Grampos

Coisa de doido – Oficialmente, Volta Redonda conta hoje com 222.991 eleitores. Sabe quantos não votaram? Exatos 56.851. O número de votos nulos também foi considerável: 10.282. Em branco, um pouco menos: 6.071. Ou seja, somando-se os três, temos 73.204 votos ‘desperdiçados’.

 

Baltazar (I) – O ex-prefeito Paulo Baltazar, candidato do PSD, votou, bem cedo, no Colégio Miguel Couto, no Jardim Normândia. Em nota aos jornais, pediu aos eleitores que analisassem as opções antes de votar. Deu no que deu. Está hoje tentando descobrir a placa do carro que o atropelou. Carro não, jamanta (no bom sentido).

 

Baltazar (II) – Se levarmos em conta que a ex-vereadora Marie, esposa de Baltazar, naufragou no domingo, 15, saindo das urnas com apenas 383 votos, até que o ex-diretor do Hospital do Retiro não fez feio nas eleições de 2020. Só não foi eleito. E perdeu o emprego.

 

Maycon (I) – Outro que também não fez feio, guardadas as proporções, foi o atual vice-prefeito de Volta Redonda, Maycon Abrantes (PSDB).  Obteve 625 votos. Pode-se dizer que sua votação surpreendeu rsrsrs.

 

Maycon (II) – Como coube a Maycon, que brigou com Samuca achando que ia arrebentar nas urnas, espalhar pela cidade do aço que uma pesquisa – não registrada da CDL – apontava Neto como vencedor da eleição já no primeiro turno, Maycon pode arrumar outra profissão. De “espalha-boato”.

 

Fantástico – Jorge de Oliveira, o Zoinho, ex-vereador e ex-deputado federal, candidato derrotado ao Palácio 17 de Julho por três vezes (2008, 2012 e 2016), perdeu mais uma. Dessa vez para o Legislativo. Candidato do PSD de Baltazar, Zoinho não conseguiu se eleger para a Câmara de Volta Redonda. Obteve 1.454 votos e ficou como segundo suplente da legenda. Será que se aposenta?

 

Da série “perguntar não ofende” – Será que Zoinho e Baltazar, que também já perdeu três eleições seguidas, contando com a de 2020, têm direito a música no Fantástico?

 

Tem que rezar (I) – Fernando Martins, evangélico, apesar de ser ligado ao Projeto Vida, não se reelegeu para a Câmara de Volta Redonda. Obteve 1.338 votos nas urnas. Terá que orar muito daqui para a frente.

 

Tem que rezar (II) – Outro evangélico perdedor foi o ainda vereador Laydson. Obteve 1.188 votos, e olha que tinha o apoio do ex-secretário de Saúde do governo Samuca, Alfredo Peixoto. Até reunião com o pessoal da Saúde ele fez para o seu protegido. E deu no que deu.

 

Saúde – A atual secretária de Saúde do governo Samuca, Flávia Lipke, deixou o dela (cargo) na reta. É que vazaram um áudio da moça ‘convocando’ seus subordinados, ocupantes de cargos comissionados, a trabalharem para Samuca no domingo, 15, dia da eleição. Fazendo boca de urna, é claro, situação que é permitida por lei… aos mortais. Até uma lista com o nome de todos os CCs, que teriam que ir trabalhar, caiu nas redes sociais. Será que ela cai?

Mico (I) – Vice na chapa de Dayse Penna (Pros), o empresário Ademar Esposti pagou o maior mico ao deixar postarem (no Instagram do deputado Antônio Furtado, ver foto) um vídeo onde ele aparece, em cima da carroceria de um veículo, dançando todo serelepe ao som da música “um tapinha não dói”. Ah, sempre bom lembrar: qualquer tapinha dói.

 

Mico (II) – Aliás, a chapa Dayse/Esposti deu um senhor vexame nas urnas. Obteve apenas 3.197 votos (2,13%), ficando atrás de uma ilustre desconhecida, até então, musa do nanico Psol, a professora Juliana, que obteve 3.588 votos (2,40%). Detalhe: Juliana, a nova musa da esquerda, obteve mais que o dobro de votos do candidato do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), professor Habibe, que só conseguiu 1.617 votos (1,08%).

