O retorno

Absolvição de Pezão abre caminho para sua candidatura a prefeito de Piraí

0
1448

Por Mateus Gusmão
Na quarta, 12, o ex- governador Luiz Fernando Pezão, 66, voltou a sorrir. Está de alma lavada desde que foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal (TRF-2) das acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema da Lava-Jato. Vai poder, enfim, se desvencilhar da tornozeleira que ainda carregava até ser informado de sua absolvição. “Estou muito
feliz”, resumiu ao ser procurado pelo aQui.
E ele tem que estar mesmo. É que, preso em novembro de 2018, condenado em 2021 pelo juiz Marcelo Bretas a 98 anos de prisão, Pezão passou a viver em um inferno. Massacrado pela opinião pública, o ex- prefeito de Piraí foi abandonado pelos amigos, pelos políticos e só teve uma pessoa ao seu lado: Maria Lucia Horta Jardim. Ele chegou a ficar preso durante um ano. Os piores
meses de sua vida, disse. “Nunca encontraram uma prova contra mim, foram oito anos de investigação e nenhuma prova. É uma alegria muito grande, para mim, para a minha família, para meus amigos, ver o fim desse processo, com a
minha absolvição”, pontuou.
Atuando de forma informal como consultor de políticos graúdos, como o prefeito Neto, de Volta Redonda, e o governador Cláudio Castro, Pezão tem tudo para voltar à política. E não descarta sair já como candidato a prefeito de Piraí, sua cidade natal, conforme o aQui já havia antecipado. “A minha vida sempre foi na política. Eu vou ver o melhor momento (de retornar). Eu gosto muito da minha cidade e sempre falei que o cargo do qual mais me orgulhei foi o de prefeito da minha cidade, foi ter sido prefeito de Piraí, sem demérito de ter sido governador, secretário de Estado”, disparou Pezão em entrevista na manhã de quinta, 13, ao Programa Dário de Paula.
Pezão aproveitou para lembrar que sempre disse que um dia iria retornar à sua cidade natal, a pequena Piraí. “Eu tenho um orgulho muito grande pelo mandato que tive. Tem muita gente que pede para eu voltar (a ser prefeito). Eu vou ver, em 2024 eu vejo. Se tiver chance, se eu vir que é um
bom momento, e eu puder ajudar a cidade a crescer, ter boas políticas públicas… Eu vejo. Se meu nome ajudar, eu não descarto a possibilidade de ser candidato a prefeito, não”, acrescentou.
Sobre sua absolvição, Pezão voltou a dizer que a sensação era de felicidade e alívio. “Tirou um peso”, disparou. “Eu não tive direito a defesa. Eu fui tirado do Palácio Guanabara faltando um mês para o fim do mandato, sem processo, com agentes da polícia armados de fuzil apontando para mim e para a Maria Lúcia (esposa). Não há uma prova contra mim, são oito anos de investigação e nenhuma prova. É uma alegria muito grande”, concluiu.