Pela região

Porto Real foi a cidade que menos abstenções registrou; Valença foi a que teve mais

As eleições municipais de domingo, 15, foram marcadas pelo modo fácil como vários candidatos se elegeram, ou reelegeram. Em Volta Redonda, Neto venceu com extrema facilidade já no primeiro turno. Em Barra Mansa, Rodrigo Drable também fez bonito e garantiu mais quatro anos à frente da prefeitura local. Outro que se deu bem, que passou como um caminhão da Volks, atropelando todos os adversários, foi o atual prefeito de Resende, Diogo Balieiro, que se reelegeu com incríveis 54.880 votos, igual a 82,57% dos votos válidos. Em segundo, ficou Silvio de Carvalho, que obteve, pasmem, apenas 5.182 votos, igual a 7,80%, o que comprova o declínio da família Carvalho. Em terceiro, sem qualquer chance, ficou Cristiano Gonçalves, com 3.712 votos (5,59%). No total, Resende registrou 66.463 votos válidos, sendo 1.271 votos em branco (1,80%), 2.600 votos nulos (3,70%) e 23.878 (25,34%) ausências.

A votação mais acirrada na região foi a de Porto Real, que elegeu o ainda deputado federal Alexandre Serfiotis (PSD), com 5.548 votos (38,83%). Logo atrás ficou Ailton Marques (PDT), atual prefeito, com 5.336 votos (37,35%). A diferença entre eles foi de apenas 212 votos. Detalhe: o número de ausentes chegou a 2.654, para desespero do candidato pedetista. Deve estar lamentando tantas abstenções. Do total de 14.288 votos válidos (96,55%), 129 (0,87%) eleitores votaram em branco e 382 (2,58%) anularam seus votos. As abstenções foram de 2.654 (15,21%), uma das menores do Sul Fluminense. Com a eleição, Serfiotis deixará a Câmara Federal.

Já em Barra do Piraí, o felizardo foi Mário Esteves (Republicanos), reeleito com 21.424 votos (47,15%). Logo depois, com 13.880 votos (30,55%) ficou Cezinha do Mercado (Patriota). O município contabilizou 45.441 votos válidos, sendo 1.883 votos em branco (3,73%), 3.119 votos nulos (6,18%) e 19.233 ausências (27,60%), uma das mais altas da região.

Na bucólica Quatis, o eleito foi Aluísio D’elias, do PSC, com 3.747 votos (45,25%). Em seguida, ficou Rogerio Batista, do PSL, com apenas 2.853 votos (31,20%). Dentre os 8.280 votos válidos (94,28%), foram encontrados 148 votos em branco (1,69%), 354 votos nulos (4,03%)e 2.010 abstenções (18,62%), uma das menores.

Em Rio Claro, cuja eleição foi marcada pelo mico do ex-prefeito Didácio Penna, que se candidatou e renunciou para apoiar Latino, um ex-adversário. O professor José Osmar (que foi lançado por Didácio em 2016), do PSC, atropelou a dupla inimiga obtendo 6.569 votos (58,06%) nas urnas. Em segundo, ficou Doutor Daniel (MDB), com 2.738 votos (24,20%) e, em terceiro, Latino (DEM) com 2.007 votos (17,74%). A cidade teve 11.314 votos válidos (93,12%), com 246 votos em branco (2,02%), 590 votos nulos (4,86%) e 3.496 ausências (22,43%).

Em Valença, nova reeleição. Foi a de Fernandinho Graça (PP), com 16.862 votos (46,08%). Assim como em 2016, o segundo lugar ficou com Fábio Ramos (PSC), com 16.216 (44,32%). A diferença entre eles foi mínima, de apenas 646. De um total de 36.259 votos válidos, igual a 88,84%, 1.347 foram em branco (3,30%), 2.878 (7,05%) foram nulos e 16.502 eleitores simplesmente deixaram de votar. A média de votantes – 28,79% – foi campeã na região.

Em Vassouras, Severino Dias (DEM), político tradicional da cidade, se deu bem e se elegeu com 12.815 votos (60,42%), derrotando seu velho adversário, Eurico Junior, do PSC, que obteve 7,323 votos (34,53%). O total de votos válidos chegou a 21.209, igual a 92,45%, sendo que 616 (2,69%) foram em branco, 1.116 foram anulados e o total de ausentes chegou a 7.918 (25,66%).

Outro prefeito reeleito foi Eduardo Barbosa (PSC), de Pinheiral. Obteve 8.288 votos (64,67%), contra apenas 2.981 votos (23,26%) de Pedrosa (DC). Dos 12.816 votos válidos (92,18%), 392 foram em branco (2,82%), 695 foram anulados (5,00%) e 3.730 pessoas não apareceram para votar, o que correspondeu a 21,15% de ausentes.

Em Paraty, na Costa Verde., a vitória foi de Vidal (MDB), com 11.052 votos (47,83%), seguido por Zeze PTB), com 11.016 votos (47,83%). Ou seja, a diferença entre eles foi de apenas 36 votos. A cidade contabilizou 23.107 votos válidos (94,51%), sendo 377 em branco (1,54%), 966 (3,95%) nulos e 6.658 abstenções (21,40%).

Cidade praiana preferida de voltarredondenses e barramansenses, Angra do Reis reelegeu Fernando Jordão (MDB), com 45.172 votos (52,66%) contra 31.098 votos (36,25%) de Zé Augusto (PP). A cidade registrou 85.783 votos válidos (91,26%), com 3.070 votos em branco (3,27%), 5.148 votos nulos (5,48%) e 36.058 não comparecimentos (27,72%). Detalhe: a candidatura de Fernando Jordão também é questionada pelo MPE local.

Em Rio das Flores, os rio-florenses reelegeram Vicente Guedes, com um total de 4.806 votos (75,35%), contra 622 votos (9,75%) do segundo colocado, Rodrigo Gril-linho. Os votos válidos chegaram a 6.378 (93,75%), com 104 em branco (1,53%), 321 nulos (4,72%) e 1.583 ausências (18,88%).

Em Itatiaia, Dudu (PSC) foi reeleito com 8.149 votos (44,37%). Logo atrás, ficou Irineu Nogueira (PTB) com 5.421 votos (29,52%). Foram registrados 18.366 votos válidos (92,11%), com 655 em branco (3,29%), 918 nulos (4,60%) e 5.267 ausências (20,90%).

Miguel Pereira também reelegeu um candidato, o André Português, com 13.251 votos (83,22%), que superou Romano Lomelino, que obteve apenas 1.336 votos (8,39%). No total, Miguel Pereira contabilizou 15.922 votos válidos (92,32%), sendo 319 em branco (1,85%), 1.005 nulos (5,83%) e 6.125 ausências (26,21%).

Em Piraí, terra de Pezão, ex-governador, o vitorioso foi Tutuca (o pai), do PSC, eleito com 9.919 votos (59,07%) contra 6.872 (40,93%) de Alzemiro, candidato do PSB. Antes da apuração, os Tutucas imaginavam que iam ganhar de barbada, com mais de 70% dos votos. Não foi bem assim. O total de votos válidos chegou a 16.791 (93,64%), com 275 (1,53%) em branco, 866 (4,83%) nulos e 4.845 abstenções (21,27%).

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