segunda-feira, junho 27, 2022
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Trabalhadores aprovam proposta e oposição sindical muda o discurso: “saímos de 8 e fomos para 12%”

Pollyanna Xavier

Que a oposição sindical tentou usar as negociações do acordo coletivo da CSN como palanque político, não é novidade. Mas mudar o discurso depois da proposta aprovada, como se as conquistas fossem mérito de um grupo que só atrapalhou as negociações, aí é sacanagem. Mas foi isso que os integrantes da Chapa 2, liderados por Edimar Miguel & Tarcísio Xavier, fizeram. Até terça, 14, eles tentaram convencer os operários a rejeitarem a proposta da CSN, dizendo que ela não era boa, que não atendia as necessidades e não contemplava os anseios do peão. Exigiam, por exemplo, 30% de reajuste salarial. Na quinta, 15, perderam. Os peões disseram ‘sim’ à CSN, por ampla maioria.
Apesar do resultado, a oposição se superou. “Hoje tivemos um grande resultado que você conquistou. Se você não tivesse lutado, teria ganhado 8% de aumento e nada mais. Com a luta que nós tivemos, com a chapa 2, saímos de 8 e fomos para 12% de aumento”, esbravejou Edimar, em vídeo postado no Telegram, esquecendo que no dia anterior, ele e seu grupo distribuíram panfletos exigindo 30% de aumento, sugerindo ainda a rejeição de qualquer proposta que oferecesse menos que esse percentual.
A proposta da CSN foi aprovada no final da tarde de quinta, 15, por 4.077 votos (62,9%) contra 2.387 (36,8%). A empresa deverá assinar o acordo até segunda, 20, e os créditos serão pagos até sexta, 24. Até o fechamento desta edição, o Sindicato dos Metalúrgicos não havia se pronunciado sobre o resultado da votação. Já a CSN publicou um Chama, informando o resultado e reforçando que o reajuste salarial será pago na folha de junho, retroativo a 1° de maio. Os reajustes são de 12% e 10% para quem recebe acima de R$ 5 mil e abaixo deste valor, respectivamente. São previstos ainda dois créditos extras de 450 no cartão-alimentação, R$ 900 em crédito (também no cartão) referente ao banco de horas e um abono de 1,9 salário.

Justiça derruba Vitor Veio e Comissão Eleitoral decide situação da chapa

A juíza do Trabalho, Monique da Silva Caldeira Kozlowski de Paula, indeferiu a candidatura de Vitor Veio, da Chapa 3, para a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda. Vitor não é metalúrgico em atividade, nem aposentado – exigências básicas para o cargo pretendido. Ele foi demitido da CSN em 2017, por justa causa e, desde então, tenta na Justiça a reintegração aos quadros da UPV. O processo está parado aguardando decisão e mesmo com a situação laboral sub judice, ele registrou sua chapa para concorrer às eleições do Sindicato.
Para se manter no pleito, entrou com pedido de tutela antecipada até o julgamento da ação de reintegração. A liminar, porém, foi negada pela juíza do Trabalho, que deu um prazo de 15 dias para que o ex-operário apresente documentação comprovando vínculo trabalhista com alguma empresa da base do Sindicato. Como não tem, pode ser que Vitor seja um dos nomes impugnados pela comissão eleitoral e pela própria Justiça do Trabalho.
Por falar em comissão, ela tem até segunda, 20, para julgar os pedidos de impugnação e comunicar a decisão aos representantes das chapas. Após essa comunicação, abre-se prazo para que as chapas apresentem defesa e recorram dos indeferimentos. Pelo cronograma, isto deverá ocorrer entre os dias 22 e 23 de junho. Já no dia 24, as chapas com nomes impugnados terão que apresentar seus substitutos para que no dia 28 a comissão divulgue, oficialmente, a homologação das chapas que concorrerão às eleições do sindicato.
O aQui tentou falar com integrantes da comissão eleitoral durante toda a semana, sem sucesso. Sabe-se, porém, que na próxima semana pretendem conceder uma entrevista coletiva para falar sobre o andamento das eleições e toda a movimentação feita até o momento. Quanto à situação de Vitor Veio, a comissão eleitoral tem autonomia, com base no estatuto do Sindicato, para deferir ou indeferir a situação eleitoral do candidato, independente de decisão da Justiça. “Quem não cumprir as exigências legais será retirado da corrida”, disse uma fonte ligada à comissão. Vitor, porém, segue confiante. “Meus advogados dizem que eu sigo no pleito até a decisão da comissão”.

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