Sem combustível

Transporte coletivo é um dos setores mais afetados pela pandemia, diz Ministério da Economia

O transporte público foi um dos setores mais afetados pelo novo coronavírus. A informação não é de nenhum empresário do setor, inconformado com a crise provocada pela Covid-19 ou com a falta de ajuda da maioria dos prefeitos que, desde março, só sabem reclamar da vida. Reclamam que os ônibus andam cheios; que atrasam ou não cumprem horários. Jogam a culpa dos novos casos até nos motoristas que não impedem a presença dos ‘sem máscaras’. Mas que nada fazem na prática para impedir que os veículos (empresas) quebrem no meio da Pandemia…

A informação inicial foi revelada pelo próprio Ministério da Economia que listou, recentemente ( Diário Oficial da União, de 15 de setembro), os setores mais impactados após a decretação do estado de calamidade pública. A lista, segundo o governo federal, é destinada a orientar as agências financeiras oficiais de fomento, inclusive setoriais e regionais, acerca dos setores mais impactados pela crise ocasionada pelo Covid-19.

O presidente do Sindpass, Paulo Afonso, faz coro. Segundo ele, na região, como não podia deixar de ser, as empresas de transporte de passageiros vêm sofrendo o impacto da Covid-19 desde que os atuais prefeitos iniciaram a decretar medidas de restrição, como fechamento do comércio e escolas. E a própria circulação dos ônibus. “Os municípios, acertadamente, tomaram as medidas para proteger a população. Não há questionamento quanto a isso. Mas nenhum deles procurou manter diálogo com as empresas de transporte público coletivo, que sofreram impactos muito grandes, tendo que reduzir a frota em função da queda da arrecadação, o que impacta diretamente na vida da população”, lamenta o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindpass), Paulo Afonso.
Apesar da retomada das atividades comerciais, a crise provocada pela Covid-19 fez com que as empresas cortassem postos de trabalho, afinal, os passageiros atendendo pedido dos prefeitos passaram a ficar em casa. Outro fator predominante na queda de faturamento dos empresa foi que a rede pública e privada de ensino estão sem aulas até hoje e a queda no número de passageiros no dia a dia gerou prejuízos às empresas de transporte.

Com isso, segundo o presidente do Sindpass, Paulo Afonso, as empresas foram obrigadas a se adequar á pandemia. Vários horários foram modificados para atender à realidade tanto da população quanto dos empresários. O setor, inclusive, aguarda a discussão do auxílio emergencial de R$ 4 bilhões aos setores de transporte urbano de passageiros – ferroviário, metroviário e por ônibus, com texto encaminhado ao Senado após aprovação da Câmara dos Deputados.

O benefício será destinado aos municípios com mais de 200 mil habitantes, como é o caso de Volta Redonda, e também aos estados e ao Distrito Federal para garantir o serviço de transporte público coletivo de passageiros em razão da pandemia de Covid-19. “Assim como a ajuda do governo federal, precisamos que os municípios também caminhem para a busca de uma solução. As empresas atenderam todas as medidas do combate a pandemia, mas tivemos que nos adaptar, reduzindo a frota de forma a não prejudicar a população usuária. Entendemos que o colapso do sistema está próximo e isso, sem dúvidas, prejudica a todos”, explicou Paulo Afonso.

Assumindo compromissos
O termo de adesão que está sendo elaborado para beneficiar o setor deverá conter vários compromissos, como o de rever os contratos de transporte até 31 de dezembro de 2021. O ente federado (no caso, as prefeituras) deverá ainda adotar instrumentos para priorizar o transporte coletivo, como faixas de pedestres, ciclovias e sinalização. Temas que fazem parte da maioria dos projetos dos candidatos a prefeito. Pena que sejam engavetados depois das eleições.

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