Jogo aberto

Ex-presidente do Furban defende diálogo com eleitores

Ronie Oliveira seria mais um dos mais de 500 candidatos ao Parlamento de Volta Redonda se não fosse por um pequeno grande detalhe: como ex-presidente do Fundo Comunitário de Volta Redonda, o Furban, responsável por 174 núcleos de posse no município, conviveu com cerca de 100 mil pessoas. “Penso que a relação com o Poder Público deve priorizar o bem-estar da população”, pontua ao falar sobre seu relacionamento com os moradores dos núcleos de posse no período de dezembro de 2017 a abril de 2020, período que comandou o Furban, até sair para se candidatar a vereador pelo PSC.
Veja abaixo o que Ronie diz sobre o assunto:

aQui: Como o senhor analisa a situação atual da Câmara de Volta Redonda diante de tantos escândalos, como o de um vereador que chegou a ser preso em flagrante acusado de tentar extorquir o prefeito local?
Ronie: É uma situação profundamente lamentável. A vida da população não pode ser decidida com base em interesses financeiros. É inadmissível que um vereador exija qualquer tipo de valor para aprovar propostas.

aQui: O senhor sabe que a Câmara de Volta Redonda é campeã em leis inconstitucionais? Como mudar este quadro?
Ronie: Acredito que os parlamentares devem estar atentos aos critérios de inconstitucionalidade e às atribuições do legislativo, bem como do executivo. O objetivo sempre deve ser tornar uma proposta praticável, promovendo benefícios coletivos na vida da população, sem impactar de forma equivocada as despesas do município. Mais do que criar uma lei, precisamos nos preocupar com a aplicação dela, para que os resultados sejam realmente positivos.

aQui: Como presidente do Furban, o senhor esteve envolvido com vereadores e com lideranças das associações de moradores. Com quem é mais fácil trabalhar e, eleito, o que fará para melhorar esse relacionamento com o Poder Público?
Ronie: Gosto muito de trabalhar com as lideranças das associações e no caso do Furban, com os conselheiros comunitários, pois eles conhecem de perto o problema, vivem na comunidade e estão próximo da população. Sem dúvidas quando há diálogo e participação popular, as soluções são pensadas em conjunto e acabam sendo mais eficazes. Penso que a relação com o Poder Público deve priorizar o bem-estar da população. Não sou a favor do rótulo oposição/situação. Posso falar por mim e acredito que o melhor caminho é trabalhar em prol do que acreditamos, sem ações sensacionalistas. O que a população espera de nós é comprometimento, não politicagem.

aQui: Muitos candidatos prometem mundos e fundos durante a campanha eleitoral. O que o senhor promete aos eleitores?
Ronie: Prometo trabalho e diálogo constante com a população. Não acredito em avanços sem a presença efetiva da sociedade no processo de desenvolvimento de uma cidade. Como engenheiro, tenho propostas voltadas para ampliação das iniciativas de regularização fundiária. Também tenho projetos destinados ao cuidado com os animais e a inserção de jovens no mercado profissional.

aQui: Como foi sua passagem pelo Furban? Cite três grandes obras feitas durante a sua gestão.
Ronie: Minha passagem pelo Furban foi um grande aprendizado. Nas ruas, conheci a realidade dos núcleos de posse e as dificuldades enfrentadas pelos moradores. Sem dúvidas, uma fase da minha vida que me ensinou muito sobre o cuidado com o próximo. Fizemos muitas intervenções importantes e administramos as consequências da maior chuva já registrada em Volta Redonda. Ao todo foram mais de 120 intervenções em toda a cidade. Entre as mais relevantes cito a obra de drenagem e pavimentação do Túnel 20, na Água Limpa, que colocou fim nos constantes alagamentos. Também fizemos uma série de contenções, em especial a da Rua Sargento Paulo Moreira, no Santo Agostinho, e da Viela 11, na Vila Brasília.

aQui: Quantos núcleos de posse Volta Redonda tem? Qual a população estimada? Qual a diferença entre núcleo de posse e bairro? Quais são as piores áreas?
Ronie: Ao todo, são 174 núcleos de posse, com cerca de 100 mil moradores. Os núcleos de posse não têm regularização e os bairros são oficiais, criados através de lei. A área que precisa de mais atenção do governo é a ocupação Dom Waldyr, no Belmonte, que ainda não conta com infraestrutura completa e pode ser considerada como a mais crítica do município, Mas não podemos esquecer de alguns pontos específicos, locais que foram atingidos pelas chuvas do verão passado.

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