‘No tempo certo’

Tetê afirma que ensino remoto continua, e não sabe quando os terceirizados serão readmitidos

A secretária de Educação de Volta Redonda, Terezinha Gonçalves, a Tetê, havia dito aos diretores da rede municipal, em sua primeira semana de volta à pasta, que seria inviável a volta às aulas presenciais no dia 3 de fevereiro, como havia determinado a gestão passada. Ela explicou que seria necessário, antes de tudo, capacitar professores e funcionários no que diz respeito aos protocolos de segurança.
Esta semana, em entrevista exclusiva ao aQui, Tetê aprimorou o discurso. Garantiu que o ano letivo recomeça, sim, na primeira semana de fevereiro, mas vai manter o esquema do ano passado: as aulas serão remotas. A decisão da secretária reafirma o desejo do prefeito Neto de garantir a reabertura total das escolas apenas após a vacinação da população contra a Covid-19.
Na entrevista, Tetê não garantiu que manterá a plataforma ‘Conect Edu’, que se tornou o pesadelo de pais e professores em 2020. “Estamos fazendo um estudo das plataformas gratuitas, envolvendo alguns profissionais da educação e implementadores de informática da rede, visando atender a todos”, explicou, salientando que a SME seguirá a curva de contaminação do coronavírus para voltar gradualmente às atividades presenciais.
Sobre a entrega de cestas básicas ou de cartão-alimentação, adotado por Samuca para tentar minimizar a fome causada pela pandemia, Tetê criticou a forma como se desenrolou o projeto e afirmou que se não for para todos, deverá ser suspenso. Isso porque diretores chegaram a questionar a secretária com base no que acontecia ano passado, quando sua antecessora, Rita de Cássia, acabava colocando-os em guerra contra os pais e responsáveis, que eram avisados pelo próprio governo de que tinham direito ao benefício, mas, ao chegar na escola de seus filhos, muitas vezes voltavam de mãos abanando para casa, pois não havia para todo mundo. “Se não houver condições de atender a todos que realmente precisam, o projeto atual será suspenso até que se reúna condições para atender os alunos de forma igualitária”, resumiu Tetê.

aQui: O governo anterior havia anunciado que as aulas retornariam no dia 3 de fevereiro. A sra pretende manter essa data? Se não, para quando seria?
Tetê: O ano letivo terá início no dia 3 de fevereiro.

aQui: A senhora já tem definido como será o trabalho efetivo nas escolas? Será presencial, remoto ou seguirá o modelo híbrido? Pretende manter a plataforma utilizada pelo governo anterior?
Tetê: Iniciaremos o ano letivo com ensino remoto e, acompanhando a curva de contaminação da Covid, decidiremos o momento de começarmos com o ensino híbrido até voltarmos ao ensino presencial.
Estamos fazendo um estudo das plataformas gratuitas, envolvendo alguns profissionais da Educação e implementadores de informática da rede, visando atender a todos (pais, professores e alunos) da melhor maneira e garantindo o direito à aprendizagem do aluno.

aQui: Qual foi o principal absurdo que a senhora herdou da gestão anterior e como pretende resolver? E qual foi a decisão mais pertinente tomada pela ex-secretária?
Tetê: Estamos fazendo um levantamento de todo o patrimônio adquirido com recurso da educação, faremos um relatório e entregaremos ao governo para as providências.

aQui: Mesmo em férias, pais e responsáveis ainda procuram por cestas básicas ou pelo cartão-alimentação (alternativa às cestas). Sabe-se ainda que a procura pelos cartões foi muito maior do que pelas cestas e os pais que não conseguiram receber o cartão foram orientados pela SME que entrassem numa fila de espera. A senhora vai zerar essa fila? Ainda tem cartões? Vai continuar entregando cestas básicas?
Tetê: As escolas tiveram muitas dificuldades nas entregas das cestas básicas e dos cartões, pois o número foi insuficiente para atender quem precisava.
Se não houver condições de atender a todos que realmente precisam, o projeto atual será suspenso até que se reúna condições para atender os alunos de forma igualitária.
Acredito que não tem como seguir um critério baseado numa realidade apresentada antes da pandemia, pois crianças que não merendavam antes poderiam, por necessidade atual, passar a merendar. Temos de buscar atender todos.

aQui: A pasta já fez algum levantamento sobre a necessidade de reforma ou construção de novas unidades e creches?
Tetê: Sim, já estamos com uma assessora de obras visitando as escolas para conhecer a situação de cada uma e ao mesmo tempo buscando agilizar e solucionar os problemas encontrados.
A busca por vagas de creche, conforme informação da chamada escolar, aponta que houve uma diminuição na procura de vagas para 2021. Acreditamos que seja consequência da pandemia.
Em breve estaremos inaugurando uma creche que a obra de reforma e ampliação foi iniciada na nossa gestão, antiga Creche Branca de Neve, que recebeu o nome da professora Vera Lúcia, no Volta Grande.

aQui: Como fica a situação das merendeiras e o pessoal de limpeza que foram dispensados pela empresa que prestava serviço ao governo anterior? Vai contratar diretamente ou vai manter a terceirização?
Tetê: Os contratos foram suspensos neste período de pandemia e encontramos a prefeitura com muitas dificuldades financeiras, com salários atrasados e parcelados. Serão retomados no momento necessário.

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