Segunda onda

Cidade tem aumento de quase 400% em óbitos por coronavírus em 2021

A tão temida segunda onda da Covid-19 parece ter chegado em Volta Redonda e Barra Mansa. Chegou de carona nas festas de fim de ano. Prova disso são os aumentos de casos confirmados, altas taxas de ocupação de leitos e a disparada no número de óbitos. Na cidade do aço, por exemplo, os números mostram um aumento de cerca de 392% nas mortes por Covid-19. Os dados foram divulgados pelo governo do Estado e ainda não foram atualizados pelas duas prefeituras da região.
Do dia 1º até a última quinta, 21 de janeiro, foram registrados 69 óbitos em Volta Redonda, alcançando a triste marca de 368 mortes desde o início da Covid-19. Segundo a Funerária Municipal, dezembro foi o mês que mais registrou mortes até agora. Só no Hospital Regional morreram 72 voltarredondenses. O curioso é que, embora os números tenham disparado no último mês de 2020, a secretaria estadual de Saúde confirmou apenas 14 mortes. E nem adianta perguntar os motivos, pois a pasta não responde aos questionamentos da imprensa do interior.
O número de infectados, pelo que o aQui apurou, também aumentou. Até 21 de janeiro, segundo dados da SES, os casos saltaram de 11.907 para 15.374, indicando um aumento de 29,11%. No mesmo período em dezembro, o aumento foi de 8.506 para 11.195 (2.345 casos), indicando um acréscimo de 31,61%.
Em Barra Mansa, também houve um aumento grande nos óbitos por coronavírus, de acordo com os dados da SES. Comparando os 21 primeiros dias de janeiro de 2021 e dezembro de 2020, o aumento no número de óbitos chegou a 230%. Entre 1º de janeiro e 21 de janeiro, foram 33 mortes confirmadas (de 209 para 242). E, em dezembro, no mesmo período, foram dez mortes (de 189 para 199).
Também houve aumento nos casos confirmados de coronavírus em Barra Mansa. Em janeiro, foram confirmados 1.465 casos – chegando a 7.132 casos. Já em dezembro, no mesmo período analisado, o aumento foi de 4.425 para 5.291 (866 novos casos). Comparando-se os dois meses, o aumento chegou a 69%.
Procurados, os prefeitos Rodrigo Drable e Neto descartaram, por enquanto, segundo suas assessorias, adotar regras mais rígidas de enfrentamento à Covid-19, como mandar fechar o comércio de suas cidades.

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