Na tarde de quarta, 22, professores do primeiro e segundo segmentos, além de cuidadores e funcionários que atuam na rede pública de Volta Redonda, lotaram o plenário da Câmara de vereadores e decidiram, em assembleia, entrar em estado de greve até o dia 11 de abril, quando a categoria se reunirá, através de outra meia paralisação, para definir os rumos do movimento. No mesmo dia, outro grupo de professores já havia se manifestado em carreata pelo Aterrado para exigir o cumprimento de leis trabalhistas, como a 11.738/08, que estabelece o pagamento do piso nacional do magistério e a garantia de 1/3 da carga horária dos docentes para planejamento de atividades pedagógicas e a 3.250, que estabelece o PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) do magistério para ativos e aposentados, estatutários e celetistas.
O departamento jurídico do Sepe (Sindicato dos Profissionais da Educação), inclusive, soltou nota destacando que a Justiça já determinou o cumprimento das leis em questão, mas o Executivo não estaria disposto a cumpri-las.
Além dessas pautas, outras reivindicações surgiram, como a readequação da jornada de trabalho dos funcionários para 30 horas. Pior. O estado das escolas depois das fortes chuvas que castigaram a cidade. Também reclamaram da escassez de materiais pedagógicos e da falta de produtos de limpeza para unidades que não contam com serviços terceirizados. E ainda da falta de cuidadores para o trabalho direto com crianças e adolescentes PCDs.
Pelo que o jornal apurou, a secretaria de Educação já está suprindo as necessidades dos produtos de limpeza encaminhando-os às escolas que precisam, mas materiais pedagógicos como canetas de quadro ainda estão em falta no almoxarifado. Com relação aos cuidadores, a rede conta atualmente com mais de mil crianças e pouco mais de 200 cuidadores para atendê-las. A boa notícia é que a SME publicou um edital convocando profissionais da área para processo seletivo a fim de suprimir a carência.
