Frustração milionária

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Por Mateus Gusmão

O que era um sonho virou pesadelo para 40 alunos do curso de Medicina do UniFOA. Eles planejaram uma grande festa de formatura para meados deste ano, mas foram vítimas de, digamos, um golpe da empresa que contrataram. Perderam mais de meio milhão de reais, e o caso foi parar na Justiça.
Nas redes sociais, duas alunas da 68a turma de medicina da FOA, integrantes da comissão de formatura, contaram que a contratação da Brave Formaturas, de Florianópolis, aconteceu em 2019. “Era renomada e promovia festas pelo Brasil inteiro. Fomos a algumas dessas festas em outros estados e ainda contratamos uma consultoria jurídica antes de assinarmos o contrato. Tudo estava dando certo”, comentou Bianca, ressaltando que no final de 2022 a comunicação com a empresa ficou ruim e a firma teria começado a ter problemas em outras festas.
Com isso, os formandos contrataram o escritório Advocacia Plena. “Nós auxiliamos essa turma na assinatura do contrato, pois era uma festa de quase R$ 1 milhão. O problema é que, no decorrer dos anos, principalmente depois da pandemia, a empresa começou a não cumprir prazos e outras questões contratuais. Até que no final de 2022 começaram a ter muitos relatos de que a empresa estava prestando um serviço ruim em formaturas, como uma que aconteceu em Resende, e até não realizando festas, deixando os formandos sem nada”, revelou a advogada Aletusa Nogueira.
Em janeiro, horas antes de uma formatura em Maringá (PR), a empresa anunciou que não iria mais fazer a festa, e o evento foi cancelado. O caso chegou a sair no Fantástico, da TV Globo. “Depois de diversos casos, as comissões de formatura que tinham contrato com essa empresa (mais de 120, grifo nosso) criaram um grupo no WhatsApp. Todas estavam com problema. E os casos de festas canceladas aumentaram”, disse, ressaltando que a empresa foi notificada extrajudicialmente e não cumpriu sequer os prazos para responder ao documento.
Para que os alunos de Volta Redonda não ficassem sem festa e tentassem reaver o dinheiro pago desde 2019, o caminho foi ingressar na Justiça. “Entramos com ações individuais de cada aluno. Eles pagaram as mensalidades para a festa até janeiro deste ano. Ao todo, foram mais de R$ 600 mil pagos à empresa. Estamos buscando reaver esse dinheiro”, completou Aletusa, que atua em parceria com os advogados Bruno Silva de Oliveira e Sérgio Luiz do Amaral Salgueiro. Detalhe: a empresa não é mais encontrada pela Justiça para ser notificada.
Para que não fique sem comemorar, a 68a turma de medicina da FOA contratou uma nova empresa para realizar a festa em julho, na Ilha São João. Nada com o luxo esperado, é claro. E para ajudar a pagar a nova festa, a turma está realizando até uma rifa. Serão três prêmios: dois rodízios de comida japonesa e um kit churrasco. Quem quiser ajudar pode comprar a rifa através do site www.rifei.com.br/ formatura-medvr-68. Cada bilhete custa R$ 2.