quinta-feira, novembro 25, 2021

Curtas

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Depois de alguns arranjos desafinados, a antiga Fanfarra da ETPC, que chegou a ser conhecida internacionalmente depois de conquistar onze títulos de ‘a melhor fanfarra do Brasil’, passou a ser comandada pelo grupo da foto, tendo à frente o professor Airton Turini. Os ensaios continuam sendo feitos aos sábados na Praça da 60, e o próximo será inesquecível. É que uma das primeiras providências da nova administração para que os acordes saiam perfeitos foi que a Furiosa, apelido da antiga fanfarra, vai poder ensaiar utilizando cópias das partituras originais do professor Emil Savelli, doadas por Emil Savelli Filho (no centro da foto).
“Entreguei as cópias das partituras do meu pai, professor Emil Savelli, ao maestro Helnatan, conhecido como Natan, e falo isso com orgulho. As coisas mudaram para melhor. Quem comanda a fanfarra agora é o professor Airton Turini”, disse Emil, lembrando que quem conhece a verdadeira história da fanfarra sabe que a Furiosa começou a se destacar por volta de 1965, quando a banda mudou a cadência para 120 passos por minutos com músicas (toques) em marchas e polcas. “Existem até arranjos para a ópera Aida”, comentou, todo orgulhoso, ao relembrar os bons tempos, referindo-se aos acordes feitos especialmente para a ópera Aida, de Giuseppe Verdi e Antonio Ghislanzoni, cuja estreia mundial aconteceu na Casa da Ópera, no Cairo, em 24 de dezembro de 1871.
A Furiosa, como o aQui revelou com exclusividade em setembro, renasceu há alguns meses, quando um grupo de ex-alunos da ETPC que tocava na tradicional fanfarra da escola nos anos 60, 70 e até 80 começou a se encontrar para ‘matar as saudades’ dos velhos tempos. Os encontros deram certo, atraíram vários ex-alunos, que decidiram montar uma nova fanfarra, que voltou a ensaiar, ainda sem as partituras de Emil Savelli, nas tardes de sábado. O próximo ensaio está marcado para o dia 13, às 16 horas, na Praça Pandiá Calógeras, na 60.
Agora os componentes estão muito entusiasmados e unidos. Eles, que já não são mais jovens, estavam insatisfeitos por terem que ‘obedecer’ a ordens absurdas. A paz voltou com o comando do professor Airton Turini”, pontuou Emil, que não vê a hora de a Furiosa passar a se apresentar em outras cidades.

Bienal virtual
Termina amanhã, domingo, 7, a IV Bienal do Livro de Volta Redonda, que este ano explora o tema ‘Periferia Conectada’. A feira está sendo realizada desde quinta, 4, pelo Instituto Dagaz, e a ideia é colocar em discussão a arte cotidiana espalhada pelas ruas. Devido à Covid-19, a feira está sendo 100% virtual – o que é um contrassenso, pois tudo praticamente está liberado na cidade do aço, como os próprios templos de consumo, os grandes shoppings centers. Todos os trabalhos podem ser vistos pela plataforma www.quartabienaldolivro.com.br.
De acordo com a presidente do Instituto Dagaz, Marinez Fernandes, depois de domingo, as obras da Bienal continuarão disponíveis “on demand”. “Essa é a primeira feira virtual realizada no Sul Fluminense, e é toda interativa em terceira dimensão, 360 graus, o que fornece ao público a sensação de estar mesmo visitando uma feira com estandes e salas de exibição”, explica.
Nesta edição, além dos estandes virtuais de livrarias, editoras, instituições de ensinos, de cultura e autores, que comercializarão os produtos com preços e descontos diferenciados, a Bienal conta com oito salas virtuais. Na Sala Sarau, 11 artistas apresentam o que eles vêm e sentem por meio da prosa, versos e performance. Na Sala Contadores de História, oito artistas levam os internautas a um mergulho no mundo da imaginação por meio do universo fantástico dos livros e contos infantis.
Já no espaço Sala de Escritores, 20 autores compartilham um pouco de suas particularidades com o público, possibilitando a troca de experiências. Na Sala Palestrantes, nove artistas estão fazendo palestras sobre a “Periferia Conectada”. Na Sala Artistas e Grupos, o destaque fica por conta de 15 talentos da periferia que estão se conectando e conquistando as grandes cidades brasileiras, exportando cultura e sucesso.
A novidade é a Sala Gastronomia, onde oito chefes de cozinha apresentam os sabores, aromas e as delícias servidas nos botecos, das receitas de famílias e as formas de reaproveitar alimentos.

Biblioteca online
No final do mês de outubro, quando se comemorou o Dia Nacional do Livro, a secretaria de Cultura de Volta Redonda implantou a “Biblioteca Online”, um sistema virtual para consulta de exemplares nas duas bibliotecas municipais existentes na cidade do aço: Raul de Leoni e Estação Cidadania. Graças a isso, cerca de 10 mil exemplares que compõem o acervo das duas bibliotecas já podem ser consultados pelo site https://cultura.voltaredonda.rj.gov.br, aba Biblioteca Online.
De acordo com a bibliotecária Alessandra Campbell, o sistema on-line facilita a vida dos usuários, mas ela lembra que ainda não é possível fazer empréstimos virtualmente. “Qualquer usuário que entre no site da Cultura, pode ter acesso à biblioteca on-line. Existe um ícone em destaque onde o usuário clica e é direcionado”, disse, acrescentando que a média de empréstimos de livros é de 97 por mês. “O acervo da biblioteca conta com 20 mil exemplares, entre títulos dos mais variados temas: literatura brasileira, educação, psicologia, filosofia e outros”, citou Alessandra.
O empréstimo de livros continua sendo feito de forma presencial, sendo que o horário de funcionamento da Biblioteca Raul de Leoni, na Vila, é de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. Para fazer o cadastro, é necessário apresentar um documento de identificação com foto, comprovante de residência e uma foto 3×4.
O secretário de Cultura, Anderson de Souza, comentou que desde a reabertura da Biblioteca Raul de Leoni, a média de visitantes gira em torno de 415 por mês. “Muitos jovens, principalmente estudantes, frequentam a Biblioteca Raul de Leoni que, desde a sua reabertura, tem a proposta de ser um equipamento cultural. Além dos livros, nós com esse espaço reformulado oferecemos outros segmentos culturais como: exposições, palestras, apresentações teatrais e outras modalidades artísticas”, esclareceu o secretário.

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