Alerj vai criar o disk combate ás drogas

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio vai criar um canal de atendimento para receber informações relacionadas ao uso de drogas. Vai funcionar, de segunda a sexta, por meio de um número 0800 e, aos fins de semana, as informações poderão ser enviadas via WhatsApp. A medida foi anunciada na audiência pública da Comissão de Combate ao Uso de Drogas, realizada na quarta, 23, quando a subsecretaria de Estado de Cuidados Especiais, ligada à Casa Civil, apresentou a cartilha contendo informações de prevenção ao uso da K9 – droga à base de canabinoide sintético.
O presidente do colegiado, deputado Danniel Librelon (REP), informou que o Projeto de Resolução que prevê a criação do canal 0800 foi aprovado pela presidência da Alerj. “É um ganho muito grande de uma demanda que a Comissão pleiteou e estamos conseguindo avançar. Agora, vamos tratar dos aspectos técnicos para que a gente possa inaugurar e fazer a divulgação do número ao público e aos demais órgãos”, explicou.
Librelon também explicou como funcionará o disk combate às drogas. A Comissão receberá as denúncias e irá encaminhá-las aos respectivos órgãos competentes. “Dependendo da demanda, vamos acionar o órgão responsável. Há casos em que será a Secretaria de Saúde e, em outros, a Assistência Social. Terá todo um protocolo que a Comissão irá acompanhar e também haverá transparência, por meio dos canais que criaremos nas redes sociais”, acrescentou.

Cartilha de prevenção à K9
Subsecretário de Cuidados Especiais, Guilherme Bussinger, disse aos deputados que a cartilha de prevenção à K9 foi confeccionada pela Casa Civil, tendo passado pelo crivo de diversos especialistas. “Nós entendemos que a informação é a nossa principal arma. A droga afeta o que nós temos de mais valioso, que é a nossa vida”, pontuou.
O deputado Librelon demonstrou preocupação com a possibilidade da disseminação da K9 no Rio de Janeiro e utilizou como exemplo a rápida propagação ocorrida em zonas de drogadição, que são as conhecidas cracolândias, no estado de São Paulo.
“A cartilha é de uma grande contribuição, porque chegou para nós a informação de que algumas pessoas, no Estado do Rio, já utilizaram a K9. É uma droga nova e ainda não se sabe de que forma atuar para combater e prevenir. A Comissão, em cooperação com a subsecretaria, irá fazer a confecção dessas cartilhas para distribuirmos em ações da secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Casa Civil e da própria Alerj”, complementou.

Comunidades terapêuticas
Já a subsecretária de Prevenção à Dependência Química, Marileia de Paula, citou a importância do trabalho das comunidades terapêuticas no acolhimento e tratamento de dependentes químicos em apoio aos centros de acolhimento estatais. “É preciso fortalecer as unidades de acolhimento. Temos parceiros importantes que são as comunidades terapêuticas e outras entidades que colaboram. A subsecretaria está buscando viabilizar a assinatura de uma parceria com essas instituições”, afirmou.