 

Triste (I) – A equipe de Juliana, segundo uma fonte, adorou a colocação da nova musa da esquerda. Mas dizem que ela saiu frustrada da eleição. Queria ficar à frente de Hermiton, candidato da direita. Fica pra próxima, menina.

Triste (II) – Hermiton, que fez campanha batendo no peito que tinha apoio dos Bolsonaro, obteve 5.886 votos, bem acima de Juliana, do Psol. Mas bem abaixo de quem acreditava que a direita fosse forte em Volta Redonda. Não é.

 

Federal – Mico mesmo foi do deputado federal Antônio Furtado (PSL), que lançou Dayse Penna como sua candidata ao Palácio 17 de Julho, quando Márcia Cury pulou do barco. O parlamentar, muito esperto, não quis encarar o desafio de enfrentar as urnas em 2020 e apostou suas fichas em Dayse. Errou feio, e sai chamuscado de não ter apoiado nem Neto nem Samuca.

 

Esperto – Para compensar o erro, no dia seguinte à eleição, Furtado ligou para Neto para dizer que vai enviar uma verba de R$ 2 milhões para que a prefeitura possa, em 2021, investir na área da saúde. Malandrinho, né?!

 

Já era (I) – A chapa Dayse/Esposti, lançada por Antônio Furtado, acabou beneficiando Samuca. Explica-se: Carlinhos Santana, adversário do Palácio 17 de Julho, achou que ia se dar bem ao lado do deputado federal. Dançou. Apesar de bem votado, com 1.516 votos, Carlinhos não se elegeu. Samuca tá rindo até agora.

 

Já era (II) – Rose Salazar, também adversária de Samuca, fez pior. Obteve apenas 160 votos pelo Pros de Dayse/Esposti/Furtado/Carlinhos Santana. Samuca também está rindo até.

 

Já era (III) – Outro que perdeu feio e fez a alegria de Samuca foi o comunista Marcione Oliveira. Tadinho, obteve apenas 42 votos. Para quem não se lembra, Marcione foi um que previu a derrota de Habibe ao anunciar que se Baltazar fosse para o segundo turno, teria seu apoio. Habibe, aliás, endossou. Os dois erraram.

 

Comunistas – A cidade do aço, pode-se dizer, nunca foi terra de comunistas. Prova está na candidatura do professor Habibe, pelo PCdoB, que só conseguiu 1.617 votos como candidato a prefeito de Volta Redonda. Igual a 1,08%. Sorte do companheiro é que, como o aQui mostrou, ele foi o candidato mais afortunado dos que concorreram ao Palácio 17 de Julho. Tinha a maior fortuna e pouco gastou na campanha.

 

PT (I) – A petista Cida Diogo, candidata da coligação ‘A Esperança de Volta’, ressurgiu das cinzas quando se lançou, toda corajosa, candidata do PT à sucessão de Samuca. Antes não o fizesse. Tadinha, só obteve 3.459 votos, perdendo a posição de líder da esquerda (se é que era) para a professora Juliana, do Psol.

 

PT (II) – Apesar do fracasso, Cida pode ter ajudado o petista Walmir Vitor a se eleger vereador em Volta Redonda. Foi o único cuja estrela brilhou no domingo, 15. E olha que ele também estava meio que escondido, politicamente falando.

 

PT (III) – Ao falar de sua derrota, Cida Diogo falou abobrinhas. Disse que perdeu por conta de um sentimento ‘anti-pt’, ‘anti-lula’ e por aí vai, em Volta Redonda. Será? Em 2016, por exemplo, Haddad, candidato a presidente da República pelo PT, obteve 56.080 votos no segundo turno contra Bolsonaro. O percentual foi de 35%,87 para o petista, bem diferente do que Cida obteve no domingo, de 2,31%.  Ou seja, se existe ‘anti’ alguma coisa, deve ser o ‘anticida’.

 

‘1’ – Esse ano, apenas dois candidatos saíram das urnas com apenas um único voto. Foram: Antônio Reis (PCO) e Rene Mario (PODE). Se são casados, das duas uma: ou suas esposas não votaram neles ou eles mesmos não quiseram arriscar votar no próprio nome.

 

Da padaria – Surpresa maior na eleição deste ano foi a eleição de Cacau da Padaria (José Onofre), do PMB, de Cabral e Pezão, que obteve 992 votos. Seu colega, Dinho da Padaria, não teve a mesma sorte. Obteve apenas 498 votos, mostrando que mexeu errado na massa.

