Grampos

Covid (I) – O Estado do Rio de Janeiro deu início, na segunda, 18, à campanha de vacinação contra a Covid-19. Para marcar a data, uma ‘cerimônia’, com a presença de vários políticos, foi realizada no Cristo Redentor. O governador interino, Cláudio Castro, justificou o ato: “É muito singular começar a vacinação no Cristo Redentor, que representa a paz, o amor e a vida”, pontuou. Acredita quem quiser.

Covid (II) – No evento político, Castro informou que cinco cidades fluminenses receberão o maior número de vacinas na primeira fase – Rio de Janeiro (capital), com 231.840 doses; São Gonçalo, 27.590; Niterói, com 23.240; Nova Iguaçu, 14.930; e São João de Meriti, 14.870. Volta Redonda, cujo número de mortes é superior ao de Nova Iguaçu, foi ‘deixada para escanteio’. Iria receber apenas 1.863 doses, contra as cerca de 15 mil enviadas para a cidade da Baixada.

Covid (III) – Nas redes sociais, o prefeito Neto prometeu questionar o número de vacinas destinadas a Volta Redonda. “Amigos e amigas, o critério de distribuição das doses foi feito pelo governo Federal, sem escutar as atuais gestões. Ou seja, foram usados dados colhidos com as Prefeituras nos últimos anos”, comentou, referindo-se ao quantitativo de vacinas destinadas às cidades da região.
“Vamos questionar tais critérios e vamos em busca de mais doses, para tentar vacinar nossa população o mais rápido possível. Tudo sem teatro e sem discussões menores, que não salvam ninguém. Vamos todos con-tinuar seguindo as orientações, como usar máscara, passar álcool em gel, manter o dis-tanciamento”, anunciou. Aproveitando para fazer o apelo para que todos continuem acatando as regras de combate à Covid.

Covid (IV) – Tendo que engolir a pequena quantidade de doses que iria receber, a prefeitura de Volta Redonda programou o início da vacinação para quarta, 20. O público-alvo da primeira etapa, “seguindo as determinações do plano nacional e estadual de vacinação”, seria formado por 165 pessoas com 60 anos ou mais, institucionalizadas (que vivem em asilos, como o Lar dos Velhinhos, no Monte Castelo); 12 pessoas com deficiência institucionalizadas (que vivem nas residências terapêuticas); e 1.686 profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

Covid (V) – O engraçado, se não fosse sério, é que, no release aos jornais, a prefeitura informou que a secretaria de Saúde já teria enviado ofício aos hospitais e unidades de saúde, para que informassem o número de profissionais que estavam na linha de frente no atendimento à Covid-19. Será que a pasta não sabia até então quantos trabalham combatendo a Covid em Volta Redonda?

Covid (VI) – No release (viva!), a prefeitura reconheceu pela primeira vez (o aQui já vinha batendo na tecla desde o governo Samuca) que “não existe a possibilidade de compra da vacina pelos governos municipais, por determinação das autoridades federais”. E, como para justificar o pequeno número de doses que iria receber na primeira, que “o número de vacinas disponibilizadas foi definido pelo Ministério da Saúde”.

Covid (VII) – A técnica de enfermagem que fez oito cirurgias no pulmão foi a primeira a ser vacinada em Volta Redonda. Trata-se de Gilmara Licia Olimpio Pereira, 41. Gilmara (ver foto) foi vacinada na tarde de terça, 19, na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do Conforto, onde ela trabalha. “Me sinto muito honrada por ser a primeira pessoa a tomar a vacina, porque eu também venho de uma luta com problemas de saúde; passei por oito cirurgias no pulmão. Trabalhar na pandemia para mim foi um grande desafio. A todo momento eu tinha medo de contrair o vírus e até que ponto isso causaria danos à minha saúde. Então me sinto privilegiada por ser uma das primeiras a receber a vacina em Volta Redonda”, afirmou.

Covid (VIII) – Gilmara lembrou as dificuldades diárias enfrentadas por estar na linha de frente do combate à Covid. “Todos os dias tinha um grande desafio. Porque a gente precisa atender com qualidade os pacientes e também nos proteger, sabendo que temos uma família em casa que nos espera. A gente sai e volta pra casa esperando o melhor para eles. Não queremos levar uma contaminação, essa era minha preocupação”, disse, lembrando que se privou de se aproximar dos parentes por medo da contaminação pela Covid-19.

Hospital Regional (I) – O que o aQui previu nas redes sociais com exclusividade virou realidade. O governo do Estado simplesmente decidiu que a vacinação dos médicos, entre outros funcionários, do Hospital Regional, que é dele, teria que ser feita pela prefeitura de Volta Redonda. E assim será.

Hospital Regional (II) – Documento obtido pelo jornal mostra que a vacinação no HR, segundo a secretária de Saúde de Volta Redonda, Conceição Souza, será feita no período de 25 de janeiro a 1 de fevereiro. Só não disse quantas vacinas terá que usar do lote destinado à cidade do aço, que foi de apenas 1.863, de um total de 3.900 doses que deverá receber. Aliás, com a confusão em Brasília, em São Paulo, na China e na Índia, ninguém sabe dizer quando a cidade do aço receberá a segunda parte do primeiro lote das vacinas.

Hospital Regional (III) – O deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, assim que soube (deve ter lido o aQui) que não haveria vacina para os profissionais do Hospital Regional, saiu em campo em busca de uma solução. E fez contato com o governo do Estado, sendo informado que as doses teriam mesmo que ser disponibilizadas pela prefeitura de Volta Redonda. Marcelo ligou para o prefeito Neto e este se comprometeu, segundo o deputado, a usar parte do pequeno contingente de 1.863 doses recebidas para imunizar os funcionários do HR.
Hospital Regional (IV) – Marcelo foi além. “Mesmo sabendo que o Hospital Regional atende pessoas de diversos municípios, o prefeito Neto me garantiu que irá disponibilizar doses da Coronavac para os funcionários do HR, que é exclusivamente voltado para o tratamento da doença. Isso mostra um senso de responsabilidade muito grande da nova gestão”, destacou. Para ser justo, deveria exigir que o governo do Estado mandasse novas vacinas para Volta Redonda para repor o estoque. Na hora que precisa de leito de Covid, o Estado não faz o que quer? Que assuma o ônus, né?

De volta – Márcia Cury, nomeada por Neto para assumir a direção do Hospital do Retiro, deverá assumir o cargo na próxima segunda, 25. Ela contraiu a Covid-19, passou um sufoco, mas teve alta e poderá voltar ao trabalho.

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