Aplicação de polímetros pela CSN em pilhas, contra pó preto, foi destaque em reportagem do jornal Valor Econômico
A redução das emissões do chamado ‘pó preto’ na Usina Presidente Vargas, usando os novos equipamentos instalados há pouco mais de um mês, está levando a CSN a intensificar o investimento nesses processos. A partir de segunda, 4, várias ruas internas da UPV também começarão a receber os polímeros biodegradáveis que a empresa está aplicando em pilhas de carvão, minério e outras que possam emitir material particulado, impulsionado pelos ventos.
Os polímeros biodegradáveis são altamente resistentes e de longa duração. Após a aplicação, uma crosta protetora de cerca de 5 milímetros é formada, tornando-se uma das opções tecnológicas mais modernas do mundo para a redução da emissão de poeira e contenção de pilhas. O material não afeta negativamente o processo produtivo, o meio ambiente e nem a saúde de pessoas ou animais.
Desde o início da aplicação, há pouco mais de um mês, mesmo com ventos fortes sobre as pilhas de carvão e minerais cobertas pelos polímeros, eles permaneceram intactos, sem levantar poeira. O resultado foi tão positivo que a CSN decidiu espalhar o produto também nas ruas internas onde existem áreas com acúmulo de poeira (que também pode ser carregada pelos ventos). No entanto, ao contrário dos polímeros aplicados nas pilhas de minérios e carvão (que são coloridos), o material aplicado nas ruas públicas será incolor.
Além dos polímeros, outra medida considerada de última geração para o controle das emissões de pó, especialmente o chamado ‘pó preto’, foi a instalação de 12 canhões de névoa, que criam uma neblina artificial. Essa névoa contém gotículas com dimensões ideais para reduzir a dispersão do ‘pó preto’, especialmente nas sinterizações.
Destaque nacional
A imagem de um caminhão dispersando polímeros em pilhas de material particulado na
Usina Presidente Vargas foi destaque de uma reportagem especial da Revista de Sustentabilidade, do jornal Valor Econômico, desta semana. A reportagem abordou a siderurgia e a questão ambiental, incluindo casos de diversas empresas do setor.
A revista ressaltou os problemas relacionados às emissões de ‘pó preto’ que ocorreram na CSN e descreveu as soluções adotadas, citando um comunicado da empresa: “Há investimento, neste momento, de R$ 700 milhões em modernos equipamentos e filtros para aprimorar os seus controles ambientais da emissão de poeira até 2024. Há inúmeras medidas para reduzir o impacto da poeira: filtros de despoeiramento, lavadores de gases, turbinas de névoa, limpeza e lavagem de vias internas e canhões de aspersão com aplicação de polímero que minimiza os sólidos em suspensão”. Helena Brennand Guerra, diretora de sustentabilidade da CSN, disse ao Valor Econômico que a UPV melhorou a eficiência do uso de água no local – de 92,9% em 2019 para 94,4% em 2022. “É tão significativo que seria suficiente para abastecer uma cidade como o Rio de Janeiro durante um ano. A usina é hoje a mais eficiente no uso da água no Brasil”, garantiu.
Atualmente, tanto a água do Rio Paraíba, captada pela UPV, quanto a água devolvida ao rio passam por análises diárias de qualidade no Centro de Pesquisas da empresa. A água utilizada pela empresa é tratada de maneira a garantir que a água devolvida ao rio tenha qualidade superior à captada.

