‘passaporte de vacinação’

Roberto Marinho

Como já dizia o genial comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, nada se cria, tudo se copia. É o caso do passaporte de vacinação, um documento que comprova que a pessoa tomou pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e que será exigido para entrar em locais e eventos com público, a partir de um determinado número de pessoas. A medida, considerada polêmica por muitos, já começou a valer na cidade de São Paulo e entra em vigor no Rio de Janeiro a partir do próximo dia 15.
Vários leitores do aQui também sugeriram que a prefeitura de Volta Redonda adotasse o passaporte, preocupados com as aglomerações que acontecem fim de semana sim, outro também, em locais como as praças da Colina e do Jardim Amália, onde mora o prefeito Neto. Além de bares, boates e outros locais lotados de gente pela cidade afora. Mas, ao que parece, tudo vai continuar do jeito que está. Em uma nota curta, a prefeitura respondeu ao jornal que “não tem nenhuma previsão” de implantar a medida, considerada restritiva por muita gente, mas apoiada por outros tantos.
E não se pode negar que, polêmicas à parte, o passaporte de vacinação já teve um efeito positivo. A secretaria de Saúde do Rio informou que a procura pela repescagem da primeira dose da vacina triplicou no fim de semana seguinte à publicação do decreto do prefeito Eduardo Paes que instituiu a exigência do comprovante. O número de cariocas com a primeira dose pendente também caiu 20%, segundo informou a secretaria. Ou seja, restritivo ou não, o passaporte de vacinação fez com que um público considerável buscasse a imunização, única forma reconhecida cientificamente de combater o coronavírus. Principalmente com o rápido avanço da variante delta, que deve exigir um reforço nas doses.
Um remédio talvez amargo, mas para uma doença ainda mais amarga, que deixou milhares de vítimas fatais, e um número ainda maior com sequelas. Uma boa ideia que o prefeito Neto poderia copiar do amigo Dudu. Fica a dica.

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