Tempo seco, pouca chuva, poluição atmosférica e frio. Tudo isso contribui para que boa parte da população acabe gripando. Mas esses fatores parecem não animar ninguém a tomar a vacina contra a influenza. Pelo menos é que mostram os dados do Ministério da Saúde. Em Volta Redonda e em Barra Mansa, pelo menos até o momento, metade do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe ainda não foi imunizada.
O público-alvo da campanha é formado por crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, entre outros. Deve-se destacar, entretanto, que as cidades já liberaram a imunização para todas as idades.
Em Volta Redonda, segundo dados do ‘Vacinômetro’ do Ministério da Saúde, levantados com exclusividade pelo aQui, apenas 58,37% do público-alvo – 63.976 pessoas – já foram imunizados. O ideal seria ter vacinado todas as 105.303 pessoas. Para o MS, Volta Redonda teria aplicado a vacina em 38,71% do público-alvo. Em Barra Mansa, a situação é pior: apenas 38,17% do público-alvo teria sido vacinado, o que corresponde a 39.494 doses aplicadas. Ao todo, deveriam ser imunizados 70.670. No total, 27,40% dos barra-mansenses receberam a vacina contra a gripe.
Em âmbito nacional, os dados do Ministério da Saúde referentes ao período de março a maio revelam que somente 55% dos idosos foram vacinados neste ano na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, em comparação com o mesmo período de 2022. “Os números estão abaixo do estimado como nunca estiveram”, lamenta a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Este é o recorde de baixa cobertura desde que começaram as campanhas de vacinação contra a gripe”, afirmou. “Hoje, os números apontam que 56% da população idosa, acima de 60 anos de idade, estão vacinados contra influenza. Este também é um recorde histórico para baixo”, destacou Rosana. Tradicionalmente, crianças e gestantes sempre tiveram mais dificuldade de alcançar as metas, o que não ocorria com a população idosa e profissionais de saúde. “Desta vez, 56% são algo muito longe do que se tem na nossa história”, destacou, ressaltando que o Brasil alcançava no passado a média de 95% de cobertura vacinal na campanha de imunização.
Sem agulhada
Volta Redonda e Barra Mansa não vacinaram contra Influenza metade do público-alvo
