos foi respondido pela organização do SambaVR.
O advogado Vitor Guimarães Castro vai levar os casos de furtos de celular à Justiça. Segundo ele, está sendo montada uma ação coletiva pedindo a reparação do dano material sofrido pelas vítimas. “Já temos dez pessoas que nos procuraram e vamos ingressar com a ação. Ainda há mais vítimas segundo relatos que recebemos. Não é um caso isolado, um furto… São vários. Vamos mostrar no tribunal que quem faz um evento desse porte deve garantir segurança”, comentou.
Segundo o advogado, ele recebeu pelo menos dois relatos de que, já no domingo, 18, um dia após o evento, dois celulares furtados já estariam na Baixada Fluminense, segundo o GPS dos aparelhos. “Não vamos fazer qualquer pedido exacerbado na Justiça. O que vamos pleitear é a reparação do dano material. As pessoas não podem sair de casa, em um evento privado e com custo alto, e voltar para casa sem seus bens materiais”, completou o advogado.