Curtas 1234

‘Oras pois, pois’
Apesar da Covid-19, muitos brasileiros continuam se mudando para Portugal. Vão em busca de paz, segurança, saúde e educação para os filhos. Muitos não conseguem e retornam com o rosto marcado pela decepção. Não é o caso de Ademar Martins Gaspar Júnior, o Pará, e Hosana Maria, que pegaram o pequeno Artur Moura Gaspar, de 6 anos, para morar em Lisboa, deixando a cidade do aço para abrir uma cafeteria no coração da capital portuguesa. “É uma franquia de São Paulo, a Flamy, especializada em bolos, salgados e sobremesas. Faz o maior sucesso e já virou point de muitos brasileiros”, explica Pará, que em Volta Redonda trabalhou anos em empresas ligadas ao Detran e ainda mantém uma firma que presta serviços ao estado do Rio.
E o que o fez largar tudo? A explicação é simples: “Talvez o fator principal seja a educação para o nosso filho”, diz Pará, aproveitando para dizer que o garoto já está devidamente matriculado em uma escola pública de Lisboa. “A adaptação gera um pouco de dificuldade, mas estamos superando”, contou.
Por ser neto de português, Pará está cuidando da papelada para obter a cidadania portuguesa, o que o deixa cada vez mais longe de um possível retorno ao Brasil. “Tem hora que realmente sentimos saudades dos familiares e amigos, mas não pensamos em voltar”, pontua.
Com o negócio indo de vento em popa, com a comunidade portuguesa aprovando o conceito da #LoucosPorBolos, o voltarredondense ressalta que a opção por mudar para Lisboa foi impactada por três fatores: facilidade do idioma, obter a cidadania e ter acesso à Europa e por Portugal ser um país extremamente seguro. “Infelizmente, Volta Redonda, o Estado do Rio e o Brasil não oferecem mais segurança a ninguém. Não dá para viver assim”, pontua Pará, que lamenta apenas uma coisa: a nova onda da Covid-19. “Vão fechar tudo de novo”, revela. “Vamos vencer mais essa”, diz, mais otimista do que nunca.

O calendário de datas oficiais do Estado do Rio de Janeiro acaba de ser alterado, incluindo no mês de julho de todo ano o “CarnaRio – Carnaval fora de época”, para estimular o turismo. É o que define a Lei 9.174/20, do deputado Dionísio Lins (PP), que já foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro.
De acordo com o texto, a medida vai estimular o aquecimento da economia com a criação de postos de empregos e venda de produtos e serviços. A organização das comemorações relativas à data deverá contar com a participação das ligas, agremiações e blocos carnavalescos, e ainda da secretaria de Estado responsável pela pasta da Cultura. “A segunda quinzena do mês de julho coincide com férias escolares praticamente em todo o país, atraindo a chegada de turistas. Outra vantagem da criação deste evento é que muitos estados em nosso país possuem seus carnavais fora de época como atração turística”, justificou o autor, que não explicou se a medida implica em algum feriado a mais para desespero dos empresários.

‘Alerta Amber’
As operadoras de celular serão obrigadas a enviar a todos os seus usuários informações sobre os registros de crianças e adolescentes desaparecidos no estado do Rio. As mensagens poderão ser enviadas por aplicativos de mensagens ou notificações. É o que define a Lei 9.182/21, do deputado Alexandre Knoploch (PSL), que foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro, e publicada no Diário Oficial do Estado de quarta, 13.
A mensagem deverá conter nome, idade e características físicas do desaparecido, além do local do desaparecimento e todas as informações que as autoridades policiais julgarem necessárias. A mensagem poderá conter fotos do menor, desde que siga os critérios da legislação. Os dados deverão ser encaminhados às operadoras pela Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA). O Executivo deverá regulamentar a medida em até 90 dias.
“Esta lei é baseada no ‘Alerta Amber’, que surgiu nos Estados Unidos desde o desaparecimento e morte da menina Amber. No país, os alertas são feitos através das estações de rádio e estações televisivas. Os alertas também são enviados por e-mail, sinais eletrônicos de trânsito, outdoors eletrônicos e mensagens de texto”, justificou o autor.
Foto: Divulgação EBC | Texto: Comunicação Social
CarnaRio
Foto: Rafael Wallace | Texto: Comunicação Social

 

Doação e mudas
O aposentado Jorge Bastos, 90, e sua esposa, Aurora Bastos, 83, doaram mais de 300 mudas de Ipê-Branco para a secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda, e o titular da pasta, Miguel Archanjo da Rosa, disse que as mudas serão plantadas no Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, localizado em Santa Cruz. “Essa doação foi muito importante e significativa para nós, e, além disso, irá ajudar muito na preservação ambiental melhorando o aporte de água, o clima e o solo”, justificou, para alegria dos idosos.
Aliás, a preservação ambiental sempre esteve presente na vida do casal de aposentados, que mora em Volta Redonda há 64 anos. Após a aposentadoria, as ações de plantio passaram a ser também uma forma de ocupação e terapia, segundo contam. “A natureza faz parte de nós e devemos preservá-la. Acredito que essa doação vai ajudar o meio ambiente e consequentemente o nosso clima e a beleza da cidade”, comentou Jorge Bastos.
Ao saber da doação, o prefeito Neto fez questão de agradecer o carinho do casal para com a cidade. “Esse carinho é um exemplo. Nesse momento de reconstrução da cidade, toda ajuda é muito bem-vinda. Temos de agradecer aos nossos amigos por esta doação, que vai contribuir para uma cidade melhor no presente e no futuro”, disse.

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