Cofres vazios

Manu Porfírio

O prefeito Rodrigo Drable, para surpresa de muita gente, confessou ontem, sexta, 24, durante live pelas redes sociais, que os cofres da prefeitura de Barra Mansa estão à míngua. Indo de mal a pior, por conta da pandemia. “Em 2016, Barra Mansa pagou R$ 55 milhões para manter um plano de previdência próprio, de aposentadoria dos funcionários e pensionistas. Em 2021, o plano vai custar R$ 104 milhões e, em 2022, R$ 140 milhões”, exemplificou.
Drable foi além. “O que a minha administração fez para agravar isso? Nada. Nós não criamos benefícios, pelo contrário, fizemos a revisão de alguns casos, mas aquelas bondades do passado têm um preço (bem diferente, grifo nosso) hoje. O custo do aposentado em 2030 vai ser de uma vez e meia o custo da folha de quem está trabalhando na ativa. Isso quer dizer que ou vai se reduzir muito a capacidade da cidade produzir ou não vamos mais pagar aos aposentados. É uma realidade financeira decorrente do desdobramento de ações do passado”, avaliou.
Temendo o pior, Rodrigo diz que a qualquer hora a cidade pode enfrentar um colapso financeiro. “Aumentamos significativamente a receita da cidade, mas a despesa está com o crescimento descompassado. Eu tenho feito um equilíbrio, um aperto, um arrocho danado, e as pessoas reclamam de mim. Eu entendo. Eu tenho que cortar hora extra, fornecimentos, alguns serviços para tentar equacionar a situação. Mas não podemos fazer mais do que a nossa capacidade financeira nos permite porque, senão, a bola de neve vai acontecer em algum momento. Isso vira um processo judicial e a cobrança vem”, disparou.
Por falar em problemas financeiros, Drable aproveitou para detalhar a situação dos precatórios. “Em 2016, último ano do último governo (Jonas Marins), foram pagos R$ 3 milhões de precatórios. Como não pagavam, foi acumulando e a Justiça entendeu que isso tinha que ser pago até 2024. Pegaram toda a dívida da história e dividiram até 2024 para a gente pagar tudo. Só que o normal era ir pagando ano a ano, mas em Barra Mansa não pagavam nada”, disse.
Ainda segundo o prefeito, em 2022 o valor do precatório a ser pago será absurdo. “Em 2016 eles pagaram R$ 3 milhões, e em 2019 eu paguei R$ 16 milhões. Esse ano estamos pagando R$ 18 milhões e, no ano que vem, e quero que todos fiquem chocados, pagaremos R$ 55 milhões de um único precatório resultado da administração das UPAs da cidade do governo anterior ao meu. A UPA no governo anterior ao meu custava o dobro do que custa hoje, seis anos depois. E hoje se faz muito mais do que se fazia antes”, comparou. Vixe, Maria!

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