 

Internacional – O ex-vereador Júlio Ferreira, morando há mais de uma década nos EUA, foi induzido a se candidatar a vereador pelo DEM, do ex-prefeito Neto. Até postou alguns vídeos tendo como cenário alguns locais das terras do Tio Sam. Não colou. Obteve nas urnas apenas 26 votos, mostrando que passou a ser um ilustre desconhecido. Fica por aí mesmo, Julinho, fica.

 

Curiosidade (I) – Sabe quem se elegeu como vereador em Volta Redonda com 1.551 votos? Foi Rodrigo Ávila, o popular ‘Rodrigo Nos do Povo’, do PL.  Tá certo… Ah, bom mandato ao ‘Nos do Povo’.

 

Curiosidade (II) – Quem é do grupo da terceira idade deve se lembrar bem de Celione, ex-vereador, que fazia uma dupla do barulho com o ainda vereador Maurício Pessôa. Pois bem, Celione, hoje no Republicanos, obteve, vejam só, 241 votos. Seus amigos devem estar indo dessa para uma melhor…

 

Curiosidade (III) – Mauro Coelho – líder comunitário que já foi muito ligado a Baltazar, nos velhos tempos – não se elegeu. Candidato pelo DC, Coelho só conseguiu tirar 259 votos da cartola (ops, das urnas).

 

Curiosidade (IV) – Arimathéa, ex-prefeito de Pinheiral, hoje morando em Volta Redonda, se candidatou e só obteve 596 votos pelo PSB de Baltazar. Há quem diga que ele está pensando em voltar a morar em Pinheiral. Se tivesse se candidato em sua terra, certamente estaria eleito. O campeão de votos na cidade vizinha foi Jordacio, do PSC, com 532 votos.

 

Vaiiiii – Tia Rose, mãe do campeão olímpico Thiago Pereira, pode saber nadar, mas não é boa de voto. Ex-titular da Smel, Rose Vilela obteve apenas 595 votos pelo MDB. Se bobear, volta a ocupar a Smel. E que, desde já, anote um pedido: acabe com a rua de lazer da Voldac.

 

Vixi (I) – Miguel Arcanjo, ligado ao Meio Ambiente, se lançou como candidato pelo PTB e contava com o apoio de Paulinho do Raio-X (lembram dele?) para se eleger vereador na cidade do aço. Vai ficar para a próxima, pois obteve apenas 453 votos.

 

Vixi (II) – Rafael do Gás, aquele que teve a coragem de peitar Joselito Magalhães, todo-poderoso secretário de múltiplas facetas do governo Samuca, quebrou a cara, saindo das eleições com apenas 438 votos. Deve ter acabado o gás, dizem.

 

Adeus – O ainda vereador José Augusto, candidato à reeleição pelo PSC, obteve 756 votos. É um dos mais antigos da Casa. No atual mandato, ganhou fama ao postar um áudio onde disse um monte de abobrinhas sobre seus colegas de Parlamento.

 

Chato – Alan Cunha, o mais chato (no bom sentido) dos presidentes de associações de moradores, conseguiu sair bem votado das urnas no domingo, com 975 votos pelo Republicanos. Fez bonito. Só para comparar: teve mais votos até que o vice-prefeito Maycon Abrantes, tucano e empresário de sucesso, com seus 625 votinhos.

 

Solidários – A família Granato, pela primeira vez nos últimos anos, vai ficar sem representante no poder, afinal, Washington perdeu para prefeito e Junior perdeu para vereador. Como são do Solidariedade, os solidários vão ficar desempregados. Sorte é que o primeiro é empresário bem sucedido do ramo de automóveis.

 

Aposta – Por falar em Granato, o candidato a prefeito garante que Volta Redonda terá nova eleição para prefeito. Em áudio que vazou nas redes sociais, Granato tenta manter sua equipe motivada. Vai ser otimista assim lá na Cochinchina.

 

Mão na massa – Ronie Oliveira, ex-presidente do Furban, se saiu bem nas urnas. Como marinheiro de primeira viagem, obteve 923 votos, bem à frente de muitos que se achavam bons de voto. O engraçado é que na segunda, 16, Ronei pegou em uma enxada e foi ajudar na limpeza de uma rua no bairro onde mora.

