‘Não fabrico dinheiro’

Por essa, nem Neto esperava: funcionários da Garagem Municipal e da secretaria de Obras, conhecida como Curral do Conselho, estariam dispostos a paralisar as atividades a partir de ontem, sexta, 8, por conta do atraso de salários – meses de novembro e dezembro, mais 13º, ainda da gestão Samuca Silva. Em entrevista a Dário de Paula, Neto afirmou que lamentava a situação, que não havia dinheiro em caixa para pagar a ninguém e desabafou. “Lamento. Não fabrico dinheiro, não tenho de onde tirar”, justificou o prefeito sobre a paralisação, que o pegou de surpresa.
Não satisfeito, Neto questionou por que os funcionários não pararam antes (da sua posse), já que os salários estão atrasados desde o governo anterior, e afirmou que poderá tomar providências contra os grevistas. “Isso só vai piorar a situação (em caso de greve), porque nós vamos ver o que cabe fazer num caso desse e cortar (o ponto dos grevistas)”, disse, bem irritado, por sinal. “Por que não fizeram isso antes? Vão fazer num governo que está há três dias e está cheio de problema? Nós vamos anotar as pessoas e tomar as providências” anunciou, ponderando mais uma vez que nada podia fazer. “Lamento. Não fabrico dinheiro, não tenho de onde tirar. Lamento profundamente. Agora, estamos tentando arrumar e vamos tomar as medidas cabíveis para enfrentar essa paralisação”, disse, garantindo que a situação financeira do município é a pior possível. “Destruíram a prefeitura de Volta Redonda”, disparou, cutucando seu antecessor, Samuca Silva.
O desabafo deu certo. Tanto que a greve foi abortada. “Ao que parece, prevaleceu o bom senso de não parar um setor do governo que acabou de entrar”, avaliou a secretaria de Comunicação do governo Neto ao ser procurada ontem para falar sobre a greve no Curral do Conselho. “Estamos reunindo recursos para quitar os salários de novembro, que deveriam ter sido pagos pela ex-gestão, bem como os salários de dezembro e o décimo terceiro”, completou.

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