Castigo

Justiça Eleitoral reprova contas de campanha de Gilmar Lellis

O ex-vereador Gilmar Lellis está enrolado com a Justiça Eleitoral. Lellis, que não se reelegeu na eleição de 2020, foi responsável pela denúncia de suposta compra de votos de vereadores para a aprovação das contas do prefeito Rodrigo Drable, de quem virou inimigo mortal depois de passarem os primeiros anos em fina sintonia. A acusação – que até hoje não foi comprovada – levou a Justiça a tirar Drable temporariamente do cargo. Agora, quem vai ter que se explicar à Justiça Eleitoral é o próprio ex-vereador.
O Ministério Público Eleitoral encontrou uma série de irregularidades na prestação de contas da campanha de Gilmar Lellis; entre elas, a utilização de veículo de som sem estar acompanhado de carreata – o veículo foi, inclusive, apreendido em flagrante. Também foi detectada a falta de informações sobre o pagamento da locação desse veículo, do motorista e do jingle utilizado, além da omissão de outras despesas e recibos, fora outros contratos irregulares. O MPE deu prazo de 72 horas para que o ex-vereador apresentasse toda a documentação e regularizasse a sua situação, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.
O juiz responsável pela 91a Zona Eleitoral, Francisco Ferraro Junior, aceitou a denúncia do MPE e declarou “não prestadas” as contas de campanha de Gilmar Lellis. Cabe recurso da decisão.
Curto e grosso
Sobre a sentença contra o seu desafeto político, o prefeito Rodrigo Drable foi bem lacônico, sem querer entrar em polêmica. “A eleição já foi uma resposta (a Gilmar, grifo nosso) do que o povo pensa. Agora, a justiça vai mostrar mais verdades”, alfinetou.

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