 

Misericórdia (I) – Nem bem comemorou e o futuro prefeito de Volta Redonda começou a liberar os nomes de alguns integrantes de seu futuro governo. Um agradou, o de Sebastião Faria, seu vice, para a direção do Hospital São João Batista. Outro, entretanto, mexeu com o imaginário dos motoristas da cidade do aço. Seria o nome do ‘major Luis Henrique’ para o comando da Guarda Municipal. Se for verdade, vai ser um tiro no pé.

 

Misericórdia (II) – O convite ao ex-comandante da GM pode melar. É que o major virou coronel e comanda um batalhão da Polícia Militar em Campos. Há quem diga que não volta para a cidade do aço nem que a vaca tussa. Amém.

 

Alfinetada – Tetê Gonçalves, irmã do ex-deputado estadual Nelson Gonçalves, será a secretária de Educação de Volta Redonda no governo Neto, se o TSE não melar tudo, é claro. A escolha já era esperada, mas certamente não deixa de ser uma cutucada em Nelsinho, que virou adversário de Neto (e de Samuca) ao lançar Baltazar como candidato a prefeito pelo PSD.

 

Da série “perguntar não ofende” – Quando é que Neto vai anunciar o nome de Márcia Cury como secretária de Saúde do seu futuro governo?

 

Descanso – Betinho Albertassi, que fez bonito nas urnas, dando o seu primeiro passo na política regional elegendo-se vereador por Volta Redonda, aproveitou o feriado de ontem, sexta, 20, para dar uma esticada até Santa Catarina para rever familiares de Cristiane, sua esposa. E, como não é de ferro, descansar um pouco da eleição.

 

Trabalho – Logo na segunda, 16, um dia após a eleição, Samuca reuniu um grupo de secretários para dizer que quer empenho total de todos até o final do mandato. “A cidade não pode parar”, justificou. Aproveitou e desabafou. “Deixaram muita casca de banana pra gente, contratos no fim e vencidos. Não vamos fazer isso”, comentou.

 

Campanha – Por falar em Samuca, o prefeito disse pra sua equipe que não sabe, caso a Justiça Eleitoral marque nova eleição, se vai concorrer. Entretanto, disse que já recebeu convites para permanecer na vida pública. “Vou avaliar”, prometeu.

 

Olho lá… – Aliás, a possibilidade de Neto não tomar posse e o presidente da Câmara assumir como prefeito interino (em 2021) fez com que a eleição para a mesa diretora da Casa virasse o centro das atenções. Na bolsa de apostas três nomes estão cotados para assumir a presidência no ano que vem: Conrado, Edson Quinto e Dinho.

 

Desabafo – O ainda vereador Carlinhos Santana (PROS), que não foi reeleito, escolheu o culpado pela sua derrota: a população. “Pena que muitos que mamaram na prefeitura tiveram êxito, prova que a população não quer quem trabalha”, desabafou. Detalhe: Carlinhos perdeu muitos votos na Água Limpa para o reeleito Fábio Buchecha (PSC), que era da base de Samuca.

Nunca – O baque da derrota em Carlinhos Santana foi grande. Tanto que ele prometeu nunca mais se candidatar a um cargo público. Quem acredita?

 

Decepção (I) – A votação do ex-secretário de Infraestrutura, Toninho Oreste, foi uma grande decepção para o Palácio 17 de Julho. Toninho teve o apoio de vários secretários e indicou diversos cargos para a sua pasta. Teve apenas 1.251 votos.

 

Decepção (II) – Outra decepção foi a votação do ex-vereador Sukinho (PSD). Mesmo com apoio da família do ex-deputado Nelson Gonçalves, o rapaz – com 1.257 votos – voltou a ficar de fora do Legislativo.

 

Demissão – O deputado Antônio Furtado fez de tudo para ajudar a sua legenda. Só que  o PSL não conseguiu eleger sequer um vereador. Furtadinho, apoiado por ele, conseguiu só 516 votos.

 

Bomba – Um determinado político de Volta Redonda deve estar sem dormir desde que seus protegidos se insubordinaram contra a forma como andou distribuindo recursos partidários aos candidatos da legenda que comanda com mãos de ferro.

Três candidatos, abençoados por ele, fracassaram nas urnas, ficando na rabeira da nominata. Quem viu a distribuição do dinheiro entende que seria mais um caso de ‘rachadinha’ bem ao estilo do 01.

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